Mask
20 Capítulo dezenove
Notas iniciais
sério que não fiz por mal. ç.ç primeiro eu fiquei sem meu pen drive, e ontem ia postar mas eis que surge o aniversário da minha prima para eu ir (PARABÉÉNS JÚ!).
Ouuuun mas quero agradecer muito o carinho de vocês e tudo o mais. quero que me perdoem.
reeeeeeeeeeecebemos mais outra recomendaçããão *-*
oooun mtmtmtmtt obg minha linda! *-* hooje o capítulo será dedicado para ti: moon_98. wwwe.
também quero dedicar esse cap a laninha (minha amiguinha de classe *-*) que está acompanhando minha fic e deixando meus outros amiguinhos curiosos com essa estória. KKKKKKKKK.
beeeeeeeeeijos e boa leitura meus anjos.
E desculpa ))))))):
CAPÍTULO DEZENOVE
Arfei pelo esforço que estava fazendo.
Eu corria rápido entre as ruas escuras e virei em um beco escuro, mas, antes que pudesse fazer alguma coisa, senti uma mão me empurrar contra a parede e a outra me dar uma forte estapeada em meu rosto fazendo com que minha cabeça se voltasse para um lado.
Engoli em seco e subi meu olhar até encontrar o meu agressor me encarando. Ele me soltou e pegou um objeto que estava preso em sua calça.
Olhei atordoada para a arma que se encontrava apontada na minha frente.
- Agora dessa vez você não me escapa, Celly.
- Porque você quer me matar, Ben? – Perguntei chorando. – Porque você me estuprou? Você sabe que eu gostava de você! – Gritei.
Algo no olhar dele me desarmou. E algo no meu olhar o fez se desarmar também, porque, simplesmente, ele abaixou a arma para o chão.
- Por quê? – Insisti agora observando sua face demonstrar desespero. – E por que você matou todas aquelas meninas?
Ele me olhou com os olhos arregalados.
- Você não sabe de nada! – Gritou.
- Tem certeza Ben? – Perguntei usando o seu apelido que antes eu usava. – Tem certeza que eu não sei das duas garotas que você estuprou e que depois matou?
- Cale a boca! – Falou atirando para cima.
Eu engoli em seco, mas, embora eu estivesse assustada, eu não quis demonstrar fraqueza.
- Por que você quis fazer o mesmo comigo Ben? Por quê?
Uma lágrima escorreu do seu rosto.
Pela primeira vez eu vi o Benjamim derrotado.
- Eu fiz isso porque te amei. – Falou com a voz quase inaudível.
- Você é louco?! – Gritei desesperada – Como você pode me amar demonstrando desse jeito?
- O amor é como uma dor. Temos que acabar com ele antes que ele nos destrua.
O encarei com os olhos arregalados.
- Porque você acha isso?
- Porque toda vez que me apaixono, uma filha da mãe vem e me dá um fora! – Gritou com todas as forças.
- Mas eu não daria –
- CALA A BOCA!
E depois disso só escuto uma zoada de um tiro zunindo pelo ar.
***
Uma hora atrás.
- Como é que é? Eu vou ser uma isca? – Perguntei incrédula para o delegado que se encontrava perante a mim.
- Sim. Você é essencial para esse plano – Falou ajeitando a calça que estava deslizando pela sua cintura. Notei tardamente que no cós dela uma arma estava escondida.
Engoli em seco.
- Ele é um... Psicopata tão sério para vocês criarem um plano para tentar capturá-lo?
- Escute a si mesma, Marcelly – Falou Duke cruzando os braços. – Você por acaso está defendendo um cara que te estuprou, que tentou te matar e que por acaso machucou o seu irmão?
- Namorado – Sorri de lado.
- Namorado?! – Gritou desentendido.
Eu ri baixinho.
- Longa estória.
- Mas você disse que ele era seu ir—
- Eu pensei que ele era.
- E ele não é? – Perguntou com os olhos arregalados.
- Descobri hoje – Falei fitando os seus olhos descrentes.
- Mas... Por que ele é seu namorado? Eu não estou entendendo.
- Olha você não tem nada haver com minha vida ok? – Falei com impaciência. – Me explique logo o que você quer comigo.
Ele balançou a cabeça com frustração.
- Realmente mulheres são difíceis de entender.
- Ainda estou esperando a explicação. – Falei batendo os pés.
- Ok... Eu não tenho como te enrolar mais, então vamos lá: lembra quando você me explicou sobre como e onde você foi...
- Estuprada? – Perguntei seca.
- Eu ia falar enganada, mas tudo bem.
- Continue – Sibilei.
- Pois bem, você me explicou que foi em um beco escuro certo?
- E o que isso tem haver com o plano? – Perguntei temendo a resposta.
- Que o Benjamim não quer deixar pistas e tentará a mesma coisa que fez contigo naquela noite.
- Ou seja, me levar para um beco escuro, mas agora para lá tentar me matar?
- Pois é.
- Mas... Duke... Porque ele esperou, mais ou menos, dois meses para aparecer? Porque ele não me matou logo quando me viu?
- E você acha que não levantaria suspeita? Ver o jovem novato, que a propósito você detesta, te aperrear para depois você aparecer morta? É lógico que ele queria primeiro fazer com que você se esquecesse dele, junto com o resto, para assim dar o bote.
Eu suspirei alto.
- Tem razão.
- E, claramente, ele quis te matar atropelada, porque assim ninguém veria a cara dele direito, não teria nenhuma chance de deixar digital como teria se ele tivesse tentado te matar pelas suas próprias mãos e também ele não perderia tempo fugindo já que estaria em um carro.
- Mas... Como você vai atraí-lo para o beco?
Ele riu sem humor.
- É você que irá atraí-lo.
- Como assim? – Perguntei franzindo a testa.
- Ele deve estar nesse momento perto da sua casa.
- Por que ele estaria?! – Perguntei desesperada.
- Para tentar te matar – Falou o delegado dando nos ombros.
Eu solucei.
- Não... Ele não está! Não pode.
- Ele deve estar nesse momento te vigiando, criança.
O fuzilei com os olhos quando me chamou de criança.
- A criança, do qual você está falando, foi quase assediada agorinha a pouco por um delegado filho de uma –
- Ok, não vamos desviar do assunto, certo?
Eu bufei.
- Certo. – Falei respirando fundo – Voltando: como você sabe que ele está me vigiando?
- Porque obviamente foi o que ele fez nesses dois meses, já que ele esperou você estar sozinha nessa casa para assim colocar seu plano em ação.
- Mas nesses últimos dois dias eu estava no hospital o tempo todo... – E uma revelação bateu em mim – Oh meu Deus... Será que ele viu que fui à delegacia?
Ele passou as mãos pelo cabelo.
- Acho difícil. Se ele tivesse visto, você não estaria viva agora.
- Você realmente deixa uma pessoa com a estima elevada.
Ele riu.
- Celly... Você já tem uma estima elevada. Não tem para quê subi-la mais.
Ignorei a sua ironia.
- Me responda uma coisa? – Perguntei.
- Diga.
- Porque você está me falando desse plano só agora?
- Obviamente estava esperando você voltar para casa. Eu sinto que ele está perto daqui. E por um lado faz até sentido ele estar esses dois dias te esperando aqui. Não notou que sua rua é mal movimentada? Ele podia ficar horas parado que ninguém notaria se ele estava vigiando alguém ou só passando pela rua.
Eu tremi com a lembrança da má movimentação da rua que acarretou no atropelamento de Matt.
- Matt você está no meio da rua! – Gritei parada na varanda.
- Cadê esse infeliz? – Matt perguntou olhando para mim.
Eu abri a boca para falar para ele voltar para casa, mas, infelizmente, fui interrompida por um barulho terrível de derrapamento. Viramos para olhar a rua e vi um carro vindo na direção de Matt.
Eu vi quando ele paralisou.
Eu vi quando o carro o encontrou.
Mas não vi o desespero que estava estampado em meu rosto.
- MATT! – Berrei.
Mas não adiantava. O carro nem sequer parou, porém pude perceber pela janela, o dono daquele par de olhos que tanto me assustara: Benjamim.
Ele não deixaria barato, percebi.
Quando ele se fora com o carro, eu fui de encontro ao meu amor que se encontrava estirado no chão todo ensangüentado.
Expulsei essa lembrança da minha cabeça.
- E – Continuou o delegado sem se importar com o meu “desligamento” da conversa – se ele foi ao hospital, com certeza ele não te achou se não ele te mataria lá mesmo. É como eu disse antes: ele está instável. Ele não terminou o que queria. Se ele realmente foi ao hospital, ele deve ter voltado para cá para te esperar.
- Mas lá no hospital teria muitas pessoas e ele não teria como me mat –
- Você ficaria surpresa de saber que existem centenas de quartos abandonados por aqueles corredores do hospital.
Meus olhos ficaram marejados por causa do medo.
- E o que tenho que fazer nesse plano?
- Caminhar até um beco escuro, já que ele vai te seguir, e levar isso. – Falou me dando um daqueles microfones bem miúdos e a pondo escondida pendurada na gola da minha camiseta.
- Para quê isso? – Perguntei sem entender nada.
- Para escutarmos o que vocês estão falando. Celly... Faça-o confessar o crime, ok? Só entraremos em ação para te separar dele quando o infeliz confessar tudo.
- E se ele tentar fazer alguma coisa comigo antes de se confessar? — Perguntei tensa.
Ele olhos nos meus olhos e respirou fundo.
- Vamos. – Falou como se tivesse dizendo: é um sacrifício do qual irá passar.
E assim soltei minha lágrima demonstrando o pavor que estava sentindo com tudo isso.
***
Agora
Eu vi o tiro atingindo o seu alvo.
O sangue escorria pela mão atingida de Benjamim, que agora não obtinha mais a arma.
Cobri a minha boca com a mão para reprimir um grito.
- Parabéns Celly, você conseguiu – Falou Duke com a arma ainda apontada para Benjamim.
Dois policiais, um deles era Steven, vieram prender Benjamim enquanto este mesmo se debatia.
- Vadia! Eu te amava! Sua puta! Como fez isso comigo? – Gritava Benjamim se debatendo e berrando de dor pela mão que ainda sangrava fortemente.
- Isso... – Falei e cuspi na sua cara – é o que você merece seu infeliz.
- SUA –
- Leve-o daqui – Gritou Duke.
E assim os policiais arrastaram um Benjamim revoltado para o camburão.
Me virei para Duke.
- Vocês vão prendê-lo?
Ele balançou a cabeça em negação.
- Não – Suspirou cansado. – Iremos levá-lo para uma solitária. Ele precisa de tratamentos médicos... Escutamos a conversa e chegamos à conclusão que ele virou essa pessoa mesquinha por causa de traumas.
“O amor é como uma dor. Temos que acabar com ele antes que ele nos destrua.”
- Sim – Respondi triste – Vocês estão com toda a razão. Ele não era assim.
Fomos interrompidos pelo meu celular tocando insistentemente.
- Alô?
- Celly? – Perguntou meu pai, digo tio, chorando.
Meu coração se apertou.
- O que houve? – Perguntei quase berrando no celular.
- É o Matt... – Falou com os soluços ficando cada vez mais forte.
Senti meu corpo ficando mole.
- POR DEUS O QUE HOUVE?!
- Ele... Está em estado grave... Ninguém sabe... Injetaram uma substância tóxica no tubo dele e...
Eu senti meu mundo caindo.
- Estou indo para aí agora! – Gritei sem esperar ele terminar o resto.
Eu me senti fraca.
-Ow! Te peguei! – Falou Duke me segurando antes de eu poder conseguir despencar no chão.
E assim senti minhas lágrimas escorrerem violentamente.
- NÃÃO! – Gritei. – Por favor meu Deus não tire ele de mim!
Gritava enquanto as mãos de Duke rodeavam a minha cintura.
- Shhh, calma Celly!
- Não!
Eu não pensava em nada a não ser que meu Matt podia...
PARE CELLY!
Minha nossa. Senti tudo se despedaçando dentro de mim.
- Ah meu Deus. – Falei colocando minhas mãos em meu rosto.
As lágrimas já ensopavam a gola da minha camiseta. Era até possível que o microfone já tenha se ido há muito tempo.
- Celly o que houve? – Perguntou Duke desesperado.
Como se alguém tivesse me dado uma bofetada no rosto, eu me lembrei da conversa que tive com Duke a momentos atrás.
“Se ele foi ao hospital, com certeza ele não te achou se não ele te mataria lá mesmo. É como eu disse antes: ele está instável. Ele não terminou o que queria.”
Um ódio infernal se alastrou pelo meu corpo, porque daquela vez eu percebi o óbvio.
E a conversa na delegacia me veio à tona para confirmar isso.
“Porque todas as namoradas dele foram mortas. No IML foram detectadas substâncias tóxicas e muitos machucados em seu corpo.”
- Você estava certo...
- Sobre o quê? Meu deus o que houve? – Perguntou desesperado.
Respirei fundo e esmurrei a porta do camburão que estava com Benjamim dentro.
- Benjamim...
- O quê que tem ele?
Cerrei meus punhos.
- Ele tentou matar Matt novamente.
Notas finais
Vocês me perdoam? EHUSHEUHEUSHEUSHEUSHESEUSHEUSHEHUSHEUSHU. aaamo vocês
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