Maybe. Maybe Not.
6 parte 6
Julie saiu cedo para trabalhar. Ryan ficou de babá. Estava um tanto apreensivo, nunca cuidara de um bebê. Tinha medo que ela começasse a chorar. Nem saberia se era de fome, fralda para trocar ou estivesse se sentindo mal.
Quando a campainha tocou, ele sorriu como um bobo para Anna, que estava em seu colo.
─ Acho que é a vovó ─ disse, indo abrir a porta.
Era a mãe de Julie. Ela ficaria para ajudá-lo.
Antes do almoço, Ryan foi buscar Julie de carro. Ele contou o quanto estava nervoso pela mãe dela não chegar e como havia sido a manhã deles com Anna.
Julie apenas riu.
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─ Ei, Ry.
─ Ãhn? ─ virou o rosto para ela.
Eles estavam assistindo um filme na TV.
Era noite.
─ Tenho um amigo que acho que você gostaria de conhecer. ─ Ryan apenas fitou-a com os olhos brilhando de cansaço e curiosidade. ─ Ele parece uma bonequinha de porcelana. É um docinho ─ falou Julie, empolgada.
─ Hum... ─ fez Ryan, fingindo estar pensando. ─ Eu não sei se deveria me animar. Boneca de porcelana, Julie? Eu ainda gosto de homens, se é que me entende ─ falou, divertido.
─ Tá bom. Vou descrevê-lo melhor ─ mostrou-lhe a língua. ─ Ele tem a pele branquinha e cremosa, cabelos castanhos meio claros e olhos azuis! Ah, toca bateria e tem um bumbum fofo.
Ryan fitou-a, sorrindo.
─ Aham. Algo mais que eu deva saber?
─ Ele definitivamente fala mais que você.
─ Um tagarela?
─ Não! Ele apenas... conversa. Sabe?
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─ Ry! ─ exclamou Julie.
─ Que foi?!
─ Aquele é o Spencer ─ falou apontando para alguém que olhava uma vitrine a alguns metros.
Eles estavam parados no trânsito.
Ryan inclinou a cabeça para o lado direito, então pôde vê-lo, pelo menos do pescoço para cima.
Os carros da frente andaram um pouco.
Julie observou Spencer virar-se e caminhar pela calçada.
─ Spence! ─ ela gritou.
Ryan tinha o braço na janela, a mão esquerda apoiando o rosto enquanto a outra descansava em seu colo, alguns dedos tocando o volante. Ele somente virou o rosto para olhar Julie, recebendo dela um sorriso empolgado.
Spencer passou por entre dois carros que estavam estacionados e aproximou-se, inclinando-se para a janela de Julie.
─ Tudo bem? ─ ele perguntou, dando-lhe um beijo na bochecha.
─ Tudo, e contigo?
─ Tudo okay ─ sorriu.
─ Este é meu primo Ryan ─ falou apontando o indicador para ele.
─ Ei ─ Spencer fez um aceno com a mão. ─ Ryan apenas retribuiu o aceno. ─ Oh. Anna está aí ─ disse olhando para o branco traseiro.
─ Sim, eu fiz o Ryan de refém. Esta tarde ele é todo nosso.
─ Bom, o trânsito andou. Eu vou indo ─ piscou para Julie. ─ Prazer, Ryan ─ e afastou-se.
Ryan andou um metro com o carro e parou novamente.
─ Oh, meu Deus. Ry, você não poderia ter falado menos.
─ Ah, dá um tempo.
─ Que foi? Tá com soninho? ─ brincou fazendo beicinho e segurou o queixo do primo, balançando-o levemente.
─ Pra falar a verdade, estou.
─ Ownnnnn... Prometo que te deixou dormir o resto da tarde ─ disse, sorridente. ─ Você poderia conhecer o Spencer melhor hoje à noite...
Ryan fitou-a:
─ Tu não ia sair com o tal Nick?
─ E vou! Mas você pode chamá-lo para lhe fazer companhia. Tu está precisando de uma babá. O Spencer iria adorar cuidar de ti.
─ Pensei que se importasse com a Anna... ─ brincou.
─ Duhh! Eu sei que vai cuidar bem dela. Além do mais, ela vai dormir um monte.
─ É... E eu ainda não vi esse Nick ─ olhou-a com uma sobrancelha erguida de propósito.
─ Quando ele me buscar, irá conhecê-lo. E nem pense em bancar “o papai”.
─ Eu preciso saber quem é o sujeito, o que ele faz da vida. Não posso deixar minha priminha sair com qualquer um.
─ Tenta e eu irei te envergonhar na frente do Spence ─ mostrou a língua.
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