Notas iniciais
Oiiie Amoures, como estão? Voltei com um capítulo novinho em folha! Desculpem não ter postado antes, minha internet estava fora do ar! Agradecimento em especial aos comentários dessas garotas Lindas: – 69 Mari Jonas Swag 1D – TinistaForever – Leonetta Forever – Forever 14 – ViihStoesselBlanco Muito Obrigada meninas, vocês são maravilhosas! Continuem comentando e dando opiniões para que eu possa fazer uma estória do gosto de vocês! Espero que vocês gostem, pois fiz de coração. Desculpem qualquer erro de Ortografia ou de Concordância. OBSERVAÇÃO: O Flash Back deste capítulo é uma continuação do Flash Back do capítulo passado. Roupa da Vilu: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=148688573 *Boa Leitura!*

POV Violetta*

Após León ir embora, procurei por Olga, mas ela provavelmente deveria ter ido ao mercado, pois a casa estava vazia e silenciosa. Decidi então subir e me preparar para o passeio com León.

Fui ao meu closet e fiquei encarando minhas roupas, mas nada me agradava. Decidi então ir á um lugar que certamente eu encontraria algo para vestir, um lugar mais que especial pra mim, o quarto de meus pais.

Fui até a porta ainda com receio e vontades de desistir. Há muito tempo não voltava ali. Tomei coragem e abri a porta. Meu coração se acelerou quando olhei para o quarto que estava do mesmo jeitinho que eles deixaram antes de partir. Dirigi-me até o closet de mamãe e sorri ao lembrar-me do quanto ela gostava daquele lugar e de quantas tardes de sábado ficamos brincando de fazer desfiles com suas roupas. Quando me dei conta, lagrimas já escorriam livremente por minha face, era sempre muito doloroso visitar esse lugar. Mais doloroso ainda lembrar o quão trágica foi à morte deles, Os melhores pais que eu poderia ter tido.

Flash Back On

“(...) Após o incidente com León, fomos conversando até a minha casa. Ele me contou que havia chegado á Buenos Aires á pouco tempo e que ainda não conhecia muito da cidade. Prometi á ele que nos veríamos novamente para que eu pudesse apresentar-lhe melhor a cidade, já que eu morava aqui á muito tempo – minha vida toda – despedi-me dele e trocamos telefones. Entrei em casa e assustei-me ao encontrar Olga e Ramalho sentados no sofá, chorando.

– O que está acontecendo? – perguntei aflita.

– Venha cá minha pequena, sente-se aqui comigo. – Olga pediu, chorando copiosamente.

Fui até ela e sentei-me ao seu lado. Eu estava totalmente agoniada, e meu coração estava me avisando que algo de muito ruim estava por vir.

– Porque me ligou no colégio Ramalho e porque estão chorando? Posso saber o que está acontecendo? – eu disse afoita.

– Se acalme pequena, tudo vai dar certo, nós estamos aqui com você. Sempre estaremos. – Olga disse carinhosamente.

– Como posso ficar calma sem saber o que está acontecendo Olguinha? Por favor, me digam o que está acontecendo. Por favor.

– Não sei como te contar isso pequena. – Olga disse desorientada.

– Só me fala, por favor. – Eu disse em desespero.

– Seus pais... Estão no hospital, em coma. – Olguinha disse chorando.

Entrei em desespero. Parecia que o chão havia sumido de meus pés e que estava caindo em um buraco sem fim.

– Como assim em coma? Onde eles estão? Eu quero vê-los, Ramalho me leve para vê-los. – Pedi chorando desesperada e Ramalho me olhou com pena – Por favor, Ramalho, me leve para vê-los. – Pedi novamente.

– Eu não posso querida, eu sinto muito, mas eles não estão aqui em Buenos Aires. – Ramalho disse-me.

– Como isso aconteceu? Onde eles estão? – Disse chorando e soluçando.

– O Avião em que eles estavam caiu e eles foram os únicos sobreviventes, mas estão em estado grave e em coma em um Hospital em Madri.

– Eu vou pra Madri. Vou arrumar minhas coisas e vou hoje mesmo – Disse decidida, levantando-me e indo em direção as escadas.

– Me desculpe querida, mas você não pode. – Ramalho disse, detendo meus passos e vindo em minha direção. – Você só tem 16 anos, ainda é menor de idade e não pode viajar sem autorização. Não se preocupe, eu estarei indo pra lá amanhã e não deixarei que nada de mal aconteça a eles. Neste momento você tem que ficar calma e ter paciência que eles logo estarão de volta. – Ramalho disse-me carinhosamente.

Assenti e subi correndo para meu quarto. Aquela noite foi a pior de minha vida, chorei a noite toda como se não houvesse amanhã. E realmente não teria. Enquanto meus pais não voltassem para casa, eu não teria mais nada. Eles eram tudo o que eu tinha. Eu só queria vê-los, poder dar um abraço de conforto e dizer o quanto eu os amava.

Infelizmente as coisas não ocorreram da forma que ramalho dissera, já que tragicamente, meus pais vieram á falecer uma semana depois de internados no hospital. Infelizmente também não pude vê-los pela ultima vez, não lhes pude dizer o quanto os amava, o quanto me fizeram feliz e que sempre fui muito grata por tudo que eles fizeram por mim. Aprendi da pior forma que a vida é assim, linda, surpreendente e prazerosa, mas apesar de tudo é cruel, injusta e dolorosa. “

Flash Back Off

Enxuguei as lágrimas que insistiam em cair, essas lembranças, tão dolorosas pra mim, sempre abalavam completamente meu emocional. Assim que adentrei o Closet, meus olhos se direcionaram até um vestido escondidinho no canto do guarda-roupa, um vestido belíssimo, que cairia muito bem em mim, já que eu e mamãe tínhamos quase o mesmo corpo. Lembrei-me que mamãe havia comprado-o para um jantar de negócios que iria com papai e foi a única vez que o usara. Ele era simplesmente magnífico. Tinha Absoluta certeza de que León amaria. Peguei-o e decidi usá-lo. Tinha certeza que mamãe não se importaria, já que sempre me dizia, que se ela me faltasse um dia, gostaria que eu ficasse com todas as suas coisas, como recordação, e assim eu faria. Dirigi-me para fora do quarto, precisava arrumar-me ou sairia atrasada. Decidi tomar um banho para relaxar, pois estava muitíssimo abalada com tantas recordações, e León não iria gostar de me ver assim.

León havia dito que passaria para me buscar às 20:00. Olhei em direção ao relógio, e ainda eram 18:00h. Tinha tempo de sobra.

(...)

Despi-me e fui em direção do banheiro, entrei no Box e deixei que a água corresse pelo meu corpo, relaxando-o por completo. Era incrível como um simples banho era capaz de acalmar e trazer uma enorme paz para nosso interior. Assim como os Abraços de León, simples e aconchegante. Lavei meus cabelos, que agora batiam no meio de minhas costas. León sempre deixou clara a preferência por meus cabelos longos. Tanto, que da última vez em que pensei em cortar, ele insistiu tanto para que eu não cortasse que acabei desistindo. Olhei de relance para o relógio e vi que já passava das 18:30h. Enrolei-me na toalha e fui para o closet, onde o meu vestido já me esperava, devidamente arrumado, certamente por Olga. Dei um sorriso de satisfação quando o vi Lindo como nunca.
Vesti uma lingerie, a que eu mais gostava. Caminhei até a penteadeira para fazer minha maquiagem. Modéstia parte, eu sabia me maquiar muito bem. Fiz uma maquiagem simples, porém chique, que realçava meus grandes olhos castanhos. Sequei meus cabelos e fiz cachos nas pontas que caiam como cachoeiras em minhas costas. Peguei o vestido com a maior delicadeza do mundo, para não amassar e vesti-o.

Fui até o closet e peguei a caixa com o lindo Ankle Boots preto que León tinha me dado de presente no natal e que eu nunca havia tido ocasião para usar. Coloquei-o e parecia ter sido feito para meus pés. Fui novamente à penteadeira e passei meu batom vermelho que realçava meus lábios. Fui ao espelho e me surpreendi ao ver a imagem que foi refletida, eu jamais havia me arrumado assim, e eu que nunca me achava bonita, estava me sentindo bonita hoje. Nem eu sabia pra quê era isso tudo que eu estava fazendo, eu só iria sair com León, para um passeio como todos os outros milhares que já demos. Meu interior me alertava de algo, que há muito tempo eu não queria ver. E eu não veria. Não agora. Eu e León estávamos bem do jeito que estávamos. E somente isso bastava. Olhei no relógio e faltavam apenas cinco minutos para as 20:00h e León era sempre pontual. Peguei minha bolsa em cima da cama e desci as escadas, me deparando com uma casa silenciosa e tranquila. Olga certamente já havia ido embora, já que seu expediente se encerrava às 19:30h. Olga era como uma Mãe pra mim estava sempre comigo nos momentos mais difíceis e supria um pouco do vazio que ficara em meu coração, após a morte de meus pais. Ela queria estar sempre comigo, porém eu sempre insistia para que ela fosse visitar os filhos no final de semana. Avistei em cima da mesinha de telefone o cuidadoso bilhetinho que Olga fazia questão de deixar, toda vez que saia para fazer algo.

“Pequenina, desculpe não ter avisado antes, mas estou indo esse final de semana á casa de meus filhos, já que não os vejo á Duas semanas. Tentei avisar-lhe pessoalmente, porém, estava tão distraída no banho, que certamente não ouviu quando lhe chamei hoje mais cedo. Vi separado no closet, Um vestido belíssimo de sua Mãe e presumi que sairia hoje com León, já que mais cedo quando voltava do mercado, o vi sair daqui de casa com um sorriso bobo no rosto. Desculpe novamente ter que deixá-la sozinha, mas sei que ficará bem com León. Peça a ele para dormir aqui com você hoje, claro que não na mesma cama e sim no colchão extra que tem no seu quarto, estarei longe, porém estarei de olho. Amanhã marque com ele de saírem para passear, assim nem sentirá a minha falta e quando perceber, já estarei de volta. Tenha um bom passeio. Amo você pequena.

Beijos, Olguinha. “

Ri com o comentário de Olga sobre Léon dormir aqui, e até que não era uma má ideia, já que, após a morte de meus pais, eu tinha pavor de dormir sozinha, e ela sabia disso. Olga como sempre cuidadosa, sempre dava um jeito para tudo, e eu amava isso nela, esse jeito protetor, que só ela tinha.

Voltei para a sala e me sentei no sofá para esperar León. Mal me sentei e ouvi a campainha tocar. Levantei-me a passos largos e fui em direção à porta. Abri e tive a visão do paraíso. León estava perfeitamente arrumado, estilo aqueles príncipes de conto de fadas. Tinha seu cabelo, que eu amava, em um topete baixo que o deixava com um ar de mais maduro. Sua roupa era social, uma calça Jeans e uma camisa social vinho que realçava seu peitoral definido e o deixava com ar de sério. Lindo. Perfeito. Encantador. E para completar, tinha nas mãos um gigantesco buque de rosas vermelhas e no rosto angelical, o sorriso mais lindo de todo o mundo, o meu sorriso, aquele que eu amava com todas as minhas forças.

Notas finais
E aí meninas? Gostaram?? Comentem e deem a opinião de vocês! Obrigada por lerem! Já estou trabalhando no próximo capítulo e posto logo, claro que se vocês quiserem ler né?! Beijos e até breve.