Notas iniciais
Ooooooi amores do meu core. Obrigado pelos comentários, vocês me fazem sorrir até quando estou pra baixo. Amo vocês

– Combinei de irmos pra casa da vovó hoje. – Bruno havia me perguntado o que iríamos fazer hoje.

– Ta, vem tomar banho comigo? – Ele perguntou malicioso e eu neguei com a cabeça.

– Vai tomar o TEU banho, que depois eu vou, agora vou falar com a Ju. – Estava com o notebook do moreno em meu colo ligando pra Ju pelo Skype.

– Cunhadênha!! – Ela já atendeu gritando.

– Cunhadênha! – A imitei e nós rimos. – Como vão as coisas ai?

– Tudo as mil maravilhas, o Gil ta aqui comigo. – Ela sorriu maliciosa.

– Vê se não vai dar uma sobrinha ou um sobrinho pro Bruno hein. – Rimos.

– Não fala isso nem brincando Fat, credo, to me prevenindo contra isso. – Ela sorriu. – E vocês, não vão me dar sobrinhos né?

– Não por agora. – Gargalhei, senti minha cabeça pesar um pouco e meu estomago embrulhou.

– O que foi? – Ju perguntou preocupada quando coloquei a mão sobre a cabeça.

– Uma tontura, nada demais. – Sorri fraco.

– Só isso? – Ela perguntou, não deu tempo de responder, levantei correndo, entrando no banheiro permitindo o liquido queimante jorrar pela minha garganta, o Bruno que estava tomando banho me olhou assustado desligando o chuveiro.

– o que foi amor? – Ele pegou a toalha se enrolando e segurando meus cabelos pra me ajudar.

– Um enjoou. – Lavei o rosto e voltei pra cama.

– Só isso? – Ele entrou no quarto me olhando preocupado, me deitei de barriga pra cima pondo a mão na cabeça.

– Foi só isso.

– Ei? Alguém aí? – Ouvi a voz da Ju, me lembrei do Skype.

– Moreno, a Ju no Skype, fala com ela.

– Oi maninha. – O Bruno pegou o notebook se sentando perto de mim, de forma que dava pra ver a Ju e pra ela me ver.

– O que aconteceu Fat? – Ela perguntou preocupada.

– Senti um enjoou nada demais. – Sorri fraco.

– Certeza? – Ela perguntou e fiz que sim com a cabeça.

Ela e o Bruno ficaram conversando e eu fui tomar banho quando me senti melhor, eram 9 horas quando saímos de casa, o transito estava bem engarrafado, chegamos a casa da vovó 11:30.

– Achei que não vinham mais! – Vovó falou me abraçando.

– O transito. – Sorri de leve, estava com dor de cabeça.

– Ta se sentindo bem? –Ela perguntou.

– To sim. – Desviei o olhar, e entrei com casa.

– Ela esta enjoada. – Ouvi o Bruno falar com a vovó.

Ao entrar em casa senti o cheiro da comida, o que era pra ser um cheiro agradável, mas ao contrario eu senti outro enjoou, e corri pro banheiro.

O que era isso que estava acontecendo comigo? Por que tantos enjoou?

O Bruno e a vovó entraram no banheiro logo atrás de mim.

– Bruno, leva ela pra deitar lá em cima um pouco. – Vovó falou passando a mão na minha testa. – Nada de febre. – Falou consigo mesma.

Bruno me pegou no colo contra minha vontade e me levou pro quarto que costumava ser meu, me colocando deitada na cama.

– To preocupado contigo. – Ele falou.

– Deve ter sido algo que eu comi, ontem eu estava ótima.

– Não acha melhor irmos á um hospital?

– Não, exagero, é só um mal estar. – Passei a mão na testa, estava soando frio.

– Ta bem, vou descer ta? Volto já.

– Ta bem amor.

Ele desceu e eu fique aqui deitada, minha cabeça estava pensando, mas estava me sentindo melhor, nada de enjoou, me levantei pra descer, senti algo me puxando pela cintura, e recebi um beijo, achei que fosse o moreno, então correspondi, de repente:

– O QUE É ISSO? – O Miguel me soltou olhando assustado ao ouvir a voz do Bruno.

– MORENO, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ TA PENSANDO, ELE ME AGARROU! – Sai de perto do Miguel, indo pra perto dele.

– Ah priminha, esse papo de “ah ele me agarrou” fala verdade pra ele, nós nos beijamos, e você é corno.

– CALA A BOCA BABACA. – O Bruno foi com tudo pra cima dele lhe dando um soco no queixo.

– BRUNO PARA, BRUNO! – Tentava o puxar. – PARA BRUNO!! – Ele dava um soco atrás do outro no Miguel.

– ME SOLTA FATINHA! – Ele me empurrou.

– SOCORRO! VOVÓ! SOCORRO! – Tentavam puxar ele novamente, mas não adiantava, então passei a sua frente, ficando entre ele e o Miguel.

– SAI DA MINHA FRENTE. – Ele meio que gritou, a vovó e minha tia entraram no quarto.

– O QUE TA ACONTECENDO? – Titia perguntou ao ver Miguel no chão com o rosto sangrando.

– Bruno, por que você fez isso? – Vovó parecia bem calma, minha tia correu pra perto do Miguel.

– ELE TAVA SE PEGANDO COM A FATINHA, E AINDA ME CHAMOU DE CORNO! – O Bruno estava bastante exaltado.

– De novo Miguel? – Titia parecia bem mais calma agora.

– Bruno, eu achei que fosse você, ele me pegou e não deu pra ver o rosto!

– Conta outra Fatinha, você conhece o meu beijo!

– Ele me agarrou na hora que você apareceu, não deu tempo de “perceber” nada!!

– Para de mentir, eu vi Fatinha!

– Eu acho que vocês precisam ficar sozinhos. – Titia falou saindo do quarto com o Miguel e a vovó junto.

– Bruno, acredita em mim, eu não me dei conta que não era você! – As lagrimas escorriam pelo meu rosto.

– DEIXA DE SER MENTIROSA! – Ele gritou comigo. – EU VI VOCÊS SE BEIJANDO!

– Bruno, por favor, acredita em mim! – Minha voz estava num tom de desespero, e as lagrimas escorriam com mais freqüência agora.

– Para Fatinha, para, eu vi! – Ele sentou na cama pondo a mão entre os cabelos.

– VOCÊ PROMETEU QUE NÃO IRIA DUVIDAR DE MIM! – Eu me ajoelhei entre as pernas dele.

– Eu vou voltar pro hotel. – Ele colocou a mão no rosto, impedindo algumas lagrimas de escorrer.

– Bruno, por favor. – Agora eu chorava pra valer. – Eu te amo!

Ele não falou nada, levantou e desceu as escadas, eu fui atrás dele.

– Eu já vou ta dona Dulce, foi um prazer conhecer a senhora. – Ele falou, sua voz estava chorosa.

– Vocês se resolveram? – Minha tia perguntou e eu neguei com a cabeça. – Bruno, o Miguel faz isso sempre, agarra as namoradas dos outros cara, eu tenho certeza que ela não estava ficando com ele. – Ela falou segurando no braço do Bruno.

– Eu vi, eles dois se beijando, eu vi!

– Você deveria acreditar nela. – Minha tia falou. – Se você á ama.

– Eu vi! – Ele saiu da casa.

– Bruno! – Sai atrás dele. – Eu vou com ele, depois eu ligo pra cá. – Dei um breve abraço na vovó e corri atrás dele, que havia acabado de entrar num taxi, entrei junto.

– Vou voltar pro Rio amanhã. – Ele falou quando paramos na frente do hotel. – Você pode ficar ai com teu amante.

– Bruno, para com isso, eu te amo! – Fui atrás dele, entramos no elevador.

Subimos calados, entramos no quarto e ele foi arrumar as malas.

– Você ta terminando comigo? – Perguntei.

Notas finais
Desculpem pelo capítulo, eu sei que foi triste, chorei rios escrevendo ele, e imagino que vocês choraram rios lendo ele )': Comentem hein, comentem!