Notas iniciais
Acho uma pena o que a série fez com Bamon, eles tinham tanto potencial na 6 e 7 temporada, mas chegou 8 temporada e a série foi arruinando tudo. Então, vamos tentar consertar isso com essa fanfic😅 A música de Hj é Taking Over Me.




"Você se esqueceu de tudo que eu sei

E tudo o que tínhamos?

Você me viu lamentando meu amor por você

E tocou minha mão

Então, eu soube que você me amava


Eu acredito em você

Eu vou desistir de tudo só para te encontrar

Eu tenho que estar com você

Para viver, para respirar

Você está me consumindo"

(Evanescence — Taking Over Me)


Damon

Desde que voltei, tenho evitado ficar sozinho com Elena. Porém, algumas horas atrás, logo, depois de eu ter afirmado, com veemência, que Bonnie estava viva, de repente me vi sozinho com ela, tendo que confrontar os seus olhos de corça que me olhavam numa mistura de frustração e medo.

— Eu também desejei por muito tempo que Bonnie estivesse viva. Ela era a minha melhor amiga. E eu acabei descobrindo que... que ela... — A sua voz começou a ficar embargada e seus olhos de corça lacrimejaram. — Ela morreu me odiando, Damon.

— O quê?! Claro que não! Ela te amava, Elena. Vocês sempre foram melhores amigas. — Eu me forcei a se aproximar dela, tocando em seu rosto e enxugando suas lágrimas.

— Ela me odiava, sim. Bonnie deixou bem claro, naquelas páginas do Diário que ela escreveu para mim. — Eu fiquei surpreso com o seu desabafo, ainda assim, tentei consolá-la. — E quer saber, eu também a odiei. Eu fiquei magoada, com raiva e... me senti traída por ela. E por você também. — Naquele momento, Elena se afastou do meu abraço e me fez recuar sob o seu olhar rancoroso. — Por que você tinha que me trair com a minha melhor amiga, Damon?!— Ela começou a esmurrar o meu peito com toda a sua força. — Por que você tinha que estragar a minha amizade com ela?

— Elena, eu... — Eu não sabia o que dizer. Eu fui completamente pego desprevenido. Eu não estava pronto para aquele confronto. Eu não estava pronto para lidar, com as consequências das minhas escolhas.

— Você estragou tudo e depois fugiu como um covarde, Damon. — E o pior é que no final Elena tinha razão, eu estava desesperado para fugir.

Por isso, assim que consegui me livrar da gangue e da própria Elena, corri direto para o meu Camaro, pronto para fugir, sorrateiramente. Contudo, Stefan decidiu aparecer de supetão se jogando no banco ao meu lado. E, assim, os irmãos Salvatore caíram na estrada, de volta para Mystic Falls.

Durante a viagem, tentei não deixar o silêncio reinar entre nós e fiquei bombardeando-o de perguntas. Eu queria saber o que meu irmão tinha feito nos últimos 3 anos, no entanto, Stefan apenas repetiu informações que eu já sabia, como por exemplo, que ele e Caroline ficaram um tempo em Nova Orleans tentando alguma ajuda dos Originais para derrubar o Arsenal, porém Klaus tinha os seus próprios vilões para enfrentar e resolveu não se intrometer nessa encrenca.

— Mas, isso não pode ser tudo. Quer dizer, você não pode ter vivido todo esse tempo só sendo um fugitivo. Cadê a parte divertida? — Continuei a pentelhar o meu irmão, que tentava me ignorar à todo custo. Eu sentia que ele queria colocar uma parede invisível entre nós. — Cadê as suas conquistas românticas? Tipo a Valerie, ou Caroline? Alguma humana, do tipo... Elena? — Isso fez Stefan parar de olhar para a estrada e me encarar, com suas sobrancelhas grossas franzidas e um olhar perplexo.

— Da última vez que eu chequei, a Elena era a sua namorada. — Agora o seu olhar era acusatório e me fez sentir-se tão patético.

— Eu sei... — Encarei a estrada, enquanto continuava dirigindo e me senti inseguro. — Dessa vez, você podia ter... sei lá... seguido em frente com a Elena. Podia ter aproveitado, que não havia mais o seu irmão psicopata e invejoso atormentando a sua vida.

— Eu não sou você, Damon! — Stefan cuspiu aborrecido. — Eu não conseguiria ser feliz em cima de uma traição e nem do sofrimento do meu próprio irmão. — As suas palavras me corroeram por dentro.

Eu queria retrucar a altura, mas o cara sentado ao meu lado, me deixou sem argumentos e, por um instante, também me senti envergonhado.

— Além disso, se eu quisesse ficar com Elena, eu teria aproveitado aqueles quatro meses em que você ficou preso no Mundo Prisão, quando achamos que você e a Bonnie tinham morrido.

— Certo, você tem um ponto... — O clima dentro do carro foi ficando cada vez mais pesado.

— Olha, é isso que não entendo... Você decidiu se trancar naquele caixão, esperando até que Elena acordasse do seu coma, porque você é obcecado por ela e não poderia viver num mundo "SEM ELA." — Ele enfatizou com desdém. Eu não queria ter aquela conversa agora, mas meu irmão continuou me pressionando. — Então, agora você voltou, mas ao invés de correr para os braços da sua namorada, você parece que tá fugindo dela.

— Eu não estou fugindo dela! — Esbravejo não querendo admitir que meu irmão estava certo.

— Eu ouvi a sua discussão com a Elena.

— Eu não quero falar sobre isso, Stefan!


— Agora entendo o porquê você foi embora sem se despedir. — Mas, Stefan continuou com os seus sermões chatos. — Você tinha medo de não conseguir permanecer fiel ao amor de Elena. E, esse medo era tão poderoso, que foi mais forte do que qualquer amor que você sentia por mim, ou pela Bonnie.

— Ah, que saco! — Freei o Camaro bruscamente.— Quer saber, chega desse drama mexicano! Eu posso fazer isso sozinho. — Saí do carro, pronto para terminar a viagem a pé. Mystic Falls não estava longe.

— Se você atravessar a fronteira, você pode acabar morrendo lá. — Mas, Stefan voou na minha frente, seus olhos verdes estavam cheios de preocupação e angústia.

— Irmãozinho, eu não vou morrer. Eu vou voltar. E não vou voltar sozinho. — Rosnei pronto para começar uma luta com o meu irmão se fosse preciso. Nessa hora, o celular de Stefan tocou nos interrompendo.

***//***


"Aqui jaz Bonnie Bennett,

jovem amada, amiga leal e altruísta,

com um coração indomável, forjado no amor e na coragem.

Descanse em paz."


Havia começado a chover, quando cheguei em Mystic Falls e fui correndo visitar o cemitério, onde estava o túmulo de Bonnie Bennett.

A parte pior de tudo, era que aquele túmulo me atormentou durante todo o período em que estive preso na Pedra da Fênix. E continuou me perturbando em pesadelos, deixando explícito que, um dos meus maiores medos, era perder aquela bruxinha. Eu recusava a aceitar viver nesse novo mundo sem Bonnie para ser a minha bússola moral, a minha melhor amiga e alguém que eu aprendi amar. Naquele instante, lutei para não chorar, meu coração estava pesado, cheio de raiva e inconformado. Então, uma fúria se apossou de mim e, de repente, comecei a cavar a terra, pois precisava descobrir a verdade.

Usando minhas próprias mãos e minha força sobre-humana, eu cavei até sentir o caixão aparecer, terminei de arrancar a tampa e, logo, vi que dentro dele, não havia ossos e nenhum resto mortal. Imediatamente, senti uma emoção e meu coração se encheu de esperança. No minuto seguinte, senti um vento forte trazer um cheiro de morango e canela, aquele perfume era inconfundível. Então, resolvi me esconder e esperar o momento certo. Consequentemente, ela surgiu com a sua capa esvoaçante, aquele ar misterioso e sombrio e parou bem em frente da lápide da Bonnie. Eu não conseguia ver o rosto dela por causa do capuz, mas tinha certeza que não foi por acaso que nós nos encontramos, exatamente, ali.

— Olha só que surpresa. — Eu cansei de me esconder e resolvi confronta-la, mesmo sabendo que esse encontro era, extremamente, perigoso. — Você também resolveu visitar o túmulo de Bonnie Bennett? Isso deve ser coisa do destino!

— Olha só que surpresa... — Ela se virou e me encarou, com a espada já empunhada na mão. — O monstro retornou para morrer. E, dessa vez, eu não vou deixar você fugir.

— Tudo bem. Mas, primeiro você poderia me responder uma perguntinha? — Eu ouso questiona-la, sempre cauteloso. — Por que você veio, exatamente aqui, nesse lugar?

— Não é óbvio. Estou aqui para caçar você. — Ela rosna, porém ainda hesita em me atacar.

— E se eu disser que eu vim em paz. — Ergui as mãos em sinal de rendição. Por dentro eu estava tenso e com medo, por isso dei uma recuada. — Olha, eu... Eu só queria poder me despedir da minha melhor amiga. — Eu coloquei uma cara de tristeza e observei os olhos verdes escuros dela se estreitarem. — Eu sinto muita saudade dela. — Desejei que a Bonnie (versão vingativa), tivesse alguma reação diferente do que o sorriso sádico que ela me deu, um sorriso que não combinava em nada com a minha bruxinha.

A chuva só aumenta e, mesmo assim, continuamos lá discutindo no cemitério, no meio de uma tempestade. Todo aquele cenário era sombrio, frio e tenebroso.

— Você é um grande manipulador, assassino e mentiroso. — E, então, ela me ataca.

— Você me ofendeu agora. — Eu desvio do primeiro ataque, mas Bonnie ainda consegue me acertar com o cabo da espada me fazendo cambalear.

— Eu vi o que você fez com a Bruxa. Eu sei que você causou dor e sofrimento a ela, várias e várias vezes. — Aquelas palavras vindas de Bonnie, foi como se ela tivesse me apunhalado bem no meu coração. — Você a usou e depois a descartou, como se Ela fosse um lixo qualquer.

— Para! Isso não é verdade! — Gritei enfurecido, em contrapartida, sinto meu corpo sendo jogado contra uma estatua de Anjo que, em seguida, se quebra.

— E quando você foi preso na Pedra da Fênix, você arrastou a BRUXA para ser punida, num inferno que pertencia somente a você. — Ela continua me atacando, ora verbalmente ,ora fisicamente.

— Que tipo de lavagem cerebral fizeram com você, Bonnie? — Eu contra-ataco, correndo em sua direção e fazendo-a ficar encurralada entre os meus braços. —Bon-Bon, sou eu... o seu melhor amigo. — Nossos olhos se fuzilaram, intensamente, porém, Bonnie vingativa consegue me dar um golpe baixo, me derrubando no chão e tenta me acertar com a espada. Eu desvio, me defendo como posso, chuto as pernas dela, dou uma rasteira, conseguindo derruba-la. Por um instante, consigo separa-la da espada e, esse é o melhor momento para tentar fugir.

Corro, freneticamente, pela floresta na minha velocidade inumana, sentindo a Sentinela em meu encalço me perseguindo, obcecadamente. Ela ainda não sabe que eu sou a isca que vai atraí-la para fora de Mystic Falls.

Ouço o barulho do trovão, ao mesmo tempo em que sinto seu corpo bater, violentamente, contra mim nos fazendo cair no chão. Ela consegue me dar uma chave de pernas. Em outras circunstâncias, eu a chamaria de "Sedutoramente Fatal," entretanto, estou chocado com o quão forte e ágil, fisicamente, a Bonnie se tornou, ainda assim, fico confuso por não sentir o seu Lado Bruxa fluir nela.

— Vamos acabar com isso, agora! — Ela rosna, pronta para acabar comigo, nesse mesmo momento, escuto vozes entoando uma magia. Imediatamente, a Bonnie vingativa sai de cima de mim e começa a cambalear para trás, caindo de joelhos no chão, suas mãos estão de cada lado de sua cabeça, enquanto grita como se tivesse sentindo o seu cérebro explodir. No fundo, eu estava me sentindo vingado, por todas às vezes em que senti o seu famoso aneurisma me atingir. Em seguida, vejo Valerie e Beau surgir, eles não estão sozinhos.

Enquanto os dois hereges continuam usando sua magia sobre Bonnie e conseguem contê-la, Enzo e Stefan aparecem para me ajudar. Aliás, meu irmão agora está segurando a espada com a Pedra da Fênix.

— Vocês demoraram.

— A gente salva a sua bunda e é assim que você agradece? — Enzo resmunga.

— Tá, obrigado.

— O que nós vamos fazer agora? O Arsenal está vindo para cá.

— Vamos pegar a Bonnie e sair daqui. — Eu afirmo sem hesitar, me aproximando do corpo agora inconsciente dela.

— Isso é loucura! — Enzo discorda. — A magia da Val não vai durar por muito tempo. E quando ela acordar, a Bonnie vai continuar querendo nos matar.

— Então, nós vamos precisar ajuda-la a se lembrar que somos os amigos dela e não os inimigos. — Stefan disse trocando um olhar cúmplice comigo.

— Certo. Eu não vou ficar para correr esse risco. — Enzo para de resmungar, quando sua namorada se aproxima de nós.

— Preciso de um objeto pessoal da Bonnie para fazer um feitiço de proteção. — Valerie disse. O problema é que eu não tinha nada que pudesse ajudar.

— Eu acho que tenho algo. — Me surpreendi quando Stefan me dá uma piscadela, antes de retirar do seu bolso uma correntinha de prata, com um pingente de esmeralda em forma de gota. Aquela correntinha tinha sido um presente que eu havia dado para Bonnie em um natal muito especial que marcou, profundamente, o meu coração.

— Preciso de um pouco de sangue de um de vocês.

— Pode ser o meu sangue. — Rapidamente, mordo meu pulso e deixei que o sangue escorresse em cima do pingente de esmeralda, enquanto a herege ruiva e Beau fazem o feitiço.

— Essa magia servirá para impedir que o Arsenal consiga rastreá-la, pelo menos por alguns dias. E essa magia também vai deixá-la mais fraca, fisicamente. — Valerie explicou enquanto colocava o colar, agora enfeitiçado, no pescoço de Bonnie.

— É aqui que nossos caminhos se separam. —Enzo retruca. Eu já estava grato pela ajuda dele e dos dois hereges. Porém, ainda precisava de uma última ajudinha. Precisávamos que Enzo levasse a Espada com a Joia da Fênix para Nova Orleans, enquanto nós fugíamos com a Bonnie o mais longe possível de Mystic Falls.

***//***


Nós caímos na estrada de novo, com o meu Camaro azul na sua velocidade máxima, enquanto mantínhamos a Bonnie nocauteada no porta-malas. Não era assim que eu gostaria de estar viajando com ela. Mas, que escolha tínhamos?

Enquanto eu dirigia cheio de adrenalina fluindo no meu corpo, meu irmão falava com Caroline e Elena pelo celular. As garotas ainda estavam chocadas quando descobriram por Matt que Bonnie Bennett poderia, realmente, estar viva. Provando que esse vampiro impulsivo aqui, não estava louco.

Pelo que havia entendido, elas descobriram sobre a Bonnie, quando o Donovan ligou para Elena e explicou que ele e Tyler tinham visto a bruxinha. E, então, tudo se concretizou, quando o Lobisomem confrontou a tal líder do Arsenal. A Sentinela que vagava pela noite, caçando vampiros era uma Entidade poderosa e vingativa, que também saiu da Pedra da Fênix e possuiu o corpo da Bruxa Bennett. Era por isso que nossa Bon-Bon, não se lembrava de seus amigos e queria nos matar.

A ironia de tudo era que a gangue precisou que eu voltasse da minha dessecação, para ajuda-los a descobrir o que estava debaixo do próprio nariz incompetente deles. Eu até provoquei a vampira loira sobre isso.

— Ah, cala a boca, Damon! — Ouvi a voz dela me xingando pelo viva-voz do celular do Stefan. — Isso não muda nada. Eu continuo te achando um filho da puta. — Escuto o som do riso presunçoso dela.

— Ah, loira ambiciosa, estamos quites, porque eu também não gosto de você.

— Será que vocês dois podem parar de agir como crianças birrentas? Temos coisas mais importantes pra resolver. — Meu irmão age como se fosse um pai brigando com seus filhos. — Precisamos escolher um outro lugar seguro pra ficar.

— Ric resolveu nos levar para Monroe, Carolina do Norte. — Ouvi a voz tímida de Elena ao fundo da ligação.

— Por que Monroe? — Me senti curioso.

— Por que lá fica o rancho de Abby Bennett. E ela vai nos ajudar com a Bonnie. — A ligação terminou, deixando apenas meu irmão e eu para conversarmos o resto da viagem. Nosso objetivo agora era chegar até a Carolina do Norte antes do amanhecer.