Me Apaixonei Pelo Meu Melhor Amigo
3 O Jantar
Notas iniciais
POV León*
Um ano. Eu não conseguia acreditar como havia passado tão rápido. Acho que de todas as coisas boas que já ganhei na vida, Violetta foi a melhor delas. Ela é simplesmente incrível, amiga para todas as horas e me compreende como ninguém. Eu a amo muito, mais que a minha própria vida e acho que ela me ama também, mas não sei se da mesma forma. Sinto que ela é mais essencial que o ar que eu respiro, é a base de minha vida, e eu perco o chão só de pensar em perdê-la.
Estava dirigindo em direção à casa de Violetta. Havia chamado-a para sair, como já fiz diversas outras vezes. Mas hoje é diferente, hoje a levarei para um lugar especial, para comemorarmos a nossa linda amizade, e para que ela saiba o quão importante é para mim.
Parei em uma floricultura, para pegar o buquê que tinha encomendado há algumas horas atrás. Olhei no relógio e ainda eram 19:35h. Por sorte não chegaria atrasado. Voltei ao carro e segui para a casa de Violetta. Cheguei no horário exato. Desci e toquei a campainha, em menos de 30 segundos vi Violetta abrir a porta. Ela estava magnífica, nunca a vi tão arrumada. Estava Perfeita, Incrível. Fiquei boquiaberto e acho que Violetta percebeu, pois deu um sorriso tímido e corou, ficando ainda mais Linda.
– Você está... Incrível! – Eu disse encantado — Quer dizer, incrível não, você está Magnífica! – Eu disse sorrindo Largamente – A mais bela de todas! A minha Linda.
– Ai León, assim você me deixa sem graça. – Ela disse sorrindo Meigamente – E Obrigada, você também está Maravilhoso. – disse analisando-me. – Pra quem são essas Lindas Rosas? – Perguntou-me curiosa.
– Pra quem mais seriam? – Disse sorrindo óbvio.
– Não sei, talvez para alguma amiga su... – A interrompi com um abraço apertado e afaguei seus cabelos.
– São pra você meu amor. A única merecedora de Rosas tão lindas como estas. – Sussurrei em seu ouvido e a senti estremecer. Afastei-me para dar-lhe o buquê e vi seus olhos encherem de lágrimas.
– Como você consegue fazer isso? – perguntou com a voz embargada e eu a olhei sem entender.
– Isso o que?
– Como consegue fazer eu me sentir a pessoa mais especial do mundo com apenas algumas palavras? – perguntou olhando em meus olhos – Como consegue me fazer sentir a mulher mais feliz e sortuda do mundo só por ter te conhecido?
– Porque você é. Você é pessoa mais especial do mundo pra mim. A mais linda, companheira, amiga, confidente. Acho que perfeição é pouco pra você. E você não é sortuda por ter me conhecido, eu é que sou sortudo por ter conhecido você. – Disse olhando em seus olhos que transbordavam lágrimas – Ei não chora não. – disse limpando suas lágrimas – Eu quero te ver feliz, senão minha missão vai ter sido falha. Quero que essa noite seja inesquecível, pra que um dia, quando já estivermos bem velhinhos, ainda nos lembremos do quanto é linda a nossa amizade, afinal, já são Um ano e espero que venham muitos outros mais. – disse sorridente, mas quase chorando junto a ela.
– Pensei que tivesse esquecido. – disse ela sorridente.
– Eu jamais me esqueceria de algo tão importante. – disse olhando em seus olhos, agora mais brilhantes que nunca. – Está pronta? Temos muito que fazer ainda. A noite será longa. – disse sugestivamente.
– Sim, eu estou pronta. – disse ela e eu assenti. – Vamos?
– Vamos.
Ela trancou a casa e andamos até meu carro. Eu havia feito reservas em um lugar extremamente especial, que me trazia maravilhosas lembranças e gostaria que essa noite com Violetta ficasse guardada em minha memória, junto com essas lembranças tão agradáveis. Era um Restaurante Francês que eu adorava, ele era simples, mas ao mesmo tempo sofisticado e aconchegante. Eu e meus pais íamos para lá almoçar sempre aos domingos quando eu era pequeno, reuníamos a família toda e nos divertíamos muito.
– Em que tanto pensa? – perguntou Violetta, tirando-me de meus devaneios.
– Estava pensando se você irá gostar dos lugares em que vou te levar hoje. – perguntei olhando em seus olhos, já que havia parado no semáforo.
– Vou gostar de qualquer lugar que me levar, pois estarei com você, e é isso que importa. – disse meigamente, olhando em meus olhos e colocando sua mão sobre a minha. Dei um sorriso largo e encostei-me mais perto dela colando nossas testas quase a ponto de nos beijarmos, mas um infeliz que estava atrás de nós, ensurdeceu-nos com sua buzina, lembrando-me que o sinal já havia ficado verde. Olhei-a totalmente envergonhado, e vi que ela me olhava assustada. Que merda eu fui fazer? Quase a beijei, será que estou ficando louco?
Parti com o carro em direção ao restaurante, liberando passagem para os outros motoristas que buzinavam enfurecidos. Violetta permanecia calada, e deduzi que deveria ser eu o primeiro a falar algo.
– Vilu? – ela me olhou pedindo para que eu continuasse – Desculpe, eu me descontrolei e perdi a noção dos meus atos. – disse rapidamente a ela, quase cuspindo as palavras.
– Não tem problema Léon – ela disse envergonhada – vamos fingir que nada aconteceu, está bem? – Assenti triste.
– Tudo bem, nada aconteceu. – disse sorrindo de lado para ela.
Os minutos que se sucederam foram um completo silêncio, e logo já estávamos no restaurante. Como um cavalheiro que sou, desci primeiramente do carro e dei a volta, abrindo a porta para Vilu, que me deu um lindo sorriso como agradecimento. Entreguei a chave ao manobrista e seguimos para a entrada do restaurante. Assim que entrei, um velho conhecido meu veio nos recepcionar.
–Bonne nuit, em que posso ajudar-lhes? – disse simpaticamente o senhor de cabelos brancos.
– Antônio, não está me reconhecendo? – disse sorrindo meigamente e ele me olhou desentendido – Sou eu, Léon Vargas. – Ele pareceu se lembrar e deu um sorriso de satisfação.
– León, quanto tempo. – Falou-me alegremente – Como você cresceu, está um belo rapaz. É uma honra tê-lo novamente em nosso restaurante. – disse gentilmente.
– Obrigada Antônio. – Falei sorrindo – É sempre muito bom vir aqui.
– E quem é essa belíssima moça? – disse referindo-se a Violetta, que permanecia calada ao meu lado.
– Essa é Violetta, Minha... – Fui interrompido com um grito agudo e um ser saltitante pulando em meu pescoço.
– Leóoon, que saudade de você – Disse alegremente enquanto me abraçava. Eu olhei para Antônio desentendido e ele apenas sorriu.
– León, não sei se você lembra, mas essa é a minha filha mais velha, a Lara. – disse Antônio, e me surpreendi ao ver que aquela menininha que anos atrás brincava comigo tinha se tornado uma mulher tão bonita.
– Claro que me lembro. Tambem estava com saudades sua, Larinha. – Disse alegremente enquanto Lara se soltava de meus braços. Percebi Violetta ficar séria e levemente incomodada com aquela situação.
– Como você está lindo León, está tão forte e elegante. – disse Lara elogiando-me.
– Obrigado Lara, você também está muito bonita. – Disse retribuindo-lhe o elogio e vi Violetta revirar os olhos. Ri mentalmente.
– Então León, você não me disse o que essa linda moça é sua – perguntou Antônio curioso – É sua namorada? – disse alegremente.
– Não. – Falamos eu e Violetta juntos. Entreolhamos-nos e rimos.
– Sou Violetta Castillo, uma amiga de León. – Disse Violetta simpaticamente.
– A melhor e mais especial de todas as amigas. – eu disse convencido e vi Lara bufar.
– Castillo... – disse Antônio pensativo – Filha do Engenheiro Germán Castillo? – perguntou á Violetta.
– Sim, ele mesmo. Conhecia-o? – perguntou Violetta.
– Demais. Ele era um grande amigo meu. Foi uma grande tragédia sua morte. Ainda sinto muito a sua falta. – disse Antonio emocionado. – É um prazer conhecê-la Violetta. – disse sorrindo gentilmente.
– O prazer é todo meu Antônio. – Disse Vilu, retribuindo a gentileza.
– Presumo que seja você quem fez a reserva do espaço Premium não é León? – Perguntou-me Antônio.
– Sim, fui eu quem fez. – disse sorrindo para Antônio enquanto Violetta me olhava desentendida.
– Pois bem, faço questão de acompanhar-lhes até lá. Venham comigo, por favor. – disse Antônio simpaticamente.
– Muito Obrigada. – Disse a Antônio e me despedi de Lara, que não parava de encarar Violetta.
– Nos vemos por ai León, foi muito bom te reencontrar. – Disse Lara me dando um beijo na bochecha. – Tchau Viluzinha, foi um prazer conhecê-la. – disse enquanto se distanciava, indo em direção á recepção.
– Vamos Vilu? – Perguntei a Violetta, que continuava paralisada no mesmo lugar.
– Sim vamos. – respondeu-me.
Seguimos até o segundo andar, onde tinha um espaço reservado, que somente se conseguia achar por meio de uma reserva antecipada e era geralmente requisitado por casais por seu ambiente mais tranqüilo e privado. Era uma sacada enorme, Iluminada pela Luz do Luar, com uma brisa alucinante que vinha do Mar que tinha ao fundo, deixando a vista uma das mais belas que já tinha visto na vida. Á esquerda ficava uma pista de dança improvisada e um rádio player, que a meu pedido, continha uma seleção das músicas preferidas de Violetta. Ao centro, havia uma mesa de duas cadeiras, com uma belíssima decoração para um jantar de duas pessoas e pétalas de rosas formando um coração ao redor da mesa. Á direita, também a meu pedido, havia um violão, no qual eu pretendia cantar uma música para Vilu, uma música que havia escrito especialmente para ela. A decoração do lugar estava impecável, almofadas para todos os lados e velas por todo lugar, deixando-o ainda mais aconchegante. Havia também do lado direito, uma escada que dava acesso á praia que havia ao fundo do restaurante, onde as ondas se formavam calmas e tranqüilas.
– Bom, esse foi o melhor que conseguimos fazer León. Espero que gostem e desfrutem da noite o máximo que puderem. O cardápio fui eu mesmo que preparei como faço sempre. Será servido logo mais e qualquer coisa que precisarem podem me chamar. – disse Antônio e assentimos.
– Muito obrigada Antônio. – disse gentilmente.
– Não há de quê León. Tenham uma maravilhosa noite. – disse já saindo deixando eu e Violetta sozinhos.
Violetta parecia encantada e não era pra menos. Até eu estava encantado com tamanha beleza do lugar. Seus lindos olhos castanhos brilhavam mais que a lua no céu, e o sorriso em seu rosto me deixava satisfeito por estar fazendo a coisa certa.
– Vilu? – chamei despertando-a de seus devaneios e voltando sua atenção á mim – Gostou? – Perguntei com um sorriso esperançoso no rosto.
– Não León, eu não gostei – ela disse e a olhei triste, desmanchando meu sorriso – Eu amei León, está perfeito, Você é Perfeito. – disse com um sorriso encantador.
– Nunca mais faça isso comigo, entendeu Violetta? – disse sério e ela assentiu – Que bom que você gostou, fiz tudo pensando em você. – disse sorrindo e ela abraçou-me apertado.
Estar com ela em meus braços é a melhor sensação que eu poderia sentir em minha vida. Sinto que tudo está em seu devido lugar e que nada no mundo pode nos abalar. É como se o mundo parasse e nada mais existisse, só eu e ela.
– Já disse hoje que Amo você e que você é o melhor amigo do mundo? – disse ela abraçada a mim.
– Já, mas pode dizer novamente se quiser, eu amo ouvir você falar e nunca vou cansar de escutar. – disse-lhe meigamente.
– Eu te Amo muito Lê, e você é o melhor amigo do mundo. – disse-me carinhosamente. Sorri abobado.
–Eu também te amo muito minha Linda. Você é o amor da minha Vida. – disse-lhe e apertei-a mais para mim. – Espera aqui – disse-lhe e soltei-me aos poucos dela e andei até o rádio que se encontrava perto de nós, colocando uma das músicas que estava selecionada para tocar. Andei até Vilu novamente, e agachei-me aos seus pés, como os príncipes fazem com as princesas nos contos de fadas.
– Aceita dançar comigo? – disse sorrindo meigamente a ela.
– Claro que aceito. – disse-me encantada.
Levantei-me satisfeito e guiei-a até a pequena pista que ali se encontrava. Minhas mãos foram automaticamente á sua cintura, enquanto as suas mantinham-se envoltas em meu pescoço. Dançávamos em um ritmo tão simultâneo, que parecíamos ter ensaiado nossos passos. Eu estava literalmente voando, e era assim que eu me sentia com ela, livre, completo. Ela cantarolava baixinho a música em meu ouvido, me deixando cada vez mais apaixonado a cada palavra que ela dizia, a voz dela era como musica para meus ouvidos, a música que eu queria escutar para o resto de minha vida.
“I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more.”
Afastei-me um pouco, somente para olhar em seus olhos, que para mim, eram os mais bonitos que os meus já haviam encontrado nessa vida. Instintivamente, meus olhos caíram sobre os seus lábios, que tentadoramente, pareciam ainda mais convidativos esta noite. Aproximei lentamente de seu rosto que estava sem qualquer resquício de recusa. Encostei nossas testas fixando meu olhar no seu. Senti seu olhar decair sobre meus lábios e depois novamente a meus olhos, como se ansiasse por isso tanto quanto eu.
“I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more.”
Não pensei em mais nada e apenas o fiz. Encostei meus lábios nos seus, em um delicado selinho, para não assustá-la. Aos poucos, fui criando coragem e comecei a aprofundá-lo. Ela parecia tão relaxada, que parecia já esperar por isso. Nossos lábios se moviam em perfeita sincronia e nossos corações batiam tão depressa que qualquer um escutaria de longe. Pedi passagem com a língua e ela cedeu rapidamente. Comecei a explorar cada canto da sua boca com uma vontade inexplicável. Ela parecia gostar, pois aos poucos foi retribuindo, me levando a loucura. Senti que tudo estava completo, como se tudo o que eu precisasse para sobreviver estivesse bem ali, no beijo dela. Eu podia sentir o amor em cada movimento que fazíamos, cada toque era único e inesquecível. Senti uma de suas mãos em meus cabelos, me puxando ainda mais para si. Nossas línguas dançavam um ritmo calmo e apaixonante. O ar começou a faltar, mas nem nos importamos. A vontade era não a soltar nunca mais. Se pudesse, escolheria estar assim pra sempre, beijando-a, amando-a. Já estávamos quase desmaiando, sem fôlego, quando finalizei o beijo, devagar, em selinhos molhados. Encostei minha testa na sua, Ofegante, assim como ela. Nossos sorrisos, de tão enormes, davam para se ver até da lua. Acariciei seu rosto angelical, depositando um delicado beijo em sua testa. Afastei-me dela para que pudéssemos recuperar fôlego ainda com nossas mãos juntas. Minha consciência começou a dar sinal de vida e só ai me dei conta do que acabara de fazer. Eu havia beijado-a, e agora, como seria? Será que ela ficaria chateada? Eu não poderia jamais perder sua amizade.
– Vilu? Está tudo bem? – Perguntei preocupado e ela assentiu de cabeça baixa e presumi que ela realmente havia ficado chateada – Olha Vilu, Me Desculpe, eu me descontrolei, e acabei fazendo burrada. Perdoe-me, por favor, eu sou um idiota. – disse lhe desesperadamente.
– Ei, você não é um idiota. Você é perfeito, o meu perfeito. – disse sorrindo encantadoramente. – Eu também quis esse beijo, então não se culpe. – disse envergonhada.
– Quis? – Perguntei-lhe surpreso.
– Sim, mas ainda assim eu acho que isso é um erro. Tenho medo de que role algo entre nós e a nossa amizade acabe sendo prejudicada entende? – disse ela olhando em meus olhos – Eu amo você León, amo mais que tudo na vida, mais até que a mim mesma, e não sei se poderia viver sem você, sem os seus carinhos, os seus abraços, acho que eu não sobreviveria. – disse já com lágrimas transbordando em seus olhos.
– Eu também te amo Vilu, muito mais do que possa imaginar, e quero que saiba que jamais deixarei que algo prejudique a nossa amizade entendeu? Nada, nunca irá destruir a nossa amizade. – disse olhando em seus olhos, já chorando também.
– Promete? – suplicou-me.
– Eu Prometo minha pequena. – Disse-lhe calmamente roubando-lhe um selinho e a vi sorrir aliviada.
Olhei para a mesa e notei que o jantar já estava servido. Sorri para Violetta e guiei-a até a mesa. O jantar estava incrível, jantamos calmamente, apenas ouvindo o som das ondas se quebrando no mar. Terminamos e lembrei-me que havia mais uma surpresa para ela, da qual eu havia me esquecido.
– Vilu, tenho uma surpresa pra você. – disse sorrindo.
– Mais? – perguntou e eu assenti rindo – Assim você vai me matar do coração León. – ela disse em repreensão.
– Prometo que irá gostar. – disse a ela e dirigi-me até o violão pegando-o. Sentei-me em frente a ela, no meio das almofadas que se encontravam no chão. – Compus essa música pensando em você, espero que goste, ela é sua. – disse carinhosamente. Dedilhei algumas notas no Violão, dando assim, início á música.
“Cuando me miro al espejo
Solo veo tu reflejo
Tus ojos
Ventanas son a un mundo mejor
Cómo un fuego en el invierno
Tú le das calor a mi universo
Es amor sin condición
Lo que siento yo estando contigo
Dime si esto es real
Llegaste a cambiar, con un beso mi verdad
No sé cómo expresar con palabras que
Cuando te miro tus ojos sé
Que ya te amé mil vidas atrás
Cuando respiro te siento
De armonía me llenas el pecho
Con tu voz
No hay temor en mi corazón
Sin ti estaría incompleto
No saldría eso si no te tengo
Es amor sin condición
Lo que siento yo estando contigo
Dime si esto es real
Llegaste a cambiar, con un beso mi verdad
No sé cómo expresar con palabras que
Cuando te miro tus ojos sé
Que ya te amé mil vidas atrás
Ya te amé.”
Violetta encontrava-se totalmente imersa a lágrimas, e em seu rosto um sorriso contagiante, o sorriso mais bonito de todos.
– Gostou Mi amor? – perguntei-lhe abobado
– Essa foi a surpresa mais linda que já recebi em toda minha vida. Obrigado Lê, por tornar minha vida tão feliz assim. Eu Te Amo. – disse com a voz embargada pelo choro.
– Eu Te Amo mais, muito mais.
Guardei o violão, enquanto esperava Violetta que havia ido ao banheiro retocar sua maquiagem, já que havia chorado rios e segundo ela, estava se sentindo feia com a maquiagem toda borrada pelas lágrimas. Mulheres, sempre se queixando, mesmo quando estão perfeitas.
– Voltei Mi Amor. – Disse abraçando-me por trás, enquanto eu admirava a linda paisagem sob meus olhos.
– Até que enfim, achei que iria morar lá. – disse aos risos, e vi-a revirar os olhos. – Que tal descermos lá um pouco? – disse me referindo á praia, que estava toda ao nosso deleite.
– Eu adoraria. – disse gentilmente.
Descemos as escadas, e em poucos minutos estávamos na praia. O Vento gelado batia em nós arrepiando Violetta. O céu estava escuro e agora com escassas estrelas, alertava que viria um temporal logo mais. Andávamos em sincronia, lado a lado de mãos dadas, apenas escutando o barulho das ondas e sentindo a brisa que nos embalava.
– Vilu, o que acha de irmos embora, acho que vai chover logo. – perguntei a Violetta.
– Acho uma ótima idéia. – disse-me gentilmente.
– Então Vamos? – perguntei-lhe.
– Vamos.
Andamos até a entrada e solicitei o carro ao manobrista. Enquanto não chegava, me dirigi até a recepção para efetuar o pagamento pela reserva e pelo jantar, enquanto Violetta esperava-me na porta. Agradeci a Antônio e despedi-me do mesmo. Dirigi-me novamente até a saída e encontrei o carro e Violetta a minha espera. Entramos e parti rumo a sua casa. Estávamos em silêncio, porém um silêncio agradável. Já estávamos quase na rua da casa de Violetta, quando tive uma idéia brilhante.
– Para onde estamos indo León, já passamos da rua de minha casa. – Perguntou-me curiosamente Violetta.
– Confia em mim Mon amour? – Perguntei-lhe.
– Claro que sim, mas para onde está me levando?
– Sempre muito curiosa. – repreendi-a – É surpresa, mas prometo que irá gostar. Confie em mim e deixe de perguntas. – disse-lhe e vi-a bufar.
Continuei o caminho que percorria até parar em frente á um Condomínio de Apartamentos.
– Porque me trouxe aqui Léon, está tarde, vamos pra casa. – disse-me impaciente. Revirei os olhos e desci do carro indo em direção á porta dela. Abri dando passagem para ela descer. Guiei-a até a entrada, onde se encontrava Camila, a recepcionista.
– Boa Noite Camila. Como está? – Cumprimentei-a educadamente.
– Boa Noite León, estou muito bem, obrigada. – Retribuiu-me o cumprimento.
Entramos no elevador e seguimos para o 10º andar.
– Tem certeza que confia em mim Vilu? – Perguntei a Violetta assim que saímos do elevador.
– Claro que tenho León. – disse impaciente.
Com uma de minhas mãos, tampei os olhos de Violetta, simulando uma venda.
– O que está fazendo? – Perguntou-me assustada.
– Você disse que confiava em mim, então Confie. – Respondi-lhe.
Andamos até uma das portas que havia no corredor enquanto eu sacava a chave que havia em meu bolso. Abri a porta e entrei com Violetta.
– Já posso ver agora? – Perguntou-me ao ouvir o barulho da porta se cerrando.
– Sim. Agora você pode. Preparada? –
– Sim, estou. – Respondeu-me com entusiasmo. Tirei a mão de seus olhos e pude ver o encantamento e a confusão mesclada em seus olhos.
– Que Apartamento é esse León? – Perguntou confusa olhando em meus olhos.
– É meu. A partir de agora esse é o meu novo lar. – disse e ela me olhou surpresa. – Meu pai prometeu que me daria um apartamento para que eu pudesse morar sozinho quando eu estivesse prestes a me formar, e como esse é o nosso ultimo ano no colégio, ele me deu esse de presente. – disse-lhe sorridente. – Terminaram as obras essa semana, por isso não lhe trouxe aqui antes, estava esperando uma boa oportunidade.
– Nossa, fico muito feliz por você Lê, de verdade, fico muito feliz. – disse-me sorrindo largamente.
– Então quer dizer que você gostou? – perguntei-lhe esperançoso.
– Sim, quer dizer que eu amei e que fiquei extremamente feliz por você estar dando um passo tão grande em sua vida, parabéns Mi Amor. – Disse emocionada e eu fiquei mais feliz que já estava.
– Obrigada Mi Amor. – Respondi abraçando-a. – Quer conhecer o resto do apartamento? – perguntei-lhe.
– Claro meu lindo. – respondeu-me e guiei-a até o resto do Apê. Olhamos tudo e ficamos realmente encantados com a decoração de minha Mãe. É, quando Dona Esmeralda faz algo, ela faz muito bem feito.
– Sua mãe está de Parabéns Lê, está tudo muito Lindo. – Disse-me quando já estávamos de volta à sala.
– Obrigada Vilu. Realmente, dessa vez ela caprichou. – Disse concordando. – Já quer ir embora? – Perguntei a ela.
– Acho que sim Lê, já está tarde. – Respondeu-me e assenti. Estávamos indo em direção a porta, quando ouvimos um barulho muito forte de trovão, que fez instantaneamente Violetta pular em meu colo, assustada.
– O que foi isso Lê? – Perguntou-me em desespero.
– Foi só um trovão meu amor, calma. – Disse-lhe afagando seus cabelos. Olhei para a enorme janela que havia na sala e só ai percebi que estava caindo um temporal lá fora. – Está chovendo muito forte Vilu, acho que não vai dar pra ir embora, é perigoso sairmos nessa chuva. – disse-lhe.
– E agora Lê o que vamos fazer? – Perguntou-me.
– Só temos uma opção, dormirmos aqui. – disse-lhe e ela me olhou assustada.
– Mas só tem um quarto aqui e também só tem uma cama. – Perguntou-me.
– Não tem problema, eu durmo em um colchão extra que tem lá no quarto. – Acalmei-a. – Tudo bem pra você? – perguntei e ela assentiu positivamente. – Já quer subir? – perguntei-lhe
– Sim, estou cansada, a noite foi mesmo longa. – respondeu-me rindo.
– Então Vamos. – disse-lhe e subimos em direção ao quarto.
– Quer tomar um banho Vilu? – Perguntei a ela assim que chegamos ao quarto.
– Eu gostaria, mas não tenho roupas aqui Lê. – disse-me.
– Não tem problema Vilu, veste uma camisa minha. – disse-lhe indo até o guarda-roupa e pegando uma camisa minha e uma boxer. – Toma Vilu, pode ir primeiro, a toalha ta no banheiro. – disse-lhe entregando as roupas e ela sorriu agradecida.
Estava arrumando a cama para Vilu dormir quando ela sai do banheiro, mais linda que nunca. Fiquei literalmente boquiaberto. Ela estava tão gata que eu não conseguia desgrudar o olhar dela por nem sequer um segundo.
– Vilu, você ta muito gata. Simplesmente linda. – Disse encantado. Minha camisa tinha caído perfeitamente nela e eu tinha total certeza que havia ficado mais bela em nela do que em mim.
– Obrigada Lê – agradeceu envergonhada. Encostei mais perto dela e a abracei.
– Não precisa ficar com vergonha Mon Amour. Só estou dizendo a verdade. – Disse-lhe e vi-a sorrir abobada. – Vou tomar um banho, me espere aqui. – disse e ela assentiu. Peguei minha roupa em cima da cama e fui para um banheiro. Tomei um banho rápido e troquei minha roupa. Estava exausto. Saí do banheiro já encontrando Vilu aconchegada na cama e sorri ao vê-la tão á vontade.
– Já terminou Lê? – ela perguntou-me e assenti positivamente. Encaminhei-me até o guarda-roupa e peguei o colchão extra que estava guardado ali. Levei-o até ao lado da cama e arrumei-o ali. Vilu estava sonolenta e isso era perceptível de longe. Deu um beijo de Boa noite nela e apaguei as luzes. Já havia passado alguns minutos e concluí que Vilu já houvesse dormido já que não escutava nenhum barulho, somente o da chuva forte lá fora e o de sua respiração calma.
– Lê? – Vilu chamou baixo, quase em um sussurro.
– Fala Mon Amour. – disse-lhe no mesmo tom.
– Dorme aqui comigo, não estou conseguindo dormir sozinha. – Pediu-me suplicante.
– Tem certeza? – Confirmei.
– Sim Lê, por favor. – suplicou-me.
Levantei-me do colchonete e deitei-me ao seu lado, no espaço que estava vazio. Cobri-me com o lençol até o quadril e puxei-a para meu peito, aconchegando-a.
– Está bom assim? – perguntei a ela.
– Está maravilhoso. Obrigada Lê, por tudo. Por essa noite Maravilhosa, pelo jantar, pela dança, pelo beijo, pela música, pelas surpresas... – disse-me encantada – Obrigada por me deixar tão feliz e completa. Obrigada por me fazer sentir amada, cuidada, protegida. Obrigada Lê, por estar sempre tão presente na minha vida. Eu Te Amo.
– Eu que agradeço Vilu, você fez essa noite ser inesquecível, especial. Obrigado por me fazer tão feliz e Eu também Te Amo. Muito. – Disse-lhe e selei nossos lábios em um selinho demorado. Vilu sorriu largamente assim como eu. Aconcheguei-a mais em meu peito e assim adormecemos juntos, felizes e completos, pois tudo o que precisávamos era do amor do outro e isso tinha de sobra.
Fale com o autor