Medo de Amar - Brutinha

48 "Mas eu não o traí, esse é o problema!"


Notas iniciais
Eeeei meus amores, antepenúltimo capítulo da fic =( To feliz e ao mesmo tempo triste, escrever essa fic mexeu comigo de verdade sabe? Eu sempre escrevi, sempre, mas nunca dava certo, eu nunca conseguia chegar ao final de uma fic, nunca postava, e quando decidir fazer isso com essa eu passei a ter mais inspiração, querer escrever cada vez mas, e quando eu via que vocês, minhas leitoras estavam gostando eu me sentia mais motivada, cada vez mas. Eu devo minha inspiração a vocês, vocês me inspiram a querer escrever cada vez mas, e em todas as vezes que eu tive bloqueio (e não foram poucas) eu pensei em vocês, se eu queria desapontar vocês, parando a fic, e as ideias voltavam a surgir, e foi assim, em um momento de bloqueio que veio a ideia da segunda temporada. Muito obrigado, por comentarem, e estarem sempre acompanhando! Tagarelei demais né? Bom, vou deixar vocês verem o capítulo agora, tem mas coisa nas notas finais, preparem-se e.e

Acordei as 7hrs da manhã, nosso vôo sairia as 10hrs, fui me arrumar, o Bruno ainda dormia, tomei banho, e fui pro quarto me vesti, como o Bruno estava dormindo, não me importei, e me vesti ali mesmo.

Minha roupa (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=108528666&.locale=pt-br), prendi os cabelos num rabo de cavalo.

Me sentei na beira da cama pra acordar o Bruno.

– Bruno. – Balancei seu braço. – Bruno acorda, ta na hora.

– Hum... – O Bruno se moveu abrindo os olhos devagar e sorrindo de leve, ao me ver, o sorriso desapareceu.

– Você tem que ir se arrumar. – Sorri de leve.

– Ah, obrigado. – Ele levantou se espreguiçando.

Peguei algumas roupas minhas que estavam pelo quarto e coloquei dentro da minha mala, liguei pra vovó e contei que o Bruno havia terminado comigo, e que estávamos voltando pro RJ hoje, chorei bastante enquanto falava com a vovó, Bruno saiu do banheiro e escutou minha conversa com ela.

– Ele não acredita em mim vó, ele acha que eu beijei o Miguel por que quis, ele não acredita em mim. – Eu falava entre soluços.

– Calma Fat, ele não te ama?

– Ele disse que ama, mas não acredita em mim. – Soluçava muito, olhei pra trás, ele estava em pé na porta do banheiro só de toalha. – Vovó, eu vou desligar ta. – Falei limpando as lagrimas.

– Ta bom, tchau, se cuida. Me liga quando chegar.

– Ta vovó, eu te amo, tchau. – Desliguei o celular, e me sentei na cama, sem dar importância pra ele, limpando as lagrimas que ainda insistiam em descer, não conseguia parar de soluçar, nem por um minuto.

– Desculpa ter escutado sua conversa. – Ele disse baixo.

– Sem problemas. – Disse entre os soluços. – Vou descer, te espero lá em baixo.

– Sem problemas.

Peguei minhas malas e desci, tentei comer algo, mais nada me descia, ele logo desceu, tomou café simples, não trocamos nenhuma palavra. Pedimos um taxi e fomos pro aeroporto, ele foi fazer o check-in e eu fui esperar na sala de embarque.

Ele voltou e não demorou muito os portões abriram, fomos pras nossos acentos calados, me sentei, encostei a cabeça no vidro do avião, fitando a pista, a observando se mover e depois ficar pequena, meus olhos insistiam em ficar marejados, as lagrimas lutavam pra descer, de forma que eu as impedia, tentei segurar na mão do Bruno mais ele a tirou quando eu a toquei.

O vôo demorou cerca de 2 horas e chegamos no Rj, desembarcamos, pegamos um taxi, ele me deixou em casa, e foi pro seu apartamento.

Entrei em casa e me joguei no sofá, eu estava tão mal, e tão cansada, pensei em ir ver a Ju, mais deduzir que ela e o irmão precisariam conversa, e depois ela viria aqui, com certeza.

Dito certo, depois que tomei banho, desarrumei minhas coisas, e preparei algo pra comer, a campainha tocou, abrir a porta e era ela.

– Oi Fat. – Ela sorriu fraco, e me abraçou.

– Oi. – Retribuir o abraço.

– Como você ta? – Ela perguntou com a voz calma.

– To ótima, não ta vendo minha cara de feliz? – Fui irônica.

– Vai com calma Fat, desarma, sou eu, Juliana.

– Eu sei. – Me sentei. – Foi mal, é que meio desnecessário você me perguntar se to bem sabendo de tudo.

– Eu sei. – Ela sentou do meu lado segurando minhas mãos. – Me conta o que aconteceu, de verdade.

– Juliana, você acha que eu trairia seu irmão? – Meus olhos estavam marejados de novo.

– Não, eu não acho, mais eu preciso saber de você.

– Ta. – Revirei os olhos, lhe contei tudo o que tinha acontecido. Nos mínimos detalhes.

– Poxa! – Ela falou se encostando no sofá. – Versões totalmente diferentes.

– Eu não beijaria o Miguel se tivesse visto que era ele Ju, ele me pegou surpresa, e não deu tempo de reagir, não deu tempo de nada, o Bruno apareceu no exato momento.

– Eu acredito em você.

– Mas o teu irmão não, e isso é o que mais me machuca, por que ele tinha me prometido horas antes nunca duvidar do meu amor, caraca Ju, ele disse que não confia em mim. – Deixei lagrimas me escaparem dos olhos.

– Shi, não chora. – Ela me abraçou forte.

– Ju, para, assim eu vou chorar mais. – Ri fraco, engolindo a vontade de chorar.

– Já sei! Vamos sair? Eu, você, Gil...

– Não, melhor não, você e Gil... Melhor não mesmo. – Ela riu

A campainha tocou, levantei pra abrir.

– Olha Ju, não morre mais. – Era o Gil, puxei ele pra dentro.

– Estavam falando de mim? – Ele falou todo sem graça, como de costume.

– É, meio que isso... – Ju falou e nós rimos.

– Eu passei na Ju pra ver se ela tava lá, ai o Bruno acabou desabafando comigo, e eu vim aqui ver como você tava. – Ele falou coçando a nuca e se sentando perto da Ju.

– Então Gil, eu to bem. – Tentei sorri, a vontade de chorar tomou conta de mim. – Sério! – Minha voz estava chorosa, e meus olhos marejados.

– Fat, da pra ver que você não ta nada bem. – O Gil levantou me abraçando, enterrei a cabeça em seu peitoral, deixando lagrimas escorrerem cada vez mais.

– Olha isso. – Engoli o choro. – Molhei tua camisa toda. – Me afastei dele rindo fraco.

– Sem problemas. – Ele piscou pra mim e sentou do lado da Ju, que aconchegou a cabeça no ombro dele.

– Então casal, vocês já podem ir namorar, não quero atrapalhar vocês.

– Não, vamos ficar aqui, te fazendo companhia. – Ju falou.

– Não precisa, não desperdicem o tempo de vocês comigo.

– Deixa de ser manhosa, vem aqui. – Ju bateu no espaço entre ela e Gil, eu me sentei, eles me abraçaram.

– O Bruno disse que partiu o coração dele te ver chorando no celular com sua vó. – Gil falou baixinho. – Mas ele disse que não pode voltar atrás, ele não aceita ser traído.

– Mas eu não o traí, esse é o problema! – Falei num tom bravo. – Eu não o traí, dá pra entender?

– Shi. – Ju acariciava meus cabelos.

Notas finais
Uma das minhas leitorinhas falou comigo, meio que desesperada porque a fic vai acabar com eles separados, eu fiquei pensando nisso, eu não posso mudar o final da primeira temporada, por que se eu mudar não terá segunda temporada, entendem? Falem pra mim de coração o que vocês tão achando disso? Por favor, eu preciso saber, vocês não vão me abandonar não né? Todas vocês vão acompanhar a segunda temporada? Eu preciso da resposta pra continuar motivada a escrever. Me falem ta? E não se esqueçam de comentar o que acharam do capítulo também, já disse que amo vocês né? Até o próximo, xoxo ♥