Mask
9 Capítulo oito
Notas iniciais
Gente, vocês não tem ideia da cena que acabei de fazeer.
Quem disse que tem relação com Matt e Celly estão de parabéns! UEHSHEUSHEUSHUES. ficou lindo modéstia parte *-*
Hoje o capítulo vai ser grande,wee.
Agradecendo de novo pelos reviews que recebi *-*
Boa leitura.
CAPÍTULO OITO
- Matt! – Grito correndo até onde ele estava.
Nunca vi meu irmão demonstrando fraqueza na minha vida.
Em 17 anos eu nunca vi meu irmão chorar. Nem quando o nosso avô morreu.
Me sentei ao seu lado.
- Celly? – Perguntou agora secando as lágrimas para eu não o ver chorando.
- Hey, o que houve? – Perguntei segurando o seu queixo para que ele fitasse os meus olhos.
Era um contraste incrível que seus olhos esverdeados faziam com os vermelhos do seu choro.
- Eu... Não sei. – Falou ele confuso – Eu não sei, Celly.
- Você não ia para casa de Dice? – Perguntei confusa – O que você está fazendo aqui sentado?
- Mamãe está certa, está muito cedo para ir até a Dice. – Falou abaixando a cabeça e apoiando ela nas suas mãos.
- Shh, ta tudo bem, maninho. – Falei agora o abraçando.
- Eu não sei o que está acontecendo comigo, Celly.– Falou aceitando o meu abraço.
Quando lhe abracei, seu corpo que antes estava tenso, ficou calmo.
Ele enterrou sua cabeça na curvatura do meu pescoço enquanto eu ficava alisando seus cabelos sedosos.
Matt nunca foi de chorar... Porque choraria justo agora?
Ficamos um bom tempo vendo a rua e imersos nos pensamentos até notar que o sol já estava muito alto.
- Matt?
- Sim?
- Me esqueci que era para te fazer entrar. Mamãe vai nos matar, já to vendo.
Ele riu.
- Ei garota, eu te protejo – Falou dando um soquinho de leve nos meus ombros.
Suspirei dramaticamente.
- Então espero que você seja a prova de bala.
Ele gargalhou dessa vez.
O clima que antes estava pesado, finalmente voltou a ficar leve.
***
O final de semana passou rápido e depois daquela manhã de sábado, não repetimos mais as minhas “aulas” de sedução.
- Mãe! Eu vou me atrasar! – Gritei desesperada enquanto ainda me vestia.
Coloquei um short junto com uma regatinha branca nas pressas.
- O problema foi seu! Quem mandou você se acordar tarde? – Gritou minha doce mãe, lá de baixo.
Puta merda! O problema agora é meu se o despertador que minha mãe me deu é da 25 de março?
Quando acabei de amarrar a minha sapatilha, corri aos trôpegos para a cozinha para pelo menos beber um copo de suco.
- Cadê o Matt? – Perguntei pegando a jarra de suco e enchendo o meu copo.
- Ah, ele ta falando com o seu pai... Parece que será ele que te levará para o colégio hoje.
- Ele quem? – Perguntei confusa pela sua ambigüidade.
- Matt.
- Ah... – Falei sentindo meu coração acelerar um pouco.
É a ansiedade de ver Kurt... É isso.
- Vamos? Sou eu mesmo que vou te levar – Falou Matt descendo as escadas.
- Ok... – Engoli em seco.
Terminei de tomar meu suco e peguei o meu colar com pingente da pimentinha, que se encontrava no centro da sala, e o coloquei no pescoço.
Matt já estava saindo da casa quando me lembrei de uma coisa fundamental.
- Hey! – Gritei puxando sua blusa para ele parar.
- Wow! Se queria me agarrar era só dizer – Sorriu torto.
- Eu tenho bom gosto. Diferente de você, meu caro Watson*. –Citei isso lembrando do que ele falou no meu quarto.
* Personagem amigo do detetive Sherlock Holmes.
- Se não foi isso, então o que foi?
Fui até ele e botei minhas mãos dentro do seu bolso traseiro. Ele prendeu a respiração.
- Celly, que porra é ess—
- Arrá! Como suspeitava – Falei vitoriosa.
- O que foi que você suspeitava? – Ele perguntou assustado.
- Você esqueceu a chave do carro – Revirei os olhos.
- Ah... – Falou como se tivesse... Aliviado? – Eu vou buscar.
Já no caminho para ir para o colégio, o silêncio que se fazia ali dentro era muito perturbador.
Será que ele está assim estranho, por eu ter estado carente e ter me aproveitado dele daquela vez?
Respirei fundo e expulsei esse pensamento da minha cabeça
Chegando ao colégio, fui direto abrir a porta do carro quando, simplesmente, ele se inclina e fecha ela novamente.
- Merda, Matt você quer me atrasar mais do que já estou? – Gemi de frustração.
Sem ao menos ter percebido antes, nossa proximidade foi ficando cada vez mais curta.
Os verdes intensos dos seus olhos sorriam pela minha incredulidade.
- Lembre-se maninha – Sussurrou em meu ouvido – Resista aos encantos dele.
- Dele quem? – Perguntei fitando os seus lábios.
- Do menino, Celly. – Falou ele também fitando os meus lábios
- Ah... – Engoli em seco – C- claro. E-eu já vou indo.
Me virei para abrir a porta de novo, quando ele se inclinou e fechou novamente.
- Puta que pariu Matt, meu professor vai dar o cão para cima de mim hoje.
Ele riu.
- Ouça porque o que estou fazendo por você é uma caridade.
Suspirei.
- Está certo. Estou ouvindo.
- Em hipótese nenhuma olhe para ele.
- Mas--
- Em hipótese nenhuma. Me escutou? – Perguntou Matt me fitando.
- Está bem! – Falei exasperada – Mais alguma coisa?
- Sim – Falou agora se encostando no seu assento e pondo as mãos no volante – Ele provavelmente vai atrás de você e...
Eu gargalhei.
- Duvido que ele vá atrás de mim Matt!
- Me escute. Ele irá. Acredite. E quando ele vier você olha ele de cima a baixo e fala que não pode conversar com ele porque está ocupada. E se ele for daqueles meninos que insiste bastante é porque ele vai estar na sua rapidinho.
- Mas ele vai ficar com raiva de mim, Matt!
Ele deu um sorriso malicioso.
- Acredite, maninha. Os homens adoram uma garota selvagem e rebelde.
- Então, se for assim, ele vai me amar.
Ele riu alto.
- Bom. Auto estima nessas horas sempre conta.
Eu sorri.
- Obrigada, maninho. – Falei agora abrindo a porta sem ser barrada por ele desta vez.
Fechei a porta.
- Ah e mais uma coisa! – Falou ele abrindo a janela e se inclinando no banco.
- Sim?
Ele baixa mais um pouco a janela e quando me inclinei um pouco demais para saber o que era, sem querer seus lábios deram um beijo em meu queixo.
Arregalei meus olhos e corei de um jeito absurdo.
- Tenha um bom dia.- Disse rouco.
E falando isso, Matt arranca o carro do meu pai com uma velocidade horrenda me deixando em uma fumaça de poeira e com pensamentos sobre o que aconteceria se, em vez do meu queixo, a sua boca encontrasse os meus lábios.
Notas finais
Próximo capítulo haverá uma booomba.
Curiosos? Vamos lá. Reviews para poder pôr mais! *-*
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