Medo de Amar - Brutinha

49 Último beijo.


Notas iniciais
EEEEEEEI MINHA MENINAS LINDAS!! Eu to tão feliz a fic passou das 3.000 visualizações! Vocês tem noção do quanto isso é bom? E outra coisa que tem me deixado muito feliz também é o comentário de cada uma de vocês, eu fico tão feliz quando entro aqui e vejo os comentários, eu sinto tanto prazer em ler e reler cada um dos cometários, responder e torcer pra que venham mais. SOU A ESCRITORA DE FIC MAIS REALIZADA

– Isso tudo ta muito bom, mais a Fat esta cansada e precisa dormir. – Falei me afastando deles e levantando.

– Ta pondo a gente pra fora? – Gil perguntou.

– To! – Rimos. – Sério, preciso descansar.

– Ta bem, amanhã bem cedinho eu passo aqui, ta bom? – Ju levantou me abraçando de lado.

– Ta Ju, cuida do teu irmão, ta?

– Pode deixar. – Ela me deu um beijo na testa. – Eu te amo viu moçinha.

– Eu amo vocês dois. – Sorri.

Ju me deu um beijo na testa, assim como Gil e eles saíram, tomei outro banho pra esfriar os ânimos e fui me deitar no quarto, muitas lembranças vieram a tona, aqui, deitada na minha cama, onde nós já tínhamos feito amor mais de uma vez, aqui, onde eu me entreguei pra ele, pela primeira vez, agora tudo isso não passa de lembranças, já não posso mais chamar-lo de meu, por que ele não quer ser mais chamado de meu, ele não confia em mim, não mais.

Parece que há um vazio imenso dentro de mim agora, como quando eu perdi os meus pais, agora aquela ferida já fechada, que estava se cicatrizando reabriu, por que eu perdi o meu moreno, ele não esta morto, mais é como se estivesse, pois nem comigo mais ele quer falar.

Um turbilhão de sentimentos tomaram conta de mim, muita raiva do Miguel, e de mim mesma, que me deixei ser agarrada por ele, que correspondi aquele maldito beijo, achando que era o meu moreno, pena do Bruno e de mim, do Bruno por que ele esta sofrendo de uma forma que ele não merece, e a cima de tudo medo, medo de ficar sozinha de novo, eu tinha tanta certeza que nunca mais me sentiria sozinha, eu tinha o Bruno comigo, e agora ele nem se quer confia mais em mim, ele não acredita mais em mim, e isso acaba comigo por dentro.

Peguei no sono por volta das 2hrs da manhã, sonhei com ele, estávamos no bosque, eu, ele e uma menininha exatamente como ele falou, olhos negros, pele clara e cabelos cor de mel, ela nos chama de mamãe e papai. Filha minha e o Bruno? Só em sonho mesmo, o máximo que eu consigo daquele moreno agora vai ser alguns olhares.

Acordei a ponto de me afogar nas minhas próprias lagrimas, entrei em disparada no banheiro, voltei a sentir aquele tremendo enjoou, coloquei tudo pra fora novamente, estava soando frio, e as lagrimas continuavam escorrendo pelo meu rosto, eu não sabia mais identificar o que era suor e lagrimas.

Lavei o rosto, escovei os dentes novamente e fui olhar as horas, ao acender o visor do meu celular, uma foto minha e do Bruno, eram 04:38 da madrugada, não conseguia dormir, me deitei no sofá e liguei a televisão só pra “animar o ambiente”.

Não consegui ficar parada, preciso dar uma volta, e é isso que eu vou fazer!

Me levantei, fui no quarto trocar de roupa (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=108582583&.locale=pt-br) O capote era um pouco maior que o meu tamanho, as mangas cobriam minhas mãos.

Coloquei o celular e a chave no bolso e desci, a rua estava deserta, passaram uns carros por mim, bem poucos. O dia ainda estava escuro, ventava, uma brisa fresca, caminhei em direção ao bosque, precisava ver o nosso lugar, subi a pequena montanha chegando ao bosque vi que havia gente ali, me aproximei da pedra, lá estava ele, o Bruno e a Katherine, conversando.

– Bruno? – Falei num susto.

– Fatinha? – Ele se levantou, ajudando a Katherine a se levantar também.

– O que você ta fazendo aqui, com ela? – Perguntei cruzando os braços, aqui estava um vento frio.

– Conversando oras. – Ele respondeu simples.

– O Bruno me procurou, disse que queria conversar com alguém que não fosse seu amigo. – Ela falou com um arzinho superior.

– Ah. – Meus olhos estavam cheios de lagrimas, prestes a transbordar. – Você tava desabafando com ela? – Engoli o choro.

– Não meu amor. – A Katherine respondeu por ele. – Ele tava me pedindo pra voltar a namorar. – Ela falou irônica.

– Para Katy. – Ele a olhou feio. – Estava , por que? – Ele foi frio.

– Nada. – Passei a manga do capote nos olhos, impedindo as lagrimas de escorrerem. – Eu vou indo.

– Não, eu vou indo. – Katherine falou. – To cansada Bruno, com sono, passamos a noite aqui, preciso dormir, conversa ai com ela. – Ela falou dando um beijo na bochecha dele. – Tchau fofinha. – Sorriu cínica pra mim.

– Passou a noite aqui com ela? – Perguntei quando ela se distanciou.

– O que você tem haver com isso? Não somos mais namorados, eu passo a noite com quem eu quiser, aonde eu quiser.

– Bruno, você esta sendo grosso comigo.

– I daí? O que você veio fazer aqui? Esse é o meu lugar de paz.

– Eu achei que fosse o nosso lugar. – Falei na defensiva.

– Deixou de ser. – Ele virou de costas pra mim.

– Bruno... – Me aproximei dele, colocando a mão em suas costas.

Ele se virou devagar, nossos rostos se juntaram, não pedir tempo, o beijei, ele levou sua mão a minha cintura, puxando meu corpo pra cima. Beijei seu lábio superior, ele fez o mesmo no meu lábio inferior, pedi passagem pra sua boca, ele cedeu, invadindo a minha boca também. Alguns segundos depois ele me afastou, com lagrimas nos olhos.

– Por favor, não faz mais isso. – Ele me empurrou.

– Por que você custa a acreditar em mim, você não vê que eu te amo, seu babaca! – As lagrimas começaram a escorrer, não dei importância.

– Me respeita Fatinha! Eu não acredito mais em você! – Ele colocou a mão entre os cabelos.

– Eu te amo, diz pra mim que não me ama mais. – Me aproximei olhando em seus olhos. – Diz pra mim que não me ama, diz.

– Eu não vou dizer nada. – Ele se afastou. – Não complica mais as coisas. – Ele deu meia volta. – É melhor eu ir embora. – Me deu as costas e saiu andando.

Sentei encostada na rocha, apoiando minhas mãos sobre a cabeça, e me lembrando do nosso ultimo beijo, houve tanto sentimento, mais ele é incapaz de ver isso, essa teimosia dele! Tinha meu rosto tomado pelas lagrimas.

Fiquei ali, sentada, abraçada nos joelhos, observando o sol nascer, e a cidade se agitar, logo o céu estava claro, as ruas movimentadas.

Tinha que voltar pra casa agora, eu tinha turno no hostel hoje, o Michel sabia que eu estava de volta, já havia avisado, e iria trabalhar hoje. Fui pra casa, coloquei o uniforme e fui pro hostel.

Notas finais
Penúltimo capítulo amores ): Bom amanhã meu dia vai ser uma correria só, acho que quase não vou parar em casa, últimos preparativos antes da viagem, ainda nem arrumei minhas malas, enfim, vou ter que arrumar um tempinho pra vim aqui postar o último capítulo, nem que seja de madrugada pokasokoask Ansiosos? Eu to hiper ansiosa pra reação de vocês. Não esqueçam de comentar, hein? Quero muitos comentários, muitos!