Notas iniciais
A imagem está um pouco forte, então qualquer coisa eu tirarei

João acordou bem cedo, o que era bem raro devido ao cansaço do dia a dia. Ele deixou a preguiça de lado e começou a arrumar seu quarto. Pela pequena janela de seu quarto, percebeu que ainda era noite, mas o sol já dava indícios de aparecer.

Desceu as escadas e foi até a cozinha preparar o dejejum de toda a família silenciosamente. Deixando as coisas a poucos passos de serem concluídas, ele foi levantar os seus primos que também deveriam se arrumar para a aula.

Subindo novamente as escadas ele vai ao corredor aonde ficava os quartos.

O corredor não era muito longo. No lado direito ficava o quarto do José e o banheiro logo em seguida. Do lado esquerdo ficava o quarto do Carlos e em seguida o da Maria.

Ao final daquele corredor ficava bem de frente a porta para o quarto dos donos da casa, o Sr e a Sr.ª Nobrega.

Normalmente todos os quartos deviam estar de portas fechadas, mas não naquele dia. João passou pelo quarto do José, mas de cara viu que não havia ninguém lá devido a porta de seu quarto escancarada, o que era bem estranho, afinal acordar cedo não era o forte de seu primo mais novo, aliais, de ninguém naquela casa exceto o João.

Dando meia volta, ele foi até a porta do Carlos. Pensou seriamente se bateria ou não naquela porta, até que um pequeno ruído tomou sua atenção, deixando paralisado com o punho quase ao bater na porta.

Na verdade não era bem um ruído, estava mais pra um gemido que vinha do quarto da Maria.

O que realçou a curiosidade do garoto foi a porta entreaberta, coisa que ela nunca faria, afinal ela era uma garota adolescente no meio de um bando de garotos.

Os gemidos contidos se tornavam cada vez mais frequentes, até ritmados por assim dizer. Muitas coisas se passaram por sua cabeça, então João acabou sucumbindo ao desejo de curiosidade.

Caminhando de pontas de pés, tentando não fazer nenhum tipo de rangido devido o piso de madeira, ele parou na lateral da porta.

Vagarosamente ele caminhou seu olhar até chegar a tal fresta, e em um arregalar de olhos, o garoto engoliu ceco ao perceber do que se tratava.

La estava José, na cama de sua própria irmã, sem roupa alguma, estocando freneticamente Maria, que só dava pra ver apenas de seu tórax para baixo.


O garoto ficou chocado ao presenciar tal ato incestuoso e acabou fazendo sair um barulho do velho piso de madeira.

Os irmãos param imediatamente o que faziam, notando a presença de alguém do outro lado da porta.

João ficou apavorado, aquilo não era para ele ter presenciado, aliais, aquilo se quer deveria ter acontecido a princípio, então não lhe restou muito o que fazer a não ser fugir dali o mais rápido possível.

Desceu as escadas e foi direto para a cozinha, dali não saiu até o tempo limite de realmente ter que acordar os outros.

Saindo cedo de casa novamente, João até deu graças por ter acordado mais cedo, e pensando no que aconteceu em seguida, o fez mudar de ideia.

Eles pegaram o ônibus da escola, dessa vez ele não fez a mesma cerimônia ao ver a Helena. Eles sentaram nos mesmos lugares do dia anterior e ao decorrer da viagem, ele pode perceber o emblemático sorriso da garota que olhava pela janela a paisagem das arvores que haviam por todo o canto.

– Você me parece feliz hoje... Que foi que houve? – diz João de frente ao armário, sem tirar os olhos do que estava fazendo.

– Nada demais... Só matei um inseto chato que estava me irritando ontem... – diz Helena ainda rindo, que estava exatamente ao lado do garoto.

– Legal nossos armários serem um do lado do outro né? – ele pergunta tentando puxar assunto, mas só consegue uma pausa gélida de cinco segundos entre eles.

– Cara, se vai me cantar, tem que mandar uma melhor do que essa. – ela diz fechando o armário e indo em direção a classe.

– E-e-eu não tava te cantando! – diz o garoto completamente corado seguindo a garota.

– Por que não? – ela pergunta com malicia.

– P-p-porque... – ele fica completamente sem jeito ao lado dela, fazendo-a se divertir com suas reações exageradas.

– Eu to só brincando, deveria fazer isso mais vezes. – ela diz num ultimo olhar nos olhos do garoto antes de entrar na sala.

Apesar das palavras descontraídas, aquilo só o fez refleti que falar e interagir com outras pessoas não costume do pobre infeliz.

Na classe, o toda aquela descontração foi por água abaixo devido a tensão no ar. Quando João entrou na sala, todos olharam esperançosos para saber quem era, mas ao vê-lo, todos lançaram olhares de decepção.

– O que é que está havendo? – questiona Helena ao professor que já estava na sala.

– Bom, pra vocês que chegaram agora, peço que se sentem-se. – disse o professor com uma voz seria.

Percebendo a seriedade João apenas acatou a ordem de seu professor de literatura, assim como Helena que sentou ao lado do garoto.

– Primeiramente, peço a todos que mantenham a calma e tentem levar da melhor maneira possível o que eu vou lhes falar... – o homem diz com um tom amargo em suas palavras – Ontem o colega de vocês, o Darlam, não voltou pra casa assim como de costume. – vozes ecoavam pela classe em um frenético amontoado de comentários dos alunos – Os pais do Darlam estão preocupados, mesmo não passando das 24 horas do ocorrido e nenhum de seus amigos – ele diz olhando para o Cezar – terem nenhuma informação de onde ele possa estar, estaremos recrutando pessoas para formar um grupo de buscas. Pais, vizinhos, parentes em geral, todos estão convidados a participar.

– Qual é? É preciso isso tudo pra procurar um cara que pode ta de porre em algum lugar por ai? – diz alguém do final da sala.

– O DARLAM NÃO FARIA UMA COISAS DESSAS! Todo mundo sabe que nós andamos juntos no nosso grupo, então eu duvido muito ele ter feito alguma coisa sem ter falado com a gente. – diz o Cezar esbravejando.

Na verdade, Cezar estava muito inquieto, ele parecia verdadeiramente intrigado com o sumiço repentino de seu colega de turma.

– Seus pais estão na sala do diretor sendo acolhidos, a polícia chegará em breve e então começaremos as buscas. Aqueles que quiserem se voluntariar a procurar – Eu vou! Eu e o João, nós vamos ajudar nas buscas! – diz a Helena interrompendo bruscamente o professor.

Todos olharam surpresos com aquilo, mas a situação parecia seria demais para qualquer comentário maldoso.

No final, só tiveram três aulas. Devido ao ocorrido, o diretor mandou suspender as outras aulas e mandar os alunos acima do primeiro ano que não quisessem ajudar nas buscas para casa.

João acabou ficando mesmo a contra gosto, mas resolveu ficar i ver o que a Helena estava tramando.

Ele ficou observando as pessoas que estavam ali no pátio. Umas preocupadas, outras rindo e conversando bobagens, mas o Cezar por outro lado, não parava de ligar para algum de seu celular, “provavelmente o Darlam”, assim pensou o João, até que alguém o puxou subitamente.

– Hey o que voc...? – ele diz enquanto bate as costas no pilar de uma das colunas do prédio da escola, um pouco mais afastado de onde todos estavam.

– Abre logo o jogo, seu bocó! – diz sua prima para sua surpresa.

– Maria! O que é que você que me puxan-

– Fala logo seu merda! E sei que você sabe! Abre logo o bico! – a garota esbraveja com uma fúria alucinante para cima do garoto.

– Eu não sei! Eu não sei de nada do Darlam!

– Darlam?! Darlam?!! Eu não to falando disso seu idiota, eu to falando de hoje cedo! Foi você que foi bisbilhotar meu quarto não foi?!

Diante a acusação e as sucessivas ameaças, João não sabia o que responder. Olhando para os lados ele tentava procurar uma desculpa, mas a confissão já estava estampada em seu rosto.

– Eu sabia! Então era mesmo você, hein seu verme?!

– Essa vadia já está indo longe demais, você não acha? – diz a voz horripilante que sempre o assombra.

– Até quando você vai deixa que os outros coloquem o dedo na sua cara e lhe diga o que fazer? – Questiona o ser que brotava de sua própria sombra.

– Se contar pra alguém sobre isso, acho que você já sabe o pode te acontecer né? – ela diz segurando firmemente no pescoço do garoto, que estava quase sufocando.

– Será que eu estou interrompendo alguma coisa, João? – diz Helena que surge surpreendendo aqueles dois.

– Mas quem é essa vadia?! – diz Maria aparentando estar assustada com a aparição repentina.

Em um rápido movimento, Helena segura rapidamente o braço da outra garota. As palavras de antes despertaram uma fúria quase incontrolável na Helena. Seus olhos se arregalaram e esboçando um sorriso que deixaria qualquer um paralisado de medo, ela parecia pronta para liquidar com aquela em sua frente.

– Vamos Helena! Nós vamos nos atrasar! – diz o garoto que saiu do domínio de sua prima e puxando a Helena pelo braço afim de evitar qualquer coisa que pudesse sair daquele encontro casual.

Maria foi deixada para trás, mesmo assustada com o que aquela estranha garota havia lhe feito, seu rosto esboçava raiva por não cuidar apropriadamente do assunto pendente com seu primo.

– Nossa, aquilo foi bem tenso... Minha prima é bem esquentada, então me peço desculpas pela forma que ela te tratou...

– João... até quando você vai deixar que os outros coloquem o dedo na sua cara e lhe diga o que fazer? – ela disse, fazendo com que ele refletisse aquelas palavras cujo um certo alguém já lhe avia dito.

– Sinto muito...

– Bom, deixando isso de lado... o professor separou alguns grupos, um foram procurar pela cidade, outros pelas redondezas... você e eu vamos para a floresta assim como outros.

– Ahn...? Posso fazer uma pergunta?

– Claro, por que não? – ela diz como se não tivesse nenhum interesse no que viria.

– Por que você me escolheu? Digo, porque você está saindo com um cara feito eu? – ele diz com uma cara completamente constrangida.

– Vai ver porque eu goste de você. – ela diz deixando ele completamente corado – Eu só tava brincando! Nossa como você é engraçado! – ela diz rindo das reações do garoto.

– Isso não tem graça alguma, viu?! – ele diz tentando não demonstrar que está envergonhado.

– Vamos por aqui, tem algo que eu quero te mostrar... – ela diz dando um sorriso malicioso enquanto sai na frente entrando mata adentro.

João, claro, ficou imaginando o que seria que ela queria lhe mostrar. Certamente aquelas palavras aguçaram sua fértil imaginação.

Diferente dos outros, aquela dupla foi por um caminho que o professor não havia ordenado. Saindo por conta própria, os dois andaram mata adentro, que inclusive, ficava perto do espaço do colégio.

Apesar de ser dia, havia artes que o sol não alcançava muito bem, devido a densidade da floresta.

– Pronto, acho que já chegamos. – Helena diz com um sorriso satisfeito.

Estranhamente, um certo cheiro de queimado incensava aquela parte, como se anteriormente houvesse uma queimada naquele local.

Em suma, eles não andaram muito, o cansativo mesmo era o terreno muito irregular e o calor que fazia sus corpos transpirarem bastante.

Por cona desse calor, ela acabou abrindo alguns botões de sua camisa branca social que vestia, deixando um enorme decote que acentuava seus bem dotados seios, no qual um pingente de crucifixo estava praticamente enfiado entre eles.

– E-então...? O que é que você queria me mostrar? – ele gagueja devido ao tamanho nervosismo.

Ela ri sarcasticamente percebendo os olhares do garoto, que já mostrava está excitado.

Pingos de suor escorregavam de sua face, sua camisa estava bem molhada devido a sua demasiada transpiração, entretanto, aquilo não era a sua preocupação naquele momento. Tudo que lhe vinha a cabeça era o quanto ele queria tocar aquela pele lasciva e alva.

– Ei! Não se esqueceu o porquê que estamos aqui, né? – ela diz cruzando os braços.

– N-nós viemos aqui procurar pelo Darlam... Embora eu não tenha nenhuma intensão em fazê-lo...

– Hora, não se preocupe, eu já o achei. – ela diz rindo freneticamente enquanto aponta em direção de alguns ossos chamuscados que estavam no chão um pouco mais afrente.

Perplexo ao ver a caveira e aqueles ossos, que sem dúvida, eram de origem humana, João cai sentado, contemplando tamanho horror...

Notas finais
Ok, faz tempo que eu não escrevo, mas ta ai o cap provisório, pois eu ainda não sei se está bom o suficiente...