Notas iniciais
Oi gente! Olha só, capítulo novinho em menos de três dias, tá vendo?
Esse será bem pequenininho, só pra deixar vocês com uma curiosidade. Vai entrar um novo personagem na história, e, espero que gostem dele, ele parece ser legal.
Leiam as notas finais, beijão!

Água. Por mais fria que fosse aquela manhã, estar na água sempre o acalmava. Tirava-lhe a preocupação, o fazia acreditar que tudo ficaria bem. Nadar sempre foi seu lazer, o que sempre amou fazer. Quando foi que tudo virou apenas negócios? Quando sua paixão pelo esporte foi esmagada pela pressão das competições?

Expirou pela última vez, colocando para fora a última lufada de ar que ainda existia em seu peito e vendo as bolhas de água que subiam ao seu redor. Flexionou os joelhos e impulsionou, nadando até a superfície.

O som do apito chamou sua atenção, fazendo-o nadar até a borda.

- Já é suficiente por hoje, Alex! Mas ainda tem muito o que melhorar! — James Martin, seu assistente, gritou da borda oposta.

Alex respirou fundo, recuperando todo o ar perdido.

- Tem algumas pessoas aqui querendo falar com você. — Disse James, jogando-lhe um roupão branco completamente seco.

Alex esfregou o roupão ainda dobrado pelo corpo, logo depois o vestindo.

-Quem está aí? — Perguntou finalmente.

A porta de entrada para a piscina olímpica se abriu, surgindo um homem e uma mulher que caminhavam à sua direção. Ele parecia ter mais de quarenta anos e usava um terno preto que lhe dava um ar bastante profissional. Ao seu lado, uma mulher aparentemente bem mais jovem tentava equilibrar-se nos pequenos saltos que usava. Ela tinha longos cabelos negros em contraste com sua pele branca. Trajava um blazer preto com uma saia social.

- Esses são Phill Smith e Mary Monroe. — Indicou James. — São os advogados responsáveis pelo seu caso.

Alex estendeu a mão direita ainda úmida, cumprimentando os dois advogados.

- É um prazer conhecê-los.

- O prazer é todo nosso, Sr. Schuester. — Phill sorriu. — Na verdade, a Dra. Monroe é a responsável por seu caso, só a estou orientando.

- Eu gostaria de lhe fazer umas perguntas. — Comentou Mary. — Tem um minuto?

Alex Schuester cruzou os braços, fitando os lindos olhos caramelo de sua advogada.

- Vou tomar um banho e me trocar e aí poderíamos almoçar juntos. Pode ser?

Mary sorriu, ajeitando a bolsa em seu ombro. Era impressão sua ou aquele convite não pareceu nada profissional?

- Claro. Nos encontramos no almoço.

...

Os dotes culinários de Katie nunca foram algo maravilhoso, e disso ela sabia muito bem. Depois da tentativa falha de Katie ao fazer o jantar da noite passada, percebeu que não era da sua rotina cozinhar e preparar refeições para as visitas.

- Eu sei que sou péssima na cozinha, mas pelo menos eu tentei.

Jhennifer riu.

- Não estava tão ruim, Katie, mas acho que não foi para isso que nasceu. — Comentou Jhennifer, aproximando-se de sua amiga que estava sentada no tapete da sala.

Debruçada sobre seu trabalho, Katie desenhava a projeção de um edifício em uma folha de papel A3 branca.

- Quer pedir comida? — Perguntou Katie, concentrada em seu desenho.

Jhennifer pensou por um instante.

- É, pedir comida seria uma boa. Estou com vontade de comer comida chinesa, o que acha?

Katie abandonou a lapiseira sobre a mesa, respirando fundo.

- A Mary guarda uns cartões de restaurante na escrivaninha, quer ir lá no quarto dela pegar?

Jhennifer acenou com a cabeça, levantando-se e caminhando até o quarto de Mary Monroe.

Era a primeira vez que entrava ali nos últimos três dias em que estava hospedada no apartamento. Como era uma visita de Katie, estava dividindo um quarto com a amiga, a fim de não só não incomodar, mas não atrapalhar o trabalho de Mary.

O quarto era levemente pintado de beige e decorado com tons neutros. As roupas expostas no closet aos poucos ganhavam uma coloração em tons escuros, devido a grande quantidade de terninhos e blazers.

Caminhou até a escrivaninha de madeira, abrindo a primeira das gavetas na lateral esquerda e logo encontrando a pilha de cartões e post-its com números de restaurantes. Segurou os papéis e caminhou de volta até a sala.

- Tem vários números aqui. — Comentou enquanto manuseava os papéis.

- Olha nos post-its amarelos, ela anotou o número de um restaurante nele.

Jhennifer colocou a pilha de cartões em cima do balcão de granito que dividia o ambiente da sala e cozinha, voltando a se concentrar apenas nos papéis em sua mão.

Folheou um a um, lendo os nomes de estabelecimento. Seria muito mais fácil se soubesse a especialidade de cada um daqueles restaurantes, mas não vivia em New York para saber. Por isso, foi lendo um a um, até que Katie sinalizasse algum que fornecesse comida chinesa.

- Maxwells... Tre Sorelle... Hamachi Sushi... Espera. — Parou, destacando uma entre as anotações. — O que é isso? — Perguntou

Jhennifer, mostrando a Katie o post-it amarelo.

Katie aproximou-se, lendo as linhas ali escritas.

- É um endereço em New Jersey? Que estranho... é familiar. — Comentou Katie, franzindo as sobrancelhas.

- E é. — Respondeu Jhennifer. — É o meu endereço. O Endereço da casa de meu pai em New Jersey. O que isso fazia nas coisas da Mary?

Katie parou por um instante, tentando processar as informações.

- Eu não faço ideia. — Respondeu, balançando negativamente a cabeça. — Isso é muito estranho.

A porta do apartamento se abriu e Mary entrou feito um furacão, tirando rapidamente os sapatos de salto que usava, dando um longo suspiro de alívio depois.

- Mary! — Katie exclamou. — Pensei que não fosse almoçar em casa.

Mary deu um pequeno sorriso, desencostando da porta e colocando a bolsa sobre a mesa de centro do apartamento.

- Ah, eu não vou. Vou encontrar um cliente agora no almoço, só voltei por que havia esquecido minha agenda. Anotei umas questões nela.

- Ah, sim. — Katie suspirou, olhando de lado para sua amiga e sinalizando para que perguntasse sobre o post-it com o endereço.

Jhennifer deu um passo para trás, colocando as mãos nos bolsos. Katie revirou os olhos, pegando o papel de suas mãos.

- Ei, Mary. Eu estava procurando o número de algum restaurante de comida chinesa nas suas coisas...

- Ah, é? — Perguntou Mary, caminhando até o quarto e sendo seguida por suas companheiras de apartamento. — Eu anotei o número do Wo Hop, fica perto de Manhattan, mas a comida lá é maravilhosa. — Comentou, procurando pela escrivaninha de seu quarto a agenda esquecida.

- Certo, vamos ligar. — Sussurrou Katie. — Mas eu queria te perguntar outra coisa. Porque tem um post-it com o endereço da Jhenni aqui nas suas coisas?

- O quê? — Perguntou Mary, interrompendo sua procura e caminhando até sua prima. — Endereço da Jhennifer? Onde?

- Aqui. — Katie entregou-lhe o papel. — Estava entre os cartões de sua escrivaninha.

Mary parou, reconhecendo aquela letra. Não era sua, ela sabia. Tanto tempo havia se passado que nem se lembrava daquele pequeno papel e do grande poder que ele tinha de mudar sua vida dali em diante.

- Esse endereço... é da Jhennifer? — Mary perguntou, sentindo sua voz falhar.

- É... é meu, Mary. — Jhennifer sussurrou, ainda confusa pelo significado de tudo aquilo.

A revelação que havia acabado de receber a pegou completamente de surpresa. A letra de Adam Monroe ali escrita a fez recordar todas as lembranças contidas na carta que recebera há cinco anos. Agora, descobrir que Jhennifer era a residente daquela casa a fez tremer por inteiro.

"A Jhennifer é... minha irmã?"

Notas finais
Tcharaaaam, eu sei, eu sei, finalmente essa história veio à tona, não é?
Eu pretendia deixar isso para depois, maaaas, como sei que muitas de vocês estão muito ansiosas para a revelação, resolvi resolver isso de uma vez.
"resolvi resolver" -> estou super redundante hoje.
O capítulo foi bem pequenininho, eu avisei.
E, o que acharam de Alex Schuester? pelo visto, essa relação com a MAry não vai ser tão PROFISSIONAL assim. O que vocês acham? Espero que estejam gostando, eu provavelmente só vá postar no sábado agora, vou me concentrar para a semana de provas que terei agora. Beijão, espero seus comentários, principalmente os das LEITORAS FANTASMAS que me deixam esperando por uma iniciativa!