Medo de Amar

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oeeee, eu voltei! õ/ Espero que gostem do capítulo. Eu não gostei muito não, maas...

Capítulo 2 – Eu conheço um deus terrorista.

~*~

Percy me contava suas aventuras fora e dentro do Acampamento de seu amigo sátiro, sua namorada filha de Atena e outros amigos. Fiquei encantada com todas as suas histórias, e ainda havia mais algumas para me contar, mas meu pai me chamara da sala.

– Vamos, filha! – chamou pela terceira vez.

– Então... Tchau, Rox.

– Tchau, Percy.

Levantei-me da cama e acenei com a mão. Meu cabelo ficou azul escuro. Desanimada. Bem, Percy gostou da cor e quase não me deixou ir embora tentando cortar uma mecha de cabelo, mas tudo bem.

~*~

– Pai, eu não quero rosquinhas. – disse eu.

– Mas depois vai querer e eu não vou parar pra comprar. – o retrucou, atravessando a rua e andando um pouco até uma padaria.

Estava um pouco frio naquela manhã, então, em tentativa de me aquecer, cruzei os braços esfregando as mãos. Por algum motivo estúpido, senti uma enorme vontade de olhar para trás.

“Não olhe, não olhe, não olhe!” dizia minha consciência.

Mesmo assim olhei. No mesmo segundo, meus cabelos ficaram negros. Medo. Um garoto mais velho me olhava.

Seus olhos pareciam chamas. Usava um jeans surrado, camiseta negra e jaqueta de couro. Ele tinha uma faca na mão, brincando como se fosse de malabarismo.

Pisquei e ele sumiu. Virei meu olhar para frente, e lá estava ele, tão próximo que podia sentir a sua respiração. Meus cabelos se dividiram no tom rosa e preto.

– Cria de Íris. – murmurou com certo desgosto. – Você deve conhecer o Sardinha Podre.

– Não fale assim do Percy. – falei trincando os dentes. Agora meus cabelos ganharam um tom negro e vermelho.

– Olha, eu falo do jeito que quiser. – ele mexia a faca entre os dedos. – Quem deveria ter cuidado com as palavras aqui é você.

– Quem você pensa que é?

– Ora, pensei que fosse mais inteligente. – balbuciou revirando os olhos – Sou Phobos, o deus do medo.

– Ah, que drama. Você não é um superdeus ou coisa do tipo. – debochei, abanando com a mão.

Ele trincou os dentes. A faca foi parar no meu pescoço.

– Você é teimosa, irritante e destemida até demais. – disse nervoso, e então sorriu. – Gostei do seu estilo, gatinha.

– Me deixe em paz. E eu não sou vadia pra você ficar me paquerando.

Ouvi meu nome e vi meu pai saindo da loja, com os olhos concentrados em uma rosquinha que comia e um saquinho.

Voltei a olhar para onde Phobos estava, mas ali estava somente uma fumaça negra se misturando ao ar poluído da cidade, junto com um sussurro no ar que me arrepiou:

– Você será minha.

~*~

– Pai, é verdade! – insisti o acompanhando na caminhada. – Phobos veio falar comigo e me disse isso!

– Filha, você só está com medo. – ele apressou o passo – O que Phobos iria querer com você?

– Á mim, talvez? – falei irônica – E eu não estou com medo!

– Vocês são opostos demais, não?

– Somos?

Ele parou de andar e se sentou em um banco no parque, ao lado de uma fonte, e me chamou pra sentar. Sentei-me.

– Ele é filho de Ares.

– Por isso a brutalidade. – revirei os olhos.

– E também é o deus do medo. Você é Filha de Íris. A mensageira dos deuses e deusa do Arco-Íris. Vocês são exatamente opostos!

– Os opostos se atraem?

– Espero que não esteja atraída por um deus.

Ele revirou os olhos e se levantou, puxando-me para cima.

– Vamos continuar! – sorriu e saiu correndo mais rápido do que o Flash.

~*~

– Finalmente! Casa! – exclamei levantando os braços e me jogando no sofá de couro bege que havia na sala de estar.

Eu estava toda suada, ofegante e cansada enquanto meu pai estava ótimo, limpinho e animado para outra corrida. Havíamos acabado de chegar em casa, tomamos um suco e ele já queria correr novamente. Cara, ele tem mais saúde que eu!

– Não seja exagerada! – reclamou bufando – Sei que você quer outra corridinha.

– Pai, você parece uma criança quando come açúcar demais. – falei franzindo o cenho. – Vou ter que cortar os cupcakes, hein?

– Não é justo. – ele fez careta e cruzou os braços – Você sabe que adoro cupcakes!

– Tá bem, tá bem. – acenei com a mão e me ajeitando no sofá – Preciso te falar uma coisinha.

– Não fale sobre a sua alucinação de ter visto um deus inferior de novo, pelo amor dos deuses!

– Pai, é sério. É sobre o Acampamento Meio-Sangue.

Ele finalmente se ajeitou no sofá e me deu a devida atenção que merecia. Afinal, eu não falava do acampamento. Para ser sincera, eu raramente falava, e quando falava, era porque meu pai quem tocava naquele assunto.

– Eu decidi que irei para o acampamento.

– Quem te convenceu? – ele cerrou os olhos e me encarou. Odiava quando ele fazia isso.

Ele parecia tentar ler minha mente.

– O Percy. – gritei, desabando no sofá novamente.

– Não sou surdo, sabia? – ele tampou os ouvidos e sorriu. – Percy, hum?

– Cala a boca, pai!

Joguei uma almofada no ombro dele, e saí na direção do meu quarto, fechando a porta logo que entrei. Ali no apartamento tinha uma sacada; na vista dela, era o horizonte de uma rua perto do mar. Era linda.

Sentei no sofázinho que tinha ali e encarei a vista. Estava tudo ótimo. Ótimo... Até de mais.

Senti um pesar nos ombros e tive a sensação de estar sendo vigiada. Virei-me e vi aquele idiota com um sorriso torto me encarando.

– O que faz aqui? – exasperei, me levantando e ficando cara a cara com ele.

– Eu disse que você seria minha.

– Mas eu não quero você!

– Não perguntei se queria ou não.

Seu tom frio fez com que eu desse alguns passos para trás. Mas isso não me afastou dele.

A cada passo que eu dava para trás, ele dava um para frente.

Caí deitada sobre o sofá. Ele subiu em cima de mim e sorriu.

Nossos corpos colados, meus cabelos negros por completo, ele com um sorriso perverso cada vez mais próximo de minha boca trêmula. Ele queria me beijar.

Mas eu não daria esse gostinho á ele. Jamais.

– O que pensa que está fazendo?! – gritei, empurrando-o para longe de mim.

– Você não vai resistir por muito tempo. – disse sorrindo.

E sumiu. Como da última vez. Deixando-me irritadamente perturbada com suas últimas palavras antes de me deixar sozinha naquela sacada, com os cabelos – agora – cinzentos balançando com o vento, e a cabeça tentando forçar as engrenagens para que funcionem.

Notas finais
E então? Mereço reviews? e.e