Mask
8 Capítulo sete
Notas iniciais
10 REVIEWS? *-* JURA QUE MEREÇO ISSO?
AMO VOCÊS MUITOOO
CAPÍTULO SETE
Pornografia. Provavelmente era a merda que Matt via.
Minha nossa aquele cara não sossega o facho não é?
Enquanto descia para finalmente tomar meu delicioso café, não pude deixar de sorrir ao perceber que eu aprendi a minha primeira lição de sedução: sempre resistir aos encantos de um menino.
Diz se não mereço palmas?
- Querida? – Ouço minha mãe me chamar.
- Oi mãe – Falei percebendo que não era a primeira vez que ela tentava chamar minha atenção.
Minha mãe era linda, modéstia parte. Seus cabelos castanhos com olhos cor de mel, queixo anguloso e um rosto quadrado com lábios carnudos, faziam parte da obra completa. Todas as pessoas que viam a gente caminhando na rua, em vez de perguntar se somos mãe e filha, perguntam se somos amigas. É tenso. Eu puxei mais o meu pai. Com os olhos esverdeados e cabelos cor de ébano. Matt só tem o nariz da minha mãe e os lábios...
Minha nossa eu reparei mesmo nos lábios de Matt?
- Celly? Eu estava perguntando o que você queria para o café, querida.
- Ah, só torrada com o suco.
- De dieta? – Perguntou minha mãe com ironia
- Ressaca. É diferente. – Falei me sentando na cadeira.
Minha mãe jogou o pano sobre o balcão e franziu suas sobrancelhas com preocupação.
- Quer falar sobre isso? – Perguntou a dona Catherine preocupada — Matt me contou o estado em que você chegou em casa ontem. Se ele não estivesse fazendo o curso de medicina, mal teríamos noção do estado em que você se encontrava.
Não mãe. Ele só teve noção porque o que ele mais fazia era beber e cair mesmo.
- Mas porque querida? – Voltou a perguntar interrompendo os meus pensamentos — Por que você ficou tão bêbada? Te drogaram?
- Não! – Gritei exasperada — Mãe... Matt exagera.
- Ele exagerou falando que você não se lembra de nada de tão bêbada que você estava, Celly?
- Mãe...
- Ele exagerou? – Insistiu.
Baixei minha cabeça derrotada.
- Não
- Foi o que eu pensei. – Falou agora colocando o meu suco e a minha torrada na mesa.
Eu mordisquei a torrada e bebi um gole do meu suco.
- Bom dia mãe – Falou Matt enquanto ia beijar minha mãe e sentava na cadeira a minha frente.
Puff, quase cuspia o suco em que estava tomando. Eu corei lembrando sobre a cena de agora a pouco.
- Bom dia filho. – Falou servindo o café dele.
- Celly, eu... – Ele começou, mas parou assim quando a campainha tocou.
- Mas já a essa hora da manhã? – Perguntou minha mãe indo em direção a porta.
- Celly... – Tentou novamente o meu irmão, quando estávamos sozinhos na cozinha.
- Vai ficar só falando o meu nome ou vai falar o que é? – Arqueei uma sobrancelha e me inclinei até ele fingindo indiferença. Quando por dentro... Digamos que eu não estava assim tão indiferente.
- Na verdade eu gosto de ouvir seu nome – Sorriu torto se inclinando até a mim.
- Escuta aqui...
- Hm, Celly! – Gritou minha mãe da sala interrompendo o meu sermão.
Eu imediatamente voltei a me encostar na cadeira.
Caramba, nem tinha percebido que nós nos inclináramos tanto para falar.
- Oi? – Perguntei corada enquanto ela entra com um buquê de rosas amarelas na cozinha.
- Isso é para você, querida.
Oh Deus.
- Quem enviou isso para Celly? – Perguntou meu irmão nervoso.
- Ei! Isso não é da sua conta – Falei enquanto recebia o buquê da minha mãe.
Junto do buquê havia um bilhete.
Você sabe o que significa quando uma pessoa envia uma rosa amarela para alguém?
Procure e saberá o porquê estou enviando isso.
Espero que goste.
Virei o bilhete e nada. Não tinha nome.
Estranho.
- Mãe...
- Sim, Celly? – Perguntou minha mãe curiosa.
- Qual é o significado de uma rosa amarela?
- Ah... Oh meu bem... Significa...Hm. Amizade – Disse minha mãe desconfortável.
- Só isso?
- Significa segundas intenções. Significa que alguém te deseja, Celly – Respondeu meu irmão ríspido.
Merda.
Como se eu já não estivesse confusa com tudo acontecendo, um filho da mãe me envia um buquê de rosas amarelas dizendo indiretamente que me deseja?
Eu mereço.
Meu irmão se levanta rapidamente e pega sua mochila que estava pendurada na cadeira.
- Hey mocinho! Você nem tomou seu café.
- Eu como na casa da Dice, mãe.
- Você vai para lá a essa hora?
- Por que? Eu não posso? – Gritou Matt lá da sala.
E depois disso tudo, eu e minha mãe escutamos a porta da frente batendo com força.
- O que deu nele? – Perguntou minha mãe incrédula.
Ah mãe sabe o quê é? É que meu irmão está me protegendo demais. É isso. E o tadinho aceitou a me ajudar a seduzir um garoto agora a pouco e simplesmente me aproveitei dele. Nada demais.
Mas claro que não falei isso.
- Eu não sei mãe. – Falei imersa em pensamentos.
- Vai lá atrás dele
- Mãe...
- Marcelly Louie, agora. E pede para ele voltar imediatamente.
É engraçado como a proteção é de família mesmo.
Eu bufei.
Peguei meus sapatos e calcei saindo para procurar ele.
Mas quando abro a porta, me deparo com uma coisa da qual nunca vi na minha vida.
Meu irmão estava sentado no batente do degrau. Mas chorando.
Notas finais
peeessoinhas lindas do meu core, eu juro que tentei postar antes mas tive que sair de manhã e só voltei agora.
Eu juro. Mas claro, nunca deixarei vocês na mão.
Mas e aí? Capítulo bom ou ruim?
Gente o Matt não é fofo? -q *-*
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