McFLY e uma Garota
4 Capítulo 4 - 5 anos depois
Passou-se cinco anos, me formei em música e terminei a minha graduação de psicologia.
Durante as férias da universidade voltei para o Brasil e peguei o visto para moradia em Londres – sim, eu vim morar em Londres. Não estou nem acreditando. Comprei uma casa – grande por acaso – em um lugar de classe alta, claro que minha mãe me ajudou a pagar, vou ficar devendo essa para ela.
Estava em minha casa terminando de me arrumar. A casa era grande tinha dois quartos no andar de cima, cada um com o próprio banheiro e closet e ainda nesse andar tinha um banheiro e closet – inútil não?! — , no andar de baixo (térreo) tinha a sala, cozinha, area de serviço e um banheiro. Atrás da casa tinha um piscina grande com cadeiras de sol brancas e alguns chapéus. Na frente da casa tem um jardim relativamente grande e com algumas mesas e cadeiras brancas em modelo antigo.
A capainha tocou, abri a porta e vi um garoto um pouco mais alto do que eu: — Olá – falei.
- Olá, eu moro na casa ao lado – apontou uma casa do lado igual a minha – me chamo Dougie Poynter – extendeu a mão.
- Juliana Mason – apertei-lhe a mão.
- Só vim lhe dizer... — abriu um sorriso – Bem Vinda a vizinhaça.
- Oh, obrigada – sorri.
O garoto era até que bonitinho. Era um pouco mais alto do que eu, deveria ter 1,75 – tenho 1,65 – era loiro, olhos castanhos, com alguns musculos, e tinha uma tatuagem que saia do peito direito e ia até punho.
- Você faz essa recepção com todos da vizinhança? — perguntei
- Não, só com os que eu vou com a cara. — respondeu sorrindo. Ri. — Eu fico olhando pela janela a movimentação, já que não tenho nada para fazer.
Ri alto: — Ah, então você é o fofoqueiro da rua certo? — perguntei com uma das sobrancelha levantada.
- Ei – fingiu indignação – eu não sou fofoqueiro.
- Bem, onde eu moro esse é o nome dado a essas pessoas que fazem isso – falei vitoriosa.
- Ah, mas eu não sou fofoqueiro – resmungou.
- Quer entrar? — perguntei.
- Se não for encomodo. — entrou.
- Claro que não – sorri – Quer algo para beber? Água? Refrigerante? Suco? Café? Vinho?
- Vinho — falou olhando a casa – Sua casa é muito bonita.
- Pensei que todas as casas fossem iguais — falei da cozinha.
- E são – riu. Revirei os olhos sorrindo.
Depois de um tempo conversando, Dougie foi embora. Descobri que era músico, baixista de uma banda na verdade, a banda se chama Mc... Mc... bem não lembro e namorava uma garota chamada Lara Carew-Jones. Pelo o que ele disse da garota parecia bem apaixonado.
Fiquei jogada no sofá assistindo um canal onde passava qual banda seria escolhida para abrir a cerimonia da olimpiada.
- A banda é.. — o homem engravatado abriu o envelope – McFLY
- É isso, é o nome da banda do Dougie – gritei pulando do sofá. Logo depois apareceu varias fotos dos integrantes da banda, não acreditei – Oh meu deus, não, não, não. É o homem do restaurante – falei apontando – e o da palestra, e o do parque e o Dougie.
Logo tudo venho à tona, os shows, as fotos, os autógrafos, tudo desde quando eu tinha 13 anos. Eu.. Eu era fã do McFLY. Por isso eles serem tão familiares, eu era fã, eu ia a todos os shows, eu amava esses garotos. Peguei o telefone e liguei para a minha mãe.
- Alô? Filha?
- Mãe, que saudade.
- Também estou com saudade – pude ver o sorriso dela do outro lado.
- Mãe, sabe aquela caixa onde eu guardei tudo do McFLY? — perguntei.
- Aquela bandinha que você gostava? Sei sim filha.
- Tem como você mandar ela pra mim?
- Claro, mas por que?
- Nada mãe, te amo muito, beijos.
Desliguei o telefone, eram eles. Dougie Lee Poynter, Thomas Michael Fletcher, Harry Mark Christopher Judd e Daniel David Alan Jones, mais conhecido com McFLY a banda britânica.
Coloquei uma calça jeans, uma regata branca e uma jaqueta, e sai. Tinha várias garotas na porta do Dougie gritando pelo seu nome.
- Oi, você sabe o paradeiro do Dougie? — perguntou uma garota, que parecia ser fã dele.
- Ahn? — perguntei confusa
- É, o Dougie, você sabe onde ele está?
- Não, não sei. Ele não está em casa? — perguntei olhando pra casa.
- Parece que não. — falou tristonha.
Deixei a garota falando sozinha e tranquei a porta, fui para os fundos da casa, na piscina, pulei a cerca que tinha entre minha casa e a de Dougie. Parecia inútil fazer aquilo, ele deve estar em casa ignorando as fãs querendo apenas ficar em paz, mas o instinto feminino falou mais alto, algo ruim tava acontecendo. Entrei pelos fundos da casa, que dava para a cozinha.
Na cozinha, estava tudo branco, tinha fumaça para todo lado.
- Dougie? — gritei – Oh meu deus. Dougie? Cadê você? — perguntei tentando inútilmente achar alguém naquela fumaça toda.
Logo achei o causador das chamas, o fogão, estava pegando fogo (n/a: que irônico. Fogão, fogo. Ok parei), avistei um extintor de incêndio e tentei apagar o fogo, mas as chamas estavam muito altas.
- Dougie – gritei. O alarme apitando, eu gritando, fumaça por todo lado, o fogão pegando fogo, Dougie sei lá aonde e eu tonta. A fumaça já tinha entrado pelas minhas narinas e se duvidar já estava no meu sangue – Dougie – gritei novamente. Logo o fogo foi abaixando e depois acabou. A fumaça foi se dissipando e olhei o desastre, o fogão mais preto que carvão, parte da parede queimada. — Oh meu deus, não acredito – disse assim que ouvi o som de um baixo no andar de cima.
Subi a escada furiosa. A cozinha pegando fogo e ele tocando baixo. Argh! Cheguei no comodo, onde o barulho do baixo já estava ensurdecedor. Bati na porta, nada. Bati novamente, nada de novo. Abri a porta e Dougie olhou pra mim confuso.
- O que foi? — perguntou.
- O que foi? — perguntei indignada. Ri irônica – Venha ver você mesmo.
Puxei-o escada a baixo pela mão e cheguei a cozinha: — Aqui, olha. — apontei o fogão.
- Oh meu deus, a minha lasanha – falou pegando um retângulo preto/queimado.
- Sua cozinha quase pegou fogo e você está preocupado com a lasanha?! — passei por ele e sai pela porta dos fundos.
- Ei, a culpa não é minha se a cozinha quase pegou fogo – gritou raivoso.
Fuzilei-o: — A culpa não é sua? — gritei. Gargalhei sarcástica – e de quem é?
Ele socou a parede em resposta.
- Você estava lá, tocando baixo, enquanto o seu fogão estava em chamas. — joguei contra ele as palavras, já um pouco mais calma – ah, e suas fãs estão na porta.
Pulei a cerca de volta para minha casa, não estava mais com animo para sair. Logo ouvi uma gritaria do lado de fora, olhei pela janela e vejo o Senhor Fodão-Toco-Baixo-Enquanto-Minha-Cozinha-Pega-Fogo dando autógrafos para as fãs.
Me deitei, ainda era de tarde, mas o dia tinha sido cheio para mim.
Acordei, era o começo do anoitecer, estava escuro. Acendi as luzes do lado de fora, peguei o meu violão, e sentei em uma das cadeiras que tinha do lado de fora, comecei a tocar uma música que ouvi uma dia desses. (n/a: falling in love, só para imaginarem qual)
Depois de um tempo tocando a tal música, percebi que tinha um garoto me olhando do outro lado da rua. Ele atravessou a rua na minha direção.
- Oi, você é a garota do parque não é? — perguntou – Juliana se não me engano.
- É, sou sim – sorri – E você é o Tom né?!
Assentiu: — Ouvi você tocando, você toca bem – agradeci – Você tava tocando a minha música.
- Sua música? — perguntei.
- Sim, Falling in Love do Mc..
- McFLY – o interropi.
- É, você conhece? — perguntou sorrindo. Meu deus, que sorriso. Awn ele tem uma covinha do lado esquerdo e não tem do lado direito, meu deus, que garoto maravilhoso.
- Uh, sim. Eu era fã de vocês quando tinha 13 anos.
- Era? — perguntou fingindo tristeza.
Ri: — Ah, você sabe, passou já um tempo desde aquela época.
- Tudo bem, vou fingir que acredito. Sei que você está se corroendo para pedir um autógrafo e uma foto comigo. — riu
- Oh, claro. Como você descobriu? Meu deus. — falei sarcástica e ri.
- Viu? Eu sabia, onde quer que eu assine? — perguntou olhando pro meu corpo senti o meu rosto corar.
Dei um tapa nele, fazendo-o rir.
Ficamos conversando e ele me convidou para uma boate que tinha ali perto.
- Vai uns amigos meus e nossas namoradas.
- Oh, adoro ficar de vela – ironizei.
- A Giovanna vai levar uma amigo – Giovanna é a esposa dele – Os garotos vão passar aqui as 20h.
Assenti e cada um foi para sua casa.
Tomei banho, me perfumei, passei maquiagem, coloquei um vestido preto justo que ia até um pouco acima do joelho e um scarpin branco.
Notas finais
xoxo
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