Medo de Amar - Brutinha
19 Termino :l
Notas iniciais
De agora em diante era sempre assim, vivíamos brigando por causa da forma como eu me vestia, e na boa, eu não via problema nenhum na forma que eu me vestia, minhas roupas nunca foram muito curtas. Eu e o Bruno só ficávamos em paz quando estávamos em minha casa ou na casa dele, só era por o pé na rua que as brigas começavam.
Hoje era o aniversario de 19 anos do Dinho, vai ter festa em uma boate, já to prevendo brigas com o Bruno, pra evitar eu me vesti de uma forma ‘comportada’.
(LOOK — http://capricho.abril.com.br/imagem/500x847/look-dia-19-abril-2013-juliana-paiva39565.jpg)
Eu estava terminando de me arrumar quando o Bruno chegou, ele tava lindo, como sempre.
Abrir a porta pra ele e fui pro meu quarto, ainda estava brava com ele desde nossa ultima briga.
– Fatinha? – Eu abrir a porta e fui direto pro quarto.
– To no quarto. – Respondi, e logo ele apareceu na porta do quarto.
– Você está linda. – Ele me puxou pela cintura me fazendo ficar de frente pra ele.
– Hoje não tem motivos pra você ficar dando crises de ciúmes. – Disse de cara fechada.
– Não vamos mais brigar, eu confio em você, e eu sei que aqueles babacas só olham, e eu tenho tudo isso pra mim. – Ele beijou meu pescoço fazendo eu me arrepiar.
– Para Bruno. – O empurrei e fui terminar de me arrumar.
Ju entrou no AP que tava com a porta aberta.
– Vamos gente, já ta todo mundo lá. – Ela veio pro quarto. – Vamos.
– Uau Ju! – Falei olhando ela de cima a baixo. – Você esta uma gata amiga.
– E você? Arrasou!
– Vamos meninas, deixem os elogios pra depois. – Bruno falou saindo do quarto.
Peguei minha bolsa, fechei as janelas, tranquei a porta e descemos a Lia tava uma diva também, apesar do LOOK dela ter muito preto.
– Fatinha, você arrasou! – Ela veio me abraçar.
– Você também amiga. – Rimos.
Entramos no carro eu fui no banco da frente com o moreno e a Lia e a Ju atrás, fomos o caminho todo rindo e conversando.
Chegamos após uns 20min, o lugar tava cheio, tinha muitas pessoas do lado de fora bebendo, se pegando, dançando. Entramos e fomos procurar o pessoal.
Sentamos em uma mesa perto do bar, tava todo mundo lá, Morg, Rita, Fera, Orelha, Pilha, Dinho, Gil e outros colegas da Quadrante. Todo mundo resolveu ir dançar.
– Vamos amor. – Bruno tava me puxando pra pista de dança.
– Não quero Bruno. – Ele continuava insistindo, eu aceitei, mais uma musica só.
Era uma musica agitada, dançamos juntos, depois veio outras musicas e eu continuei lá dançando.
– Bruno eu vou comprar uma água. – Falei no ouvido dele.
– Ta amor. – Ele falou no meu ouvido de volta.
Saí da pista de dança e fui comprar uma água, tava mortinha de sede, quando olhei pra pista de dança procurando pelo Bruno, ele estava dançando com uma piriguete que foi dar em cima dele, e pior, ele não tava só dançando, tava dando papinho pra ela, rindo das coisas que ela falava, até musica calma juntos dançaram.
Começou a tocar ‘Se ela dança, eu danço’ quando me dei conta já tava na pista de dança me acabando de dançar, sem me importar com os olhares, e nem muito menos com o Bruno.
A musica acabou e eu sair da pista de dança pra beber algo, uma batida talvez.
– E ai Fatinha. – O Bruno chegou perto de mim. – Ta gostando de atrair muitos olhares?
– Vai começar é Bruno? – Falei dando uma golada na água.
– Olha como aqueles caras tão olhando pra você.
– Bruno, você tava dançando com uma piriguete e eu não disse nada, me deixa. – Fiz uma pausa. – E ah, eles só estão olhando, e não dançando comigo.
– Fatinha, olha como eles olham pra você.
– Eles olham pra mim da mesma forma que olham pra Ju e pra Lia, e os namorados delas não falam nada, eles confiam nelas.
– Fatinha, eles olham pra elas e pensam ‘Olha que mina linda, ficaria com ela’ E quando eles olham pra você eles pensam ‘ Olha que mina gostosa, se ela me der chances eu levo ela pra cama’. – Sorriu cínico.
– I daí? – Sorri cínica. – Eles só pensam.
– Sabe o que você tava parecendo dançando daquele jeito e agora falando assim?
– O que Bruno? – Bate o pé no chão.
– Ta parecendo uma.. – Ele travou.
– Uma o que Bruno? Fala! – Senti um nó na garganta.
– Estava parecendo uma vadia! – Ele falou e meus olhos encheram-se de lagrimas, sorri incrédula.
– Parecendo o que Bruno? – Continuava sorrindo incrédula.
– Uma vadia. – Ele repetiu.
– Então você namora uma vadia? É isso mesmo? – Tentava segurar as lagrimas.
– Ás vezes eu acho que sim.
– Agora você não vai achar mais nada! – Engoli o seco. – Essa vadia aqui você não namora mais. – Sai correndo antes que ele falasse mais alguma coisa.
Fiquei zanzando pela rua, sozinha, triste, chorava muito, não conseguia conter minhas lagrimas. Eu estava perto do bosque, decidir subir a montanha e sentar no bosque pra pensar um pouco.
Cheguei perto da rocha, quando percebi que havia gente ali.
O QUE? NÃO ACREDITO NO QUE ESTOU VENDO!
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