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14 Capítulo treze


Notas iniciais
qqqquero dedicar esse capítulo a minha linda Ella_arw por ter indicado minha fiiic ooooooooooun *-* obrigada meu amr ♥

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Ahh geeente! hoje o capítulo é grande, chatinho e essencial.
E no próximo capítulo voltaremos para o... tadãdãdã... O PRÓLOOOOGO *-*
acabei de fazer esse cap 13 então se houver algum erro me avisem! *-* beeeijos ♥

CAPÍTULO TREZE

Mais ou menos dois meses depois

- GGGGOOOOL! –Gritou Kurt novamente – FFFFFFFOI GOOOOL CEEEELLY!

Sim queridos, é isso mesmo: Kurt não sabe escolher um lugar para um encontro. E infelizmente aqui estou eu, em um bar, justamente quando o jogo do time dele está sendo transmitido.

Seria coincidência?

- Kurt... Você está gritando isso pela enésima vez!

Olhei em volta e percebi que ele não era o único que continuava gritando.

Meu Deus! O time é tão ruim assim para comemorar mesmo depois do gol ter saído há 5 minutos? Argh homens!

- GOOOOL PORRA! – Gritou Kurt agora tirando a camisa e a rodando pelo ar.

Minha nossa! Nunca que imaginaria o sacrifício de querer estar com o Kurt por mais de 10 minutos.

Eu gemi enterrando minha cabeça entre minhas mãos e recapitulei o que me fez aceitar essas saídas com o Kurt.

Bom, há mais ou menos dois meses atrás (dois meses exatos em relação ao dia da festa, quando foi o dia que essa estória toda começou) Kurt se declarou para mim.

E para aqueles que estão pensando “que lindo! Finalmente conseguiu hm?”, fazem um favor para mim? Subam até o último andar do seu prédio, se for casa é só ir para o telhado, e pulem! Depois me contam se morreram ok?

Voltando: sim Kurt realmente se declarou para mim, mas infelizmente em um momento super importuno. Por quê? Simples: porque foi no momento que descobri estar apaixonada pelo meu irmão. Troféu joinha para mim, não?

- Ai ai que jogo maravilhoso! – Falou Kurt, depois que todos do bar se acalmaram, e pondo a camisa novamente. – Ah, Celly! Pede cerveja para mim está certo, amor?

- Por que você não pede? – Perguntei incrédula – É só levantar o braço e chamar o garçom.

Oh mas minha mão já estava coçando para bater nele.

- Minha nossa! Você não faz nada por mim não? – Kurt disse bufando e erguendo os braços para chamar o garçom.

Antes que eu realmente desse uma tapa bem dada nele, me levantei e fui rumo ao banheiro para lá lavar meu rosto e acalmar meus ânimos.

Se desse, eu retiraria todas as lembranças do que está ocorrendo nesses últimos meses.

Como o exemplo do Matt estar doido.

Sim. Ele surtou desde quando “quase” namoro o Kurt.

Bom, nesses meses que se passaram, ele aparece de noite com uma mulher diferente todos os dias. Ah e detalhe: A chifruda e anã da Dice vai passar lá todas as tardes.

Então eu tive um trato comigo mesma: a partir de agora mal seria vista em casa. Não porque eu queira isso, mas sim porque estou sofrendo muito por ver Matt desse jeito.

Com outras mulheres que não sejam eu.

Mas como nem tudo são flores, há dias em que mesmo chegando tarde em casa, ainda escuto uns gemidos vindo do quarto do meu irmão.

E eu claro, ia para debaixo dos lençóis e chorava. Muito.

Ah, e como meus pais não viram ainda isso? É porque eles trabalham juntos e simplesmente agora eles se encontram em uma conferência, do trabalho deles, em outra cidade.

Ironia do destino?

Estremeci com as lembranças.

Cheguei ao banheiro do bar, (para aqueles que nunca entraram em um desses, alerto urgentemente para nunca entrar) e fui direto a pia lavar meu rosto.

Eu nunca sofri desse jeito.

Eu nunca me apaixonei desse jeito.

E eu achando que na verdade estava afim de Kurt...

Suspirei.

O que me fez ficar afim de Kurt, foi o meu amor a um desafio. Fora isso não sentia nada por ele.

Mas coitado. Ele por um lado podia ser mesquinho, egoísta, mandão, valentão, idiota, demente, burro, imbecil, filhinho de papai, criança, preconceituoso, machista, mal amado e por incrível que pareça, pegajoso, maas ele era uma boa pessoa.

Ta ta! Você venceu, ele não é. Mas espera aí né? Alguma qualidade ele precisava ter.

AAH é mesmo: ele é gostoso.

Nada comparado ao Matt mas...

Suspirei novamente e me encostei na parede do banheiro abaixando a cabeça.

Eu devia estar esquecendo Matt e me apaixonando por Kurt, mas isso não está acontecendo.

Por quê?

Quando levantei meu rosto para olhar meu reflexo, eu dei um grito.

Sim eu gritei de medo. Porque justamente atrás de mim uma bruxa horrorosa me encara com desgosto.

- Com medo, criança? – Perguntou a bruxa para mim.

- Mas é claro! Nunca pensei que nesse bar fosse permitida a entrada de bruxas.

- Era para ser engraçado? – A anã vadia estreitou seus olhos para mim.

Quando abri minha boca para retrucar um fora maravilhoso, uma revelação terrível bate em mim.

Oh Deus.

- Dice... Você veio com o Matt? – Pergunto temerosa.

Ela vendo minha mudança de humor dá um risinho.

- Sim, eu vim. Algum problema? – Pergunta levantando uma sobrancelha.

— N-não! Nenhum – Falei vestindo uma máscara de indiferença.

Era nessas horas que colocava uma máscara fingindo indiferença e felicidade, quando na verdade o que mais queria era arrancá-la e mostrar para Matt quem realmente eu era. Mostrar o que realmente sinto.

- Ah... – Falou a anã com repugnância. – Bom... Vou voltar para minha mesa que está com o meu namorado. Se me der licença...

E com isso, saiu do banheiro esbarrando em mim.

OOOH DIO SANTO. Alguém tem uma arma aí para me emprestar?

Calma Celly... Respira.

Saí do banheiro, mas assim quando estava caminhando para a mesa, eu dou um encontrão em um cara do tamanho de um armário.

- Puta que pariu! Você não olha para onde anda não? – Gritei para o cara quando congelo percebendo quem era.

- Celly? – Perguntou Matt incrédulo – O que você está fazendo aqui?

- E-eu... Estou aqui com o Kurt. Mas o que você está fazendo aqui? – Perguntei assustada mesmo sabendo o porquê.

- Estou aqui com a Dice assistindo o jogo. – Falou Matt como se fosse óbvio.

- É... Eu vou para o Kurt.

- Ah claro, corra para ele. Estou admirado por você não ter percebido ainda o quão ridículo ele é. – Falou sarcástico com um brilho diferente em seus olhos.

Eu engoli em seco.

Mathew... Você simplesmente não sabe que desde o começo eu o acho ridículo.

- Pois é. Pelo menos ele me ama.

Matt abriu a boca para falar uma coisa, mas fechou ela imediatamente.

Minha nossa, o que ele iria falar?

- Vou para minha mesa. Espero que não chegue em casa tarde, porque se não eu conto para mamãe.

- Assim como também falarei de todas as mulheres que você está levando para casa. – Falei com ódio e me virando para andar até a mesa.

Escutei ele falando “idiota” mas nem liguei e fui com o coração na mão encontrar o idiota que estava me ajudando nessa situação.

***

O tempo foi passando e na metade do segundo tempo, uma chuva forte começou a cair fazendo com que a energia acabasse em todo o bairro.

Inclusive no bar.

Houve diversos palavrões dos manés que queriam terminar de assistir o jogo, assim como Kurt, e também um grito agudo que silenciou os demais: Dice.

Eu juro que estava me segurando para não rir.

- Droga. Já vi que vou ter que ir embora – Falou Kurt bufando.

— Er... Kurt? – Perguntei – Esqueceu de mim?

- Ah meu Deus. É mesmo. Me esqueci que era para te levar... Oh amor, tem como você ir para casa a pé?

- Com as ruas escuras desse jeito?! – Exclamei alto – Você quer que eu seja assaltada?

- Oh... É que... hm... Não tenho como te levar, desculpe.

- Mas e o carro em que você me trouxe?

- É que... Eu depois daqui ia para... Hm... Visitar uns amigos.

Cara, essa foi a gota d’água.

- Sabe... Teve certas pessoas que falaram que iam dar o seu melhor. Mas se isso, Kurt, for o seu melhor, espero que essa seja a última vez que me procure. – Falei me virando com uma raiva imensa, indo em direção a mesa do meu irmão para ver se ele ainda é caridoso de me levar para casa. Para nossa casa.

Enquanto me distanciava, ainda escutava os protestos e as desculpas de Kurt.

Agora via todos indo embora com medo de serem assaltados no escuro, e o gerente acender lanternas para todos verem o ambiente direito.

E assim com todo meu orgulho ferido, cheguei na mesa do meu irmão.

Pelo que vi, ele já estava pagando para ir embora com Dice.

Diferente de Kurt, eu sei como meu irmão é cavalheiro e deixará Dice em casa.

Respirei fundo.

- Matt?

Ele se virou assustado para mim.

- Celly?!

- Você pode me levar para casa? – Perguntei fazendo careta

- Claro que não – Falou Dice ao mesmo tempo em que Matt dizia que sim.

- Por Deus Matt, eu não estou acreditando nisso! Você ia dormir lá em casa hoje! – Falou a vadia choramingando.

- É, mas não vou deixar minha irmã sozinha lá em casa no escuro. – Se virando para mim ele completa – Claro maninha, eu te levo.

E pagando a conta, nós deixamos o bar escurecido.

***

Cheguei em casa e fui trocar de roupa. Como a maioria das minhas roupas estavam sujas, devido a minha mãe ter viajado e eu ser preguiçosa para lavar a roupa, eu tirei minha calça e minha blusa e fiquei somente com uma calcinha e uma camisa social de papai que cobria a parte debaixo toda.

Desci e encontrei Matt agora acendendo todas as velas e as colocando nas partes principais da casa.

- Matt — Sussurrei.

Ele se virou e ficou me encarando de cima a baixo incapaz de pronunciar quaisquer palavras.

Meu coração deu um pulo perante a idéia da falta de palavras ser devido as minhas vestimentas.

- Sim? – Perguntou engolindo em seco e indo para a cozinha.

- Eu preciso desabafar com você.

Ele parou e ergueu uma sobrancelha me encarando com curiosidade.

- Fale.

Respirei fundo para as próximas palavras saírem da minha boca.

Mal sabia eu que depois de ter falado isso, minha vida iria mudar de rumo.

- Eu estou desistindo de Kurt.

Notas finais
geeeeeeeeeeeente próximo capítulo teremos o tão esperado hentaaai *-* UHEUSHEUSHEUSUHES.
Bom, ele não está vulgar porque eu quis expressar mais a intensidade do amor deles dois. Mas tem umas coisinhas que faz justiça a censura, hihi *-*
eeentão? mereço reviews para colocar o próximo cap? *---*
eu sei que o cap foi chatinho mas ele foi feito de ultima hora e de coração. como todos sabem começaram minhas aulas e agr ta tudo corrido mimimi ç.ç
beeeijos meus anjos