Medo de Amar - Brutinha
18 Crise de ciúmes
Notas iniciais
Acordei atrasada pro colégio de novo, caraca, nem eu entendo como eu consigo me atrasar sempre.
– Lia! – Avistei a Lia e fui falar com ela.
– Maluquinha.
– Sempre amorosa né? – Nos abraçamos.
– Cadê a Ju? – Ela me perguntou
– Ela não chegou ainda? Achei que ela tivesse aqui.
– Não, pensei que ela vinha contigo. – Avistamos a Ju vindo com cara de sono mexendo nos cabelos.
– Oi. – Ela disse bocejando.
– Ju? – Lia cutucou ela.
– O que? – Ela olhou pra Lia.
– Você ta acordada amiga? – Eu ri da cara dela
– To Fatinha, ah o Bruno quer falar contigo depois da aula.
– Não to a fim de falar com ele hoje. – Fiz uma longa pausa. – Afinal, por que se atrasou?
– Advinha? – Ela esperou que a gente fala-se algo então ela mesma respondeu. – Ficamos até tarde conversando sobre primeira vez. – Ela olhou seria pra gente. – Não riam, por favor.
– Ju, desculpa, mais seu irmão é ridículo. – Falei rindo alto, assim como a Lia.
– É querida Fat, ele disse que estava conversando comigo por que VOCÊ fez ele perceber que agiu errado.
– Melhor do que ele continuar te tratando como criança né Ju?
– Isso é Fat. – Ela sorriu suave. – Vamos entrar? Estamos atrasadas.
– Pra variar. – Lia falou e nos rimos.
A aula passou voando, quando me dei conta já era hora da saída, passei no banheiro com as meninas antes de sair, retocamos a make, fofocamos um pouco depois saímos.
Chegamos na porta e lá esta ele, todo lindo, com um sorriso lindo, como se nada tivesse acontecido.
– Oi meninas. – Ele nos comprimento.
– Bom gente, eu vou encontrar o Dinho. – Lia falou, ela tinha sacado o clima. – Beijo!
– Bom, vocês dois conversem, vou falar com o Gil. – Ju piscou pra mim e saiu.
– Vamos dar uma volta? – Ele perguntou chegando perto de mim.
– Claro. – Me afastei. – Só preciso ir lá em casa guarda a mochila.
– Eu vou contigo. – Ele pegou minha mão e nos fomos até lá em casa, guardei minha bolsa.
Nós fomo caminhar pela praia, estávamos calados.
– Amor? – Ele me chamou.
– O que?
– Me desculpa pela minha reação ontem. – Ele parou na minha frente. – É que a Ju pra mim sempre vai ser minha irmãzinha sabe? E ver ela se pegando com o Gil daquele jeito foi demais pra mim.
– Ta tudo bem Bruno. – Tentei sorrir.
– Você esta brava que eu sei. – Ele segurou meu rosto e me beijou.
Parei o beijo alguns minutos depois.
– Não estou. – Lhe dei um selinho.
Eu tava brava, mais meus motivos não eram fortes, então deixei quieto, procurei evitar briga, continuamos caminhando de mãos dadas, conversando agora.
– Fatinha, me fala de você?
– Falar o que Bruno?
– Eu não sei quase nada sobre você.
– Sabe sim ué.
– Sei não amor, me falar da sua infância, dos teus amigos de SP.
– Bom SP era legal, mais eu nunca me dei muito bem lá sabe? Eu só tinha 2 amigos, a Micaela e o Gustavo. A Micaela foi embora pra Alemanha 1 ano antes dos meus pais morrerem, e o Gus se mudou pra MG á 4 meses atrás.
– Esse Gustavo era só seu amigo? – Ele me olhou.
– Ah amor, sabe como é né. – Dei risada.
– Não sei como é não. – Ele parou na minha frente. – Ele era só teu amigo?
– Nós já ficamos algumas vezes amor. – Coloquei os braços em volta de seu pescoço.
– Ah, sabia! – Ele tentou sorrir mais tinha ficado com ciúmes.
– Ai moreno ciumento. – O beijei, ele me envolveu em seus braços e me puxou mais pra perto de seu corpo.
– Você é tão linda sabia – Ele disse sorrindo e parando o beijo.
– Você é tão lindo sabia – O imitei.
– Ta me imitando moça? – Eu ainda tava envolvida em seus braços.
– Não amor. – Dei risada.
Passaram uns carinhas e ficaram olhando pra mim fixamente.
– Qual foi irmão? – Bruno olhou feio pra eles.
– Nada. – Falaram e riram.
– Que foi isso amor?
– Eu não quero esses caras olhando pra minha namorada.
– Deixa de ser ciumento amor, olhar não tira pedaço.
– Você gosta né? – Ele me olhou feio. – Por isso você se veste assim.
– O que tem a forma que eu me visto Bruno? – Me afastei um pouco dele.
– Você se veste com roupas que deixam seu corpo ainda mais bonito, justamente pra ter todos os olhares por onde quer que você passe.
– Bruno, eu sempre me vestir assim.
– Deveria parar.
– Eu não vou mudar a forma que eu me visto por ciúmes BESTA seu Bruno. – pronto e lá vamos nós pra mais uma discussão.
– Ciúmes besta Fatinha? – Ele riu incrédulo. – Você tem um corpão lindo, os homens passam na rua e olham e é ciúmes besta meu, ta certo.
– Bruno, para com isso, olhar não tira pedaço cara. – Segurei em seus braços.
– Eu vou indo ta? Fica ai atraindo os olhares de outros homens. – Saiu andando.
– Bruno! – Fui atrás dele.
– Me deixa sozinho Fatinha, por favor.
– Ta bem Bruno, vou pra minha casa.
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