Medo de Amar - Brutinha
47 Falta de confiança.
Notas iniciais
– Eu não confio mais em você, um relacionamento sem confiança não vai pra lugar algum. – Ele falou sem olhar pra mim.
– Eu não to acreditando nisso! – Me sentei na cama, pondo a mão no rosto. – Caraca Bruno, você me prometeu que nunca ia duvidar do meu amor, você me prometeu isso ontem, lembra?!
– Eu promete sim, se alguém tivesse me contado que vocês tinham se beijado, eu não acreditaria, por que eu confiava em você, mais eu vi, você lá beijando ele!
– Para com isso Bruno, não faz isso. – Eu me levantei e o abracei.
– Me solta, não torna as coisas mais difíceis. – Ele me empurrou, eu lhe tasquei um beijo. – Para! – Ele me jogou sentada na cama. – PARA FATINHA!
– Bruno, eu te amo, acredita em mim, por favor. – Tornei a chorar desesperadamente agora.
Houve um silencio enquanto ele arrumava as malas.
– Eu acho melhor alugar outro quarto pra eu passar essa noite.
– O QUE? NÃO BRUNO, NÃO!
– Eu acho melhor!
– Não, fica aqui, por favor, fica aqui.
– Eu durmo no chão então.
– Não, fica com a cama, eu durmo no chão.
– O.k. – Ele foi frio. – Vou reservar minha passagem de volta pro RJ.
– Eu vou contigo, reserva a minha também. – Sentei no pequeno sofá, exausta agora, a dor de cabeça veio á tona quando meu corpo relaxou.
O Bruno saiu pra reservar as passagens, eu tomei um banho, fiz uma cama de lençóis no chão, ao lado da cama e me deitei, estava tão exausta que peguei no sono, no mesmo instante.
Acordei horas depois as 19hrs da noite, ele estava deitado, vendo TV, me levantei, ele me olhou e logo desviou o olhar.
– Bruno... – Me sentei ao seu lado.
– O que? – Respondeu sem me olhar.
– Olha pra mim. – Estava em sua frente, ele me olhou. –Olha dentro dos meus olhos e vê se eu to mentindo.
– Para, eu vi Fatinha.
– Você não viu nada, eu te expliquei, ele me virou com tudo e me beijou, como achei que fosse você, eu correspondi, mas não deu tempo de perceber as diferenças, você chegou. Eu nunca iria te trair.
– Você me traiu, e eu nem sei se essa foi á primeira vez.
– Agora você ta me ofendendo. – Meus olhos estavam prestes a transbordar. – Eu nunca iria te trair de propósito. Eu beijei ele sim, mas eu imaginei que fosse você, me entende Bruno, por favor.
– Para vai, para, chega de mentir. – Ele falou com a voz bastante calma.
– Bruno... – Eu me aproximei dele, encostando nossos lábios, e deixando uma lagrima escorrer.
– Não! – Ele me afastou. – Se você for continuar tentando, eu acho melhor eu ir pra outro quarto.
– Não, eu fico na minha. – Fui para o banheiro, me encostei na porta e me desesperei a chorar, pedi o homem da minha vida por uma injustiça, agora ele acha que eu o traí. É O FIM DO MUNDO!! Escutei alguns barulhos, e quando abri a porta do banheiro o Bruno tava socando as paredes.
– Bruno, você ta se machucando! – Sai do banheiro o segurando.
– Me deixa! – Percebi as lagrimas em seus olhos.
– Olha isso, sua mão ferida. – Ele havia machucado as mãos. – Vem aqui. – O puxei pra dentro do banheiro e lavei suas mãos, peguei um kit que tinha dentro do banheiro e fiz curativos em cima dos machucados.
– Não precisa se preocupar comigo – Ele falou saindo do banheiro e se deitando
– Precisa sim, olha o que você fez com suas mãos, não se machuca assim.
– O machucado maior ta aqui. – Ele pôs a mão no peito esquerdo. – Eu confiava em você. – Dessa vez ele deixou uma lagrima escapar.
– Não Bruno, confia em mim, eu juro que achei que fosse você.
– O que importa é que vocês se beijaram, e eu não confio mais em você.
– Tudo bem Bruno, eu não tenho mais forças pra discutir. – Me deitei nos lençóis no chão, havia um vazio imenso dentro de mim, não tinha mais forças pra nada. Peguei no sono logo depois das 22hrs.
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