Meant to be
2 Do not go
Notas iniciais
Point of view: Autor(a)
Seattle, 18 de Janeiro de 2012.
Horas depois que Júlia saiu de seu quarto, o estado de Mark piorou e ele entrou em coma.
8 de Fevereiro.
Três semanas se passaram. Meredith e Derek já haviam recebido alta, porém, Derek ainda está sem conseguir operar por causa de sua mão. Cristina também já não está mais com nenhum ferimento e já teve alta, mas ela acabou desenvolvendo um transtorno pós traumático devido ao acidente. Lexie recebeu alta ontem e está se recuperando bem em casa, no entanto, foi e ainda está sendo bem difícil para ela o fato de ter tido uma perna amputada, suas noites de sono não tem sido muito boas por ainda não ter conseguido esquecer o acidente e tudo o que aconteceu naquela floresta. Mark continua em coma e Lexie ainda não o viu desde o acidente. Callie se reveza entre ficar com o melhor amigo e ficar com sua esposa que também está bem mal e correndo o sério risco de perder uma das pernas.
Point of view: Callie
Era 5:00am e eu ainda estava dormindo quando recebi uma ligação do hospital falando algo sobre o Mark. Por estar preocupada e com medo de que tivesse acontecido alguma coisa com meu melhor amigo, já fui desligando a ligação antes mesmo da pessoa conseguir terminar de falar. Troquei de roupa rapidamente colocando a primeira roupa que encontrei, peguei a Sofia, a minha bolsa e fui correndo para o hospital. O meu maior receio é de que quando eu chegasse lá eles falassem que o estado do Mark havia piorado, ou pior, que ele tivesse morrido. Eu não queria pensar nisso, mas foi a única coisa que eu consegui pensar quando recebi aquela ligação, afinal quem é que liga pra alguém a essa hora da manhã para dar boas noticias?
(...)
—O que aconteceu? — Perguntei assim que dei de cara com o Jackson nos corredores perto do quarto do Mark, eu estava com muito medo de que houvesse acontecido alguma coisa com ele. -Droga! Eu sabia que não devia ter ido para casa. — Falei realmente apreensiva enquanto seguia o Jackson apressada até o quarto.
—Só venha ver! — Jurava que havia visto um sorriso no rosto do Jackson ao falar aquilo. Parando logo após falar na porta do quarto do Mark, ele olhou para mim. Me aproximei cautelosamente e olhei para dentro do quarto.
Para minha total surpresa e alivio, ele estava lá, acordado, sentado na cama com um sorriso no rosto me olhando. Respirei aliviada e não pude conter a enorme felicidade que eu senti por ver meu amigo acordado.
—Você acordou!
—Hey Torres! Por que demorou tanto? — Seu sorriso aumentou de tamanho e ele abriu os braços me chamando para um abraço.
—Quer me matar do coração? Eu pensei que tivesse acontecido alguma coisa com você! — Disse e fui rapidamente abraçá-lo.
—E não aconteceu? — Perguntou ele olhando para mim. -Eu voltei do coma! — Disse ele voltando a me abraçar. Ele, com certeza, tinha o melhor abraço de todos.
(...)
Point of view: Autor(a)
Richard, Callie e Derek estavam em frente ao quarto do Mark conversando sobre o estado de saúde dele.
—A saturação está boa, está fora da máquina? — Derek perguntou.
—A pressão está 11 por 6. — Richard falou.
—Acha que é um surto? — Callie perguntou olhando para Richard.
—Pode ser — Ele respondeu sem muita certeza.
—Ele está contando piadas sujas, não é um surto. — Derek afirmou.
Muitos pacientes terminais têm um surto final de energia, eles melhoram antes de piorarem. A chamada, súbita.
—Recuperação incrível, não? — Jackson chegou no meio da conversa, ele estava animado com a recuperação do Mark.
—Mark sabe da Lexie? — Derek perguntou.
—Ainda não. — Jackson respondeu.
(...)
Jackson estava conversando com o Mark e falando sobre os pacientes.
—Prometa uma coisa para mim, se amar alguém, diga. Mesmo que tenha medo de que não seja a coisa certa, mesmo que isso vá causar problemas, mesmo que tenha medo de arruinar sua vida. Se disser em voz alta, você parte daí. — Mark falou e eles ficaram por um tempo em silencio. -Onde está minha filha? Quero ver a Sofia, Avery trás ela aqui.
—Não posso trazer uma criança para a UTI. — Jackson disse.
—Mas pode entrar com ela escondida. Vamos Avery, coragem! — Mark falou. -Quer saber, eu vou lá! — Disse já tentando se levantar da cama.
—Não. Tudo bem, eu vou buscá-la. — Jackson saiu do quarto e Mark voltou a se acomodar na cama e suspirou como se estivesse cansado.
Point of view: Richard
Jackson saia do quarto do Mark quando adentrei ao mesmo.
—Grande Richard! — Mark falou sempre com seu bom humor ao me ver.
—Realmente é muito bom te ver acordado, Sloan. — Falei.
—Isso é o que eu acho? — Mark perguntou e eu entendi que ele já desconfiava de que isso poderia ser um surto.
—Não há como saber. — Abri seu prontuário e olhei para ele. -Vamos esperar pra ver e encarar conforme acontecer.
—Onde está a Lexie? Não a vi desde do avião. Como ela está? — Mark quis saber.
—Ela está em casa, teve alta ontem. Está se recuperando bem. — Informei enquanto colocava os óculos e comecei a olhar o prontuário e fazer algumas anotações. -Todo dia ela pergunta de você. — Achei melhor não contar para ele ainda sobre a perna da Lexie.
—Que ótimo que ela está bem! — Mark falou. -Diga a Lexie que estamos destinados a ser...
Olhei para ele. -Destinados a ser? — Perguntei.
—Sim. Mesmo não estando namorando e nem juntos fisicamente, estamos sempre pensando um no outro e estamos juntos através do amor que sentimos um pelo outro. Isto é estar destinados a ser. Nós estamos destinados a ser um do outro. E nós ficaremos juntos, um dia ficaremos... — Eu podia jurar que não era o Mark que estava dizendo aquilo, realmente ele estava mudado, o Mark que chegou aqui em Seattle há alguns anos, nunca diria isso, não aquele Mark arrogante que já dormiu com a maioria das médicas e enfermeiras desse hospital.
(...)
Jackson ainda não havia chegado com a Sofia e eu ainda estava no quarto com o Mark.
—Não diga nada a Callie, ela vai operar o Derek. — Mark pediu.
—Ok. — Respondi enquanto colocava os equipamentos nele.
—Derek não precisa entrar na cirurgia preocupado, então também não diga nada a ele. — Mark fez outro pedido.
—Eles podem remarcar a cirurgia. — Eu disse. -Tenho certeza de que fariam isso.
—Não! Essa cirurgia vai levar o Derek ao lugar que ele pertence, a SO. Ninguém tem as mãos como as dele, exceto eu, e talvez a Callie. Você já reparou nas mãos dela? Elas são lindas! Sofia tem as mãos dela. — Mark falou.
(...)
Point of view: Autor(a)
Callie estava operando o Derek, quando o Alex entrou na SO falando que o estado de Arizona havia se agravado muito e ela estava morrendo, e perguntando se ele tinha permissão para amputar a perna dela. Callie não podia sair da SO no meio da cirurgia para tentar achar uma forma de salvar a Arizona e a perna dela, e não havia mais tempo de tentar fazer isso, sua esposa estava morrendo e Callie não queria perdê-la, então ela deu permissão para o Alex amputar a perna de Arizona.
Nunca prometa algo que você não tem certeza se poderá cumprir.
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Mark já havia assinado o documento de responsabilização que contia a permissão de o ressuscitarem caso fosse preciso e que também dizia que caso ele entrasse em coma e se em 1 mês ele não apresentasse nenhuma melhora, os aparelhos poderiam ser desligados.
Jackson havia acabado de chegar no quarto com a Sofia, no momento em que Mark estava entrando em parada cardíaca. Jackson logo tirou Sofia dali e Richard começou a tentar ressuscitar o Mark. Depois de algumas tentativas, ele conseguiu fazer o coração do Mark voltar a bater, mas como previsto, Mark entrou em coma novamente, porém, dessa vez já sem tantas esperanças dele melhorar.
(...)
8 de Março.
Um mês de passou desde que Mark entrou em coma novamente. Arizona já havia recebido alta e estava em casa, mas ela havia entrado em depressão por conta da perna amputada e só ficava trancada em seu quarto sem querer ver ninguém. Hoje seria a primeira cirurgia de Derek desde que Callie o operou. Cristina estava traumatizada com tudo que tinha acontecido em relação ao acidente e com tudo de ruim que vinha acontecendo no Seattle Grace, então ela acabou aceitando a proposta para trabalhar em um hospital no Canadá, e sem pensar duas vezes, largou tudo e foi para lá. Lexie ainda tentava se acostumar a usar a prótese, ela está cada vez mais preocupada por Mark não ter apresentado nenhuma melhora e por hoje ser o dia em que os aparelhos dele seriam desligados.
Agora eram exatamente 2:00pm, e ás 5:00pm os aparelhos iriam ser desligados como o Mark havia pedido.
—Lexie? — Disse Meredith calmamente entrando no quarto dela.
—Oi Mer — Lexie respondeu levantando seu olhar para olhar a irmã, mas logo voltou a olhar para o livro que tentava ler enquanto sua mente não deixava de pensar no estado de Mark.
—Você sabe que os aparelhos do Mark serão desligados hoje, não sabe? — Tentou parecer sutil e não demonstrar que também estava abalada com isso. Afinal, Mark também era seu amigo. -Você não quer ir vê-lo?
—Um mês, eu havia me esquecido... — Seu coração apertou e seu olhar era triste, pois sabia que perderia seu grande amor. A vida que eles prometeram viver juntos não seria mais possível de acontecer.
Meredith suspirou e sentou-se ao lado de Lexie na cama. -Eu posso te levar se você quiser... — Meredith sabia o quanto a irmã estava sofrendo com tudo aquilo e o esforço que ela estava fazendo para se manter forte, aquilo tudo sem dúvidas era muito difícil para Lexie.
—Eu quero sim... — Lexie suspirou pesado e com os olhos lacrimejados. Ficou em silêncio por alguns segundos e depois quando Meredith estava para se levantar, Lexie a olhou. -Meredith? Eu não quero perder o Mark. — Seu olhar era o mais destroçado possível.
—Eu sei... — Respirou fundo. -Eu também não. — Disse e abraçou a irmã.
(...)
"Yes I do, I believe
That one day I will be, where I was
Right there, right next to you
And it's hard, the days just seem so dark
The moon, the stars, are nothing without you
Your touch, your skin, where do I begin?
No words can explain
The way I'm missing you"
Lexie entrou no quarto do Mark e se aproximou da cama dele. -Mark?! — Ela segurou sua mão e suspirou enquanto fechava os olhos não deixando as lágrimas caírem, em seguida voltou a olhar para ele. -Por favor, não vá. — Lexie se sentou na poltrona ao lado de sua cama(pois ainda não conseguia permanecer em pé por muito tempo sobre a prótese) já com os olhos lacrimejados, e olhando para ele enquanto permanecia segurando sua mão, continuou a falar. -O que será de mim? O que será de nós? Eu te amo! Por favor, não vá. — Ela deu um beijo nele e lágrimas já escorriam pelo seu rosto. -Eu te amo! Nós fomos destinados a ser. — Lexie fechou os olhos tentando conter as lágrimas e deitou a cabeça sobre seu peito(do Mark) enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.
"Você disse eu te amo? Eu não quero viver sem você. Você mudou minha vida. Você disse? Faça um plano, defina um objetivo, batalhe por isso, mas sempre, olhe em volta, aproveite. Tudo pode ir embora amanhã."
Aos poucos Mark foi acordando. -Eu senti sua falta. — disse ele ao ver a Lexie e passando a mão de leve em sua cabeça.
Lexie escutou a voz de Mark e rapidamente olhou pra ele abrindo um enorme sorriso ao ver que ele havia acordado, ela não iria perdê-lo.
Logo Callie e Derek entraram no quarto e abriram um sorriso ao ver que o melhor amigo deles havia acordado. -Ai meu Deus! Ele acordou!!! — Callie estava quase pulando de alegria e com lágrimas de emoção em seus olhos.
—Bem vindo de volta! — Disse Derek para seu melhor amigo.
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