Notas iniciais
Hey pessoal! Desculpinhas pela SUPER demora do novo capítulo (ewe), tive alguns probleminhas... Mas ele está ai agora! Espero que gostem! ^^

–----------Gabriela on--------------

–----------Milena off----------------

Não podia ser verdade, logo no meu aniversário meu pai infartando. Eu o vi no fim da escada e não sabia o que fazer, minha mãe ouviu o barulho levantou, quando o viu foi mais inteligente do que eu e correu para o telefone.

_Vem, é por aqui, logo na sala.

Os paramédicos chegaram em alguns minutos e minha mãe mostrava onde meu pai estava , e eu fui pro meu quarto, com a Milena me consolando e eu ainda em estado de choque, quando pequena, eu e meu (?) estávamos andando no parque da cidade e de repente meu pai sentiu uma dor e começamos a ir mais rápido para casa, de noite eu vi minha mãe desesperada conversando com ele, aquela foi a primeira vez que eu tinha visto aquilo acontecer e parece que a cena me marcou muito.

_ Gaby, eles disseram que vai ficar tudo bem, eles vão levar ele pro hospital na ambulância e nós vamos de ônibus, ta?

Eu só sabia acenara cabeça em sinal de sim.

O ônibus demorou então quando chegamos lá minha mãe foi direto conversar com o médico, ele estava na recepção e logo foi acalmando minha mãe, explicando que meu pai teria que ficar pelo menos um ou dois dias pra ter acompanhamento.

E é ai que a vida mostra que quando uma pessoa está no seu caminho, você vai encontrar FREQUENTEMENTE com ela, você querendo ou não!

Percebi essa malandragem da vida quando vi entrar pela porta ninguém mais ninguém menos do que Diego, sim, o menino do ônibus. Fiz de tudo para olhar sem que ele percebesse e aparentemente ele tentava fazer o mesmo e então nossos olhares se encontraram, mas não foi algo fofo e delicado como geralmente: eu olhei, ele olhou e eu virei a cara tão rápido para o outro lado que torci meu pescoço e dei um grito que todos na recepção me olharam, eu sorri para uma enfermeira carrancuda que parecia querer me estrangular, então percebi que ele estava rindo MUITO de mim, o encarei séria, ele ficou sem graça, daí ele veio em minha direção, eu não sabia o que fazer, e quando vi o médico que estava cuidando do meu pai apareceu e o Diego o chamou de PAI! Ok fiquei perdida, eles se abraçaram, Diego sorriu e perguntou se hoje era plantão dele e ai começaram a andar pra longe e eu já não ouvia nada, mas continuava perdida.

Milena acabou tirando minha atenção deles quando chegou conversando com minha mãe.

_Ah sim, mas se ele já esta bem já é ótimo!

_Que bom que entende, então aqui tem uma lista dos ônibus que podem pegar pra ir embora.

_Que? Eu não vou embora não! – já fui me intrometendo-.

_Vai sim, hospital não é bom nem pro doente! Vai você e a Milena e vão ficar lá quietinhas de portas trancadas, podem pedir um lanche se quiserem.

_Vamos Gaby, a gente liga pra cá de manhã e vê como ele tá.

_Vocês são um porre, sabiam?

Já do lado de fora do hospital uma voz, não muito estranha, me chamou. Virei, vi quem era e andei mais rápido ainda, enquanto puxava a Milena pelo braço esquerdo.

_Oi! –Milena gritou e acenou com o braço livre- Ei, por que não espera?

_ Porque não quero me encontrar com ele.

_Ah, jura!? Quero saber por que não quer se encontrar com ele.

_Sabe a hora que meu pescoço doeu? Então, eu tava olhando ele, ai ele me olhou, eu virei rápido, torci o pescoço e ele ficou rindo e agora to com vergonha.

_”Eu não estou afim dele”- Milena fazia uma voz forçada-.

_O que?

_ Foi o que disse há algum tempo.

_E NÃO ESTOU!

_Só sua raiva já é uma prova...

_Ah... vai à merda. – Eu não tinha resposta, não por que estava gostando, mas tinha um pequeno interesse e a situação fez eu sentir vergonha e a conversa me fez ficar lenta sem perceber e quando vi ele já estava do nosso lado com os mesmos passos.

_ Ei ei... Espera. Querem ir comigo e com o Thiago?? Vamos sei lá, ir à uma pizzaria!

_ De madrugada?

_É... aqui tem varias coisas abertas nessas horas.

_Vamos!

Eu estava meio desnorteada... Mas estava indo. Felipe já dirigia. Demoraram uns dez minutos até chegarmos aonde eles queriam ir. Era uma pizzaria que mais no fundo havia algumas mesas de sinuca. Jogamos enquanto esperávamos as pizzas. Eu nunca tinha jogado, apesar do interesse, fui mal, mas fui bem pra quem estava no começo! Estava sendo divertido, me despreocupei um pouco com tudo que tinha em mente sobre meu pai, ele certamente estava bem.

Saímos de lá, e entramos no carro, Felipe tinha idade e bebia, Igor acompanhava, mesmo não podendo.

_Então... Meninas, vocês bebem?

Estagnei, eu queria, já havia bebido, mas muito pouco, nada de encher a cara e tal... Mas como gostava:

_Bem, não frequentemente... Mas dou umas viradas.

_Não bebo -respondeu Milena com um sorriso-.

_Bem, o Felipe pode... Comprar, e como ele não pode por dirigir... Bora? Ele faz companhia à Milena.

_Ah! Vamos. – Milena não gostava que eu bebesse, vi ela me fuzilar com o olhar, mas eu gostava...

Fomos até uma praça movimentada, parecia que a cidade acordava à noite. Compramos algumas cervejas fracas, nada demais. Voltamos pro carro e fomos pra um píer que tinha a uns sete minutos do lugar. Sentamos para ver o céu, estava lindo. Foi de repente, vi apenas a sombra chegar perto: Igor me deu um selinho, sorriu e aparentemente esperou uma atitude de mim como uma negação ou aceitação. Virei-me, sentei de frente pra ele e sorri, ele então deixou a latinha do nosso lado, passou a mão pela minha cintura e se curvou um pouco, nos beijamos, ali mesmo, fazendo Milena e Felipe de velas, os dois disfarçaram, riram e começaram a conversar baixinho sobre outras coisas.

Aquela lua e aquele mar... Foi, muito lindo! Que garoto fantástico, o que ia dar isso, hein?

Notas finais
Até o próximo, pessoal! ^^