–--------Gabriel off----------

–--------Milena on-----------

Quando chegamos (Aleluia!! Como minha bunda doía!!) pegamos um táxi e fomos para a tão esperada casa, e vou te dizer, valeu muito apena esperar! A casa era perfeita! Branca com pedras claras, portas marrons e dois andares. Tinha uma varanda no quarto de casal, uma varanda com churrasqueira e um lugar que parecia ser um jardim, mas sem flores. Chegamos por volta das sete da noite, e como a bunda de todo mundo tava muito cansado, não fomos à praia naquele dia. Eu fui tomar banho e depois e desci para comer o jantar.

Mais tarde eu e a Gabi não tínhamos o que fazer (naquele lugar não tinha TV nem internet, mas tudo bem, estávamos lá para aproveitar a natureza...eu acho né), então ficamos altas horas inventado histórias, como fazíamos quando éramos menores.

Quando o dia amanheceu, amanheceu com tudo! O sol tava batendo na minha cara e tava um calor que meu deus! Nem deu pra acreditar que estava fazendo mais de 20°C as 6:30h da manhã! Mas todos ainda estavam dormindo, então eu e a Gabi fizemos o nosso café e o deles. Como estava com um clima quente, mas não um nível desumano, deixamos um bilhete avisando que iríamos à praia.

A praia não ficava longe e Gabi já sabia o caminho, então levamos uns 20 minutos para chegarmos lá. Não tinha muita gente, acho que porque estava muito cedo ainda, mas já tinham algumas pessoas aproveitando a praia de águas cristalinas e areia branca, sob aquele céu meio azul, meio laranja, um festival para os olhos. Ficamos em um lugar um pouco mais afastado, onde quase não haviam ondas (ainda bem, porque eu nado tão bem quanto uma pedra). Quando voltamos para casa devia ser umas 9:00 da manhã e os pais da Gabi já estavam de pé. Depois fomos ao mercado, eu guiada pela Gabi, óbvio, já que o meu senso de direção não é muito confiável. Enquanto estávamos indo para o mercado, meu celular tocou. Fiquei meio surpresa, pensando que a dona Mírian já achava que tínhamos nos perdido, mas não, na verdade era um número que eu não conhecia, mas atendi mesmo assim.

_ Alô, quem é? – Eu perguntei-

_ Ah muito engraçada você! Me passa seu telefone ontem e já finge que não me conhece hoje?

_ ...Eu não passei meu telefona pra ninguém ontem!

_ Como não? Já esqueceu de mim?

_ E eu lá te conheço?

_ Hã? Óbvio que conhece! Ficamos horas conversando ontem!

_ Desculpa, mas eu não faço ideia do que você está falando.

_Que saco em! Aquela menina me passou o número errado, também, quem é o idiota que acredita em pessoa que encontra em ônibus? Ok! Desculpa menina, não queria incomodar.

Naquele momento eu me dei conta que era o Igor do ônibus! Eu fiquei tão desesperada de ele desligar que eu comecei a gritar.

_Ah! É o Igor do ônibus, desculpa eu estava meio perdida, na verdade esse número é da menina, que estava com a menina que você conversou! É que os números são bem parecidos. Vou passar o celular pra ela, espera um pouco. – Aí eu literalmente taquei o celular na cara da Gabriela-

_I-Igor?

_Ah! Desculpa pela sua amiga, eu fiquei meio revoltado achando que você tinha me dado o número errado.

_Não, tudo bem, mas eu errei, realmente, acho que me perdi na hora de falar.

_Hmm... entendi.

_Mas não foi de propósito! Foi sem querer!

_Tudo bem

_Bem... eu... tenho que desligar, tchau!

Sério?!?! Deu vontade de dar uma voadora na Gabi, mas isso seria maltrato aos animais, então pouco antes de chegarmos em casa eu puxei ela e disse:

_Vem cá sua coisa! O menino te liga. Quer dizer, me liga e você corta o assunto assim? EU conversei mais com ele do que você! Da próxima vez vocês vão passar no MÍNIMO, meia hora conversando, nem que tenham que falar sobre Pokémons!

Depois do almoço o pai da Gabi deu a ideia de irmos pescar, e porque não? Era uma ótima ideia! Chegamos à praia, arrumamos as coisas, passamos protetor solar e fomos caminhar. Não demorou muito tempo até que víssemos uns caras que alugavam barcos, então voltamos correndo e imploramos para o pai da Gabi alugar um barco para nós, e ele acabou concordando. Parecíamos até duas meninas normais em um barco, que emoção! Por fim tomamos um caldo bonito, tentamos voltar para o barco, mas não deu, então voltamos nadando e puxando o barco: uma cena linda. Voltamos até o pai da Gabi e pescamos, e de acordo com ela, ela tinha pegado o melhor peixe! (era um Lambari minúsculo, mas tudo bem né).

A praia estava perfeita, então pegamos um violão e fizemos uma fogueira, tudo que eu sempre quis! Por algum motivo aquilo me lembrou do Guilherme, mas tentei desviar aquilo da cabeça, não queria ficar enchendo a Gabi com os meus sonhos estúpidos, então só curti o momento.

Voltamos para casa e fomos dormir, mas por volta de meia noite ouvimos uns barulhos na escada: era o pai da Gabi, e pelos barulhos ele não parecia nada bem! A Gabriela desceu as escadas correndo e viu o pai dela no chão. Ela foi falar com a mãe dela e depois ligou para a emergência. As férias não estavam saindo como o planejado.