Meant to be

1 You are not dying


Point of view: Lexie

Boise, 17 de Janeiro de 2012.

Eu estava em baixo de destroços do avião, já não sentia minhas pernas e estava com dificuldades para respirar, eu sabia que não conseguiria resistir por muito tempo debaixo dos destroços. Quando Mark viu que não conseguiria me tirar dali, ele segurou minha mão e começou a dizer coisas para me confortar. Ele falava que eu iria conseguir sobreviver e que a gente se casaria, que ele me amava e que eu seria uma cirurgiã feliz. Que teríamos uma vida juntos, e que daríamos três irmãos pra Sofia.

—We're meant to be — Ele disse ainda abaixado ao meu lado, segurando minha mão.

—Meant to be — Repiti dando um leve sorriso e com os olhos lacrimejados, quando de repente eu senti a mão do Mark gelada, olhei para ele e o mesmo estava pálido. Comecei a pensar no pior. Coloquei a mão para sentir seu pulso e vi que ainda tinha pulso, bem fraco, mas tinha, o que me deixou um pouquinho só mais aliviada, no entanto, eu sabia que algo estava errado com ele.

—Christina... — a chamei com um pouco de dificuldade. -Christina... — Insisti para que viesse logo.

—O que foi Lexie? Fica tranquila que nós vamos conseguir te tirar daí. — Ela disse se aproximando de onde eu estava.

—O Mark... ele... ele não está bem... — Me esforcei para conseguir falar.

—O quê? — Christina disse logo colocando dois dedos na carótida de Mark para checar se ainda tinha pulso. -Droga! Está quase sem pulso. — imediatamente deitou o Mark. -Meredith, vem aqui, preciso da sua ajuda! — A loira foi rapidamente até lá ajudar. Derek por ver que se tratava de seu melhor amigo, rapidamente foi ajudar também. Christina estava usando apenas um dos braços, já que ela havia deslocado o ombro e não podia mexer com o outro braço. -Ele está com tamponamento cardíaco, precisamos fazer alguma coisa, rápido! — Yang disse e tentaram pensar em algo. Improvisando com o que tinha ali, rapidamente começaram a agir para tentar salvar a vida do Mark.

Eu não sei o que estava sentindo na hora, se era desespero por ver o homem que eu amo podendo morrer, se era medo por eu estar morrendo, se era tristeza por provavelmente não conseguirmos viver esse amor, se era dor por eu estar bastante ferida e me sentindo fraca porque eu estava perdendo bastante sangue. Eu só desejava que nada daquilo estivesse acontecendo, eu queria que alguém me tirasse logo dali.

—Mark... por fa...favor... a...aguenta... — Estava cada vez mais difícil falar, mas tentei novamente.

No instante seguinte escutei um barulho de helicóptero e percebi uma luz iluminando o meu rosto. Quando vi ser o resgate que havia chegado, agradeci mentalmente. Iriamos conseguir sair dali, finalmente. Isso era bom, muito bom. Mesmo não acreditando que eu sobreviveria, tentei ser otimista. Precisava ter um pouco de esperança. Pelo Mark, pelo amor que ele me prometeu que viveríamos. Ou mesmo que isso não fosse acontecer realmente, talvez Mark ainda tivesse mais chances que eu de sair vivo dali e eu torci para que isso acontecesse. Todos ali teriam uma chance.

Não demorou para que o helicóptero pousasse. Alguns médicos-socorristas viram a Yang, Meredith e Derek tentando ajudar o Mark e perceberam que o estado dele era bastante grave, e então foram rapidamente ajudá-lo. Enquanto isso, os outros médicos-socorristas foram socorrer eu e o restante dos feridos. Assim que me tiraram de debaixo dos destroços, olhei para as minhas pernas e elas estavam em um estado nada bom, passava a mão tentando limpar o sangue que escorria da minha boca e evitava ficar olhando para as minhas pernas, mas era quase impossível não olhar.

Point of view: Autor(a)

Logo todos já estavam dentro do helicóptero sendo levados para o hospital mais próximo e recebendo os primeiros cuidados médicos. Lexie, Meredith e Derek foram em um helicóptero; Mark, Arizona e Yang foram em outro; e o piloto que infelizmente não sobreviveu ao acidente, foi em um helicóptero separado.

*****

—Alexandra Grey, 28 anos, possível hemorragia interna no abdômen. Perdeu bastante sangue. As pernas e pélvis foram esmagadas. Provável amputação das pernas. — Um dos médicos-socorristas falou, assim que o helicóptero pousou no terraço/heliporto do hospital local, já tirando a maca com a Lexie do helicóptero. Em seguida os médicos assumiram a maca e a levaram imediatamente para a cirurgia.

(...)

—Mark Sloan, 43 anos, está com tamponamento cardíaco. — Um dos médicos-socorristas disse ao tirar a maca com o Mark do helicóptero, logo alguns médicos assumiram a maca e imediatamente o levaram pra cirurgia.

—Arizona Robbins, 35 anos, fratura exposta da perna, pode ter infeccionado. — Disse outro médico-socorrista ao tirar a maca com a Arizona do helicóptero, logo alguns médicos assumiram a maca e a levaram pra cirurgia.

(...)

Lexie tinha tido as duas pernas, a pélvis e parte do abdômen esmagados pelos destroços do avião, suas pernas estavam em péssimo estado. Os médicos já haviam conseguido salvar a perna direita dela, mas a esquerda eles não tinham certeza se conseguiriam salvar.

—Não tem jeito, vamos ter que amputar. — Informou para os companheiros de SO um dos médicos que estava operando a Lexie.

Não teve jeito, a perna esquerda de Lexie estava como ovo mexido, é sério, tinha sido completamente esmagada. Não tinha mais nada pra fazer ali que pudesse salvar a perna dela, eles tiveram que amputar a perna aproximadamente 15 cm acima do joelho.

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—Onde está a Lexie? Como está a minha irmã? — Meredith perguntou para os médicos que cuidavam dela e ainda meio confusa com o que havia acontecido.

—Ela foi levada pra cirurgia, estão cuidando dela. Não se preocupe, ela ficará bem. — Respondeu um dos médicos.

(...)

NO DIA SEGUINTE...

Point of view: Mark

—Lexie... — Falei abrindo os olhos vagarosamente, porém, com uma voz um pouco baixa, quase que como um sussurro, pois eu ainda estava fraco. Não me lembro de muita coisa do que aconteceu depois que nos resgataram, eu me lembro da Lexie debaixo dos destroços e que eu estava ao lado dela segurando sua mão, depois só me lembro da Yang, Meredith e Derek na floresta tentando me manter vivo, e de escutar um barulho de helicóptero. Porém, a Lexie... eu... eu não a vi sendo levada para o helicóptero. Será que ela está viva? Será que conseguiram tirar ela de debaixo dos destroços? Ou será que... não, não, a Lexie não pode ter morrido. A Lexie não, ela é a mulher que eu amo. Sem ela minha vida não tem sentido. Ela está viva, eu preciso acreditar nisso, ela conseguiu sobreviver e vai ficar bem, ela está bem. É nisso que eu preciso acreditar.

—Lexie... — Chamei novamente e ainda quase como um sussurro, porém dessa vez havia um tom a mais de desespero em minha voz. -Lexie, o que aconteceu com ela? Onde ela está? — Perguntei ao ver a enfermeira se aproximando.

—Você ainda está fraco, tente não fazer muito esforço. Vocês serão transferidos para o Seattle Grace, eu vou tentar saber como ela está e venho trazer noticias, tudo bem?. — Apenas concordei.

(...)

Point of view: Autor(a)

—E o Mark, ele está bem? Como ele está? — Lexie perguntou ainda um pouco fraca ao acordar.

—Ele está com tamponamento cardíaco, mas está estável. — Respondeu a médica que suspirou, pois sabia o que viria a seguir.

—Por que eu não estou sentindo minha... — Lexie indagou ao perceber que faltava algo e apalpando onde deveria estar sua perna. Nem terminou a frase e se desesperndo ao perceber que uma de suas pernas havia sido amputada, no mesmo instante seus olhos começaram a lacrimejar.

—Eu sinto muito. — Disse o médico. -Sinto muito mesmo por isso, mas infelizmente não teve como... — o médico lamentou e Lexie desabou em lágrimas.

(...)

Mark, Lexie, Meredith, Derek, Arizona e Yang já estavam dentro do avião sendo levados para o Seattle Grace, quase todos sedados, com excessão de Meredith, que apesar de todo pavor que agora sentia de avião, insistiu em ir acordada, devido ao estado grave da irmã e de dois de seus amigo, Mark e Arizona. Ela queria estar ciente caso algum deles piorassem durante a viagem de volta para Seattle. Mark também insistiu para que não fosse sedado.

Mark olhou para Lexie sedada e agradeceu por ela estar viva. No entanto, ele ainda não sabia que ela havia tido a perna amputada. A imagem de Lexie na floresta debaixo dos destroços começou a vir na cameça de Mark, e foi só o que pecisou para que o monitor dele começasse a apitar.

—Ele está bradicardíaco. — Informou um dos médicos que estavam acompanhando eles no avião.

—Injeta 10mlg de atropina. — Disse o segundo médico que estava no avião.

Minutos depois Mark teve parada cardíaca.

—Carrega em 300 e afasta! — Disse a médica pegando as pás e dando a primeira descarga, não voltou. -Carrega em 300 de novo. Afasta! — Ela olhou para o monitor e viu que ele já tinha batimentos. -Voltou.

(...)

Lexie, Meredith, Derek, Mark, Yang e Arizona já haviam sido transferidos para o Seattle Grace. Agora, Júlia, namorada de Mark, estava sentada ao lado dele na cama.

—Não é justo, você não merece isso... — Disse Mark á Júlia e ela o olhou sem entender. -Você merece alguém melhor. — Ele continuou a dizer.

Mark sabia que algo ainda o impedia de ficar com Lexie, ele ainda tinha uma namorada, e mesmo assim havia se declarado para Lexie, seu maior amor, porém, sua namorada não era ela, e sim Júlia. Mark nunca amou Júlia de verdade, ele gostava dela, mas nunca a amou. Não como amava a Lexie. Ele não podia continuar enganando Júlia, ela não merecia isso.

—Pare! Eu estou aqui, Mark, e não vou a lugar nenhum. — Ela pegou em sua mão, sorriu e disse. -Eu te amo.

—Eu amo a Lexie. — Mark disse em uma resposta rápida a olhando nos olhos. Ele precisava dizer de uma vez, e então disse assim, na lata, sem nem dá tempo de pensar.

O sorriso dela desapareceu ao ouvir aquelas palavras. Para Júlia, ouvir ele dizendo aquilo era como se tivessem cravado uma faca em seu coração. Ela havia acabado de dizer a ele que o ama e ele ao invés de dizer o mesmo, confessou que ama outra mulher. Sem saber o que dizer, ela apenas o olhou como se dissesse "Eu não sei o que estou fazendo aqui, você ama outra mulher"