Marvel Universe: All Different World

42 Capítulo XLII: Tony - A Repórter Genial e o Idiota Fracassado.


Notas iniciais
Atualmente posto minhas fics nos seguintes sites/plataformas de fanfics e histórias: Spirit https://www.spiritfanfiction.com/perfil/eucaristia Nyah! https://fanfiction.com.br/u/175167/ Wattpad https://www.wattpad.com/user/LillielEucaristia Acompanhe. Comente. Incentive. Todo autor precisa de sua dose de retorno para que as histórias não morram. Também escrevo uma série baseada em Percy Jackson e os Olimpiano, quem tiver interesse pode visitar meu perfil.

Data Terrestre: 09 de Outubro

—Eu ainda não acredito que vamos mesmo fazer isso. –Vi Pepper rolar os olhos diante da reclamação repedida de Mary Jane.

—Acredite ou não, nenhum de nós está muito à vontade com isso tudo. –Todos se surpreenderam no momento em que Emma passou pela porta acompanhada de Hill.

Provavelmente estavam tão preocupados com a entrevista que nem notaram quando Jarvis avisou da chegada das duas a menos de dois minutos, mas eu tinha ouvido.

E também tinha ativado a câmera do elevador, então eu sabia que a Rainha Branca tinha falado de algumas coisas potencialmente problemáticas para os próximos dias.

Suspirei cansado só de imaginar os desdobramentos possíveis daquelas questões.

—Desculpem a demora, eu realmente não estava esperando uma entrevista justamente hoje. –Hill parecia mais cansada do que eu achava saudável mesmo para uma das chefes da Shield. –Eu não sabia bem o que vestir, então preferi usar o uniforme de trabalho mesmo, só troquei por um limpo.

—Não é um problema minha querida, afinal nossas roupas serão os menores dos nossos problemas nesse jogo de gato e rato com os entrevistadores. –E eu sabia que Emma tinha razão, assim como não pude deixar de notar que seu conjunto de terninho e calça branca tinha uma camisa preta de seda como contraste com os óculos de estilo fashion que Claire deu de presente do Natal.

Curiosamente eu estava usando os que minha afilhada me deu na mesma ocasião.

—Pensamos igual. –Comentei apontando para o meu acessório e a Rainha Branca me sorriu de forma educada.

—Quando é sobre a nossa afilhada sempre pensamos igual.

—Você não fica com ciúme nessas horas? –Ouvi MJ cochichar para Pepper e me perguntei o que ela tinha na cabeça para perguntar isso.

—Não, eles são competitivos demais pela atenção da afilhada para que isso me preocupe. –Felizmente minha mulher é uma pessoa racional e inteligente.

—Então, onde estão os carrascos da mídia Stark? –Eu acho que deveria agradecer que Emma estivesse ignorando as piadas.

Apontei para a porta que levava a uma sala social onde eu ou Pepper normalmente lidávamos com investidores.

—Achei melhor deixar nosso espaço familiar livre da bagunça já que nossos convidados podem precisar circular pela cobertura.

—Foi uma boa escolha. –Hill olhou ao redor parecendo incomodada. –Aliás, onde estão os filhos do Loki?

—Wolf está com a Alexa, então não tenho certeza de onde eles possam estar agora. Ur ainda está no quarto evitando o Daniel que está na sala de musculação passando tempo com o Tristan. Já o Jason saiu em um encontro com Max Strange e não voltou.

A Comandante suspirou.

—Encontro com o Strange é? Bom, podia ser mais complicado. –Ela olhou ao redor novamente. –O que estamos esperando para começar a entrevista?

Eu ia responder quando Peter passou pela porta apressado.

—Desculpa a demora Tony, mas parece que depois do atentado ninguém mais aceita um não do departamento de relações-públicas se não for diretamente meu. Esse pessoal não entende que vamos falar só quando e com quem quisermos? –Ele demorou um pouco para reparar nas outras pessoas ali, mas eu entendo a distração do cansaço. –Senhoras, desculpe a demora, não era a minha intenção deixá-las esperando.

Mas elas apenas sorriram.

—Entendemos a situação Peter, então apenas respire. –E Emma era mesmo uma pessoa que conseguia acalmar alguém quando queria. –Agora que já estamos todos aqui apenas quero saber se podemos tratar daquele seu assunto ainda hoje Stark?

—Dependendo de como todos estiverem depois da entrevista eu acho que é possível.

—Ótimo. Eu prefiro não perder tempo ou atrasar assuntos potencialmente complicados. –Concordei com Emma assim como Hill.

—Nesse caso vou pedir para a Sharon vir para cá assim que possível. –A Comandante levou a mão a orelha e passou a informação por rádio antes de voltar a nos encarar. –Bem, agora podemos ir até os entrevistadores e começar a cuidar desse circo que foi criado desde a semana passada.

Todos concordamos e seguimos até a sala onde os entrevistadores nos esperavam.

Por um momento todos hesitaram sobre onde sentariam, mas eu tinha pensado bem naquilo, então indiquei para que Pepper e Mary Jane sentassem nas pontas opostas, tomei meu lugar ao lado da minha Pimentinha e Peter da esposa, deixamos Hill e Emma no centro.

Éramos amigos, parceiros nos problemas e uma família sempre que necessário, então deveríamos parecer como tal.

Os entrevistadores pareciam ter medo da forma como havíamos nos colocado, o que era a minha ideia ao nos posicionarmos naquela ordem, cada um poderia exalar seu poder de intimidação de forma mais eficiente e crescente, por isso coloquei as duas mais perigosas no meio e as outras duas mais ameaçadoras nas pontas.

Eu e Peter não éramos as peças poderosas desse tabuleiros, agora aquelas quatro, com certeza, eram.

—Agora que todos chegaram, creio que podemos começar. –E o falso sorriso doce de Pepper poderia enganar muita gente, mas eu conhecia muito bem a minha esposa.

—Estamos ansiosos para atender as suas perguntas. –E eu juro que Peter engoliu em seco diante daquele sorriso sinistro de “não tentem nos ferrar” de MJ.

Cara, eu morro de medo dessa mulherada.

Tenho mais medo da Hill que do Fury e sei que ele me entende.

Os entrevistadores e cameramen engoliram em seco.

—Bem, antes de mais nada boa noite e obrigado por nos receberem. –O homem bem-vestido e de cabelo alinhado parecia com medo, mas tomou a frente. –Eu sou Teddy Jones, meu colega de emissora, Tom Harry, acompanhou as duas jovens hoje na Shield.

—Tom Harry como em Thomas Laurent Harrelson? –Peter me olhou na dúvida do que estava por vir.

—Ele mesmo, gosta do trabalho dele? –Teddy parecia animado.

—Ele é bom, é que a Claire, a garota loira que ele tá acompanhando é meio que uma super fã do trabalho dele. –Peter suspirou. –Aposto que ela vai pedir o autografo nos DVD’s do documentário sobre a Máfia Irlandesa e depois no exemplar que eu arrumei do livro dele “O Tráfico Humano ao Redor do Mundo: Uma Reflexão sobre o Amago da Maldade Humana” sem nem ligar que o livro vai ser lançado só semana que vem. –Ele me olhou de forma acusadora e depois para Emma. –Vocês tinham mesmo que se juntar para me convencer a falar com o meu contato na gráfica?

—Ela é minha afilhada e não é como se não tivéssemos pago a mais para o seu amigo fazer esse favor. –Emma não ligou de parecer culpada.

—Além disso, se me dei ao trabalho de conseguir as gravações originais do documentário a anos atrás, por que não deveria fazer o mesmo com o livro? Até porque, a Claire não vai sair por ai distribuindo o livro para os outros. –Dei de ombros.

—Ela terminou o livro anteontem, então acho que tá tudo bem. –Todos olhamos para Hill. –Sharon me contou.

Todos concordamos e voltamos a encarar os entrevistadores.

—Eu sou Nathalie Everhart, meu colega Gareth Grimm esteve acompanhando o dia das garotas. Agradeço a recepção apesar da hora –A outra entrevistadora sorriu parecendo mais relaxada do que antes.

—Everhart como em Christine Everhart? –E eu nem precisava olhar para ver a aura sombria de Pepper diante da jovem que assentia ainda amedrontada. –Olha Tony, ela é parente daquela repórter com quem você dormiu uma vez.

Toda sala engoliu em seco, eu mais do que os outros.

—Foi antes de se quer começarmos algo Pepper, então deixa a garota respirar. –Minha esposa deu de ombros, mas eu apenas me encolhi diante da minha situação delicada.

—Então podemos começar com as perguntas? –Teddy parecia um pouco nervoso.

—Por favor. –Pepper tomou a frente.

—Primeiramente, poderiam nos dizer qual sua ligação com as garotas envolvidas no atentado terrorista? –Eu não gostei da forma como ele colocou aquilo.

—Você quer dizer as duas garotas que frustraram o atentado terrorista de ser bem-sucedido, não é? –É, eu não gostei mesmo de como ele falou.

Teddy sorriu parecendo sem jeito, mesmo assim eu notei que era falso.

—Isso, desculpe.

—Eu sou padrinho da Claire, a garota loira. –Acho que estufei o peito, porque Emma riu irônica. –Dezesseis anos atrás eu tive a honra de me tornar o padrinho da menina mais doce do mundo depois da minha pequena Maria, mas como minha filha tem só sete anos a Claire ocupou esse posto sem rivais por muitos anos e como a Laura é namorada dela eu gosto daquela garota como uma sobrinha. –Eu acho que entrei no modo padrinho supersurtado, porque Pepper me deu um cutucão. –Desculpa, eu me empolgo. O fato é que qualquer pessoa capaz de fazer a minha princesa sorrir daquele jeito pode me pedir o que quiser, se bem que as duas não pedem nada. –Acho que soei mais desanimado do que qualquer um esperava

—Eu sou madrinha da Claire, assim como o Tony. Recebi essa honra por ter ajudado no parto particularmente surpresa e complicado dela, além de ter ajudado a estabilizar a mãe que ficou muito fraca depois. Também sou mãe de criação do irmão mais velho da Laura e mãe biológica da irmã caçula dela, o que me fez ser a mãe adotiva dela, ao menos nos documentos; minha filha mais velha é um misto de melhor amiga e irmã postiça da Claire. –Emma deu um sorriso de lado. –E eu aprecio qualquer um que faça bem as crianças que tomo como minhas protegidas.

—Eu sou Maria Hill, Comandante da Shield e amiga de longa data dos pais da Claire. Vi essa menina crescer dentro da minha organização como se fosse sua casa e ser treinada pelos agentes mais condecorados nos mais variados tipos de habilidade, inclusive por mim e pelo Diretor Nick Fury. Ela é uma parte essencial da Shield, seja como membro ou como família. –Hill não sorria ou parecia intimidada. –Já a Laura é filha de um mutante condecorado que lutou na Segunda Guerra Mundial ao lado do Capitão América e do Comando Selvagem além de fazer parte dos quadros da Shield por anos, o que é o suficiente para mim, mas como ela namora a Claire e protege a namorada de ideias idiotas eu realmente gosto dessa garota.

—Com meu marido sendo padrinho da Claire, eu a tenho como uma sobrinha, se bem que os pais dela são nossos amigos a mais de vinte anos, então seria natural termos esse tipo de relação. Ela é uma grande amiga do meu filho Tristan e está sempre passando por aqui. –Pepper sorria de uma forma altiva para o tal de Teddy que se encolhia diante do seu olhar.

—Eu tive o prazer de a minha filha May crescer como amiga de uma pessoa como a Claire e também sou amigo da família. Na verdade, quem nos apresentou anos antes mesmo das crianças nascerem foi o Tony, mas mesmo sendo mais próxima da May, a Claire também tem uma excelente relação com meus filhos mais velhos, o que é tudo que eu preciso saber sobre ela para ter certeza que é uma ótima pessoa. –Peter por outro lado nem ligava de olhar para a cara dos repórteres.

—Quanto a mim, além do convívio cotidiano também tive a oportunidade de ver como a amizade da Claire com a May ajudou ambas. –Mary Jane sorria como uma diva que sabe que está no topo do mundo, algo que é muito bom para hoje. –Aquela garota ajudou minha filha nos seus projetos de moda mais de uma vez, servindo de modelo e mesmo com críticas construtivas, não que isso seja estranho já que ela sempre foi próxima da filha da Emma e isso sempre fazia com que Christian Frost as levasse para verdadeiros tours de moda pelo mundo.

—Claire conhece Christian Frost? –Everhart parecia chocada.

—Ele é meu irmão mais velho. –Não que Emma tivesse ligado para aquilo.

—E é muito comum ela se envolver nesse mundo da moda? –A entrevistadora parecia mesmo interessada agora.

—Um pouco. –Emma me encarou. –Posso usar seu sistema de projeção holográfica? –Estendi o controle e ela conectou com o seu sistema pessoal no Instituto projetando dezenas de imagens de Claire fazendo pequenos trabalhos como manequim desde que era criança, a maioria para Christian Frost. –Meu irmão adora usar Claire e Alexis como modelos para seus vestidos, ele diz que elas tem os corpos mais perfeitamente proporcionais e desenvolvidos que existem no mundo.

—O que não é estranho levando em conta as habilidades delas. –MJ comentou e então destacou uma série de fotos onde Claire e Alexis interagiam, ora parecendo flertando entre si ora como se quisessem seduzir o fotografo. –Ai meu Deus! É a sessão fotográfica que elas fizeram para a May antes de irmos para Londres.

—É mesmo, eu tinha recebido, mas no meio da confusão que se instaurou esqueci de te mandar os parabéns pelos trabalhos da May, os vestidos ficaram maravilhosos e Christian me mandou dizer que sua filha tem uma vaga garantida com ele como estagiária a qualquer hora. –Mary Jane ficou animada pelas palavras de Emma que suspirou desativando as imagens. –Ele só ficou decepcionado que as duas se recusam a virar modelos profissionais.

—É como me sinto todas as vezes que ela recusa o cargo de Agente Plena de Alta Performance na Shield para ficar com o cargo de Agente Estagiário Especial de Alta Performance. –Todos encaramos Hill incrédulos. –Não me venham com essa cara, todos vocês adorariam colocar ela nas suas equipes, a garota tem o poder de deter a porra do apocalipse e ainda é uma das melhores pessoas do mundo. Eu já ouvi conversas entre os Vingadores de dar um assento fixo para ela em dois anos.

Eu e Peter fizemos a cara de culpados e suspiramos, porque era verdade.

—Mudando de assunto, você comentou que o parto dela foi complicado e que a mãe quase morreu, por quê? –Ah, eu realmente não estava gostando de Teddy Jones.

—Sendo direta, o pai dela passou por estudos experimentais governamentais que o tornaram um Capitão América. –Eu quase xinguei Emma, mas ela colocou as coisas de uma boa forma. –No final a Claire herdou esses poderes através do DNA do pai, isso fez o sangue dela muito poderoso, quase tóxico na opinião de alguns. Como durante o parto é um momento complicado para a mãe e a criança em que muita coisa pode acontecer, como a queda na eficiência do sistema imunológico baixa e transferência involuntária de sangue, nós tivemos problemas. A Claire meio que “infectou” a mãe com seu sangue extremamente poderoso. –Eu achei graça na forma quase didática como ela fez as aspas com a mão ao falar “infectou”. –Tivemos que estabilizar a mãe e procurar uma solução, que foi uma transfusão de sangue do pai, o que não apenas aplacou os picos causados pelo sangue da Claire, como fez com que a mãe desenvolvesse habilidades similares às do marido.

—Então ela quase matou a mãe. –Jones sorria arrogante.

—Sob a sua ótica todas as mães que morrem no parto foram assassinadas pelos filhos e filhas, estou errada? –Emma conseguia ser pior que qualquer outra pessoa.

Especialmente porque enquanto ela falava eu pesquisei Teddy Jones: noivo de uma jovem que a mãe morreu no parto, segundo filho de um pai na mesma situação e ainda por cima não tem muitas perspectivas de avanço na carreira a menos que consiga que um figurão o proteja. Esse cara é um ferrado.

—Mudando o foco. –Encarei Everhart, que parecia constrangida diante da atitude do colega. –Vocês falam bastante dos pais da Claire, mas não sabemos seus nomes, o que sinceramente nem espero que me digam. Mesmo assim, podem nos dizer o que eles fazem? Especialmente na Shield onde parecem trabalhar.

Uma pergunta difícil, menos irritante e mais focada.

—O pai dela é um Capitão de Operações, um que o rosto não pode aparecer porque suas missões incluem infiltração, o que também é o motivo de não falarmos o nome dele em entrevistas e afins. Se isso tiver que vir a público será opção da família, mas até lá o trataremos apenas por Capitão, que é um dos codinomes oficiais na Shield. –Hill não parecia ter nenhum problema em explicar aquilo, é claro que tudo não era mentira, mas não chegava a ser toda a verdade. –Já a mãe dela é uma das Comandantes da Shield junto comigo, a Comandante Johnson e a Viúva Negra, o que diz muito sobre o porque a Claire cresceu dentro da Shield como se estivesse em casa.

—Você disse outra Comandante, mas se conheço bem a estrutura da Shield por um trabalho que fiz a alguns anos para... –E do nada Everhart olhou assustada para todos nós. –Ela é descendente de Margareth Carter?

Ouvi a risada histérica de Teddy Jones diante da pergunta da amiga.

—Não delire Nathy. Descendente de uma das fundadoras da Shield, a mulher que lutou ao lado do Capitão América e tornou a presença feminina tão importante quanto a do homem em agências governamentais como... –Ele parou ao notar que mais ninguém ali ria. –Vocês não estão falando sério, estão?

—Na verdade, a senhorita Everhart está correta. –Pepper não se preocupou ao tomar a frente. –A mãe dela é sobrinha-neta de Margareth Carter e ser parte da Shield é quase um negócio de família para Claire, afinal, ela cresceu ouvindo as histórias da grande Peggy Carter e seus feitos dignos de deixar muitos homens no chinelo. –Depois ela encarou Teddy. –E para nós isso é mais sério do que imagina senhor Jones.

Ele engoliu em seco e assentiu.

—Bom, deixando a questão do parentesco dela de lado, porque acho que é demais para muita gente conseguir assimilar. –E eu sabia que precisaríamos falar com a senhorita Everhart depois, porque algo me diz que ela entendeu muito mais coisa do que eu gostaria. –A escola, colegas de escola e pais de outros jovens fizeram graves acusações sobre promiscuidade a respeito da Claire. –Eu me preocupei com o aquela parte. –Sendo sincera, quando alguém fala em promiscuidade é difícil ter uma imagem séria de quem acusa, mas sabemos que existem casos em que esse termo pode ser aplicado, então a minha dúvida é se imaginam de onde vem essas acusações?

Sorri diante da pergunta.

Eu havia acabado de pesquisar Nathalie “Nathy” Everhart e ela era promissora: não tinha uma alta posição, então vários jornalistas apreciavam seu trabalho sério em todas as áreas que em que ela se arriscava.

Talvez seu maior defeito fosse não ter um foco especifico nos tipos de reportagens que fazia, mas seu talento e dedicação compensavam isso.

—Vou ser sincero com você Nathy, eu levei uma vida promiscua quando era mais novo e, até começar meu relacionamento com a Pepper, dormia com praticamente qualquer mulher que me olhasse por mais de trinta segundos. –Notei ela corar, provavelmente por conta do que ouviu no começo da entrevista. –Acho que cheguei a ficar com uma mulher para cada semana do ano em uma época, então se alguém me chamar de promiscuo, vou ter que aceitar o título para esse período da minha vida.

—Isso é bem sincero da sua parte senhor Stark, mas onde chegamos a minha pergunta?

—É o que vem agora. Faz alguma ideia de quantos relacionamentos sérios a Claire teve em mais ou menos um ano e meio? –Ela negou. –Seis.

—Eu diria que ela não está nem perto de superar o senhor, com todo o respeito.

Acabei rindo.

—Verdade. –Respirei fundo. –O problema para a escola é outro. Para eles o crime da Claire não é ter tido seis relacionamentos em um ano e meio, mas ser bissexual, assim como meu filho Tristan e a amiga, Alexis Rasputin.

—Eu vou confessar para o senhor que isso ainda não faz sentido, afinal existem vários jovens que são bi, gays ou lésbicas, isso sem falar nos trans. Por que isso a faria diferente deles?

—Não faz. Vou te contar um pouco da vida amorosa da Claire pode ser? –Ela assentiu. –Seu primeiro namoro começou três meses e meio antes do aniversário dela de quinze anos, primeiro namorado e a primeira pessoa com quem ela transou.

—Vou ter que perguntar, como o senhor sabe disso? –Everhart parecia curiosa.

—Eu contei depois que ela contou para a minha filha. –Emma nem pareceu ligar quando a encarei. –É nossa obrigação trocar informações importantes sobre nossa afilhada no final de tudo.

—Verdade. –Me voltei para Nathy. –Eles ficaram juntos por cinco meses e as coisas só não ficaram sérias porque o garoto, que também era bi, queria um relacionamento aberto e a Claire não. Eles continuaram amigos, mas ela partiu pra próxima tentativa. O segundo namoro foi com uma garota lésbica que vivia tendo crises de ciúmes quando a Claire conversava com algum garoto, elas terminaram em menos de um mês. –Realmente minha afilhada tinha uma lista de desastres amorosos. –Então ela começou a sair com um colega de escola chamado Josh e o relacionamento durou um mês e meio, nunca fui com a cara do garoto então não fiquei triste quando a Claire deu o merecido pé na bunda dele. Depois teve outra tentativa com uma garota, durou quase dois meses, mas elas terminaram por problemas de ciúmes, já que a garota parecia ter ciúmes até da sombra da minha sobrinha.

—Vou confessar que sua sobrinha parece ter um dedo podre para relacionamentos. –Everhart comentou parecendo sentir pena.

—Um pouco. –Acabei rindo. –Ela então começou a namorar Drake Foster, filho do Thor, o namoro durou cerca de um mês e meio e a Claire terminou com ele. Os dois não davam certo e o garoto parecia apenas desinteressado em estar com ela. –Respirei fundo. –Outro ponto sobre a Claire que posso falar porque ela conversa disso comigo é que ela gosta de sexo e não fica mais de uma semana longe de um relacionamento, foi um dos vários motivos que facilitaram o término dela com o primeiro namorado e a amizade posterior.

—Então ela teve um caso de uma noite, algumas vezes, entre os términos e novos relacionamentos? –Assenti, mas Nathy não parecia chocada. –O que é algo até normal de formos analisar, especialmente depois de relacionamentos falidos como parecem ser todos depois do primeiro.

—Tem razão. Depois de tudo ela conheceu a Laura no começo de junho e elas começaram a namorar em meados de julho, o que foi uma provação para a Claire que ficou em jejum sexual por todo esse tempo. As duas estão juntas até hoje. –Então eu sorri para Everhart. –Agora vem a verdadeira resposta à sua pergunta: a escola, os alunos e os pais de alunos odeiam a Claire e a chamam de promiscua por ser bissexual e ter dado um pé na bunda do astro deles. Eles sempre a odiaram por ser diferente e quando ela se recusou a ficar com o garoto mimado começaram a arrumar formas de a perseguir.

—Verdade seja dita aquela escola só tem nome e mantivemos nossos filhos lá pela qualidade da educação, mas lembro quando Billy Maximoff estudou ali... –Mary Jane não tinha uma cara boa. –O pobre garoto era ofendido todo o dia, alguns tentavam bater nele e quando Billy e o irmão revidavam ainda eram punidos pela direção. Fizemos uma campanha ostensiva contra esse tipo de atitude e as coisas pareceram melhorar por um tempo, pelo menos até a Claire começar a namorar e o assunto se tornar público nos corredores. –Ela suspirou vencida. –Parecia que nossos melhores esforços em acabar com essa palhaçada não valiam nada. Me pergunto quantos outros alunos não se escondem ali por medo de serem julgados.

—Eu sei que vai parecer rude da minha parte, mas vocês têm como provar essas acusações? –Everhart realmente não soava maldosa.

—Por incrível que pareça sim. –Deixei Hill continuar. –Além da Claire e do Tristan Stark, outros jovens relacionados a Shield e aos Vingadores, como a May Parker, estavam naquela escola, então nosso time de monitoramento tem horas e mais horas de gravações disso. Afinal não foi à toa que o Stark e a Shield nos fizeram o favor de prover as formas mais eficientes de podermos manter os olhos e ouvidos nas nossas crianças, mas não podemos usar isso judicialmente a menos que tenhamos uma solicitação judicial, o que a escola conseguiu tornar viável.

—E vocês pretendem processar a escola? Ou apenas lutar contra as requisições deles? –Ah! Aquela pergunta fez todos nós sorrirmos de uma forma maligna, deixando a pobre Nathy e o silencioso Teddy tremendo.

—É claro que vamos esmagá-los como os insetos insignificantes que são. –Emma não hesitava em falar coisas contestáveis na frente de uma câmera.

—Não diga isso tão abertamente, eu tenho excelentes agentes de assassinato e infiltração ansiosos para poder agir sempre que um babaca grita uma frase contra a Claire na última semana. Tem ideia de como é ter que controlar mais de mil assassinos altamente treinados com sede de sangue? Todos agentes que adoram aquela garota? –Não que Hill ajudasse muito no momento.

—Vocês falam como se eu não tivesse pensado em usar o arsenal de armas do Tony para esmagar aqueles vermes usando a ponta do meu dedo no tablete. –Pepper... Ela quer mesmo ajudar aqui?

—Desse jeito eu até fico com inveja pela minha melhor ideia ter sido lembrar do grupo do Magneto e pensar em perguntar se ele fariam isso por uma gratificação. –MJ não parecia se sentir culpada de verdade.

Já eu e Peter apenas olhávamos para as quatro com medo.

—O que foi? –Pepper não parecia entender.

—É que vocês são assustadoras. –Peter disse meio acuado.

—Isso porque você não viu a quantidade de sacos de pancada que os pais da Claire destruíram nesses últimos dias. Só a mãe dela usou uns vinte e o pai teria usado mais do que trinta se não estivesse em missão. –Hill suspirou.

—E não esqueça que o Capitão pode quebrar ossos com uma mão. –Emma olhou pela janela. –Tem muita gente que gosta da Claire que anda agitada e ainda descubro que a Pior Pessoa do Mundo resolveu ter uma crise de estrelismo no meio dessa confusão.

—Imagina eu que tive que lidar com as consequências do estrelismo daquela criatura desprezível. –Tudo que Emma fez foi dar um tapinha companheiro nas costas de Hill que parecia exasperada. –Sou contra as pessoas usarem nomes pejorativos umas com as outras, mas as vezes entendo por que até alguém como o Senhor Perfeição chama ela de vadia.

—Sabe que o garoto odeia esse apelido não é? –Emma ria.

—Claro que sei, quem não odiaria estando no meio do problema que ele tá, só que ainda é incrível vê-lo a chamar de vadia sempre que ela apronta alguma coisa, especialmente quando é com a amiga dele. –Hill suspirou. –E pensar que o irmão dela é uma pessoa tão doce e prestativa que não tem problemas com os outros.

Todos assentimos e notei que Teddy Jones parecia pronto para voltar a conversa, depois de ter sido quase nocauteado por Emma antes.

—É curioso ver heróis que até agora defendiam uma pessoa chamando uma outra de vadia e Pior Pessoa do Mundo, não acham meio exagerado e ofensivo? –Teddy notou a burrada que fez no segundo que terminou de falar, porque até Everhart negava de leve com a cabeça.

Hill bufou e o encarou tão intensamente que pensei que o rapaz molharia as calças.

—Quando você tive que lidar com os estragos de uma Hulk feminina sofrendo de um caso extremo de negação e falta de amor-próprio, misturados com arrogância e soberba no meio de uma crise como a que tenho ajudado a gerenciar e uma audiência na Vara de Família pelo Serviço Social, venha me dizer que é injusto chamar aquela criatura desprezível de vadia. –Nossa Comandante parecia a beira de um surto.

—Uma Hulk mulher? –E Jones tremia.

—Eu nunca vou entender como os filhos do Banner podem ser tão diferentes. –Peter estava distraído. –Quero dizer, tudo bem que meus três filhos são bem diferentes um do outro, assim como as garotas da Emma e as outras crianças, mas eles ainda tem uma boa essência na maior parte do tempo. Nem o Drake é tão babaca o tempo todo e ele é um babaca quase que sempre, só que nem de longe se iguala aquela garota.

—Você não precisa me lembrar Peter. –Pepper também não gostava de Jocelyn, não era como se os motivos fossem poucos. –Ela fez toda aquela confusão a quatro anos e quase matou meu filho, os da Viúva Negra, conseguiu machucar a Annie e levar a Claire para um nível de fúria que nunca vimos.

—Alexis precisou arrancar o próprio braço para tirar a Claire do frenesi de fúria e Christine só não morreu porque a mutação dela a protegeu, mesmo assim a minha filha se machucou. –Emma estava mais séria que o normal. –Isso sem falar que precisamos dos gêmeos Strange e Rasputin conjurando uma magia digna de um fim de mundo para conseguir conter aquela Hulk preconceituosa. Como eu queria poder matar aquela garota.

Ouvimos uma risada baixa, algo meio forçado, mas, ainda assim, discreto.

—Eu admito que gostaria de ouvir mais sobre essa pessoa que parece ser o oposto da Claire, mas acho que não vai acontecer, certo? –Nós apenas fizemos que não e Nathy riu mais naturalmente. –Nesse caso, eu ouvi algo curioso sobre uma audiência na Vara de Família, isso tem relação com a Claire?

—Não. –Hill tomou a frente novamente, tentando soar casual. –É a filha de um dos nossos que pediu revisão de custódia e eu ajudei com uma parte do pedido, ela queria ir para a tutela do pai, da noiva do pai ou da Shield por problemas com a mãe.

—Não é exagero pedir revisão de custódia por isso? –Everhart era atenta aos detalhes, até os que não pareciam importar.

Foi quando eu me dei conta de que ela não estava apenas fazendo um perfil da Claire, era um perfil de todos ao seu redor e de outras coisas que pudessem parecer úteis a curto, médio e longo prazo. E ela é boa no que faz.

—Nesse caso envolvia violência doméstica e mais alguns problemas que não vem ao caso, agora a garota está sob custódia da Shield e minha supervisão. –Hill sorriu, o que achei um indicativo de que ela pensava como eu sobre Nathalie Everhart.

—Eu devo me preocupar com você amedrontando minha outra afilhada? –A Comandante encarou Emma que sorria debochada. –Sabe, sua nova protegia de dezesseis anos tem flertado descaradamente com a minha afilhada demoníaca morena de quase dezenove anos, o que é engraçado já que nunca imaginei ver aquela garota descarada e pervertida parecendo não saber como reagir a um flerte desde que ela aprendeu a fazer isso.

Dessa vez Hill gargalhou e precisou conter a risada mais alta que parecia querer continuar.

—Desculpa, é que você tem razão, e não, minha função é garantir que minha nova protegida está bem e saudável. Além disso, o juiz está sabendo das investidas da minha pupila sobre a sua afilhada e disse que desde que o acompanhamento da psicóloga e da assistente social continue tá tudo bem. –Então Hill deu um sorriso torto e meio sacana. –Mandei sua afilhada descarada pegar leve e agora ela tá morrendo de medo de se deixar levar e transar com minha protegida cedo demais. –Uma risada alta escapou e vi uma lágrima de descontração escapar da Comandante. –Até parece que isso passa de quarta-feira.

E então nós todos rimos, mesmo Nathy, enquanto Teddy parecia não acreditar ou gostar do que via.

—Fala sério, porque a gente só tem esse tipo de jovem no nosso grupo? –Peter conseguiu falar e todos olhamos pra ele.

—Fala dos pervertidos? –Chutei.

—Dos absurdamente poderosos e inseguros? –Emma tinha contato com alguns desses.

—Dos maravilhosamente dedicados que nos deixam de cabelo branco por não se cuidarem? –Assim como Hill.

—Dos que fazem uma bagunça enorme pra falar coisas simples ou começar um relacionamento? –E Pepper ainda estava com isso na cabeça.

—Ou dos que fogem ou são exilados do país pelos mais diferentes motivos? –E tinha os enteados de Mary Jane e seus problemas com agregados.

Peter apenas suspirou.

—É, tem isso tudo e os quietinhos que parecem ser inofensivos, mas ficam de olho na filha que a gente cria com tanto amor e carinho. –Todos o encaramos na dúvida. –É aquele Rasputin pervertido que quer transar com a minha filha. –Então ele bufou contrariado. –E para piorar sei que ela gosta dele do mesmo jeito para querer a mesma coisa.

As mulheres riram, enquanto eu o encarei solidário.

—É a vida meu amigo e garanto que nunca fica mais fácil lidar com isso.

—Maria ainda não tem idade suficiente para você dizer isso Tony. –Não que o Parker fosse me facilitar.

—E como é que você acha que eu reagi quando soube que a Claire não era mais virgem? –Ele deu de ombros. –Foi uma prévia de como vou reagir com a minha filha.

— Anthony Howard Stark. –A voz autoritária de Pepper me fez encolher. –Você está terminantemente proibido de reagir igual ao Barton quando descobriu que a filha transou com um deus lobo Asgardiano.

—Eu sei, só não sei se na hora não vou pirar novamente. –Suspirei. –Se bem que com minha casa parecendo uma mistura de motel com agência de namoros nem deveria me preocupar.

—Que parte eu perdi da história para você dizer isso? –Mary Jane parecia curiosa mesmo.

—Além do caso da Alexa com o sobrinho do Thor tem o encontro do semideus com o filho do Strange e mais um problema maior envolvendo isso. –Suspirei. –Não quero nem pensar nas confusões que estão nascendo e a gente não sabe.

—Ah! –Todos olhamos para Emma que parecia ter lembrado de algo. –Não sei se atualizaram vocês, mas tivemos novidades no Instituto.

—Puta que pariu! –Dissemos juntos, até mesmo Nathy e Jones.

—Vou falar o que aconteceu tudo de uma vez, então me esperem terminar. –Assentimos. –Recebemos dois gêmeos no domingo, filhos do Magnus. –Eu senti a sala ficar mais tensa. –Fizemos o procedimento da Rose, mas isso já foi informado. James pediu para falar com a mãe, então ela vem pra cidade. –Dessa vez sei que a temperatura da sala caiu cinco graus. – Tália terminou com os dois no dia da reunião na Shield, só fiquei sabendo disso hoje. –Acho que as luzes começaram a escurecer. –Nikolai perdeu o controle por um segundo e arremessou os Raven, não que eles não merecessem. Aisha ligou para a Ororo oferecendo toda e qualquer ajuda para a Claire. Isso é tudo.

Nós ficamos encarando Emma por alguns segundos antes de alguém reagir.

—Você me diz que os gêmeos do Magnus apareceram na sua escola como se falasse a previsão do tempo. –Hill suspirou. –Bom, se não me contou antes é porque tem tudo sob controle, certo?

—É claro. Ororo e Jean estão me ajudando com os detalhes e Nikolai é muito prestativo.

—Bom, sobre o término eu já imaginava algo do tipo desde que as coisas começaram a avançar entre ela e minha nova protegida. –E a Comandante realmente não parecia surpresa.

—A mãe do James? –Notei o olhar reticente de Mary Jane. –Tem certeza que ele quer mesmo isso? Não que eu duvide do seu bom senso, mas a última vez que os dois estiveram na mesma sala por muito tempo não trocaram nem cinco palavras. Na verdade, eles nunca se falaram direito.

—Também sei disso MJ, só que foi pedido dele com orientação minha. Existem coisas que ele pode tratar apenas com ela, como vocês vão ficar sabendo da vinda dela de um jeito ou de outro achei melhor avisar antes. –E podia ver que Emma estava tão animada com a ideia quanto qualquer outro ali.

A mãe de James tem um histórico complicado quando se trata do relacionamento com o filho e o passado dela.

—Aisha é uma pessoa decente sempre. Os Raven apanharam um pouco, mas acho que Niko merece um prêmio por isso. –Comentei distraído, sem receber uma resposta.

Nos voltamos para os entrevistadores, apenas Nathy parecia animada com o que via e ouvia.

—Próxima pergunta? –Tentei.

Teddy nem tentou, então Everhart tomou a frente.

—Como descreveriam Claire com poucas palavras?

—Forte, gentil e amorosa. –Sorri ao dizer isso.

—Companheira, fiel e alegre. –Emma também sorria.

—Corajosa, apaixonada e pervertida. –Encarei Hill que deu de ombros.

—Generosa, animada e intensa. –MJ ria um pouco.

—Uma pessoa capaz de tirar a própria rouba do corpo para não deixar alguém passar frio. –Eu quase perguntei como Peter pensou naquilo, mas era bom.

—A única pessoa capaz de fazer o Tony chorar com comida. –E Pepper tinha que lembra daquilo.

—E Laura?

—Ela é quase um clone da Claire nesse sentido, mas todas as características que minha afilhada foca para o resto do mundo Laura foca na própria namorada. –Acho que ninguém esperava que eu tomasse a frente naquele ponto, acabei me adiantando. –Elas cuidam uma da outra, assim a Laura protege a Claire e a Claire pode proteger todo mundo, incluindo a Laura.

—Acham que elas poderiam fazer mal as pessoas? –E eu notei que Everhart agora era mais gentil que antes.

—Não. –Dessa vez foi Mary Jane que tomou a frente. –Ajudei a criar essa menina. Ela preferiria cortar a própria garganta do que ferir alguém por maldade ou ganância. Para ela ser cuidadosa e atenciosa com as pessoas que precisam é como respirar, é como sempre foi.

—O mesmo se aplica a Laura, mesmo ela tendo tido uma infância complicada. –Emma complementou.

Eu não precisava de poderes ou da minha armadura para saber que nossa entrevista havia terminado, podia ver no sorriso satisfeito de Nathalia Everhart e no rosto irritado de Teddy Jones.

—Eu fico feliz de ouvir opiniões tão sinceras e diretas. –Nathy sorriu para todos nós de forma gentil. –Foi um prazer poder conversar com você hoje e agradeço muito mesmo pela sua atenção e tempo.

—O prazer foi nosso, senhorita Everhart. –Pepper parecia bem mais simpática a garota agora que quando começamos entrevista.

—O prazer é todo nosso, senhora Potts-Stark. –E Teddy parecia querer sair dali o mais rápido possível, mas não podia culpá-lo, sua participação pífia e ignorante não seria alvo de elogios na emissora.

—Espero ter novas oportunidades para conversarmos sobre assuntos mais bobos no futuro. –Todos rimos do comentário de Nathy. –Mesmo assim foi um prazer poder conversar com todos vocês.

Agradecemos e a entrevista foi encerrada.

Continua...

No próximo capítulo: Sendo Justa, Isso Até Que Demorou Para Acontecer.

Notas finais
Nome: Damian Sebastian Von Doom A.K.A.: Principe Von Doom Idade: 18 Origem: Latvéria Aniversário: 17 de Abril Signo: Áries Raça: Mutante Altura: 182 Status: Vivo Cabelo: Preto Olhos: Pretos Habilidades: Gênio da Ciência; Tecnopata (capacidade de compreender e manipular tecnologias de todos os lugares); Eletrocinese; Aptidão Mágica (versado em magias defensivas e ofensivas baseadas em fogo e eletricidade); Aliança: Latvéria / Heróis (?) Afiliações: Quarteto Fantástico, Victor Von Doom/ Latvéria Relacionamento: Victor von Doom (pai); Susan Storm-Richards (madrinha); Reed Richards (padrinho); Jonathan Storm (tio adotivo); Ben Grimm (tio adotivo); Alicia Masters (tia adotiva); Valéria Meghan Storm Richards (melhor amiga);