Math For Love
26 Seguro de Vida
Notas iniciais
Quero me desculpar por ter demorado de postar, mas, muitos motivos me fizeram quase desistir de continuar a história. Não por falta de leitores, mas por falta de estímulo. No último capítulo, postado há uma semana atrás, eu recebi apenas três comentários! Não faço questão de ter milhares de comentários, mas ficaria feliz se os poucos leitores que tenho participassem. É muito ruim quando postamos um capítulo e ficamos atualizando a cada minuto em busca de um novo comentário (os autores devem entender), e, dos 40 leitores que tenho, apenas 3 comentam! Quando vocês não comentam, eu interpreto isso como se não gostassem da história. Mas, eu não vou parar de escrever por consideração às pessoas que continuam comentando e estão me apoiando e incentivando ainda assim.
Espero que gostem do capítulo, e espero que mais leitores se manifestem, porque não estou muito estimulada a continuar essa história. Beijos!
- Suicídio?
A palavra dita por Amanda Monroe girava pela mente de Mary.
"O meu pai cometeu suicídio? Por quê?"
Vamos voltar ao início daquela cena, assim entenderemos melhor.
Assim que chegou em casa, Mary se deparou com sua mãe sentada no sofá da sala de estar, de frente para ela. Segurava alguns papéis e tinha uma expressão triste, distante.
- O que aconteceu, mãe?
Amanda suspirava, dando pequenos e falsos sorrisos.
- Recebi o resultado da necropsia de seu pai, querida. – Ela levantou-se, colocando os envelopes sobre a mesa de centro. – Acho que você deveria saber o que aconteceu.
Quando Mary sentou-se de frente para sua mãe, curvando-se para pegar o envelope sobre a mesa de tampo de vidro, Amanda a interrompeu.
- Quero que saiba que nada disso é sua culpa, Mary. Pelo contrário, se o seu pai não tivesse feito aquela escolha antes, nada disso teria acontecido.
Mary voltou aos envelopes, abrindo o primeiro, um grande e branco, selado por um adesivo com o símbolo de um dos hospitais da área.
- Eu não entendo, Mãe... O que isso quer dizer? – Perguntou, ao olhar as tabelas de exame do corpo de Adam Monroe.
Amanda suspirou, esfregando os olhos com as mãos.
- Querida... O seu pai cometeu suicídio.
Mary arregalou os olhos.
- O quê? Suicídio? Porque ele faria isso, mãe?
Amanda levantou-se rapidamente, sentando no outro sofá, abraçando sua filha que já ameaçava derramar algumas lágrimas.
- É por minha causa? – Mary prosseguiu já sentindo sua voz falhar. – Ele fez isso por causa das visitas que não fiz?
- Claro que não, meu amor! – Amanda exclamou. – Nós ainda não sabemos o real motivo da morte de seu pai, mas acreditamos que ele vá explicar tudo a você! Tudo o que sabemos é que, propositalmente, ele aumentou a dose dos remédios.
- Explicar? Como?
Amanda pegou os envelopes nas pequenas mãos de Mary, destacando um em especial. Era um envelope menor e marrom.
- O que é isso, mãe?
Amanda entregou-lhe o envelope.
- Seu pai escreveu uma carta antes de morrer. E era para você, Mary.
----------------------------------------------------------------------
O envelope sem identificação que estava agora em suas mãos, trazia a Jhennifer Willis um questionamento sobre quem o poderia ter enviado. Não havia um remetente, apenas seu nome como destinatário. E, para sua surpresa, o lacre do envelope estava rompido.
“O meu pai leu uma correspondência minha?” – Pensou, sentindo uma raiva imensa da falta de privacidade que não sabia ter.
Retirou de dentro o papel já amassado e envelhecido, repleto de letras. Desdobrou-o em quatro partes, até deparar-se com aquela caligrafia estranha.
“Jhennifer,
Talvez você não se lembre de mim, talvez eu seja só um vulto nas suas lembranças. Queria poder participar de mais delas, mas não foi possível, eu sinto muito.
Eu conheci sua mãe quando ainda éramos jovens, saímos juntos, namoramos escondido, mas nada nunca foi permitido por causa de seu avô, ele nunca a quis junto comigo, junto com alguém que não tivesse condições de lhe dar uma vida perfeita como ela merecia. E foi por isso que ela se casou com Doug Willis, por isso você não sabe quem sou eu.
Continuamos nos encontrando mesmo depois do casamento, eu não me orgulho nem um pouco disso, mas não podia controlar o amor que sentia por sua mãe. Tentei a esquecer, me casei com outra mulher, mas nunca esqueci a Trish, eu sempre a amei. Sei que nunca deveríamos ter traído ninguém, mas, infelizmente, traímos. Quando Trish engravidou, sabíamos que aquela criança era minha, mas revelar aquilo ao mundo seria um crime contra pessoas boas, contra a minha atual esposa e contra o próprio Doug.
Você nasceu e trouxe uma felicidade enorme a todos nós, Jhennifer. Você sempre foi uma criança linda, sempre trouxe alegria e animou nossas vidas. Eu pude acompanhar você em muitos momentos importantes. Sempre que Doug não estava presente nas suas apresentações de escola, eu estava lá. Sempre que sua mãe saía com você, eu estava junto. Você me chamava de tio, o que me afetava um pouco por não ter meu título de pai reconhecido, mas me deixava feliz simplesmente por participar da sua vida. Essa nossa rotina não durou muito, por mais que seu pai fosse ocupado e ausente da vida de vocês duas, um dia ele descobriu sobre mim. Soube da minha existência, mas não fazia ideia de que eu era seu pai.
E então ele obrigou vocês a se mudaram, irem para Nova York.
Você deveria ser muito nova para lembrar-se de tudo isso. Das brigas em sua família, das dificuldades daquele casamento. Não posso dizer que as coisas se acertaram quando vocês sumiram da minha vida. A falta de vocês começou a afetar a minha vida, o meu casamento, a minha real família. Minha esposa descobriu e começamos a brigar. Teríamos rompido sem nenhum problema não fosse a existência de uma criança entre nós. Eu a amo de verdade. Sempre fiquei muito feliz por ela ser a base daquele relacionamento sem amor no qual eu estava inserido, mas ela nunca me perdoou por coisas erradas que fiz.
A minha atual situação não é algo que alguém sinta orgulho de falar. Eu me envolvi com o álcool, e, desde a morte da sua mãe, estou preso num centro de recuperação. Estraguei a vida daqueles a quem eu amava, e me arrependo de tudo isso. Mas, viver sem Trish, me pareceu algo impossível. Eu ainda a amo muito, Jhennifer. E espero que todas vocês que sofreram por minha causa, me perdoem um dia.
Se você está lendo isso agora, é porque já não estou mais entre vocês. Não é covardia, eu só não tenho nada agora para poder lhe proporcionar algo parecido com a vida que você tem. Você não deve me procurar, Jhennifer. Você não vai me encontrar, pretendo fazer algo que vá compensar as coisas erradas que fiz.
Não posso te dizer o meu nome, não posso dizer o nome da sua irmã. Você tem o direito de saber, mas ela foi quem mais sofreu em toda essa história. E, por isso, vai depender da decisão dela de procurar você ou não. Eu espero que você e ela me perdoem. Meu sonho, hoje, não é que se lembrem de mim como o pai que eu não fui, mas que vocês se encontrem e sejam felizes. Quero ver minhas filhas felizes.
Eu amo você, Jhennifer.”
--------------------------------------------------------------
Lágrimas rolavam dos olhos de Mary Monroe enquanto lia a carta escrita por seu pai. Arrependia-se por nunca ter o visitado, por não ter aproveitado sua presença enquanto estava vivo.
“Eu espero que entenda, minha pequena Mary. Eu amo você, sempre amarei. Tudo o que fiz foram atitudes cegas por amor, sei que não justifica mas tento explicar tudo o que senti. Um dia você vai amar alguém, e espero que a vida seja mais gentil com você, para que entenda tudo o que passei.
Minha morte vai compensar os erros que cometi. Estou morrendo para que você tenha o futuro digno que eu tirei de você por conta de um vício estúpido. Devolverei a vida de sua mãe, ela já pagou demais pelos meus erros. Dói muito em mim a ver trabalhando por algo que eu destruí.
Eu amo você, Mary. E espero que me perdoe e encontre sua irmã.”
Um pequeno pedaço de papel caiu de dentro do envelope marrom, Mary abaixou-se e o pegou.
- O que é isso? – Amanda perguntou, olhando-a.
Mary espremeu os olhos.
- É o endereço de uma garota... Ela é minha irmã. Não sei o seu nome, mas eu tenho uma irmã, mãe...
Amanda desviou o olhar para o chão de madeira da casa.
- Eu já suspeitava disso há alguns anos... – Suspirou. — O que ele disse? – Amanda perguntou, afagando os cabelos da filha que chorava compulsivamente.
- Ele falou sobre ter morrido para devolver o que destruiu... – Mary soluçou. – Como assim, mãe? Como a morte dele poderia devolver tudo isso?
Amanda arregalou os olhos, dando um longo suspiro depois.
- Não acredito...
Mary arqueou as sobrancelhas.
- O que isso quer dizer, mãe?
Amanda segurou suas mãos, apertando-as.
- Foi pelo seguro. Seu pai se suicidou por causa do seguro de vida, Mary. Ele só queria que o dinheiro chegasse até você.
Notas finais
Quero me desculpar por ter demorado de postar, mas, muitos motivos me fizeram quase desistir de continuar a história. Não por falta de leitores, mas por falta de estímulo. No último capítulo, postado há uma semana atrás, eu recebi apenas três comentários! Não faço questão de ter milhares de comentários, mas ficaria feliz se os poucos leitores que tenho participassem. É muito ruim quando postamos um capítulo e ficamos atualizando a cada minuto em busca de um novo comentário (os autores devem entender), e, dos 40 leitores que tenho, apenas 3 comentam! Quando vocês não comentam, eu interpreto isso como se não gostassem da história. Mas, eu não vou parar de escrever por consideração às pessoas que continuam comentando e estão me apoiando e incentivando ainda assim.
Espero que gostem do capítulo, e espero que mais leitores se manifestem, porque não estou muito estimulada a continuar essa história. Beijos!
Fale com o autor