Notas iniciais
Gente, como vão, como vão??
Aqui está mais um capítulo, e, por ele vocês poderão tirar umas conclusões sobre o rumo da história. Leiam as notas finais. Beijão!

O grande volume das duas malas de Dylan Patterson obrigou Daniel Harris a arrumar novamente suas posições no porta-malas. Além de um peso absurdo, a bagagem em couro preto não era o melhor exemplo de compactação. Ou, ele era péssimo em noção de espaço.

- Quanto tempo pretende ficar em New York? — Perguntou, entrando novamente no carro sedan e girando a chave na ignição.

Ao seu lado, Dylan respirou fundo, esticando as pernas.

- Ainda não sei. Jhennifer e eu temos uma coisa para fazer, mas vamos esperar um pouco.

- Uma coisa? — Daniel franziu as sobrancelhas, tirando o automóvel da vagado estacionamento absurdamente cheio do aeroporto. — Que tipo de coisa?

Dylan riu.

- Na verdade, está mais para um anúncio. Fica tranquilo, você será um dos primeiros a saber. E você? Como estão as coisas na empresa?

Um ar frio tomou conta da face de Daniel Harris, exibindo o quão tenso estava.

- Estava tudo ótimo até ser processado por um nadador acusado de usar hormônios.

- Nadador? Está falando de Alex Schuester? Porque ele processaria você?

Revirando os olhos, Daniel parou no primeiro semáforo na via de retorno da Midtown Manhattan.

- Coloquei repórteres investigando a rotina dele. Temos fotos de visitas a centros de manipulação genética e hormônios artificiais. Ele está prestes a ser julgado e expulso da seleção nacional de natação, por isso está acusando as reportagens sobre ele por calúnia.

- A liberdade de imprensa não te dá o direito de fazer isso?

Daniel suspirou.

- Esse é o problema. Essa liberdade fica paradoxal quando estamos tratando de informações pessoais. Mas não se preocupe, temos um advogado excelente, ele vai nos tirar dessa.

O trânsito parecia ter cessado, e o espaço na avenida rumo ao seu apartamento no Upper West Side lhe permitia pisar no acelerador e aproveitar um pouco de velocidade.

- Você mora só? — Dylan permitiu-se perguntar.

Daniel balançou a cabeça afirmativamente, sem tirar o olhar da pista.

- Mas isso não é problema. Costumo sair muito.

Dylan sorriu, abaixando o olhar.

- Você não vai acreditar em quem encontrei hoje. — Comentou, atraindo o olhar curioso de seu amigo.

- Quem?

Ao abrir a boca para falar de Mary Monroe, um som irritante tomou conta do carro. Daniel deu um pequeno pulo, logo revirando os olhos depois. Tirou do bolso de sua calça social o celular que tocava naquele momento.

- Alô? Oi Sam! — Um sorriso tomou conta de sua face, chamando a atenção de Dylan. — Estou com aquele amigo que te falei. Podemos almoçar juntos amanhã, o que acha?

Dylan sentiu suas sobrancelhas franzirem instantaneamente, e uma pergunta saiu de seus lábios assim que Daniel desligou o telefone.

- Sam? Está namorando?

Daniel riu, balançando a cabeça negativamente.

- Não sei o que temos. Ela é minha assistente, saímos juntos e tudo mais... Mas nunca assumimos um compromisso. Ela prefere algo mais casual, sabe?

- Namorando sua assistente? Daniel, sabe que isso pode atrapalhar no serviço, não sabe?

- Eu sei. — Ele revirou os olhos. — Mas esse é o ponto. Não temos compromisso nenhum. Mas, enfim, quem você encontrou mesmo hoje?

Dylan suspirou, balançando a cabeça.

- Ninguém, deixa pra lá.

O grande problema de falar de Mary Monroe naquele momento estava nas lembranças que poderia trazer. Após ter visto a garota pela última vez, Daniel relatara a Dylan o quanto estava triste e com saudades de sua amada. No pouco tempo de contato que mantiveram após a formatura, o adminstrador pôde ver o quanto seu amigo sofreu por falta dela. Ao ver que Daniel agora estava em outra, e, pelo visto, feliz e satisfeito, percebeu que Mary não era nada mais do que passado. E era lá que ela deveria permanecer.

...

- Mary, tem uma correspondência para você! — Katie gritou da sala de estar, chamando a atenção de Jhennifer que cortava algumas fatias de presunto no balcão da cozinha.

- Você mora com a Mary faz muito tempo? — Perguntou, mordiscando mais um pedaço de queijo entre os dentes.

Katie balançou os ombros, caminhando até sua velha amiga e tirando de suas mãos uma das fatias.

- Dois meses no máximo. Ela é bem organizada, fico me perguntando como não se irrita com minha bagunça.

O som da porta de madeira do quarto de Mary Monroe interrompeu a risada das duas, seguido de passos da garota até a sala de estar.

- Correspondência? — Mary tinha os olhos arregalados e carregados de ansiedade.

- Sim. — Respondeu Katie, apoiando-se no balcão de granito que dividia os dois ambientes. — Está em cima do sofá, é algo importante?

Mary engoliu em seco, segurando o grande envelope branco com o selo da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos da América.

- É o resultado de meu exame. — Ela sussurrou, abrindo o lacre e percorrendo os olhos pelas letras da correspondência. — Eu fui aprovada. Sou uma advogada agora.

Katie arregalou os olhos, saltando sobre sua prima sem conter a animação que sentia.

- Parabéns, Mary, sabia que conseguiria! — Gritava enquanto abraçava-a fortemente a ponto de quase não permitir-lhe respirar.

Jhennifer aproximou-se, cruzando os braços e sorrindo frente à cena.

- Mary, meus parabéns! — Sorria simpaticamente, a abraçando logo depois. — Isso é incrível!

- O-Obrigada! Eu acho...- A confusão nos olhos de Monroe ainda alcançava sua mente. Era um turbilhão de emoções. Agora poderia finalmente seguir sua carreira, sem se submeter a obrigações desnecessárias!

- Acha? — Katie pulava sobre o tapete vermelho no centro de seu apartamento. — É maravilhoso, tem de ficar orgulhosa mesmo!

Mary sorriu, respirando fundo.

- Acho que vou no escritório levar meus resultados. Me desejem sorte, espero voltar de lá com algum trabalho importante agora.

...

Era tudo bom demais para ser verdade. Depois de tantos meses de trabalho inútil, finalmente teria seu emprego de verdade, finalmente atuaria em sua área. Não pode conter o nível de excitação que tomava conta de si naquele momento. Era completamente gratificante ver que todo o seu esforço nos últimos cinco anos renderam em algo no final.

- Monroe, fico muito feliz pelo seu resultado! Ou devo dizer, Doutora Monroe! — Brincou Phill Smith, seu chefe no escritório Smith Advocacy. — Vi sua pontuação no exame e foi maravilhosa, uma das melhores dentre todos os funcionários da empresa.

- Muito obrigada. — Mary sorriu.

- Quero me encontrar com você depois para acertarmos a questão do seu salário a partir de agora que é oficialmente uma integrante do nosso staff. Até lá, vou deixar com você as informações para o nosso próximo caso, um dos mais importantes para a empresa ultimamente.

Uma pasta azul foi colocada em cima da mesa, seguida por uma pilha de papéis e laudos médicos.

- Que caso é esse? — Mary perguntou, abrindo a pasta e vasculhando as informações ali contidas.

- Antes de mais nada, quero que saiba que você só está recebendo esse caso por conta da grande pontuação na prova da Ordem, estou confiando em você. Sei que muitos dos funcionários mais experientes terão muita raiva de mim por isso.

- Eu fico grata pela confiança.

- Você deve ter ouvido falar de Alex Schuester. É um nadador olímpico que está sendo acusado de usar anabolizantes e hormônios em competições. O Sr. Schuester está processando uma empresa chamada D H Sports por ter trazido à tona essas informações, a acusando por calúnia.

- Eu entendo. Vou dar uma olhada no processo, dou-lhe minha palavra que me esforçarei.

Phill Smith riu, fechando os olhos.

- Não se trata de se esforçar, Monroe. A questão aqui é ganhar a causa. A empresa lucrará muito com esse caso e ele será muito importante para sua carreira também. Você deverá ganhar, custe o que custar. Entendeu?

Mary balançou a cabeça positivamente, levantando-se da mesa de seu chefe e segurando as pastas contra o peito.

- Nós venceremos. Custe o que custar. — Repetiu, prometendo a si mesma que nada a impediria de alavancar sua carreira.

Notas finais
Então, o que acharam??
É, parece que eles não terão para onde correr, terão de se enfrentar de qualquer jeito.
Vocês vão comentar bastante, tudo bem? Lembrem-se que eu fico completamente sem criatividade se escrever essa história sozinha, preciso dos comentários de vocês pra poder desenvolver e ter novas ideias!
Aguardo comentários, beijos!