– John? — perguntou Karen, entediada. — John Watson! Doutor!

– Hm? — finalmente John percebeu que havia deixado a garota falando sozinha enquanto olhava para as formas de seu melhor amigo e ficava excitado. Seu melhor amigo, não podia ser. — Oh, Karen! Me desculpe, tive o dia cheio no hospital hoje... Eer, me desculpe. Do que você estava falando mesmo? — perguntou John, todo atrapalhado.

– Estava falando sobre como você é um babaca, Watson! — esbravejou Karen, já se levantando e pegando suas coisas. — Nunca mais me procure. Nunca mais, ouviu? Não tenho que perder meu tempo falando com homens com você! Falando sozinha ainda por cima, sem cabimento!

– Não, escute! Eu posso levar seu cachorro para passear! — John disse, numa tentativa desesperada.

– Se você parasse de prestar atenção no seu colega e me ouvisse um pouco saberia que nem cachorro eu tenho. — a garota suspirou, totalmente nervosa, se dirigindo para a porta de saída do flat.

– Espere! Nó podemos marcar outro dia, Amanda! Quando eu estiver menos cansado...

– É Karen! — deu seu último grito antes de bater a porta e sair pisando duro do lugar.

John, já acostumado com suas derrotas amorosas, apenas deu um suspiro e começou a andar em direção ao quarto. Percebeu que Sherlock já havia ido para seu próprio quarto, nem devia ter assistido a briga... Provavelmente achou entediante. A única coisa que John precisava no momento era de um banho, quente e relaxante, e de uma boa e longa noite de sono. O doutor entrou em seu quarto, separou uma muda de roupa limpa e uma toalha e se dirigiu ao banheiro.

A água quente começou a jorrar sobre seu corpo magro mas bem constituído, forte e bronzeado pelos tempo no Afeganistão. E enquanto lavava seu cabelo cor de areia lembrou de seu pensamento de alguns minutos antes. Na verdade mais uma sensação. Lembrou de que ficou um bom tempo encarando seu amigo... A parte de trás de seu amigo, e de como ficou excitado com a visão. John nunca havia se interessado por homens antes. Nunca. Ele sempre sentira carinho pelo amigo. Mas sempre um carinho de amigo, de irmão até, o que era de se esperar, porque ele sempre se metia em tantas situações perigosas com Sherlock, e ele nunca se importou realmente com o perigo, desde que estivesse com o detetive. Sherlock era meio que uma rocha para John, apesar do comportamento muitas vezes apático do moreno.

E John já havia visto Sherlock apenas com sua calça do pijama, com o peito nu, e também apenas com seu lençol e nada mais. O que era normal, pois os dois moravam juntos. E então essas imagens vieram como um jato na mente de John, e ele começou a imaginar como seria ter uma relação com Sherlock. Uma relação íntima, mais que amigos. Como seria tocar o detetive... Tocar seu peito forte, seu rosto pálido... Imaginou que temperatura a pele do moreno seria, que textura teriam seus cachos negros. Esses pensamentos dominaram John de uma maneira tão forte, tão vívida que o loiro logo sentiu um calor na região pélvica, o sangue correndo mais rápido que o normal, e por fim, quando olhou para baixo, viu sua ereção formada. Terei que concertar isso aqui mesmo, pensou John, que começou a se masturbar, ainda pensando em Sherlock. Apaixonado, pensou, apaixonado pelo meu melhor amigo. Que bagunça! John tinha certeza disso. Já sabia há algum tempo, só não queria aceitar o fato de estar apaixonado por um homem. Por seu colega de apartamento!

– John! JOHN! Eu preciso de você aqui um segundo! — e com o grito de Sherlock o loiro despertou de seus pensamentos e prazeres, desligou o chuveiro, se vestiu rápida e desleixadamente e desceu para ver o que o detetive queria.

– Diga Sherlock, para que esse escândalo todo?

– Eu consegui John! Eu consegui! — gritou Sherlock, todo entusiasmado.

– Conseguiu o que? Fale de uma vez!

– Consegui descobrir quem foi o assassino daquele milionário do caso que me entregaram ontem! O desgraçado se achou bom demais, inalcançável demais para simplesmente sumir, e apagar todas as pistas!

– E quem é o assassino, Sherlock? — disse John, irritado por ser tirado de seu banho para ouvir que o detetive havia decifrado mais um enigma. Ele sempre conseguia.

– Ainda não posso dizer, John. — o loiro estava muito irritado com Sherlock, mas o detetive havia dito seu nome de uma maneira tão fofa, uma maneira que só Sherlock conseguia, como um ronronado de gato, que John amoleceu e nem resmungou as barbaridades que iria dizer ao colega. Apenas suspirou e se virou em direção ao pequeno fogão do flat.

– Hm, acho que vou fazer chá. Aceita, Sherlock?

O detetive não respondeu, já havia voltado toda sua concentração para a pesquisa novamente, mesmo já tendo decifrado o enigma. John colocou água para ferver. Enquanto esperava ouviu uma cadeira sendo arrastada, passos se dirigindo para onde ele estava, e de repente sentiu uma respiração quente perto de seu pescoço. Um hálito bom. Canela.

– Achou que eu nunca iria notar, não é mesmo doutor?

Notas finais
E a e galere. Eu sei que o capítulo tá curto, mas foi o que deu pra fazer. E eu estou tão insegura com essa fic, sei lá, não estou gostando da minha escrita, socorro jshf. Mas me derreti imaginando Benedict sussurrando no meu ouvido, u.u. E começou a p0taria, né Jawn jfhgjdfg Como é a primeira vez que escrevo ~porn~ pode ser que não saia muito bom, mas veremos.
xoxo :3