Mask
12 Capítulo onze - Especial pov Matt e Celly
Notas iniciais
CAPÍTULO ONZE – ESPECIAL POV MATT E CELLY.
Pov Matt
“O cara que tirou minha virgindade”
Um filho da puta encostou em Celly.
Na minha Celly.
Os ecos dessa frase não deixaram a minha cabeça.
A minha irmã deu a virgindade a um puto que não merecia e agora ela estava machucada.
Joguei Celly na cama e me levantei para andar de um lado para o outro, no quarto, freneticamente.
Eu estava com raiva. Aliás raiva não: ódio.
Não sabia de onde ele veio, só sei que fui totalmente consumido por ele.
- Porra Celly! – Gritei dando um murro na parede. Não, eu não sou forte como o Super Man para achar que quebraria a porra da parede. Mas eu queria descontar a minha raiva e só tinha Celly no quarto. E acreditem: o que ela falou doeu mais do que a porcaria dessa dor do soco.
Mas o pior que esse descontrole não foi só de hoje não.
Essa foi a segunda vez que senti isso.
A primeira fora quando eu chorei no sábado.
No dia que descobri que estava apaixonado pela minha própria irmã.
No dia em que percebi que só ela estaria ali sempre por mim.
No dia em que percebi que não poderia tê-la e que muitos a disputam.
Exemplo esse filho da mãe que encostou mais do que uma mão em Celly.
- Minha Nossa Celly! Como você foi burra de dar para um homem desse jeito? — Exclamei com o ódio se alastrando pelo meu corpo. – Como?!
- Matt...
- ME RESPONDA! – Gritei incapaz de raciocinar direito.
Celly enquanto estava deitada na cama, me observava com as lágrimas caindo. Me olhando tão fragilmente.
Engoli o meu choro. Sim, eu estava absolutamente descontrolado.
E com uma inesperada reação, ela se levanta e vai até aonde eu me encontrava.
Ela parou e me encarou sem expressão.
- Eu fui estuprada, Matt.
Choque se alastrou pelo meu corpo. Não... Não pode ser.
- Pare de brincadeira Celly – Falei desesperado.
Ela ficou irada.
- Minha nossa Mathew! Você ta vendo a minha cara de brincadeira? Você acha que eu choraria por um filho da mãe que apenas transou comigo de forma carinhosa me iludindo e depois me dar o fora? Não Matt! Eu fugi! Eu sofri! E agora esse infeliz veio atrás de mim e ... – Parou agora soluçando mais.
- Foi o Benjamim não foi? Por isso você queria sair da nossa cidade. Por causa que ele te machucou. –Disse percebendo a parte do “eu fugi”.
- Sim – ela baixou a cabeça.
Juro que meu ódio piorou. E MUITO.
Minha.Celly.Foi.Estuprada.
Corri em direção a porta empurrando tudo que via pela frente.
- Puta merda Matt! Para onde você vai?! – Pergunta Celly agora me segurando para eu não sair do quarto e, provavelmente, para eu não fazer alguma besteira.
- Vou atrás desse desgraçado e mostrar para ele o lugar dele.
- E qual é o lugar dele Matt? – Celly perguntou desesperada.
- No inferno! – Gritei.
- Matt olha para mim! – Falou Celly segurando meu rosto para eu a encarar.
E eu fiz exatamente isso. E me arrependi. Não porque eu não queria. Jamais. Eu me arrependi porque o meu ódio saiu/evaporou do meu corpo. Eu encontrei um chão olhando para o vasto lago esverdiado que era os olhos da minha irmã. Do meu amor.
- Sim. Isso. Você está conseguindo – Falou sorrindo contra suas lágrimas, dizendo em relação a minha calma cujo tinha voltado ao olhar para ela. Vi o amor e a esperança embutidos nos seus olhos. E aquilo deu uma leve pontada em meu peito: o amor que Celly sente por mim é diferente do amor que eu sinto.
Minha nossa, como pude ser ignorante desse jeito com ela justo agora que isso está a fazendo sofrer muito?
- Ah meu Deus Celly, sinto tanto em perder a cabeça com você – Falei suspirando, e a abracei forte.
- Shh, está tudo bem – Falou sussurrando contra o meu peito – Só tenha em mente que eu não irei deixar você ir atrás dele e nem que ele encoste um dedo em você.
Eu ri baixinho e ergui o queixo dela para que eu pudesse fitar seus lindos olhos .
- Eu que o diga isso, maninha. E ai daquele desgraçado encostar mais um dedo em você.
E assim ela me abraçou mais forte como se aquilo fosse o nosso trato. A nossa promessa.
***
Pov Celly
Eu encarei pálida a carta que se encontrava em minha mão enquanto esperava Matt me pegar no colégio.
Hoje algo inesperado ocorreu. Sim, isso inclui a carta também.
Bom,depois do meu desabafo e do de Matt, pedi para dormirmos juntos para me sentir segura. Ele no começo resistiu muito, falando que não era uma boa idéia. O porquê nem me perguntem que não faço a mínima idéia. Talvez ele goste de dormir sozinho ou... Enfim. Depois de tanta luta, o convenci a dormir comigo e assim quando me deitei na cama e em seus braços, eu dormi.
Acordamos, eu disposta e ele envergonhado (ele é estranho demais, eu sei), e fomos direto para o meu colégio. Bom, Matt convenceu meu pai a me deixar lá porque ele queria me levar até a sala para ver Benjamim, mesmo eu pedindo para que não fizesse isso. Sim, ele é muito protetor, mas que irmão não é com sua irmã?
Mas é aí que tivemos uma surpresa: Benjamim pediu transferência.
Sim. Ele não estava na sala de aula e nem no colégio.
Porém, quando fui à secretaria hoje cedo, vi que deixaram lá uma carta com o meu nome.
Suspirei ainda trêmula relendo a carta novamente.
Só digo uma coisa: cuidado com a rua. Ela anda perigosa ultimamente.
Com amor, Benjamim.
Senti uma respiração em meu pescoço.
Eu engoli em seco.
Mas antes de me virar para descobrir quem era, um par de braços me agarra por trás me impedindo de fazer qualquer movimento.
- Com medo, amor?
E assim desfaleci nos seus braços.
Ah que imbecil.
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