Masks & Mayhem
2 Capítulo 02.
"Então, você anda matando gente importante agora, Deadpool?" Fury comentou, erguendo uma sobrancelha acima do tapa-olho, embora Wade não pudesse vê-lo por estarem em ligação
"Quer dizer, quem sou eu pra julgar? Mas não tá pegando leve demais?" Nova diz, lá no fundo
"Crianças foram mutiladas e torturadas. Fotos foram tiradas delas para a diversão de alguns filhos da puta na Craiglist. E como não há lei ou super-herói pra dar um jeito nisso..." Deadpool deixou a frase no ar, apontando com a katana ensanguentada. "Por que? Vão contratar alguém pra essa parte do trabalho? Bom, não vou mentir, eu adoraria uma folga."
Gangsters? Pra Deadpool, eles eram apenas NPCs com um contrato para serem eliminados. Alguém entre uma bolacha de água e sal e uma figurante do fundo de filme ruim.
"Tá, mas...Eliminar uma cybergangue inteira?"
"Isso só vai me render algumas denúncias no Twitter." Deadpool comentou com um bocejo exagerado, enquanto um flash de luz vermelha brilhou no fun---
Ah, olá pra você que está lendo isso. Eu sou o Deadpool. ♥Eu dou sermão, faço piadas, quebro a quarta parede, mato gente feia, mas não se preOCUPA, pessoinha lendo através da telinha, por enqUANTO só invado narrações de autores meia boca... e faço você sorrir aí do outro lado.
Ou melhor, tento, porque o humoR é falho e eu to na minha versão mais fraca.
Ei!
NÃO DISSE? Enfim...~
... Deadpool gesticulou para um ponto qualquer do céu, como se houvesse uma câmera ali. — PFF... quer saber? Vamos ao que interessa!
Sem qualquer aviso, ele deu uma cambalhota no ar, sacou as pistolas e descarregou todas as balas na cabeça do líder de CYBERDOWNS, que nem teve tempo de perceber a própria morte. Seu corpo caiu ao chão com um baque surdo, enquanto Deadpool girava as pistolas com estilo e as guardava nos coldres.
"Bem, menos um." disse chutando o cadáver com desdém. "Ou talvez mais um, sei lá. Entre tantos NPCs e vilões desimportantes, até eu me perco na contagem. Onde estávamos? Ah, sim! O próximo alvo!"
"Você ainda perde tempo com palhaçadas" resmungou Fury, vendo na chamada de vídeo na aba deixada de lado Deadpool ocupado demais tentando pegar um bom ângulo para uma selfie com os corpos.
"Ah, qual é. Todo mundo precisa de um hobby. Uns colecionam figurinhas, outros matam gente ruim. Além do mais, você também não tem nada melhor pra fazer, não é? Ligaram tanto pra mim, pra falar que estavam com saudade, não foi? ~"
"Foi você que"--
"Adios!"
Deadpool escalou o primeiro prédio que encontrou, depois da surpresa no outro dia, ele perambulou naquela tarde como quem fazia parkour no telhado alheio, só pra saber se iria encontra-lo....Ele balançava pelas ruas... Não precisava de teias, claro, mas decidiu improvisar com algumas cordas que encontrou em uma loja de ferragens.
"Uhuuul! Olha só pra mim!" gritava, quase derrubando um outdoor. "Será que isso vale uma vaga nos Vingadores? Ou pelo menos no Cirque du Soleil?"
Foi então que ele avistou um vulto familiar....
"OI, AMIGÃO!" Deadpool gritou do telhado próximo, acenando exageradamente com os dois braços, como se estivesse tentando chamar um táxi. "EU TE ACHEI!"
Spiderman, por reflexo, soltou um gemido. "Ah, não… Não de novo."
Antes que ele pudesse reagir, Deadpool pulou do pobre prédio daquele apartamento barato e disparou uma pistola — não contra ninguém, mas no ar, como se estivesse em um rodeio. "YEEEEEEHAW!" gritou ele ao que descia em direção a teia do Aranha.
Homem Aranha tentou desviar no último segundo, mas Deadpool já havia se agarrado a ele, fazendo os dois girarem no ar. "Woooo!"
"Você tem problemas!" o herói gritou, tentando recuperar o controle. "Por que você está me perseguindo?! Desencosta!"
Deadpool se soltou e, de algum jeito, aterrissou com uma cambalhota perfeitamente sincronizada em um ponto seguro de uma igreja "Não te disseram que todo herói precisa de um arqui-inimigo... ou melhor ainda, um melhor amigo? E adivinha quem é o seu novo melhor amigo??"
"Se você disser que é você, eu vou soltar mais uma teia só pra te calar."
Deadpool colocou as mãos sobre o coração, fingindo estar emocionado. "Wow, tão agressivo! Nunca imaginei que o amigão da vizinhança era tão mal-humorado."
Peter pousou em uma parede próxima, cruzando os braços. "E o que você quer agora?
"Quanta frieza- Isso dói, cara. Pensei que éramos melhores amigos! Fiz até uma camiseta com nossos rostos, veja só!" Ele puxou a máscara e levantou a parte da frente de seu uniforme, revelando uma camiseta com um desenho mal feito deles dois. "Não é demais?"
Peter olhou para o céu, como se pedisse paciência aos deuses.
"O que você tá fazendo? Patrulhando? Pensei que ia se aposentar.... Quer saber? Não fala. Me deixe ajudar! Posso ser útil! Eu sou ágil, engraçado, mortalmente perigoso e...." ele sussurrou em um tom exageradamente dramático "você não precisa se preocupar em lidar com as consequências. Sabe como é, censura + classificação etária + quebrar a quarta parede = ninguém fica com raiva!"
"Eu nã..."
Wade se aproximou rapidamente e, sem pensar duas vezes, envolveu Spidey em um abraço apertado.
"Eu sabia que esse momento chegaria!" gritou, praticamente esmagando Peter com o abraço. "O momento em que finalmente nos tornamos BFFs de verdade!"
Peter, pego de surpresa, reagiu instantaneamente, empurrando Wade para longe com um movimento rápido e instintivo. Seu Sentido Aranha não o havia alertado!
'Woah!' Peter exclamou, quase perdendo o equilíbrio. Ele cambaleou para trás, tentando se afastar de Deadpool, só que um pedaço solto do parapeito cedeu sob seus pés. Ele se inclinou perigosamente para trás, braços agitando-se no ar em busca de apoio.
Mas antes que ele pudesse cair, Wade agarrou sua mão no último segundo, puxando-o de volta. Deadpool ainda segurava o braço de Peter com firmeza, um sorriso largo e debochado escondido por trás da máscara.
"Calminha aí, Spidey! Não vá se jogando nos meus braços assim tão rápido. A gente nem jantou ainda" provocou com uma risada "Se queria que eu te segurasse, era só pedir!"
Peter, agora de pé e seguro, olhou para Wade, mudo.
"..."
"Não se preocupe, eu vou te proteger das bordas traiçoeiras dos prédios!"
"Cala a boca." Spidey parecia puto.
"Aye aye, capitão!"
*
Como isso aconteceu? Ele estava treinado para lidar com todas as situações, mas Deadpool? E o Sentido Aranha? Não havia sinal de perigo e, de repente, estava quase caindo! Que loucura é essa?
"Hm... muito barulho na sua cabeça, hein?"
"Você não pode simplesmente parar por um segundo? ...Não consigo pensar com você tagarelando assim!"
"Barulhento? Euzinho?" Deadpool fez uma expressão de indignação teatral. "Você não sabe o que é isso até saber o que eu escuto na minha cabeça!"
Peter ficou intrigado.
"O que quer dizer?"
"Ah, só umas coisinhas apitando aqui e ali. Você sabe, um sussurro de uma alma perdida, uma canção de ninar de um vilão que não conseguiu dormir... coisas normais. E você sabe o que é mais barulhento do que a minha cabeça? Baile funk em noite de Domingo!"
fumaça densa e um brilho vermelho chamaram sua atenção. Uma casa grande de madeira estava em chamas, e o som de choro de uma criança ecoava do interior.
— Não pode ser! — Peter exclamou, rapidamente se virando para Wade. — Temos que ajudar!
Sem esperar uma resposta, ele correu em direção à casa em chamas, sua mente já planejando a melhor maneira de resgatar a criança. Quando ele chegou à porta, sentiu o calor intenso emanando das chamas. Com um impulso, ele usou sua força para abrir a porta, permitindo que a fumaça escapasse.
— Criança! — ele gritou, tentando localizar a fonte do choro. — Estou aqui!
Wade, embora hesitante em um primeiro momento, seguiu Peter. Ele olhou para a casa em chamas e fez uma careta.
— Uau, isso está mais quente do que um taco na grelha! — ele comentou, tentando aliviar a tensão com humor. — E não estou falando do tipo que você quer comer!
Peter ignorou Wade e continuou a procurar, finalmente avistando uma menina pequena, assustada e presa em um dos cômodos. Ele rapidamente se aproximou e, com um movimento ágil, a pegou nos braços.
— Estou aqui! — ele disse, tentando acalmá-la. — Vamos sair, tudo vai ficar bem!
Com a menina segurando firme em seu pescoço, Peter se virou para sair, mas antes que pudesse, Wade surgiu ao seu lado, fazendo uma pose dramática.
— E agora, a parte em que salvamos o dia! — ele disse com um sorriso. — Mas primeiro, temos que chamar os bombeiros. Você sabe, só para ter certeza de que a casa não se transforma em uma churrascaria!
— Sim, já estou chamando! — Peter respondeu, ativando rapidamente seu comunicador. — Precisamos de ajuda aqui!
Enquanto aguardava, Wade olhou em volta, confuso, como se estivesse avaliando a situação.
— Então, você está dizendo que uma criança chorando em uma casa pegando fogo não é o que eu chamaria de um "caldeirão de festa"? — ele disse, piscando. — Afinal, qual é o tema da festa? Incêndio ou resgate?
Peter balançou a cabeça, exasperado, mas não pôde evitar um pequeno sorriso.
— Às vezes, você realmente precisa se calar, Wade.
— Mas e se eu quiser dar um show? — Wade respondeu, com um sorriso travesso. — Eu poderia fazer isso até que os bombeiros cheguem!
Através de sua confusão, a menina começou a rir um pouco, e Peter a segurou mais firme, sorrindo para ela.
— Está tudo bem, você está segura agora. Apenas respire fundo e vamos sair daqui.
Finalmente, os sirenes dos bombeiros podiam ser ouvidas se aproximando. Wade olhou para Peter, a expressão agora mais séria.
Peter voltou para seu novo apartamento, exausto após um longo dia de combate ao crime e comédia involuntária proporcionada por Wade. A luz suave do entardecer filtrava-se pelas janelas, iluminando o espaço que, embora pequeno, tinha um charme acolhedor. Ele ainda não tinha conseguido fazer com que o lugar parecesse totalmente seu, mas sabia que a presença de Tamaya tornava tudo mais especial.
Ela havia se oferecido para decorá-lo um pouco, trazendo algumas plantas e quadros que tornavam o ambiente mais vibrante. Embora eles não fossem um casal no sentido tradicional, havia um conforto entre eles que Peter valorizava imensamente. A sensação de estar perto de alguém que realmente se importava fazia toda a diferença, mesmo que ele estivesse um pouco afastado emocionalmente.
Enquanto explorava o apartamento, ele notou que a geladeira e os armários estavam cheios de comida. Tamaya sempre fazia questão de deixar um estoque de mantimentos para ele, e não apenas qualquer coisa. Havia frutas frescas, lanches saudáveis e até alguns doces que ela sabia que ele adorava. O lugar parecia limpo e arrumado, como se alguém estivesse sempre cuidando dele.
Com um sorriso, Peter se dirigiu para a cozinha e encontrou um bilhete colado à porta da geladeira.
"Oi, Peter! Espero que você esteja bem! Fiz biscoitos para você. Eles estão na prateleira de cima. E não se esqueça de beber um copo de leite com eles. Às vezes, você precisa se mimar um pouco! :) — Tamaya"
Ele não pôde evitar um sorriso ao ler a mensagem. Ela sempre teve um jeito especial de cuidar dele. Pegou os biscoitos e o leite e se sentou na mesa da cozinha, sentindo a leveza do momento. Enquanto mordia um biscoito quentinho, seus pensamentos divagaram para Wade. O mercenário sempre trazia uma mistura de caos e diversão à sua vida, e mesmo em meio a toda a loucura, ele se sentia grato pela amizade deles.
“Espero que Wade não tenha se metido em encrenca hoje”, pensou, deixando um riso escapar ao imaginar a cena. Ele sabia que, não importa o que acontecesse, Wade sempre encontrava uma maneira de transformar uma situação tensa em algo mais leve.
Peter tomou um gole do leite, apreciando o sabor reconfortante, enquanto observava pela janela. O céu começava a escurecer, e as luzes da cidade começaram a brilhar. Era um lembrete de que, apesar das dificuldades, havia beleza ao seu redor. E, com pessoas como Tamaya e Wade em sua vida, ele sabia que sempre teria um motivo para sorrir.
Enquanto Peter estava sentado à mesa, mordendo mais um biscoito, uma onda de náusea repentina tomou conta dele. O sabor doce e reconfortante dos biscoitos se transformou em um gosto amargo em sua boca. Ele sentiu sua cabeça girar e, antes que pudesse reagir, levantou-se abruptamente, correndo para a pia.
— Não, não, não... — ele murmurou, enquanto seu estômago se rebelava. Em questão de segundos, ele estava se inclinando sobre a pia, vomitando o que havia acabado de comer. O que deveria ser um momento relaxante rapidamente se transformou em um pesadelo.
A crise de pânico começou a se instalar, como uma sombra que se espalhava por seu corpo. Seu coração disparou e ele sentiu o peito apertar, a respiração tornando-se irregular. Ele se apoiou na pia, tentando controlar a situação, mas a pressão se acumulava em sua mente.
"Calma, Peter, você consegue. É só um momento... você já passou por pior", ele pensou, tentando se lembrar de como lidar com essas crises. Mas a sensação de desamparo e a avalanche de emoções estavam tomando conta dele.
O que estava acontecendo? Ele se sentiu tão seguro momentos atrás, e agora estava à mercê de sua própria mente. A casa, que antes parecia acolhedora, agora parecia sufocante, com as paredes se fechando ao seu redor. Ele se agarrou à pia, tentando se acalmar, mas os pensamentos sobre Wade, a luta, as responsabilidades, tudo se misturava em uma tempestade.
Depois de alguns minutos, ele finalmente conseguiu controlar a respiração, focando em inspirar e expirar lentamente. As mãos ainda tremiam, mas ele se obrigou a levantar a cabeça e olhar no espelho. O rosto refletido era pálido, mas seus olhos mostravam determinação.
"Você vai ficar bem, Peter", disse a si mesmo em voz alta, como um mantra. "Apenas respire."
Ele se afastou da pia, ainda um pouco tonto, mas determinado a não deixar que a situação o dominasse. O que havia acontecido com os biscoitos? Era só açúcar ou algo mais? Ele sabia que precisava investigar, mas, por enquanto, o foco era se acalmar.
Sentou-se novamente à mesa, respirando profundamente, tentando recuperar o controle. A casa estava tranquila, e o cheiro dos biscoitos ainda pairava no ar, mas agora tinha um tom de preocupação. Ele precisava descobrir o que havia desencadeado aquela reação e, acima de tudo, encontrar uma maneira de se sentir seguro novamente em seu próprio lar.
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