Notas iniciais
Caraca Moleque! Que isso? então porque to postando hj? tava sem porra nenhuma pra fazer. Preguiça de escrever uns yaois então vamo aqui né? Dai por eu ta revendo Transformers 2 com meus primos(super legal ser a unica garota da família ninguém quis ver Frozen comigo mas tenho de ver Transformers que é o único filme desse gênero que odeio pra krl e...e) escrevi esse capitulo todo escutando New Divide do Linkin park,se quiser escutar enquanto ler,seja feliz

Passamos o dia todo a procura de uma saída,assim esquecíamos um pouco os títulos que nos foram dados pelo CRUEL. Não foi muita surpresa Jason estar intitulado como o líder do grupo,acho que não podiam escolher alguém melhor. Já eu,era uma besteira dar importância para tal coisa. Só porque o CRUEL quer me ver como assassino não significa que vou entrar nesse jogo doentio deles. Talvez cometesse um assassinato quando encontrasse alguém que estivesse trabalhando para essas coisas doentias acontecerem. O mais velho de nós era Jason,que deveria ter uns 18 ano,todos ainda eramos crianças não tinha uma desculpa plausível para essas atrocidades que nos obrigaram a passar.

–Não tem como sair daqui.-declarava Mark se jogando em uma das camas. -Olhamos cada canto. A porta que usamos para entra simplesmente sumiu,as janelas tem grades e não encontramos nenhuma passagem secreta.

–Não pode ser verdade!-protestava William se colocando de pé. Era a primeira vez que via o garoto se exaltar tanto,na verdade nem prestava muita atenção nele. -Deve ter uma saída! Em algum lugar deve ter! Precisa ter...

–Mas não tem.-respondia Jason entrando no quarto e fechando a porta.

Junto com o mais velho um forte cheiro de carne podre tomou conta do ar. Não conseguia acreditar que as pessoas que nos salvaram estavam mortas ao lado de fora. Como podia ter sido mortas de uma forma tão violente em tão pouco tempo?

–Vamos morrer,aceite isso. -dizia em um tom baixo enquanto fechava meus olhos.

–Não tão cedo.-respondia Shawn.-Temos água,um ser humano aguenta sobreviver um tempo sem comida se tiver comida.

–Seu bom tempo são cinco dias ou menos? Que divertido vamos morrer lentamente. -ironizava.

Shawn se conteve para não começar uma discussão,acho que isso era o que menos precisávamos naquele momento. Não tínhamos nenhuma fonte de comida e não tínhamos saída.

–Vamos morrer de fome...-resmungou Will.

–Relaxa. Tem cadáveres lá fora.-respondia com um pequeno sorriso.-Soube que carne humana tem gosto de galinha.

–Kevin,pare!-ordenava Jason que observava a janela cristalizada.

Revirei os olhos e suspirei baixo. Estava prestes a xingar Jason,mas fui interrompido pelo mesmo:

–Aquela carne já está podre,será bem melhor comer a carne do primeiro a morrer. -brincou Jason lançando um olhar na direção de William,dando a entender que ele seria o primeiro.

Depois dessas brincadeira começou uma verdadeira tortura. Na manhã seguinte os corpos tinham simplesmente desaparecido,como se nunca tivesse acontecido um massacre no salão principal. Procuramos sinais dos corpos,procuramos manchas de sangue,qualquer coisa que mostrasse que pessoas haviam sido mortas ali,mas não encontramos nada. Apenas descobrimos que um tipo de parede invisível nos prendia ao quarto. Tentamos quebra-la com socos e chutes,mas não acontecia nada,nem mesmo um ruído. Quase chegamos a acreditar que não havia nada nos prendendo,todavia sempre que voltávamos a socar o ''nada'' recebíamos a reação do que quer que seja que nos prendia.

A luz não entrava pela janela cristalizada,na verdade,depois que a parede invisível surgiu tudo ficou escuro no exterior. Parecia que estavam querendo nos enlouquecer. Só tinha noção das horas por causa do relógio digital que tinha em meu pulso,já tinha se passado 3 dias desde nossa ultima refeição.

A primeira a reclamar dessa falta de comida e isolamento foi o estomago que parecia estar se contraindo a cada segundo que passava,dando um nó ou simplesmente devorando a si próprio. Nosso cortisol,hormônio que causa estresse,era a unica coisa que ainda tínhamos,no começo era normal estarmos discutindo ou brigando,mas agora todos estavam jogados pelos cantos tendo de se conter já que não restava nenhuma energia,gastávamos a que restava para levantar e beber água da pia do banheiro. Estava tão irritado,mas não podia descontar em ninguém,apenas podia olhar para o teto e morder meu lábio inferior.

Mas o que era mais estranho,sentia nojo da comida. Sempre que pensava em alguma coisa para comer uma grande ânsia tomava conta do meu corpo. Meu corpo precisava de comida,mas minha mente dizia que não precisava comer mais nada. Que estava bem. Além disso,uma dor de cabeça insuportável que piorava a cada dia que passava. Acho que estava perto da morte,na verdade desejava a morte.

Que mértila de plano. O CRUEL prende a gente num labirinto,nos salva e nos mata de fome. Genial,realmente genial. Não consigo imaginar um jeito melhor de matar o grupo falha...

...

–Kevin.-chamava Shawn enquanto me sacudia algumas vezes. -Cara,eu sei que você não está morto!

–Morra! Me deixe morrer em paz! -resmungava enquanto fechava de novo os olhos.

–Tá. Pode morrer a vontade,mas achamos comida. Se quiser morrer,fique a vontade,sobra mais para mim mesmo. -respondia Shawn saindo de perto de mim e saído do quarto.

–O que?-sai da cama e não conseguia acreditar no que o garoto falava,na verdade era meio difícil acreditar em qualquer coisa,mas lá estava um caixa cheira de comida,bem a frente da porta do quarto.

–Finalmente acordou.-comentou Logan que dava uma mordida meio grande numa maçã.

Meu corpo protestou quando peguei uma maçã,aquele nojo da comida tomou conta de mim,mas apenas a ignorei e mordia a mesma e na mesma hora uma prazer indescritível apareceu. Sentir aquele liquido doce descer pela minha garganta e depois o pedaço da fruta,mas não apreciei a comida por muito tempo pois percebia a presença de um completo estranho.

–Vai com calma.-dizia Logan.-Está muito tempo sem comer,seu corpo não vai aceitar a comida com tanta facilidade.

–Quem é aquele? -ignorei completamente o loiro e foquei meu olhar no homem com traços que mais lembravam um rato. Seu nariz grande entre seus olhos que estavam focados em um livro e suas pernas repousavam sobre uma escrivaninha feita de madeira,não tinha reparado nela até esse momento. O homem usava roupas brancas com a palavra CRUEL.

–Sei lá. Ele disse que não vai falar nada,agora não. -respondia Shawn que comia uma barrinha de cereal.

Levantei-me e me preparei para chamar a atenção do homem,mas fui impedido por Jason que balançou a cabeça negativamente.

–Vamos apenas esperar,ok?

–Ok

Acho que ficamos uma hora sentados,um olhando para a cara do outro,quando o homem finalmente fez algo diferente. Fechou seu livro e o deixou sobre a escrivaninha e caminhou na nossa direção. Estava prestes a falar sua primeira palavra,mas Shawn foi o primeiro a interrompe-lo:

–Você vai falar alguma coisa horrível,né? -o tom do garoto era de puro tédio.

–Cale a boca.-ordenou Jason.

–Se fosse algo bom não teria uma parede invisível defendendo ele.-concluiu Shawn olhando para o homem que agora tinha uma expressão meio franzina pro culpa da irritação. — Prossiga.

O homem simplesmente revirou os olhos e deu para notar que ignoraria Shawn dali por diante.

–A cara de vocês melhorou muito desde que os vi pela primeira vez.-dizia o homem como se fosse um velho amigo ou coisa do tipo. -Antes estavam sujos e fediam como cadáveres,mas acho que não estão ligando para isso. Bem,como sabem,vocês todos fazem parte do grupo falha,porém achamos que pode ser ''divertido'' ver como agem na segunda fase...-antes que tivesse a chance de terminar o que falava,já estava de pé socando o vidro.

–Seu cretino!-rosnava enquanto socava o vidro na esperança de que se quebraria e me permitiria acertar o homem. -Vocês não tem propósitos para nós! Só nos usam por pura diversão!

–De certo modo sim.-respondeu o homem dando as costas. -Claro que se vocês sobreviverem se tornaram uteis.

Essa ultima parte me fez parar.

–Sobreviver a que? -perguntei.

–A segunda fase. Agora sente e me escute,moleque.

O ódio tomava conta do meu corpo,queria matar aquele cara. Não acreditava que pessoas eram capazes de torturas garotos. Apenas fechava meus punhos e mordia meu lábio inferior.

–Amanhã as seis da manhã,em ponto,vou abri um transportal que os levara para a segunda fase. Não tem nenhum segredo nela,apenas precisam ir para o norte até o refujo seguro,onde acabara tudo isso e nada mais vai machuca-los.-o homem falava sem muita paciência,pelo visto não lhe agradava ter de dar essas informações para um grupo falho. -Acho que vocês conseguiram entender,certo?

–Onde estão as garotas?-perguntou Logan,mas o garoto foi simplesmente ignorado.

–A unica coisa que precisam fazer é sobreviver ao deserto e pronto...-o homem fez uma pausa como se procurasse palavras para continuar.

–Se a gente não for? -perguntei. -Vai brigar com a gente?

–Moleque,vocês não estão em uma posição favorável. -respondia o homem.-O CRUEL já está fazendo um grande favor em deixa-los vivos e dar uma ultima chances para vocês. Acho que não deveria recusar isso,além de que todos vocês estão contaminados com o fulgo.-nesse momento múrmuros aleatórios começaram-se ficarem não vamos nos incomodar em mata-los. Todos vocês já viram o nível mais alto do vírus. Se querem ficar,fiquem e se divirtam devorando seu próprio corpo. Vai ser bem mais divertido de ver,mas se chegarem ao refujo receberam a cura.

Todos estavam tomados pelo ódio,as palavras que era ditas eram cada ver piores. Era muita coisa para compreender de uma unica vez. Se escolhêssemos desistir iriamos sucumbir ao fulgo e ficaríamos igual os cranks do labirinto. Mas não fazíamos a menor ideia do que havia no deserto. Sinceramente não parecia uma coisa complicada,mas se tratando do CRUEL iria ter alguma coisa horrível nos esperando.

–Podemos saber só uma coisa?-perguntou Mark.

O homem não percebeu ligar muito,mas disse que sim.

–As garotas estão vivas? -perguntou o mesmo.

–Vocês vão encher com isso até terem uma resposta né?-ficou massageando as têmporas.-Estão vivas e se chegarem ao refujo vão achar elas. Isso se elas não forem mortas pelo caminho. Nunca se sabe o que vai acontecer.