Notas iniciais
Gente!! Escrevi esse capítulo tão rápido, nem percebi o tempo passar. Acho que estou animada por escrever essa nova fase da história, e umas ideias estão surgindo, mas, por enquanto, são só ideias. Eu pensei em estender a historia mais um pouquinho, o que acham? Posso colocar muitas coisas aqui.
Leiam as notas finais! Beijão, espero que gostem.

Os relatórios naquele dia estavam, mais do que nunca, lhe tirando dos nervos. Definitivamente, ela estava muito cansada. Cansada de fazer tantos trabalhos por um mísero salário e nenhum reconhecimento. Tudo bem que muitas pessoas lhe falaram que seguir a carreira de advogada seria difícil no início, mas, se dispôs a aguentar todo aquele esforço. Quando perceberiam que ela era muito mais do que uma simples estagiária? Esperava que depois de sua formatura na próxima semana, as coisas melhorassem e subisse um nível no seu emprego naquele escritório.

- Mary, você precisa sair dessa vida! Não estudou tanto pra viver escondida nesse quarto ou naquele escritório com cheiro de mofo! — Falou Katie, assim que abriu a porta e encontrou sua prima deitada sobre as milhares pilhas de papéis

Mary suspirou, levantando o rosto.

- Não dá. Esse é um caso importante, eu fiquei de fazer a leitura e o resumo do resultado da perícia... — Sua voz saiu lenta, exibindo todo o sono que sentia.

- "Caso importante" — Katie debochou, imitando sua voz. — Você sempre diz isso. Qual é, tem de parar com esse medo, você é uma advogada formada em Yale! Tem ideia do quanto isso é importante? De quantos escritórios estão loucos para ter você no staff?

Revirando os olhos, Mary se voltou para as linhas em letras miúdas à sua frente.

- Tecnicamente, eu ainda não sou formada. E nenhuma empresa vai querer me contratar enquanto não tiver o meu diploma na mão.

- Tecnicamente, você é uma chata. Vem comigo, o pessoal da NYU vai dar uma festa hoje, vai ser legal!

- Não dá, Katie. Tenho de entregar isso amanhã! — Respondeu, se concentrando no documento.

Katie bufou, saindo do quarto e batendo a porta.
Mary riu. Em tantos anos, Katie era quem realmente não mudava nada. Sempre empolgada com festas e eventos sociais. Na verdade, sentia-se feliz por ter recuperado aquela amizade. Há quatro anos atrás, no colegial, nunca imaginara que as coisas seriam desse jeito.
As memórias que tinha de seus últimos anos na Universidade de Yale eram como um borrão. Os anos haviam passado tão rápido desde que concluiu o Ensino Médio, e, agora, já tinha 21 anos. Após ser aprovada no último semestre, decidiu mudar-se para New York, o melhor local para desenvolver sua carreira. A busca por um apartamento havia sido um inferno, e nada era bom o suficiente ou dentro de seu orçamento. Depois de algumas semanas, recebeu o convite para dividir um apartamento com sua prima, Katie Monroe, que ainda permanecia cursando Arquitetura na NYU (Universidade de New York), depois de ser reprovada e obrigada a repetir o último semestre.

Quando foi contratada como estagiária na Smith Advocacy, chegou realmente a pensar que aprenderia e teria contato direto com a profissão. Entretanto, estava simplesmente servindo de capacho para seus superiores. Servir cafezinhos, digitar documentos, tirar cópias de arquivos, resumir textos imensos, são só algumas das coisas que tem feito nos últimos dois meses. Dois meses! Sessenta dias de pura servidão por praticamente nada!

"Calma, Mary..." pensava, respirando fundo. "As coisas vão mudar... Eu espero."

Ouviu a porta se abrir novamente, despertando sua atenção e a fazendo virar.

- Mary... — Katie tinha um sorriso travesso nos lábios, como de quem fosse pedir algo ou contar alguma coisa que fez. — Eu preciso de um favor.

Mary virou a cadeira completamente, esticando as pernas e mantendo seu olhar em sua prima.

- O que foi agora? — Perguntou, séria.

- Lembra que eu te falei que a Jhennifer e o Dylan estão vindo pra New York essa semana? — Perguntou, sendo respondida por aceno de cabeça de Mary. — Então, acabei de saber que o voo deles foi cancelado e só poderão vir hoje à noite.

- E qual o problema?

- Tenho prova de geometria espacial amanhã de manhã, vou pra casa da Hannah estudar hoje à noite, preciso muito dessa nota!
Mary franziu os lábios e arregalou os olhos, perplexa pela perfeita atuação de Katie.

- Katie, você acabou de me convidar para uma festa hoje à noite, e agora vai estudar na casa de alguém?

Katie revirou os olhos.

- Tá bom. Não tenho prova nenhuma, é por causa da festa mesmo. Mas, Mary, por favor, faz isso por mim! — Aproximou-se, ajoelhando frente à sua prima. — O Mike pegou um trem de Ohio só para ir comigo nessa festa hoje, não posso furar com ele!

- Você é muito cara de pau! — Riu Mary. — Tudo bem, eu vou. Só acho que eles não vão se sentir muito à vontade comigo, mas, tudo bem. Você chega cedo, não chega?

Katie balançou a cabeça positivamente.

- Chego sim.

...

Ela sempre odiou voos, desde pequena. Talvez por ter perdido uma tia distante no atentado de 11 de Setembro de 2001, ou pelo fato de sempre sentar-se longe das asas do avião, onde a turbulência é maior.

- Sua mão tá muito gelada. — Comentou Dylan ao seu lado, esfregando as palmas das mãos na mão direita de sua namorada.
Jhennifer encostou a cabeça no ombro de seu namorado, fechando os olhos.

- Você sabe que odeio voar.

Dylan riu.

- É, isso explica o fato de passarmos todas as férias dos últimos quatro anos em São Francisco. A Katie deve ter ficado com muita raiva por você não ter ido a visitar.

- Ela ficou mesmo. — Sorriu. — Mas pareceu bem animada quando disse que passaríamos essas semanas em New York.

Dylan passou o braço por trás de Jhennifer, aproximando-a do seu assento.

- Só não queria que ficássemos em apartamentos separados.

- Não tem problema. — Respondeu Dylan, sorrindo. — Aposto que a Katie ficaria muito incomodada em ter que hospedar nós dois no apartamento dela. Além disso, já falei para o Daniel, ele ficou animado quando pedi que ele disponibilizasse o quarto de hóspedes para mim.

- Seria mais fácil se meu pai não tivesse vendido nosso antigo apartamento. — Comentou Jhennifer, revirando os olhos. — Agora ele tem de se hospedar em hotéis todas as vezes em que vem aqui.

- Vou conversar com o Sr. Willis. — Falou Dylan. — Você está certa, acho que comprar um apartamento em New York seria um bom investimento, além de economia. Vocês da família Willis tem uma mania muito requintada de só querer se hospedar em hotéis cinco estrelas.

- Olha quem fala! — Debochou Jhennifer. — Só porque virou o vice-presidente da empresa está super convencido.

Dylan riu. Há seis meses, quando concluía o curso de Administração na Universidade de Stanford, recebeu o convite para um jantar com Doug Willis, pai de sua namorada. Doug sempre demonstrou ter um carinho muito grande pelo rapaz. Desde sua falência em 2009, Dylan sempre esteve ao lado de Jhennifer, ajudando sua família. Já conhecendo o esforçado histórico escolar do garoto e sua magnífica aprovação na Universidade de Stanford, propôs sua entrada na empresa, dando-lhe o cargo de vice-presidente. Nos últimos meses, Dylan tem sido um ótimo assistente e profissional. Como nunca, os lucros da empresa subiram assustadoramente, fruto não só de seu trabalho, mas de sua simpatia com muitos clientes.

- Como será que a Katie vai reagir depois que contarmos para ela? — Um brilho surgiu no olhar de Jhennifer, enquanto fitava o anel solitário em sua mão direita.

Dylan sorriu, acariciando o dedo anelar de sua namorada.

- Me diz você. Ela é a sua melhor amiga.

Jhennifer sorriu, exibindo seus dentes brancos. O pedido de casamento feito por Dylan logo após sua formatura havia sido emocionante. Nos últimos seis meses, aquele relacionamento havia passado por muitos problemas. Depois de anos vivendo juntos na Califórnia, a entrada de Dylan na empresa os afastou e esfriou muito a relação. Ele sempre estava ausente, preso em reuniões, em trânsito constante entre as duas cidades. Quando saíram para jantar e comemorar seu diploma na Universidade de São Francisco no curso de Psicologia, ele fez o pedido, acendendo todas as chamas que haviam sido apagadas naquele período de distância.

Agora, voavam rumo à New York, a fim de contar as novidades que o futuro reservaria.

...

- Essa capa está horrível! — Comentou, analisando cada detalhe do design sobre sua mesa. — David, a reportagem é sobre as consequências que os anabolizantes causaram no corpo do nadador Alex Schuester, não dos efeitos, entendeu? Se você quer chocar o leitor, você tem de mostrar o corpo dele destruído, e não gigante desse jeito!

- Mas, Sr. Harris... O aumento de massa muscular é uma consequência do uso de anabolizantes...

Ele suspirou, revirando os olhos.

- E você quer que o leitor pense que isso compensa os danos na saúde? — Perguntou, sendo respondido pelo aceno negativo de cabeça de seu funcionário. — Então pronto! Coloque uma foto de como ele está hoje, sem saúde, e não de quando o anabolizante estourou sua massa muscular.

- Tudo bem. — David respondeu, pegando de volta a imagem sobre a mesa e saindo da sala.

Ele girou a cadeira, voltando seu olhar para a imagem dos arranha-céus de New York na janela de sua sala.

- Você parece cansado... — A voz rouca de Samantha Stubs, sua secretária, invadiu seus ouvidos. — Quer uma massagem? — Ela perguntou, tocando seus ombros tensos e apertando-os contra o terno preto que usava.

- A edição desse mês está me tirando do sério, Sam. — Comentou, respirando fundo. — Parece que o Alex Schuester está nos processando por retratar sua história sem permissão.

- Mas, isso é liberdade de expressão. — Comentou Samantha, caminhando até sua frente. — Vocês só estão falando a verdade sobre essas drogas, qual o erro disso?

- Exatamente! — Exclamou. — Essa gente ignorante me deixa nervoso.

- Relaxa... — Sussurrou Samantha, aproximando seu rosto da face de seu chefe e depositando um beijo rápido em seus lábios. — Você é Daniel Harris, com certeza vai ganhar essa causa. Vou lhe levar para jantar hoje, pode ser?

Daniel sorriu.

- Tudo bem. Vou deixar você escolher o restaurante.

Samantha cruzou a sala, fechando a porta e deixando Daniel com seus pensamentos.

Era incrível o quanto sua vida havia mudado tão rápido. Como estaria vivendo se não tivesse tido a coragem de seguir seus próprios desejos? O que aconteceria se aceitasse a pressão que viveu por tanto tempo?

No seu terceiro semestre dos cursos de Economia e Basquete, aconteceu o que tanto previa: seu pai o pressionou a abandonar a área do esporte. Muitas foram as brigas que permearam entre aquela família. Determinado a sair de uma vez da pressão de Ernest Harris, Daniel abandonou os dois cursos, desprezando qualquer possibilidade de seguir a carreira de seu pai.

Tendo conhecimento da quantia que tinha em sua conta para casos de emergência, arriscou todas as suas finanças num projeto que hoje o faz crescer — independente do auxílio de seu pai — cada vez mais: a criação de uma editora de esportes. Conciliando sua paixão por esportes e afinidade com economia adquirida nos poucos meses de curso, surgiu a D H Sports, empresa que hoje tinha uma grande influencia sobre New York, com três revistas semanais, jornais diários e dois canais de esportes. Hoje, as coisas tinham um rumo contrário: seu pai, Ernest Harris, insistia na ideia de fundir as duas empresas e aumentar o patrimônio adquirido pela família.

- Dan? — A voz de Samantha chamou sua atenção, fazendo-o virar novamente. — O que acha de sushi às oito horas?

Daniel sorriu, lembrando-se do compromisso que marcara para aquela noite.

- Desculpa, Sam. Esqueci que tinha um compromisso hoje. Vou buscar um amigo que está chegando em New York.

- Ah... — Samantha resmungou, encostando-se na grande porta de madeira da sala. — Estava tão animada...

- Eu sei, eu sei. — Daniel sorriu amarelo. — É meu amigo do colegial, não o vejo já há anos. É muito importante, podemos marcar para outro dia?

- Tudo bem... — Ela respondeu, voltando a fechar a porta.

Notas finais
Então, o que acharam?
O que vocês acham de eu focar mais nessa nova vida dos personagens e escrever sobre isso? A historia seria estendida e o final iria demorar mais um pouco... Enfim, digam o que pensam, e, por favor, apareçam LEITORAS FANTASMAS!
Já tenho o próximo capítulo planejado e quase pronto, então, vocês vão comentar bastante para que eu me sinta animada pra postar, tá?
Beijos!