Mask
21 Capítulo vinte - Pov Matt e Celly
Notas iniciais
Música para o cap — Hurricane (acústico): http://www.youtube.com/watch?v=BImK4z9ilow&playnext=1&list=PL4DC8CD1F0F68D7F5
CAPÍTULO VINTE – Pov Matt e Celly.
Capítulos com pontos de vista alternados.
Não importa quantas vezes você me disse que queria ir
Não importa quantas vezes você respirou
Você ainda não conseguia respirar
Não importa quantas noites você mentiu
Eu esperaria ao som da chuva
Aonde você foi?
Aonde você foi?
Aonde você foi?
30 Seconds to Mars — Hurricane.
Pov Celly.
Sim, depois do meu choro eu corri para o hospital.
Não, eu não me acalmei mais.
Muito pelo contrário: eu invadi a sala de procedimentos em que Matt estava.
E o pior não era isso... Era que minha mãe não estava presente entre os médicos para liberar minha entrada.
- Por favor – Chorei enquanto sentia várias pessoas tentando me alcançar – Me larga!
- Alguém retira essa menina daqui? Estamos em um procedimento aqui! – Berrou a enfermeira.
- Eu quero Matt! Ninguém, eu disse NINGUÉM, irá me tirar daqui! – Gritei chorando enquanto via o corpo do meu amado lutando pela vida.
O aparelho que se ligava ao coração de Matt mostrou os seus batimentos decaindo cada vez mais.
- Tire ela daqui! – O médico berrou.
- Vamos Celly! – Gritou Duke me agarrando pela cintura.
- ME LARGA!
Mas eu devia saber que não adiantava lutar contra ele. Duke era mais forte que eu e isso era incontestável.
Duke me arrastou para fora da sala.
Escutei os médicos gritarem lá dentro.
- Me passa essa injeção intravenosa rápido!
- O paciente não está obtendo nenhum resultado.
- Não vai adiantar os batimentos estão ficando cada vez mais fracos.
E com tudo isso, eu escutei o que mais temia: o aparelho apitar dizendo que o coração, da pessoa que eu mais amei, parou de bater.
Naquela hora eu morri.
- MATT NÃO!
E assim o meu coração parou junto com o dele.
Mas, infelizmente, figurativamente.
Pov Matt
Eu estava no meio de um nada. Era estranho... Eu não sabia como tinha vindo parar aqui.
Mas, pude perceber que onde eu estava era possível ver dois caminhos.
O primeiro caminho, o mais longo, era iluminado. Brilhante. Por mais que eu tentasse ir lá algo me fazia virar na direção contrária.
Na direção em que era do pecado.
Percebi que na outra direção havia muitas mulheres de corpos esplendorosos me chamando.
E foi engraçado porque minha vida toda passou pelos meus olhos: as dezenas de mulheres do qual eu tinha ficado, as enormes bebedeiras que eu tomava quando era apenas um adolescente...
Cara... Aquela direção era para mim!
Já estava no meu quarto passo quando alguém segura a minha mão me impedindo de avançar.
- Matt não. – Sussurrou uma bela mulher com olhos esverdeados demonstrando em seus olhos um sentimento que me atingiu como um raio.
- Celly... – Murmurei levando uma mão até o seu rosto.
Como pude me esquecer da garota que mais amei?
Como pude me esquecer da mulher da minha vida?
- Volte. Por mim. Por nós. – Sussurrou dando um sorriso triste.
- Voltar para onde? – Perguntei confuso.
Mas ela não me respondeu e sim insistiu com o pedido.
- Volte meu amor.
Eu pude perceber que uma nova energia estava se formando ao redor do meu corpo.
Porque por mais que eu não soubesse do que se tratava, eu queria tirar aquele sorriso triste de seu rosto e fazer o que ela pedia.
Uma escuridão estava avançando até a mim me impedindo de continuar tocando a Celly.
- Celly! – Exclamei tentando pegar em sua mão.
Mas não deu. A escuridão já havia me engolido.
Embora essa escuridão fosse aparentemente igual àquela que estavam as mulheres, eu senti que essa escuridão me prometia algo diferente.
Me prometia recomeço.
***
Pov Celly
- Pegue o aparelho de ressuscitação! AGORA! – Escutei o médico berrar.
Eu despenquei no chão.
- Celly! – Gritou os meus tios correndo até a mim junto com minha mãe... Genna.
- Ele... Ele ... – Eu não conseguia pronunciar aquelas palavras. Era muita dor para o meu coração.
- 1...2...3! – Gritou o médico, através da porta, enquanto ouvia um baque surdo contra a cama. O corpo de Matt.
Os rostos de Louren e August mostraram o mesmo desespero que o meu.
- Oh meu Deus! – Minha tia sufocou o choro com a cabeça escondida no ombro do meu tio.
Genna fez uma coisa do qual não esperava ver: ela segurou uma das mãos livres de Louren.
- Estou aqui por você Louren.
E como se fosse possível, ela derramou mais lágrimas.
- Oh Genna! – Gritou minha tia enquanto se jogava nos braços da minha mãe. – Oh meu Deus!
- DE NOVO! ESTÁ FUNCIONANDO! – Gritou o médico. – 1,2,3!
E o som do choque do corpo do Matt com a cama foi pronunciado de novo.
Olhei com o coração apertado para a porta.
Estava funcionando!
Eu só pude pensar em uma coisa naquela hora.
Volte meu amor.
***
Pov Matt
Enquanto lutava para sair da escuridão, eu escutei alguém gritar.
- DE NOVO! ESTÁ FUNCIONANDO. 1,2,3!
E como se um raio transformador passasse pelo meu corpo, eu voltei a respirar.
E sentia tudo.
Dor.
Fraqueza.
E medo.
Vamos olhos... Abre... Abre! Lutei comigo mesmo.
Eu necessitava saber o que estava acontecendo...
Puta merda! DÁ PARA ABRIREM MEUS OLHOS?
Até que, finalmente, eu consegui controlar minhas pálpebras.
- Ina.Credi.tável. Ele voltou... Mesmo! – Arfou alguém ao meu lado.
Virei meu rosto para ver quem estava dizendo isso e dei de cara com um rapaz vestido com aquelas roupas de médicos... Hey! Eu estava no hospital fazendo o quê?
Embora eu quisesse perguntar muito por isso, a única coisa que saiu dos meus lábios... Foi o nome dela.
- Celly... – Sussurrei por causa da minha fraqueza.
E como se eu tivesse gritado o seu nome, o meu amor abre a porta da onde me encontrava e me encara com os seus olhos vermelhos por causa do choro.
***
Pov Celly
- Celly... – Falou uma voz baixa, mas que reconheceria em qualquer lugar.
Não pensei em mais nada.
Arrombei a porta e me deparei com os olhos das enfermeiras e dos médicos fitando incrédulos a única pessoa que eu necessitava nesse momento.
- Matt... – Sussurrei com uma voz descompassada e chorosa.
Tampei minha boca com as mãos.
Senti meus tios e Duke correrem para a porta para confirmar o que se passava diante do meu olho.
- MATT! – Berrou minha tia se arremessando contra o corpo de Matt.
- AH MEU FILHO! MINHA NOSSA VOCÊ ESTÁ VIVO! – Gritou minha tia enquanto beijava incontáveis vezes o rosto dele.
- Mãe... Se acalma. – Sussurrou Matt fazendo uma careta como se tivesse envergonhado pela reação da Louren.
- É melhor a senhora tomar cuidado, senhora Louie. Seu filho acabou de reviver. – Alertou o médico.
Minhas lágrimas caiam percebendo o milagre que aconteceu.
- Isso é incrível! – Gritou meu tio agora do lado da minha tia e dando uma tapinha amorosa no ombro do seu filho.
- Não, Senhor Louie. Isso é um milagre. A vida do seu filho foi realmente perdida... Nunca pensaríamos que uma coma junto com uma toxicação seria batida desse jeito pela persistência de seu filho em continuar vivo. Ele, agora mesmo, ou era para estar morto ou em coma ainda ou...
- Celly – Sussurrou Matt dando um sorriso fraco e interrompendo o médico. – venha cá, maninha.
Como se todo o meu corpo saísse da imobilização, driblei todos os médicos e enfermeiras e fui direto para Matt, mas, diferente do que ele pensava, eu não o abracei.
E sim eu o beijei. Na frente de todos.
No começo ele ficou paralisado pela surpresa, mas conforme eu insistia, ele resistiu.
Meus lábios se apertavam ferozmente com os seus e senti os dele se entreabrindo para dar passagem a minha língua.
Enquanto nos beijávamos levei minha mão diretamente para o seu rosto para segurar ele lá.
Quando nos faltou fôlego, eu me separei dele.
- Nunca- Respondi com a respiração entrecortada — mais me chame de maninha.
Ele me olhava com os olhos esbugalhados.
- Celly... Você é louca? – Perguntou rouco. Vi seus olhos alternarem entre os rostos de August e Loren para os meus.
Eu ri e senti meus olhos soltarem lágrimas de felicidade.
- Sim, meu amor, louca por você.
Ele ficou surpreso ao ver August e Loren darem um sorrisinho.
- Eu perdi algo? – Perguntou ainda com a voz fraca para ninguém em particular.
Senti uma mão em meu ombro e me virei para me deparar com minha mãe.
- Olá Matt. Que bom vê-lo acordado.
- Quem é você? – Perguntou Matt confuso.
Voltei a fitar os olhos de Matt.
- Matt... Conheça a sua sogra. – Respondi com um sorriso largo – Mãe... Conheça o homem que mudou minha vida.
Ela riu.
- Como eu disse... É um prazer ver você acordado, Matt. Acredito que você não se lembra de mim... Não é?
- Espera... Sogra? Mãe? Eu... Desculpe. Não me lembro.
- Sou sua tia Matt.- E voltou seu olhar para mim- E sou mãe da Celly.
- Espera... Isso significa... Celly... Nós... Não somos irmãos? – Perguntou agora sorrindo largo e com os olhos derramando lágrimas que agora há pouco não existiam.
Retribui seu sorriso.
- Shh meu amor. Não fale mais nada.
E assim tomei os seus lábios novamente.
Agora nada e nem ninguém iria nos separar.
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