McFLY e uma Garota
3 Capítulo 3 - Mais lembranças do passado
Notas iniciais
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Acordei cedo, levantei, fiz minha higiene, comi meu café da manhã no hotel e fui para a universidade com o meu companheiro – o violão – nas costas.
Peguei um táxi e mostrei o endereço do local, logo chegamos, paguei ao motorista e fui à secretaria pegar o meu horário de aulas.
Fui para o prédio onde eu teria aula e fui para a sala, me sentei em uma cadeira. A sala estava relativamente cheia. Logo o professor chegou.
- Bom Dia – falou colocando a pasta na mesa e respondemos em coro – Com muito esforço consegui trazer um músico famoso para nos mostrar um pouco de sua experiência – terminou sorrindo.
- E quem é o músico famoso? – perguntou uma garota loira.
- É... – fez uma pausa dramática fazendo com que todos revirassem os olhos – Danny Jones.
Eu conhecia aquele nome de algum lugar e por algum motivo é familiar também ao homem que esbarrei no restaurante. O homem um pouco baixo, mas ainda mais alto do que eu e sardento entro na sala com um violão nas costas. Algumas garotas deram gritinhos histéricos, revirei os olhos.
- Fala sério – sussurrei.
- Você sabe quem é ele? – perguntou uma garota ruiva ao meu lado.
- Sei – menti – mas não quer dizer que tenho que ficar gritando.
A garota revirou os olhos e virou-se para o homem no tablado.
- Oi – disse – Sou Daniel Jones, mas podem me chamar de Danny.
Após se apresentar, Daniel falou um pouco como é fazer shows, ser famoso e coisas do tipo. Não prestei muita atenção no que ele falou, tinha uma dúvida. Eu já vi aquele homem e já vi o nome dele em algum lugar, mas onde?
Assisti às outras aulas normalmente e fui para o hotel descansar. Chegando ao hotel, tomei banho e coloquei uma roupa confortável. Liguei a televisão e passava um noticiário, nada extremamente trágico acontecia.
-Danny Jones e aquele homem – pensei alto – meu deus, de onde os conheço? Não me lembro – disse tentando me esforçar para lembrar – Ah, quer saber? Não ligo, deve ser um daqueles Deja Vus.
Desliguei a televisão e coloquei um short, uma blusa e um all star e saí. Queria conhecer a minha doce Londres. Já estava aqui há um dia e meio e as únicas coisas que conheci foi o hotel, a faculdade e um restaurante.
Olhos azuis, sardas por todo o corpo e cabelos castanhos escuros. Essa maravilha se chama Daniel David Alan Jones. Como eu sei? Internet.
Olhos azuis, bronzeado e cabelos castanhos chocolate. Essa perfeição se chama Harry Mark Christopher Judd. É eu também procurei na internet. E esqueci de citar: braços fortes. Ah, que braços. Foco Juliana Foco.
Esses dois homens entraram no meu caminho e sei que eles têm relação com alguma coisa. Londres... Harry... Danny... E... E quem? E o que? Essas perguntas me matam.
O táxi chegou e falei que iríamos fazer um tour em Londres. Fomos ao Big Ben e London Eye. Tirei fotos com os guardas da rainha – aqueles paradões – e naquelas cabines telefônicas vermelhas.
Pedi para o motorista me deixar em um parque central. Paguei a corrida e fiquei andando entre as flores do verão frio londrino. Sentei-me em um banquinho e fiquei observando as crianças brincarem; logo um homem sentou-se ao meu lado, analisei-o pelo canto do olho. Loiro, alto e relativamente forte.
- Olá – disse educado.
- Oi – respondi com o meu melhor sorriso.
Aquela voz, aquele jeito, o rosto, tudo. Já vi em algum lugar. Devo estar pirando, nunca vim em Londres, como posso tê-lo visto?! Que ótimo, agora estou tendo sonhos com homens bonitos.
- Você não é daqui, não é? – perguntou fitando-me.
- Não, não sou. Sou do Brasil – respondi sorrindo. Como ele sabia que eu não sou de Londres? – Por quê?
- O seu sotaque – disse sorridente – não é londrino.
- Ah – respondi. Eu já o vi, conheço-o de algum lugar. Aqueles olhos castanhos chocolates e o cabelo loiro levemente bagunçado. Ual, não percebi o quanto é bonito.
- Oh, que mal educado eu sou – exclamou sorrindo e estendendo a mão – Sou Thomas Fletcher, mas pode me chamar de Tom.
Apertei-lhe a mão: — Juliana Mason, mas pode me chamar de Juh – sorri por causa do seu jeito atrapalhado e engraçado.
Ele olhou o relógio e falou: — Como o tempo passa rápido – sorriu amarelo – Tenho que ir. Meus amigos me esperam.
- Tudo bem, foi um prazer conhecê-lo – sorri.
- Foi um prazer conhecer você – concordou levantando a minha mão e levando aos lábios em um gesto cavalheiro. Sorri em resposta e ele se foi.
Tom p.o.v.
Voltei para casa com o rosto da bela garota que conheci no parque na mente. Abri a porta e vi a luz da cozinha acesa. Giovanna – minha namorada – deveria estar fazendo o nosso jantar. Fui ao cômodo onde ela estava.
- Oi, pequena – falei.
- Oi, meu amor – falou – Como foi o seu ia?
- Eu e os caras fechamos o álbum. Depois fui ao parque e conheci uma garota...
- Wow. Já está me traindo Thomas Michael Fletcher – fingiu indignada
- Não, meu amor. Jamais. Só tenho olhos para você, a mulher mais perfeita do mundo – defendi-me selando nossos lábios em um beijo calmo e suave.
- Hum. Ta Tom, vou fingir que acredito – falou sorrindo. A agarrei por traz e beijei seu pescoço fazendo com que se arrepiasse – Ok, Tom, deixe-me terminar o jantar.
Jantamos e Giovanna foi terminar de arrumar as coisas. Li meus e-mails que não lia há tempos, respondi alguns. Tomei banho e deitei-me na cama a espera de Giovanna. Logo ela veio para cama e deitou-se com a cabeça em meu peito. Puxei a para cima, a fim de ter uma noite prazerosa.
- Ah, não, Tom. Essa noite não, eu estou muito cansada – choramingou.
Apertei-lhe a bunda: — Não mesmo? – perguntei com um sorriso safado.
- Não mesmo – respondeu. Deu-me um selinho e deitou-se de novo na cama.
Que ótimo, dia cansativo e nem uma noite animada vou ter.
Tentei dormir, mas nada. Olhei para o lado e Gio já dormia. Bufei, levantei-me e fui para a cozinha, Marvin – meu gato – levantou-se e veio comigo. Peguei o pedaço de torta de chocolate na geladeira e sentei na cadeira da bancada. Meu celular tocou: — Quem será essa hora? – resmunguei – Sim?
- E ai cara? – perguntou Danny.
- O que você está fazendo acordado há essa hora?
- Não to conseguindo dormir, eu fiquei pensando em uma gata que estava na sala hoje, na palestra – respondeu.
- E você falou com ela? – perguntei dando mais uma colherada na torta.
- Não. Ah, cara, você sabe. A Georgia, estou tendo um rolo com ela, e ela é bem gostosa — falou.
Bufei: — Você gosta da Georgia? – perguntei.
- Sim, ela é boa de cama – falou alegrinho.
- Não. Você realmente gosta da Georgia?
- Eu não sei. Eu gosto de ficar com ela. A Georgia é legal, loira, bonita, loira, divertida, loira, engraçada, loira – respondeu.
- Danny, vai dormir e pensa se você gosta da Georgia, depois a gente se fala – falei desligando.
Agora virei psicólogo de homem galinha; De novo o meu celular tocou: — Sim?
- Tom, ainda bem que você atendeu, eu preciso falar com você – falou Harry.
- Pode falar, afinal não preciso dormir – ironizei. Não estava com sono, mas falar com esses caras é pior que falar com uma parede.
- Ah, valeu, cara, sabia que você iria me ouvir – aproveitou – então, um dia desses esbarrei com uma gata, que meu deus do céu. Você não viu aqueles peitos, aquela bunda e hum... Aquela coxa – falou quase tendo um orgasmo. Ri do meu pensamento.
- Ta, e eu com isso?! – cortei.
- Porra, Tom. Eu me abrindo com você e você ai me tirando – falou.
- Dude, são duas horas da manhã e você me falando de garotas.
- Tudo bem, desculpa. Mas me fala o que eu faço? Fiquei com muita vontade de pegar aquela garota, mas to namorando a Izzy – choramingou.
- Primeiro, pegar você pega um pote de biscoito e não uma garota. Segundo, vai dormir e pensa se você realmente ama a Izzy. Terceiro, eu to achando que o que você sentiu pela tal garota é falta de sexo – ri.
- HÁ-HÁ, valeu cara. Boa Noite – terminei a ligação e desliguei o telefone. A torta já havia terminado. Deitei-me novamente e puxei Giovanna para os meus braços e dormi.
Notas finais
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