Maze Runner -Interativa
21 XX. Kristen
Notas iniciais
Depois que os caras sumiram ficamos alguns dias sem comida e nossa unica fonte de água era a pia do banheiro. Um tipo de parede invisível impedia que saíssemos do quarto,porém depois desses dias tortuosos um homem com trações semelhantes ao de um rato apareceu e nos disse que teríamos de atravessar o deserto se quiséssemos continuar vivas,teríamos duas semanas para completar essa pequena missão. Se nossa escolha fosse ficar,sucumbiríamos a loucura do fulgo já que tinham nos infectado do com vírus. Em outras palavras,não tínhamos nenhuma escolha. Morreríamos de uma maneira ou outra. O homem também dissera que abririam um coisa que nomeou de transportal exatamente as 6 da manhã e ficaria aberto apenas por cinco minutos,se não atravessássemos estaríamos mortas. O homem ainda havia ''ajudado'',disse que para mostrar que não nos queria morta daria uma pequena dica e ela foi ''A luz os cega''. Ficamos a noite toda tentando descobri que criatura seria essa agora. Mas pelo menos enquanto estivéssemos na luz estaríamos seguras.
Quando a noite caiu ninguém parecia querer dormir. Era muita coisa para se pensar,parecia não existir métodos para esvaziar a cabeça e relaxar aquela noite. Todas as vezes que dormir foram pequenos cochilos de dez minutos ou menos,ao total deveria ter dormir apenas umas duas horas.
Na noite anterior havíamos arrumado uns lenções para carregara a pouca comida e água que tínhamos. Sabíamos que aquilo não duraria duas semanas,mas a esperança de que teria comida e água em algum lugar lá fora era uma coisa animadora e preocupante. O homem-rato havia mencionado um deserto,se fosse verdade e com tudo que ouvimos,morreríamos de desidratação em alguns minutos se nossa água acabasse.
O relógio de pulso de Maddie,Blondie e Delila tocou as 5 em ponto. Apenas uma hora para descobri o que o CRUEL tinha armado para a segunda fase. Era meio assustador tudo isso. Bebemos água e comemos algumas coisas. Todas estavam tão preocupadas que o silencio predominava no quarto. Isso até Kay se levantar de sua cama e começar a andar por todo o quarto como se procurasse algo.
–O que aconteceu?-perguntou Delila olhando para a ruiva que recolhia os lenções que não pegamos para levar a comida.
–Aquele cara disse deserto.-respondia a garota jogando os lenções no chão. -E aquelas pessoas que nos salvaram falaram algo sobre o sol ter ficado mais forte,algo assim. Se isso for verdade vamos ter insolação e se duvidar algumas queimaduras de terceiro grau já que vamos ficar o dia todo expostas.
–Qual seu plano? -questionou Maddie.
Kay suspirou um pouco sem paciência,agarrava um dos lenções que estava enrolados aos outros que se encontrava no chão. E ajeitava ao redor de sua cabeça,deixando apenas seus olhos esverdeando a mostras,mas logo abaixou o pedaço de pano que cobria sua boca e disse num tom serio:
–Hijab.
–Isso é genial.-comentava.
–O pano não é próprio para isso,mas acho que é a melhor escolha que temos.-resmungava Blondie.
Faltava menos de cinco minutos para as 6. Já tínhamos nos preparado e agora estávamos paradas em frente da parede que o homem dissera que abriria o portal. Cada uma carregava uma sacola,feita com os lenções,que estava nossa comida e água. Maddie estava a frente do grupo e Blondie seria a ultima a atravessar para ter certeza de que ninguém ficaria para trás.
As seis em ponto Maddie correu contra a parede,aparentemente solida,feita de tijolos,mas ao invés de bater na mesma simplesmente desapareceu,Delila foi a próxima e em seguida eu. Hesitei bastante,não fazia a menos ideia do que havia do outro lado. Se fosse uma armadilha e do outro lado tivesse uma bela recepção de verdugos ou cranks.
Porém tive de afastar esses pensamentos e atravessar a parede e senti a mesma sensação de quando pulei naquele buraco no meio do penhasco. Foi como atravessar uma cachoeira de água fria,um arrepio percorreu todo meu corpo e acabei fechando os olhos,só parei de mover quando bati em Delila e finalmente abri meu olhos. Não mudou muita coisa.
O lugar que estávamos era um completo breu,nenhuma unica luz no fim de tudo isso,e essa situação só mudou quando Blondie atravessou e os cinco minutos se passaram. Nesse momento algumas tochas que estavam presas a parede se acenderam e se prolongaram por alguns metros. Agora podíamos perceber que seria um bom tempo andando. Pelo menos não estávamos mais no total breu e sim presas.
Andávamos em linha reta,já que não tinha para onde virar,acho que passamos umas cinco vezes pelo mesmo corredor.
–Estamos presas...-murmurou Kat.
Maddie passava a mão pelas paredes e reconhecia as pequenas marcas que havia feito alguns minutos atrás,quando começaram as suspeitas de que estávamos andando sem círculos.
Qual era o objetivo do CRUEL? Nos prender dentro de um túnel sem saída para ver quando tempo duramos antes de ficarmos completamente loucos? Será que eles queriam nos ver mortos da forma mais angustiante possível?
–A luz os cega...-murmurou Blondie.
–O que?-perguntou Kat.
–E se nós formos as criaturas que ficam cegas?-questionava a garota. -Talvez a saída esteja aqui e não vemos por causa dessas luzes.
–Blondie,sem elas aqui fica um completo breu,seria impossível ver algo. -dizia Delila.
–A visão humana se acostuma com a escuridão alguma hora,não 100%,mas se acostuma um pouco,o suficiente. -dizia Maddie. -Não temos nada a perder mesmo. A gente vai morrer mesmo.
–Isso é loucura...-murmurava Kay.
–Apaguem as luzes!-ordenou Maddie apagando a tocha que estava em sua mão,Blondie fez o mesmo e as duas começaram a apagar aquelas que estavam presas a parede.
Todas apagamos as tochas e aquele lugar voltou ao breu,era uma coisa sufocante e apavorante,não tinha como saber se alguém nos observava em meio a escuridão,não tinha como saber quanto tempo aquela tortura duraria,além de parecer que o oxigênio que tínhamos se extinguia a cada segundo que passava. Abraçava a mim mesma e apertava com muita força meus braços,o panico tomara conta do meu corpo. Aquele escuro em um lugar completamente fechado e pequeno. Não tinha como manter a calma naquele lugar. Mas não havia nada que pudesse fazer,além de ficar parada esperando que meus olhos se acostumassem aquele breu e que o plano de Blondie desse certo.
Se passaram cinco minutos e nada,tudo continuava o mesmo breu. Não tinha como se acostumar aquela escuridão de jeito nenhum. Arranhava meu braço com mais força e sentia um pouco de falta de ar. Queria sair dali,precisava sair dali,era tão sufocante ficar presa assim,mas depois de uns minutos minha visão foi se acostumando,não podia ver nada de diferente,apenas via a silhueta das outras garotas e as tochas pagadas que se encontravam presas a parede.
–Não tem nada...-murmurava Kat,que também parecia em panico por causa daquele escuro.
–Tem sim.-exclamou Delila andando para mais perto da parede e começando a apalpa-la. -Tem uma passagem bem aqui,me ajudem a abri-la!
Olhei na direção que a loira estava e tomei um pequeno susto ao ver que realmente aquela parte da parede era diferente,por ter pequenas fendas ao seu redor ficava obvio que era a unica saída. Como não havíamos visto uma coisa tão obvia assim quando as luzes estavam acesas? Talvez o CRUEL esteja nos manipulando para perder nossos sentidos.
A parede era feita de pedra,assim como todo o resto do túnel,mas era de uma levasse assombrosa. Nem foi preciso colocar muita força para faze-la se mover,porém assim que uma das fendas se abriu uma luz cegante adentrou o túnel iluminando o lugar e nos cegando. Junto com esse feixe de luz um vento quente também tomou conta do lugar. Era um vento abafado que parecia que rasgaria minha pele,na mesma hora paramos de mover a parede.
–Nossas córnias serão queimadas se sairmos.-advertiu Maddie que estava com seus olhos fechados.
–Temos de nos acostumar com a claridade. -respondia Zoey.
Isso demorou alguns minutos,ficamos acho que uns dez minutos paradas nos acostumando com aquele pequeno raio de luz que entrava no túnel. Não sabíamos o que nos esperava lá fora,mas já tínhamos uma pequena noção.
–Vou lá fora. -falava Maddie empurrando um pouco mais a parede,o suficiente para que pudesse passar.
–Eu vou junto. -disse Blondie saindo logo depois da loira. -Acho que todas já se acostumaram com a luz. Venham logo,o caminho é longo.
O lado de fora era um verdadeiro inferno. O sol se prolongava por todas as partes,nenhuma sombra,apenas areia por quilômetros e mais quilômetros. Um vento seco e abafado soprava do leste jogando alguns grão de areia contra nossos corpos,o que machucava um pouco. Algumas vezes esses grão iam em nossos olhos,os obrigando a andar com os olhos semicerrados. A unica que não tinha esse problema era Blondie que tinha seu par de óculo de aviador,que agora servia para algo além de prender seu cabelo.
–Tem algo no horizonte!-declarou a corredora. -Acho que são prédios.
–Que bom que alguém pode ver. -ironizou Kay.
–Quanto tempo andando? -perguntou Maddie.
–Hum...Eu diria uns cinco dias. -Nesse momento um vento mais forte começou a sopra jogando mais areia contra nós,tornando mais difícil ainda a visibilidade. -Isso se paramos para dormir,mas se corremos durante as noites...Uns três dias.
–Não temos escolha. As noites são frias e o único momento que teremos para correr. -dizia Maddie. -Vamos. Sem contar que os caras podem estar em algum lugar da cidade. Além de ser a unica escolha que temos.
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Já tinha quase quatro horas de caminhada e os prédios pareciam não chegar mais perto nunca. O sol ficara bem mais forte. Minha garganta estava completamente seca,respirar havia se tornado uma tortura pois parecia que o ar tornava as coisas piores,além de arranhar minha garganta. Cada passo era um pesadelo,as vezes tossia e sentia que iria vomitar meu próprio pulmão. Não tinha nenhum tipo de sombra ou algo que mudasse a paisagem. Era sempre a mesma coisa,não sia via nada,nem mesmo animais típicos dessas regiões. A areia estava praticamente fervendo,ela queimava a pele ao entrar em contato. Tínhamos parado apenas uma vez,mas não podíamos beber muita água. Não sabíamos se nessa suposta cidade teria algum lugar para reabastecer as garrafas e nem comida.
O cansaço fazia meu corpo estremesse por completo,mas não podia simplesmente cair no chão.
O vento que soprava do leste se intensificava a cada minuto,infelizmente aquele vento não refrescava,era tão quente quanto tudo naquele fim de mundo. Começava a perguntar que tipo de pessoas doentes trabalham no CRUEL. Que tipo de pessoa joga crianças no deserto e espera que elas sobrevivam estando quase sem água?
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