Mask

11 Capítulo dez


Notas iniciais
Primeiramente serei eternamente grata a todos os lindos reviews e sugestões que me foram dados no capítulo passado. Eu já disse que os conheço a pouco tempo mas já os amo? E segundamente (?)O_O eu quero pedir desculpas por essa reta ter ficado corriqueira. Calma eu explico o porquê: bom, eu ia terminar essa fic antes das minhas aulas começarem (próxima semana) mas percebi que seria muitos capítulos para postar somente em 3 dias então resumindo tudo: não, eu não irei acabar ela agora e a estória não ficará mais corriqueira Peço mil desculpas meeeeesmo. Mas enfim, vamos ao que realmente interessa: quem é esse "desgraçado" do Benjamim? Boa leitura meus queridos! nos vemos lá embaixo.

CAPÍTULO DEZ

- Pode escolher seu lugar Senhor Stake.

- Obrigado professor. – Falou Benjamim enquanto ia na direção da cadeira atrás da minha. Enquanto passava entre as carteiras, as meninas o comeram com os olhos. Mas infelizmente seus olhos castanhos amarelados nunca deixaram os meus.

Ele sentou atrás de mim e sussurrou em meu ouvido só para eu escutar:

- Gostou do meu buquê, amor?

- Seu filho da mãe , como me achou?! – Sibilei baixo me virando para encará-lo.

- Não gostou da minha surpresa? – Falou divertido enquanto colocava sua mecha loira atrás da orelha.

Antes para mim ele podia ser charmoso, sedutor. Com seu porte atlético embora mais magro em comparação ao Kurt, Benjamim poderia ter qualquer menina ao seu alcance.

Arrã e o infeliz resolveu me escolher.

Ah, filho da puta.

- Não. – Falei firme.

- E daquela noite? – Perguntou malicioso enquanto lambia seus lábios.

Imagens daquela noite voltaram a me assombrar.

A noite em que ele me tomou.

A noite em que ele me estuprou.

E só de pensar que antes eu o desejava...

Estremeci com as lembranças e falei com toda repulsa em que pude juntar.

- Fique.Longe.De.Mim.

- Eu sei que você gostou, meu amor.

Me levantei e bati na cara dele com toda minha força.

Os burburinhos da sala cessaram.

- Então porque assim quando você me largou eu saí que nem louca pedindo para o meu pai para nos mudarmos de cidade? – Gritei com ódio. – Me responda!

- Louie! – Gritou o professor incrédulo.

- Belo pingente – Falou em relação a minha pimentinha e ainda sorrindo. Merda a tapa não funcionou – Isso é para você me lembrar o quanto você é picante? – Gargalhou me ignorando.

- Senhor Stake, senhorita Louie, estou atrapalhando o casalzinho? Terei que levar vocês dois para a coordenação?

- Nós não somos um casal – Berrei com um ódio latejante.

- Senhorita Louie, você quer, por favor, não gritar ou terei que colocar você para fora?

- Não será preciso, professor, eu pedirei transferência de colégio assim quando puder.

Falei enquanto todos me olhavam chocados. Principalmente Kurt. É sem querer olhei na direção dele.

- Senhorita Louie... Você está se precipitando. Assim como se precipitou ao atacar o seu novo colega de classe. – Sibilou o professor.

Eu não respondi. Me levantei, joguei todos os meus materiais dentro e fui em direção a porta. Mas antes de sair, me virei com um ódio para Benjamim enquanto ele sorria vitorioso.

- Você, Benjamim, vai pagar caro. Anote minhas palavras.

Nem esperei resposta, falando isso fui direto para casa para lá pedir ou transferência de colégio ou mudança de cidade novamente.

***

- Celly! – Gritou meu irmão assim quando me viu entrando pela sala. – Minha nossa! Você sabe o quanto eu, papai e mamãe estávamos preocupados com você?!

Levantei meu olhar e vi minha família toda reunida em volta do telefone.

- Ah minha filha! – Correu minha mãe para me abraçar – Onde você esteve?! Você sabe que horas são?

- Celly... Porque você está chorando? – Perguntou meu irmão agora fitando meu rosto preocupado.

- Não, mãe, eu não sei. – Respondi minha mãe, ignorando a pergunta de Matt.- Eu só resolvi hoje vir a pé.

- Celly, meu Deus. Você sabe que eu fiquei que nem doido procurando você no colégio quando fui lhe buscar? – Começou meu pai desesperado.

- Pai...

- Ou simplesmente quando rodei essa cidade toda para ver se te achava? São quase 6 horas agora! Chamamos até a polícia!

- Mais que coisa! – Gritei – Eu estou bem aqui! Não estou morta e nem fui... – Engoli a palavra estuprada. Argh que ironia. — Quer saber? Irei para o meu quarto e não quero escutar ninguém! Ouviram? NINGUÉM!

Corri subindo as escadas enquanto ouvia meu irmão chamando o meu nome.

Bati a porta com força e me encostei nela deslizando até chegar no chão. E lá comecei a chorar como nunca chorei em toda minha existência.

O quê me falta mais acontecer?

1- Benjamim veio atrás de mim e me deu um buquê de rosas amarelas. Indireta para: jájá irei atrás de você novamente.

2- Eu venho tendo uns ataques cardíacos quando meu irmão se aproxima de mim.

3- Kurt só veio me notar quando comecei a ignorar ele.

HOMENS.

- Celly – Escutei meu irmão me chamando enquanto batia na porta – Abra por favor e me conta o que está acontecendo.

Joguei minha cabeça para trás soluçando mais alto.

- Celly... Eu irei arrombar essa porta no 3 – Ameaçou.

Virei para encarar a porta incrédula.

- 1...2...2 e meio... – Começou a contar – 2,76...2,78

Eu ri baixinho.

Me levantando, abri a porta e me deparei com o intenso verde dos olhos do meu irmão.

- Ah. Você abriu – Falou meu irmão surpreso.

Sem falar nada me joguei em seus fortes braços para ser confortada.

- Hey meu anjo o que houve? – Perguntou enquanto meus soluços estavam mais fortes.

Matt fechou a porta e se sentou na cama, me colocando no seu colo e me ninando como se eu fosse uma bebêzinha.

- Shh maninha, estou aqui. Nada irá te machucar. Estou bem aqui – Falou enquanto suas mãos entrelaçavam em meu cabelo.

Desde pequeno Matt sabia falar as palavras certas no momento certo ou... não tão certo assim.Enfim.

Mas isso era definitivamente sério. Agora, depois de 2 anos, eu estava com um terrível medo.

Mas não só por mim, eu posso ser mesquinha, metida, o inferno que for, mas não seria egoísta de ter medo dele somente me machucar.

Eu tinha medo pela minha família.

Flashback on:

- Ben, onde você está me levando amor? – Eu com meus maravilhosos 15 anos perguntei ao meu namorado enquanto andávamos em uma rua sombria e deserta de noite.

- Ah, minha gostosa. – Falou com um sorriso sínico que me deu medo na hora – Para um bequinho para ficarmos agarradinhos.

- Ben... Mas para quê? Vamos para casa, meus pais querem te conhecer.

- Mas lá não poderíamos fazer o que iremos agora. – Falou agora em um beco sinistro e me empurrando para entrar.

- Ben? – Perguntei com meus olhos marejados.

E sem falar nada ele começou a vir até a mim me batendo e tirando minhas roupas nas pressas. Me xingou de vadia enquanto me penetrava fortemente sem ligar para estar me machucando ou não.

O resto vocês sabem o que aconteceu. Não preciso descrever uma cena de estupro.

Terminando o seu showzinho ridículo de eu-posso-ter-a-Celly-quando-quiser, ele chegou perto de mim e me ameaçou para não contar a ninguém, dizendo que conhecia onde eu morava e sabia quem eram os meus pais, pois ele sempre esteve me vigiando. Aliás eu diria me espionando.

Agora claro, antes de tudo, ele tinha me mostrado a arma. Sim uma arma bang bang verdadeira. A que mata.

O meu desespero deu uma sensação maravilhosa para ele.

Ele me jogou no beco e me deixou largada. Mal sabia ele que estava com um celular e na mesma hora liguei para uma amiga minha me buscar.

Ela, claro, fez muitas perguntas mas em vez de falar eu só me aconcheguei nela e chorei, assim como estava fazendo com Matt agora. Pela primeira vez na vida eu senti medo. Medo de morrer.

Flashback off.

Eu não contei nada para os meus pais. NADA. O porquê de eu querer me mudar, nem nada.

Eles só viram o meu desespero e resolveram se mudar no mesmo instante. Eles perceberam que tinha alguma coisa errada comigo.

E aqui estou eu, preparada para contar tudo ao meu irmão.

Não adiantava mais esconder. Como eu disse: agora é sério. Benjamim está com 18 anos, ou seja: pior, e me achou.

Só Deus sabe o que ele poderá fazer comigo ou com minha família.

- Matt – Comecei com a voz falhando.

- Sim? – Perguntou ele abaixando a cabeça para me encarar.

- E se eu te falasse que isso tudo se resume a um cara? – Perguntei deixando mais lágrimas caírem.

- Que cara Celly? – Perguntou meu irmão tenso e com os punhos fechados.

Respirando fundo, encarei aqueles lindos orbes verdes que já estavam com o ódio estampado neles.

Era tudo ou nada.

- O cara que tirou minha virgindade.

Eu esperava que fosse tudo.

Notas finais
BRIGAAA! próximo capítulo promete fortes emoções assim como um especial pov Matt e Celly no mesmo capítulo!Er.. Só que acho que coloquei um pouquinho de linguagem chula demais para mostrar a revolta do Matt e...PAREEI. haha.Mas é sério. Eu quero que vocês pesem isso, porque eu não quero que vocês leiam algo que não se sintam bem em ler.Mas voltando ao capítulo, está eexplicado quem é o Ben?HEHSEUHESHEUSHUESreviews?