Medo

17 Capítulo 16: Nas Entre Linhas


Notas iniciais
Espero que gostem.

Eu só queria poder abraçar a minha pequena, aquela que até ontem gostava de mim, que até ontem me admirava e que hoje me odeia com todas as suas forças.

-O que foi, mamãe? — Perguntou a minha filha mais nova, Keroline.

-Nada. Mamãe só esta muito triste. — Falei passando a mão pelos cabelos negros dela.

-Não fica triste, mamãe. — Ela me abraçou e beijou o topo da minha cabeça.

Ela foi para o quarto dela em seguida.

Eu queria que a Lidia me chamasse de mãe também, que ela me abraçasse também. Mas eu fui uma imbecil que deixou ela com aquele casal que parecia tão centrado e amoroso, mas que tinha um filho degenerado que ficava estuprando a minha menininha.

Mas como ela disse, foi tudo por vaidade.

Flashback on:

13 anos atrás:

Eu tenho o namorado perfeito, amigas perfeitas e uma vida perfeita. Quem quer mais do que isso. Eu não vou deixar uma criança atrapalhar a minha vida. Não agora, eu só tenho 16 anos. Meus pais não querem que eu aborte, mas eles vão dar o bebê para um casal de amigos que tem um filho de dois anos.

-Mirian, nós poderíamos cuidar dessa criança. — Falou o meu namorado colocando a mão no meu ventre.

-Mas eu não quero, eu quero mais é viver a minha vida. — Falei.

-Mas você não vê? Isso é um presente para nós, poderemos nos casar em poucos anos. Ai seremos uma família. Eu, você e esse bebezinho que esta dentro de você. — Ele falou como se fosse a coisa mais linda do mundo. Pra mim a coisa mais linda do mundo e uma saia que eu ainda não usei e que eu não vou poder usar graças a essa coisa que esta dentro de mim.

-Quer saber, me enchi de você. Esta tudo acabado entre nós. — Falei dando as costas.

-Mirian, você esta louca? Nós vamos ter um filho e você diz que não quer mais namorar comigo.

-Eu nem sei se você é o pai da criança. — Falei sorrindo em deboche.

-Como assim? — Ele estava vermelho de raiva.

-Isso mesmo o que você ouviu. Você é corno. — Dei as costas e fui para perto das minhas amigas.

Elas estavam fofocando e rindo. Quando eu me aproximei, elas logo pararam.

-Oi meninas, quem é a vitima da vez? — Perguntei jogando o meu cabelo negro para trás.

-Você. — Falou Rafaela.

-Como? — Eu acho que eu estou ouvindo mal.

-Sim, nós estamos falando de você querida. — Falou Tuli com um sorriso cínico.

Eu fiquei muito triste e não conseguia respirar.

Essa coisa só me trouxe desgraça.

Meus pais querem me colocar para fora de casa e ninguém quer falar comigo. A única pessoa que estava no meu lado eu tinha acabado de colocar de lado. E eu não me humilharia assim. Rastejar-me até ele.

Faltava apenas três meses para essa coisa nascer e eu poderia mudar de escola e começar de novo.

Três meses depois:

Eu estava na aula de português quando eu comecei a sentir uma dor horrivelmente dolorosa.

Eu gritei.

Todos na sala me olharam.

Eu senti uma coisa molhada escorrer para minhas pernas.

Minha bolsa tinha estourado.

O professor chamou a emergência e eu dei a luz dentro da ambulância.

-Aqui estar, é uma menina, linda e saudável. — Falou uma mulher de cabelos loiros.

-Me deixa ver ela. — Nesses longos meses eu tinha me apegado a essa criança.

Ela estava chorando muito, mas quando foi colocada nós meus braços ela abriu os olhos e sorriu. Eu soube naquele instante que eu não poderia ficar longe dela.

Ela pegou uma mecha solta do meu cabelo e começou a brincar. Era tão linda a cena, ela era muito parecida comigo. Olhos negros, pele branca e era fofinha sem ser gorda.

-Já sabe o nome do bebê, senhorita? — Perguntou a enfermeira.

-Lidia. — Falei dando o dedo indicador para ela, ela pegou e começou a morder.

-Que nome lindo. — Falou a enfermeira.

-Eu queria saber o seu nome. — Falei olhando para ela.

-Meu nome é Monica. — Falou ela — Tenho que levar esse bebezinho para o berçário.

Quando Lidia foi tirada dos meus braços um vazio tomou conta de mim e ela começou a chorar novamente.

Ela deu as costas e eu senti que nunca mais veria a Lidia.

...

Minha mãe tinha acabado de chegar ao meu quarto e estava com a sua cara seria de sempre.

-Sua filha já esta com os pais dela. — Minha mãe falou friamente.

-Mãe, por favor, — comecei a chorar — me deixa ficar com ela.

-Não, você é muito nova para cuidar de uma criança.

Ela falou isso e deixou sozinha e chorando no quarto. Eu queria tanto abraçar Lidia de novo, poder a ver sorrindo outra vez.

10 anos depois:

Eu estava lecionando a cinco anos e minha filha Keroline já tinha seis anos.

Iria começar mais um ano letivo triste e ruim, quando eu vejo uma menina de cabelos negros e um sorriso muito familiar.

-Aqui é a sala de inglês? — Perguntou ela.

-Sim. — Quem sabe ela... — Qual é o seu nome?

-Lidia Meires. — Falou ela.

Ai meu Deus, só pode ser a minha Lidia!

Eu tive de me conter para não abraça-lá agora.

-Pode se sentar, Lidia. — Falei com um nó na garganta.

Ela se sentou e começou a ler um livro. Crepúsculo, e era o em inglês.

Eu não podia acreditar que minha filha estava na minha sala de aula. Eu iria me aproximar dela e vou revelar que eu sou a mãe dela.

Flashback off.

Agora estou eu na sala da minha casa chorando e me lamentando por não ter ficado com ela. Mas em parte eu queria ficar com ela, só que os meus pais já haviam dado ela.

Mas apesar dela me odiar, eu ainda a amava e queria a verela sorrindo de novo.

Minha filha...

Sempre vou amar ela e eu vou reconquista-lá.

Notas finais
Gente não matem a autora, eu li um review que deu essa ideia e eu modifiquei tudo. O cap especial seria na visão de Ângela, eu fiz esse cap em uma hora, se tiver muito erro de português ou de continuação, me avisa que eu corrijo. Dedicado a, MaaH-ChaN_28, CPattz e ManuhCullen. O proximo cap vai voltar na visão de Lidia. Mas só vai sair se tiver Reviews! Momento propaganda: Gente to fazendo uma nova fic, o nome é A Caçadora, eu queria que vocês dessem sua opnião sobre ela, mas se não quiserem tudo bem. BJS