Medo de Amar - Brutinha
20 Não acredito.
Notas iniciais
Sai correndo para que o Bruno não me visse, mais ele viu e veio atrás de mim.
– Fatinha! – Ele me segurou pelo braço.
– Saí Bruno! Saí! – Empurrei ele.
– Fatinha eu posso te explicar. – Ele disse se aproximando de mim.
– Não tenho nada haver com a sua vida, nós não temos mais nada! – Eu chorava muito, tentava conter o choro mais não conseguia.
– Calma, deixa eu te levar pra casa. – Ele segurou meus braços.
– SAÍ! – O empurrei sem sucesso dessa vez. – Me solta! Volta lá pra sua piriguete!
– Eu tava com raiva de você Fatinha, por isso fiquei com ela. – O empurrei.
– Eu não tenho nada haver com isso Bruno, me deixa em paz. – Limpei o rosto.
– Gato depois nós nos falamos. – A piriguete disse com um sorriso cínico e foi embora.
– Me deixa de levar pra casa? – Ele me perguntou.
– Não! Me esquece! – Sai andando as pressas, dessa vez ele não veio atrás de mim.
Caraca, levar qual quer uma pro nosso lugar já é demais né? Mais eu não tenho mais nada haver com isso, a vida é dele, nós não estamos mais juntos e nem vamos voltar.
Parei num Quiosque pra tomar uma água com açúcar, estava muito nervosa.
– Oi gatinha. – Não precisei levantar o rosto pra reconhecer quem era, era o cara que tinha me pegado a força.
– Você? – Me levantei. – Me deixa em paz, por favor. – Falei com a voz tremula.
–Calma gatinha, não eu vou te fazer nenhum mal. – Ele sorriu assustadoramente.
– Me deixa em paz. – Caminhei pra trás e ele me segurou pelo braço.
– Tava com saudade da sua pele. – Ele chegou perto pra cheirar meu pescoço, então fechei os olhos já imaginando o que estava prestes a acontecer, então escutei um barulho e quando abrir os olhos o cara tava no chão, caído desacordado.
– Fatinha, ta tudo bem agora. – Senti alguém me abraçando e logo reconheci a voz, era ele, o Bruno, comecei a chorar e tremia muito. – Ei linda, ta tudo bem agora, eu não disse que ele nunca mais encostaria em você. – Ele me abraçou forte.
– Obrigada Bruno. – Falei com a voz meio tremula.
– A senhorita esta bem? – O policial perguntou.
– Agora eu estou. – Me virei pra ele e forcei um sorriso.
– Esse psicopata nunca mais vai chegar perto da senhorita. – Ele sorriu.
– Muito obrigada. – Minha voz estava tremula.
– Posso te ajudar em algo?
– Eu quero uma carona pra casa. – Falei com a voz ainda tremula.
– Não precisa Fatinha, eu levo você. – O Bruno falou.
– Se precisar de qual quer coisa é só ligar pra esse numero. – O policial me entregou um cartãozinho.
– Muito obrigada. – Forcei um sorriso, então ele deu as costas e entrou na viatura.
– Vamos pra casa minha loira? – O Bruno envolveu seus braços em minha cintura.
– Ta louco? – Me afastei dele. – Só pode né? Não estamos juntos, não me chama assim Bruno. – Falei com a voz ainda tremula.
– Nossa, achei que depois de ter te salvado eu merecia uma 2° chance.
– Não merece não. – Passei a mão no rosto. – Podemos ir?
– Claro. – Caminhamos até o carro dele, fui o caminho olhando pela janela calada, ele não disse nada ao perceber que eu tava chorando apenas segurou minha mão, desci na porta do meu prédio e entrei sem lhe dizer nem um ‘tchau’.
Cheguei em casa e desabei no sofá, a primeira coisa que pensei foi na Ju, não queria dormir aqui sozinha, não hoje.
Peguei meu celular e tinha acabado de chegar um SMS da Ju.
‘Fatinha, o Bruno chegou em casa me contando o que aconteceu contigo, você ta bem?’
‘Estou precisando de companhia, dormi aqui comigo hoje? L’
Ela respondeu.
‘Você ainda pergunta, to indo pra ai agora, não vou deixar minha diva sozinha, chego ai em 20min.’
‘To te esperando Julinda.’
Fui tomar banho enquanto a Ju não chegava, separei minha roupa de dormir e fui pro banheiro, liguei o chuveiro, a água estava fria, mais não liguei, por que o meu sangue tava quente. Entrei debaixo do chuveiro de cabeça e tudo, comecei a lavar o cabelo quando escutei gritos na porta.
–FATINHA ABRE A PORTA É A JU! – A Ju tava lá fora gritando, peguei minha toalha e fui correndo abrir a porta.
– Desculpa Ju, tava no chuveiro. – Dei risada e voltei pro banheiro correndo e ela riu.
– Trouxe um monte de coisas gostosas pra gente! – Ela gritou do lado de fora do banheiro.
– Espera, já saio, vou encha enxaguar meus cabelos. – Gritei de dentro.
Terminei o banho, me sequei e vesti minha roupinha de dormir, coloquei uma toalha na cabeça e sai do banheiro.
Ju tava na cozinha e eu sentir um cheiro delicioso de chocolate.
– Chocolate! – Entrei na cozinha fazendo a Ju se assustar.
– Ai Fatinha! Que susto! – Dei risada da cara dela.
– Que cheiro delicioso, mas, antes do chocolate eu quero comida, to com fome.
– Eu imaginei que estivesse mesmo, liguei pra pizzaria, daqui a pouco nossa pizza chega.
– Ai Ju, você é uma amor de pessoa. – Abracei ela por trás.
– Ah Fatinha, como é bom ver você feliz. – Ela se virou me abraçando.
– O que seria de mim sem você? – A abracei forte.
– Você não seria nada meu amor. – Rimos. – Deixa eu mexer aqui pra não embolar.
– O.k, vou secar o cabelo. – A campainha tocou. – Deve ser a pizza. – Fui pra porta.
– Tem dinheiro na minha bolsa.
– Eu pago Ju. – Abri a porta.
– Boa noite, foi aqui que pediram uma meia frango meia Catupiry, e um refrigerante 2litros?
– Foi sim. – Peguei as coisas e coloquei na mesa, o rapaz entregou o recibo, tinha sido 29,30reais.
– Boa noite e obrigado. – O rapaz desceu e eu fechei a porta.
– Isso ta com um cheiro muito bom. – Ju disse colocando o brigadeiro na geladeira.
– O gosto também. – Tava mordendo uma fatia de frango e Ju riu.
– Eu quero! – Ela pegou uma fatia e nos jogamos no sofá.
– Vamos ver um filme?
– Claro! – Pulei pra escolher um dos DVD que ela trouxe.
– Ju, aqui só tem romance!
– Eu sei. – Ela riu de boca cheia.
– Ju, não da pra escolher. – Me sentei
– Vamos ver Querido John Fatinha. – Ela falou pegando o DVD e me dando.
– O.k. – Coloquei o DVD, enquanto começava, empurramos o sofá pra trás, colocamos a mesinha do centro de sala no canto e colocamos meu colchão na sala e pegamos cobertores.
– Noite das meninas! – Gritei e a Ju riu.
Assistimos Querido John, choramos muito :’(
Comemos a pizza todinha, e depois ficamos conversando.
– Fatinha, e o Bruno? – Fechei a cara.
– Ah Juliana, não estraga nossa noite das meninas falando do teu irmão, o.k?
– Nossa Fat. – Ela falou simples.
– Nossa nada, não quero falar dele.
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