Notas iniciais
Oooi meus anjos 0/ Tudo legal com vocês? Comigo ta tudo ótimo / Quero agradecer as minhas lindas Vivi_Peres e Isadora (minha diva) que favoritaram a história. E a todas as pessoas que estão acompanhando, primeiro capítulo e já tem bastante gente acompanhando, só ta faltando os comentários né? uhasuhas Enfim, boa leitura.

4 meses se passaram, o Bruno havia saído daquela UTI á um mês atrás, agora ele estava num quarto comum, mas ainda não podemos visitar-lo, os médicos dizem que ele reagiu bem nos últimos meses, e que ainda precisam fazer exames com ele, antes de permitir as visitas, ele continua em coma.

Minha barriga já estava ENOOOOORME! Hoje eu iria fazer a primeira ultra som pra saber o sexo do bebê, o Vitor faz questão de me acompanhar, assim como a Marta e a Ju, depois de muita discussão ficou decidido que o Vitor entraria na sala comigo, mas a Ju e a Marta iria mesmo assim, e ficariam na sala de espera...

A consulta era por volta das 14hrs, acabo de acordar as 09hrs da manhã, Ju não estava no quarto, deveria estar na sala com a mãe, me levanto da cama (estava dormindo na cama da Ju pois não conseguia dormir bem no baixo, por conta da barriga, o quarto do Bruno estava reformando pra mim e pro bebe, mudando a pintura, colocando enfeites, essas coisas.

Entrei na sala e não havia ninguém.

– Ju? – Chamo ela – Marta? – Caminho até o corredor pra ver se elas estão no quarto, nada delas, entro na cozinha e há um bilhete na porta da geladeira “Fatinha, eu e a mamãe fomos no super-mercado, voltamos logo, BeiJu!”

Pego uma rouba simples e vou tomar banho, um vestido soltinho, de pano mole, eu estava trabalhando no hostel, também decidir só fazer faculdade quando o bebê estiver maior, hoje estou de folga no hostel por conta da consulta.

Troco de roupa e vou para a cozinha preparar um sanduíche pra comer.

Após comer vou ver um pouco de TV, á varias mensagens no meu celular do tio coruja, o “Titio Vitor” mesmo antes do bebe nascer o Vitor já era louquinho por ele, ele diz que o bebe é uma menininha, e que vai ser a menina mais linda que o Titio Vitor já viu.

“Ei menina, acorda, ta na hora!” A primeira mensagem dele, as 08hrs da manhã.

“To ansioso pra ver a menina do titio” A segunda.

Sorri ao ler a segunda mensagem, imagino que se o Bruno estivesse totalmente recuperado, ele estaria babão assim como o Vitor, ele vai ser pai, e nem sabe disso, assim que ele puder receber visitas eu vou contar que ele vai ser papai, imagino a felicidade que o meu moreno vai ficar.

As 10:30 da manhã, Ju e Marta chegaram cheias de sacolas.

– Olha a grávida mais linda do mundo acordou! – Ju falou ao abrir a porta.

– Mais linda nada Ju, to parecendo uma bola. – Rimos. – Querem ajuda? – Perguntei.

– Não querida, não faça esforço.

– Que isso Marta, eu to grávida, e não doente. – Me levantei, pegando algumas sacolas de sua mão.

– Que menina teimosa viu! – Ela falou fingindo um tom bravo. – Fatinha, tenho boas noticias, o Bruno vai poder receber visitas amanhã.

– O QUE? – Falei num susto. – Finalmente o Bruno vai poder receber visitas? Isso é bom não é? Ele acordou? – Larguei as sacolas na porta da cozinha voltando minha atenção a Marta.

– Calma, ele não acordou ainda, mas ele ta reagindo bem, e já vai poder receber visitas, não muito demoradas, mas já é alguma coisa. – Eu tava toda animada, dando pulinhos leves. – Você tem que ir com calma quando for contar da gravidez, ele pode se agitar demais, e isso pode ser ruim. – Ela disse com bastante calma, me desanimando.

– Não vou poder contar? – Perguntei desapontada.

– Claro que vai, mas com calma Fatinha, com calma.

– Tudo bem, to tão ansiosa pra isso, e pra ultra som também. – Me sentei numas cadeiras da mesa.

– Eu tenho quase certeza que vou ter uma sobrinha. – Ju falou me dando um beijo no alto da minha cabeça.

– Eu também, quase certeza que vai ser uma menininha, como o moreno queria. – Coloquei uma mexa do cabelo atrás da orelha.

A campainha tocou e a Ju abriu a porta, era Lia e Tatá, Lia vivia aqui agora, estava me sentindo tão bem tendo tanta atenção assim.

– Tatá! – Abri os braços pra ela, que correu e me abraçou. – Cuidado moça. – A abracei com cuidado.

– Que saudade Fatinha. – A Tatá era um apego de criança, eu era louquinha por ela, tinha tempos que não via ela, ela tava morando com a Dr° Raquel em outro prédio, e pelo que entendi, Raquel e Lorenzo voltaram, e elas voltaram a morar aqui no prédio.

– Saudades tava eu de você pequena!

– Olha só o tamanho da sua barriga. – Ela tinha me visto á 4 meses atrás, a barriga ainda não tinha nem aparecido.

– Cresceu né? – Coloquei a mão na barriga. – E você também cresceu. – Apertei as suas bochechas.

– Quanto amor vocês duas, e a Lia não ganha nenhum abraço. – Lia falou fazendo biquinho.

– Vem cá roqueirinha. – Puxei ela, fazendo ela me abraçar de lado. – Cadê o Vitor?

– Nem sei, falei com ele ontem á noite. – Ela disse simples.

– Sai Lia, você ver a Fatinha sempre, eu tenho um tempão que não á vejo. – Tatá tentou empurrar Lia, me abraçando também.

– Não briguem, tem Fatinha pra todo mundo. – Ri, me soltando das duas e sentando no sofá.

– Meninas, vou fazer o almoço, vocês vão almoçar aqui? – Marta perguntou pra Lia.

– Vamos! – Lia falou entusiasmada.

– Essa draga ia dispensar almoçar na casa dos outros nada. – Ju falou rindo, assim como o resto de nós.

– Não sei como você não engorda Lia. – Tatá falou. – Essa aí come por dois, dois não, por três.

A campainha tocou de novo.

– Quem será? – Perguntei, Ju levantou abrindo a porta. Era o Vitor e o Gil. – Amor. – Ju deu um selinho em Gil.

– Roqueirinha! – Vitor sorriu ao ver Lia. – Oi Marta. – Cumprimentou Marta, que estava na cozinha.

– Comigo ninguém fala. – Tatá fez um drama básico.

– Guria, quanto tempo que não te vejo. – Vitor puxou Tatá pelo braço, a abraçando. – Deixa eu falar com a grávida linda aqui. – Ele soltou Tatá, sentando do meu lado. – Recebeu minhas mensagens Fat?

– Recebi, titio coruja. – Rimos.

– Mãe, faz comida pra bastante gente, os meninos vão ficar pra almoçar também. – Ju falou abraçada com Gil.

– Ta bom. – Marta falou da cozinha.

Ficamos na sala conversando enquanto a Marta preparava o almoço, Tatá estava agarrada em mim, e eu a enchendo de beijo, e cócegas, Lia e Vitor estavam no Love deles, como se não estivesse ninguém aqui, Ju e Gil estavam me ajudando a fazer cócegas na Tatá, e mimando ela, junto comigo.

O almoço logo ficou pronto, e fomos todos almoçar, Marta fez macarrão com molho e filé de frango grelhado, Olavo também chegou pra almoçar, e encontrou aquela bagunça na casa, cada um num canto comendo, pois a mesa ficou pequena pra tanta gente, ele se juntou a bagunça, depois do almoço eu fui me arrumar, com a Ju, Vitor foi pra casa com Lia, Tatá, e Gil, Olavo foi se deitar, e Marta foi lavar a louça, depois veio se arrumar também. Nos arrumamos, e logo o Vitor chegou, Olavo tomou um banho e decidiu que iria nos levar lá na consulta.

– Ta ansiosa Fatinha? – Ju me perguntou quando estávamos no carro a caminho do consultório.

– Muito ju, você não tem noção de quanto esse momento vai ser especial pra mim. – Eu tava toda chorosa, quase sempre ficava assim. – Seria mais perfeito ainda se o meu moreno estivesse aqui comigo, ele me faz tanta falta que chega a ser insuportável.

– Todos nós sabemos disso querida. – Marta disse com bastante paciência. – Se concentra no seu momento querida. – Ela disse se virando pra trás e segurando minhas mãos e sorrindo.

– A senhora é a melhor sogra do mundo. – Pisquei pra ela. – E tenho certeza que vai ser a melhor avó também. – Ela sorriu toda boba.

Chegamos no consultório, Olavo só nos deixou, ele tinha que voltar pro escritório dele, fomos pra sala de espera, eu estava nervosa não parava de roer minhas unhas e andar de um lado pro outro, até que a médica nos chamou, Vitor entrou comigo, com um dos braços por cima do meu ombro.

– Ele é o pai da criança? – A medica perguntou quando sentamos diante dela. Eu e o Vitor trocamos olhares e rimos.

– Não, o pai esta no hospital, por isso não pode vir. – O Vitor falou. – Estou como acompanhante e amigo né Fat? – Fiz que sim com a cabeça.

– Sinto muito pelo rapaz pai da criança. – A medica foi simpática. Paloma era seu nome. – Minha querida, vamos se trocar pra fazer a ultra som? – Ela perguntou e meus olhos brilharam.

– Vamos. – Me levantei, a acompanhando até uma parte reservada do consultório e me troquei, coloquei um roupão branco, o tecido parecia ser plástico, ou algo assim, tinha uma abertura que deixava minha barriga inteirinha de fora.

Ela me ajudou a deitar na maca e chamou o Vitor pra acompanhar a ultra som, o Vitor se pôs em pé ao meu lado, segurando minha mão.

Então a médica começou, passou o gel na minha barriga e foi deslizando o aparelho, mantive meus olhos na tela, vendo cada detalhe daquele bebezinho lindo que estava dentro do meu ventre.

– Já da pra ver o sexo? – Perguntei pra Dra°.

– Dá sim. – Ela moveu o aparelho na minha barriga. – Olha aqui. – Ela deixou numa posição onde dava pra ver o sexo da criança, não conseguir identificar. – O que você estava querendo?

– Uma menininha. – Falei com os olhos brilhando.

– Pois teu sonho tornou-se realidade. – Ela disse e eu quase não acreditei.

– Uma menininha? – Olhei pro Vitor deixando lagrimas escorrer.

– Do jeito que você queria moça, uma guria. – Vitor falou olhando pra mim, e logo depois olhando pra tela a nossa frente .

– Será que é a menina do meu sonho? – Deixava as lagrimas escorrerem.

– Agora teu sonho tem sentido, não acha? – Vitor respondeu.

– Acho sim, tem todo sentido agora. – Sorri, deixando as lagrimas escorrerem livremente pelo meu rosto.

Terminamos a consulta, sai da sala toda sorridente, com lagrimas nos olhos ainda.

– E ai? – Marta e Ju perguntaram juntas, se levantando.

– Correu tudo bem. – Falei prendendo o riso.

– Você sabe que não é isso que a gente quer saber. – Ju falou impaciente. – Responde o que queremos saber.

– É uma menininha. – Falei soltando um sorriso largo.

– Eu vou ter uma netinha? – Marta perguntou com os olhos marejados. – Vem cá Fatinha. – Ela me puxou pra um abraço, bem apertado, por sinal. – Você esta realizando meu sonho, sempre quis ter uma netinha. – Ela falou, ainda abraçada comigo.

– Você é a melhor sogra do mundo, e com certeza, a melhor avó.

– Eu posso dar um abraço na minha cunhada ou ta difícil? – Ju perguntou de braços cruzados.

– Vem cá, vem. – Me soltei da Marta, esticando o braço pra Ju, ela me abraçou.

– Você ta feliz, cunhadênha? – Ela perguntou baixinho, só pra mim ouvir.

– E como, cunhadênha. – Respondi, no mesmo tom, nós rimos, e nos soltamos.

– Vamos pra casa? – Marta perguntou, e todos dissemos que sim.

Pedimos um taxi e voltamos pra casa, Ju foi na casa do Gil contar a novidade pra ele, e o Vitor foi pra casa, eu e Marta voltamos pro apartamento, Marta foi ler um pouco, e eu tomei um banho e fui descansar, estava ansiosa demais pra ver o Bruno amanhã, queria lhe contar de como tem sido esses meus últimos meses sem ele, queria sentir a pele dele, e quem sabe os lábios dele também.

E esta criança, esse bebe, será que veio pra nos unir novamente? Será que quando o Bruno acordar ele vai voltar pra mim? Mesmo a gente tendo uma filha juntos, eu espero que sim, tomara.

Notas finais
Oi de novo amorecos, quero pedir as mesmas cosias que eu sempre peço, comentem, favoritem, recomendem e blá blá blá, me ajuda muito, e me motiva cada vez mais a escrever, enfim, vocês já sabem né? Vejo vocês no próximo..