Ryan chegou no fim de tarde.

Tirou as malas do carro e esperou na porta. Sua prima o recebeu com a bebê no colo.

Ryan deu um beijinho nelas, deixou as malas perto da porta mesmo. Julie entregou Anna para Ryan e correu até a cozinha; tinha panela no fogo.

Ele fitou a menininha em seu colo. Tinha a pele branquinha, olhos azuis e cabelo castanho claro.

─ Anna Banana ─ disse baixinho. ─ Você é muito fofa.

Foi até a cozinha.

─ Ah, desculpe a correria, Ry ─ falou Julie, colocando outra panela no fogão.

─ Imagina ─ brincando com a mãozinha da bebê.

─ Sabe, eu tô aliviada que você veio.

Ryan levantou o rosto para a prima:

─ Eu estou feliz que tenha me aceitado aqui ─ sorriu.

Ela sorriu de volta. Ryan não pôde deixar de notar sua expressão cansada.

─ Precisa de ajuda?

─ Ah, não. Já piquei tudo, agora é só esperar ─ suspirou. ─ Vou recolher a roupa. Pode ficar com a Anna um momento?

─ Claro.

xxxxx

Julie encostou a porta de seu quarto e parou em frente à porta que ficava do lado oposto do corredor. Como tinha um vão aberto, enfiou a cabeça. Ryan estava de pé, perto da cama, desfazendo as malas.

─ Ei ─ ela chamou baixinho.

─ Entre.

Julie foi até ele, dando-lhe um forte abraço.

─ Eu queria ter feito isso no momento em que você chegou ─ sorriu.

─ Não faz mal ─ disse sorrindo.

Ela tocou sua bochecha, fitando seus olhos, então passou a mão em seus cabelos.

─ Eu tinha tanta saudade de você. ─ Ryan viu os olhos dela marejados. ─ Há! Olhe, estou quase chorando ─ falou Julie, enxugando as lágrimas que iam correr pelo rosto.

Ryan sorriu e abriu os braços para aconchegá-la. Vendo Julie assim o fez perceber que sua vida não era a pior do mundo. Ele não tinha um ser frágil totalmente dependente dele, tinha apenas a si mesmo e isso já era difícil.