Medo de Amar - Brutinha
48 "Mas eu não o traí, esse é o problema!"
Notas iniciais
Acordei as 7hrs da manhã, nosso vôo sairia as 10hrs, fui me arrumar, o Bruno ainda dormia, tomei banho, e fui pro quarto me vesti, como o Bruno estava dormindo, não me importei, e me vesti ali mesmo.
Minha roupa (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=108528666&.locale=pt-br), prendi os cabelos num rabo de cavalo.
Me sentei na beira da cama pra acordar o Bruno.
– Bruno. – Balancei seu braço. – Bruno acorda, ta na hora.
– Hum... – O Bruno se moveu abrindo os olhos devagar e sorrindo de leve, ao me ver, o sorriso desapareceu.
– Você tem que ir se arrumar. – Sorri de leve.
– Ah, obrigado. – Ele levantou se espreguiçando.
Peguei algumas roupas minhas que estavam pelo quarto e coloquei dentro da minha mala, liguei pra vovó e contei que o Bruno havia terminado comigo, e que estávamos voltando pro RJ hoje, chorei bastante enquanto falava com a vovó, Bruno saiu do banheiro e escutou minha conversa com ela.
– Ele não acredita em mim vó, ele acha que eu beijei o Miguel por que quis, ele não acredita em mim. – Eu falava entre soluços.
– Calma Fat, ele não te ama?
– Ele disse que ama, mas não acredita em mim. – Soluçava muito, olhei pra trás, ele estava em pé na porta do banheiro só de toalha. – Vovó, eu vou desligar ta. – Falei limpando as lagrimas.
– Ta bom, tchau, se cuida. Me liga quando chegar.
– Ta vovó, eu te amo, tchau. – Desliguei o celular, e me sentei na cama, sem dar importância pra ele, limpando as lagrimas que ainda insistiam em descer, não conseguia parar de soluçar, nem por um minuto.
– Desculpa ter escutado sua conversa. – Ele disse baixo.
– Sem problemas. – Disse entre os soluços. – Vou descer, te espero lá em baixo.
– Sem problemas.
Peguei minhas malas e desci, tentei comer algo, mais nada me descia, ele logo desceu, tomou café simples, não trocamos nenhuma palavra. Pedimos um taxi e fomos pro aeroporto, ele foi fazer o check-in e eu fui esperar na sala de embarque.
Ele voltou e não demorou muito os portões abriram, fomos pras nossos acentos calados, me sentei, encostei a cabeça no vidro do avião, fitando a pista, a observando se mover e depois ficar pequena, meus olhos insistiam em ficar marejados, as lagrimas lutavam pra descer, de forma que eu as impedia, tentei segurar na mão do Bruno mais ele a tirou quando eu a toquei.
O vôo demorou cerca de 2 horas e chegamos no Rj, desembarcamos, pegamos um taxi, ele me deixou em casa, e foi pro seu apartamento.
Entrei em casa e me joguei no sofá, eu estava tão mal, e tão cansada, pensei em ir ver a Ju, mais deduzir que ela e o irmão precisariam conversa, e depois ela viria aqui, com certeza.
Dito certo, depois que tomei banho, desarrumei minhas coisas, e preparei algo pra comer, a campainha tocou, abrir a porta e era ela.
– Oi Fat. – Ela sorriu fraco, e me abraçou.
– Oi. – Retribuir o abraço.
– Como você ta? – Ela perguntou com a voz calma.
– To ótima, não ta vendo minha cara de feliz? – Fui irônica.
– Vai com calma Fat, desarma, sou eu, Juliana.
– Eu sei. – Me sentei. – Foi mal, é que meio desnecessário você me perguntar se to bem sabendo de tudo.
– Eu sei. – Ela sentou do meu lado segurando minhas mãos. – Me conta o que aconteceu, de verdade.
– Juliana, você acha que eu trairia seu irmão? – Meus olhos estavam marejados de novo.
– Não, eu não acho, mais eu preciso saber de você.
– Ta. – Revirei os olhos, lhe contei tudo o que tinha acontecido. Nos mínimos detalhes.
– Poxa! – Ela falou se encostando no sofá. – Versões totalmente diferentes.
– Eu não beijaria o Miguel se tivesse visto que era ele Ju, ele me pegou surpresa, e não deu tempo de reagir, não deu tempo de nada, o Bruno apareceu no exato momento.
– Eu acredito em você.
– Mas o teu irmão não, e isso é o que mais me machuca, por que ele tinha me prometido horas antes nunca duvidar do meu amor, caraca Ju, ele disse que não confia em mim. – Deixei lagrimas me escaparem dos olhos.
– Shi, não chora. – Ela me abraçou forte.
– Ju, para, assim eu vou chorar mais. – Ri fraco, engolindo a vontade de chorar.
– Já sei! Vamos sair? Eu, você, Gil...
– Não, melhor não, você e Gil... Melhor não mesmo. – Ela riu
A campainha tocou, levantei pra abrir.
– Olha Ju, não morre mais. – Era o Gil, puxei ele pra dentro.
– Estavam falando de mim? – Ele falou todo sem graça, como de costume.
– É, meio que isso... – Ju falou e nós rimos.
– Eu passei na Ju pra ver se ela tava lá, ai o Bruno acabou desabafando comigo, e eu vim aqui ver como você tava. – Ele falou coçando a nuca e se sentando perto da Ju.
– Então Gil, eu to bem. – Tentei sorri, a vontade de chorar tomou conta de mim. – Sério! – Minha voz estava chorosa, e meus olhos marejados.
– Fat, da pra ver que você não ta nada bem. – O Gil levantou me abraçando, enterrei a cabeça em seu peitoral, deixando lagrimas escorrerem cada vez mais.
– Olha isso. – Engoli o choro. – Molhei tua camisa toda. – Me afastei dele rindo fraco.
– Sem problemas. – Ele piscou pra mim e sentou do lado da Ju, que aconchegou a cabeça no ombro dele.
– Então casal, vocês já podem ir namorar, não quero atrapalhar vocês.
– Não, vamos ficar aqui, te fazendo companhia. – Ju falou.
– Não precisa, não desperdicem o tempo de vocês comigo.
– Deixa de ser manhosa, vem aqui. – Ju bateu no espaço entre ela e Gil, eu me sentei, eles me abraçaram.
– O Bruno disse que partiu o coração dele te ver chorando no celular com sua vó. – Gil falou baixinho. – Mas ele disse que não pode voltar atrás, ele não aceita ser traído.
– Mas eu não o traí, esse é o problema! – Falei num tom bravo. – Eu não o traí, dá pra entender?
– Shi. – Ju acariciava meus cabelos.
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