Marvel Universe: All Different World
70 Capítulo LXX: Instituto Xavier Para Jovens Superdotados.
Notas iniciais
19 de Outubro
A quinta-feira começou com uma série de questões e um pouco de confusão.
Com o cancelamento simultâneo das aulas de Alexis e Nathan, a folga de James e o novo (ainda que misterioso) status de Rebecca, alguns alunos estavam nervosos, especialmente depois que os resultados da prova que a Secretária Estadual de Educação aplicou saíram e Emma começou uma caçada aos alunos ruins.
Então, em meio a toda a confusão que havia se instalado nas salas e corredores do Instituto, Claire e Laura observavam enquanto Christine anotava os resultados da primeira hora e meia de treinos de Becky, que se preparava para ir à primeira aula de mecânica da semana.
—Como estão? –A LeBeau perguntou sobre seus resultados que a Frost havia marcado.
—Vou colocar de uma forma simples, as suas habilidades físicas cresceram, embora menos do que ontem, o que é normal e bom. –A loira indicou um assento, mas Becky ficou se alongando. –Considerando que essa não é a sua verdadeira mutação, sua velocidade está ótima, em torno dos trinta quilômetros por hora e Hank acha que com treino e o uso da sua verdadeira habilidade pode chegar até uns cem quilômetros no futuro.
—Isso é pouco se comparado a Claire e os outros, então eu fico feliz de não ser tão bom. –Rebecca comentou distraída.
—Sua força está crescendo um pouco mais e, devido a sua herança da Vampira, achamos que os atuais trezentos quilos podem, um dia, chegar a uma tonelada.
A garota parou e encarou os demais.
—Quanto a Claire aguenta?
—Pelo menos dez toneladas. –A Rogers comentou. –Até mais.
—Tudo bem, aceito. –A LeBeau suspirou e continuou a se alongar.
—A sua resistência também melhorou e acho que não seria errado supor que, tendo um litro de água e duas barras de algum cereal ou coisa do tipo, você consegue correr até Nova York sem parar. –Já Christine se sentia um pouco irritada.
—Isso é bom? –Ela olhou para as garotas mais velhas que confirmaram. –Bom, tudo bem.
—Sério?—A Frost reclamou em português. —É tudo que sai da sua boca ou que consegue pensar? Que nada disso é estranho ou maluco?
Becky suspirou.
—Olha, eu não gosto de ficar mais esquisita e aumentar a minha carga de preocupações, só que nada disso é fixa para mim.—Ela parou por um momento, estranhando algo na sentença. —Fixa… Fica… Faca… Faça… Fácil… Nada disso é fácil para mim. Só quero fax… Faz… Fazer o que vai me ajudar a xair… Chair… Sair o mais rápido possível daqui e dessa maldição que minha família tem.—A LeBeau suspirou um pouco irritada com os erros ao falar no outro idioma.
—Seu português está muito bom, apesar dos erros e do sotaque forte.—Já Christine parecia surpresa e um pouco maravilhada. —Esse seu poder recém-descoberto, o quanto você o odeia?
—Menos do que o outro, tanto quanto amo ser mutante.—Rebecca notou que, desde o dia anterior, falar sobre como se sentia a respeito do seu status mutante havia ficado mais fácil.
Ela ainda não gostava de ser mutante, especialmente pelas cobranças da sua herança, mesmo assim era menos doloroso do que ser um “retalho” de algo que não sentia como seu.
A Frost observou com calma a garota mais nova e petulante, que vivia causando problemas, ignorar a discussão e encarar o relógio.
—Atrasada?
—Sim, aula de mecânica. Logan vai me dar aulas especiais já que minha roda… Rota… Já que minha rotina não comporta o curso normal e Nikolai ainda não confia em mim.—Becky pegou suas coisas. —Se meus resultados estiverem corretos, eu agradeço pela ajuda, mas não estou a fim de brigar porque não gosta de mim.—Ela virou de costas. –Acredite ou não, sou a primeira pessoa na lista de pessoas que não gostam de mim e James provavelmente está logo atrás.
Assim que Rebecca saiu da sala, Christine encarou Claire.
—O que acha?
—Que a evolução dela para o português é assustadora. –Ela notou o olhar da amiga, indicando que a questão não era aquela. –É algo que não se vê todo o dia, por isso é tão inacreditável e eu fiquei em dúvida.
—Verdade. –Laura sentou em um dos aparelhos. –É fácil obedecer e fazer as rotinas com o meu irmão supervisionando e ameaçando te matar a cada segundo, ainda assim ela fez o melhor para entregar os resultados e sem cobrança.
—Ela não entregou os resultados. –As duas encararam a Frost, que suspirou e mostrou os dados no tablet. –Ela quase dobrou todos eles.
—Ah. –A Howlett deixou escapar.
—O que foi? –Claire ficou preocupada.
—Isso não vai afetar a questão dela com os garotos?
As duas loiras se entreolharam.
—Sua mãe tá sabendo disso tudo? –Claire encarou a amiga.
—Sim.
A Rogers se voltou para a namorada.
—Agora, essa parte não é da nossa conta.
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Tália ficou responsável por acompanhar os Booker na visita junto com Jean e Hank, mesmo assim ela reparou quando Rebecca passou correndo pelo corredor, olhando no relógio e carregando pelo menos cinco livros.
—Algum problema? –Mira Booker estava curiosa com a mutante demônio.
—Apenas vi uma das alunas, ela parece ter passado por uma mudança de pensamento recentemente e acho que vai passar o dia com a minha namorada. –A mestiça notou o olhar de Brandi e Mira. –Alguma dúvida?
A mulher mais jovem desviou o olhar enquanto a mais velha sorriu.
—Sua namorada tem quantos anos?
—Cassie? Hum… dezesseis.
—E você tem dezoito?
—Sim, faço dezenove em dezembro.
—O pai dela não vê problema em você ser mais velha? –E então a garota percebeu a preocupação da senhora Booker.
—Para dizer a verdade, acho que ele fica mais preocupado com a minha segurança do que com a dela. –Tália riu, mas logo notou o olhar questionador da mulher mais velha. –Eu realmente gosto dela, por isso não achei que deveria me aproximar, mesmo assim Cassie não aceitou um não e tomou a iniciativa. –Ela fez uma careta. –Sendo bem sincera, eu gosto de estar com uma pessoa que gosta de mim o mesmo tanto que gosto dela, embora às vezes seja mais cansativo do que gostaria.
—Como é para ela conviver com a sua mutação? –A voz de Brandi era receosa.
—Normal. Ela odeia o meu holo e vive dizendo que acha horrível quando uso ele para induzir uma imagem normal. –Uma risada escapou de Tália. –Tem horas que me pergunto se ela realmente está sã, depois lembro que essa é uma das muitas coisas que me faz gostar dela cada vez mais.
—E foi difícil crescer sendo mutante? –A mulher jovem ainda parecia um pouco deslocada andando pelos corredores.
—Acho que é difícil para todos os mutantes fora dos muros e não facilita que eu seja parte demônio, então as coisas também não foram tão fáceis dentro do Instituto em alguns momentos.
—Pensei que aqui fosse um ambiente seguro. –Mira estava realmente preocupada sobre aquilo.
—De modo geral é mesmo. –Tália hesitou por um segundo. –Grande parte do problema é que existem diferentes tipos de estudantes no Instituto. Os aplicados, que querem apenas aprender a controlar seus poderes e arrumar um emprego para viver tranquilos; os obstinados a mudar o mundo, que fazem de tudo para serem os melhores dos melhores e entrar para agências do governo e mudar a imagem dos mutantes para o mundo; os normais, que querem apenas fazer o que podem e não arrumar problemas; os arrogantes, que acham que por terem poderes são superiores, mesmo quando são fracos; os órfãos, que foram abandonados antes ou depois dos poderes surgirem; e os párias, que os pais mantêm aqui para não serem envergonhados pelas aberrações que colocaram no mundo.
—O que significa que como em toda a escola, tem seus valentões ou aqueles que infernizam a vida dos outros. –A senhora Booker resumiu a segunda parte da explicação.
—Em geral eles apenas tentam, já que alguns professores, como o James, batem neles com força por conta do que fazem e isso não é uma piada. –As duas mulheres ficaram chocadas. –Além disso, nossa vice-diretora é muito rígida sobre isso e, sempre que as reclamações são feitas, ela coloca todos os alunos envolvidos no bullying na detenção.
—Algo me diz que nem sempre é o bastante. –Mira comentou ao ver alguns alunos apontarem para a Wagner.
—Tem coisas que nunca serão corrigidas e hábitos que sempre serão repetidos. –TJ encarou os alunos que correram. –Os párias e os arrogantes reproduzem comportamentos que sofrem em casa, o que influência parte dos órfãos, especialmente aqueles que tinham pais antes da mutação surgir. Os normais sempre tentam se esquivar desse tipo de confusão e os outros não se envolvem, o que não facilita a vida de ninguém. Já os aplicados e os obstinados tentam, mas quase sempre estão tão atolados em estudos e treinamentos que perdem noventa por cento do que acontece no dia a dia.
—E quantos professores dão aula no Instituto? –Elas ouviram Carl perguntar para Hank e Jean.
—Atualmente temos cerca de quarenta e cinco professores no quadro fixo do Instituto, além de outros instrutores de tempo parcial ou intercâmbio. Alguns são apenas humanos normais que gostam de dar aula para mutantes ou simpatizam com a nossa situação, temos alguns ex-alunos, muitos substitutos e toneladas de professores para os cursos especiais e avançados –Jean conhecia bem aquela parte. –Nossa vice-diretora foi professora por muitos anos e, embora agora esteja apenas com a parte administrativa, ainda se dedica a jovens mutantes telepáticos que se mostram promissores nas aulas do meu filho.
—E seus filhos são professores?
—Sim, minha filha começou esse ano, então ainda não é parte plena da equipe, esperamos que até ano que vem ela possa concluir o tempo de preparação para a função. –A ruiva sorriu. –Meu filho é o titular da nossa aula de Técnicas para Combate Mental e também é ele quem dá as aulas de geografia do curso de Estudos da Natureza. Logan e James Howlett são os professores dos cursos de Combate, Combate Simulado e Artes Marciais, embora Claire e Laura frequentemente ajudem nas turmas.
—Verdade. –Hank comentou distraído. –Alexis é a titular das aulas de física avançada e ministra o curso especial de Fundamentos e Princípios da Magia.
—Magia existe? –Clayton Booker se manifestou pela primeira vez desde que chegou ao Instituto.
—Sim. Infelizmente nem todos os alunos que se interessam tem aptidão ou entendem de verdade o que é necessário para usar magia, então ela raramente consegue uma turma avançada para trabalhar. Embora como um cientista eu mesmo não possa dizer que entendo isso de verdade. –O mutante bestial deu de ombros. –Cuido das turmas avançadas em biologia e química, também é um número restrito de alunos que participam das aulas. Atualmente tenho uma das únicas mutantes especializadas em cura sob minha tutela e, mesmo que ela seja uma criança em aspectos gerais, é um gênio que logo fará grandes coisas não apenas com seus poderes.
—E o que ela vai fazer? –Clay ainda se ressentia da jovem mutante não poder curá-lo.
—Sussan está terminando seu curso de medicina, o que está ajudando a descobrir novas formas de usar seus poderes. –Não que Hank não entendesse como o rapaz provavelmente se sentia em seu novo corpo. –Claro que ainda não faz milagres e casos como o seu não estão dentro do que ela pode atuar, como seus poderes ainda estão se desenvolvendo, um dia, quem sabe, ela possa mesmo fazer algo por alguém em um estado tão grave quanto o seu.
—Quantos anos ela tem mesmo? –O rapaz se sentiu envergonhado.
—Tem dezesseis. E pensar que quando ela chegou aqui não conseguia nem levantar a cabeça de tão triste que estava… Já faz cinco anos que Sussan veio viver com a gente. –Hank suspirou. –O tempo voa.
—Verdade, ela está bem melhor hoje. –McCoy concordou e Jean encarou Clayton. –Não se preocupe, entendemos que é difícil aceitar, mesmo assim, pelo menos um dos responsáveis por arquitetar o ataque está morto e, ainda que não pareça, o fato de ninguém ter morrido é uma vitória.
Clayton Booker encarou o pai, a mãe e a noiva, que assentiram em concordância com a ruiva.
—Christine dá aulas de literatura avançada, além de ensinar alemão e português para alguns alunos, mesmo sendo muito exigente é uma das nossas melhores professoras. Temos duas professoras que voltaram no começo desse ano para o Instituto, embora morem no anexo que temos a dois quilômetros do prédio principal. –Jean sorria para os visitantes. –Rahne dá aulas de inglês, além de ser a conselheira espiritual dos alunos que sentem que precisam conversar sobre sua fé. A esposa dela, Danielle Moonstar dá aulas de ciências e cuidados com os animais, que na verdade é mais uma terapia com animais para os alunos desestressarem e criarem um pouco de responsabilidade.
—Vocês tem outros prédios além desse na propriedade? –Brandi parecia surpresa.
—Sim, temos um estábulo com cavalos para os alunos poderem aprender a lidar com eles; o anexo da Águia onde as duas professoras que citei moram fica a poucos metros de lá. Nossa propriedade é uma das maiores da região e temos espaço para mais do que apenas um lago, quadras esportivas e jardins. Também temos um prédio simples que pode ser convertido em salão de celebração para qualquer festa religiosa que os alunos precisem ou queiram fazer –A telepata achava graça em como a maior parte dos pais que vinham conhecer o Instituto ficava surpreso com o tamanho e as opções que eles disponibilizavam. –Alguns de nossos professores preferem ficar mais afastados por seus poderes ou habilidades, que precisam de mais espaço para serem usados com calma, como o Forge, nosso professor de matemática e responsável pela turma especial de engenharia.
—Temos a turma de mecânica, que está sob responsabilidade do Logan e do Nikolai, que apesar de ser um dos alunos já têm conhecimento de nível universitário. –Hank não via problemas em deixar a amiga falar sobre quase tudo.
—Também tem o Doug, que é ótimo com línguas e programação, por isso dá aulas de informática. –Tália comentou distraída. –A Amara voltou há dois anos e assumiu as aulas de geografia e geologia, que estão integradas no nosso currículo. Bob ficou com as aulas de química e o Apache gosta de ensinar botânica aos alunos, especialmente quando eles se interessam pela parte de herbologia nativo americana.
—Isso tudo são só os professores mutantes? –Brandi estava chocada e ficou mais quando os guias confirmaram. –Quantas horas tem a semana dos seus alunos?
—Não o suficiente, segundo a maior parte. –Tália brincou, mas logo ficou séria. –A maioria faz as aulas comuns no primeiro ano e depois podem escolher aulas complementares dependendo do que querem ou pretendem fazer no futuro. Não é estranho que alguns peguem cursos mais básicos como mecânica ou literatura apenas para complementar a grade de estudos, ainda assim o nosso cronograma é extremamente avançado e as aulas de combate são obrigatórias para aprendizagem do uso dos poderes.
—E todos têm que pegar uma aula que tenha relação com os poderes para as matérias avançadas. –Hank estava satisfeito com aquilo. –Não obrigamos ninguém a ser um herói, apenas a saberem usar seus poderes nas piores situações para não perderem o controle quando forem para o mundo.
—Admito que por conta disso pegamos pesado com eles e os fazemos sofrer um pouco, não que o mundo vá ser mais caridoso com eles. –Jean comentou um pouco triste. –Posso dizer por experiência que depois de crescidos a maioria sente falta da pressão que colocamos neles durante as aulas.
—E a escola tem aulas de segunda a sexta-feira? –Mira estava observando um dos quadros na parede.
—E sábado de manhã, apenas o domingo é completamente livre de atividades escolares. –Jean notou o interesse da mulher na obra. –Foi feito por um dos ex-alunos, nosso instrutor de combate James Howlett.
—É impressionante. –A senhora Booker suspirou. –Tem tanta dor e tanta beleza, é fantástico.
—James é um dos professores mais odiados da escola, porque bate com força durante as aulas, ainda que na verdade ele seja muito gentil e preocupado. O suficiente para escolher bater nos alunos sem piedade apenas para ensiná-los a sentir dor e continuar em frente, mas, em geral, ele nunca é cruel.
—Verdade. –Tália observou o quadro. –Ele pintou esse quadro depois da morte de uma aluna. –Todos encaram ela. –Pensei que você soubesse disso. –Ela encarou Jean, que negou. –Bom, foi uma história triste. A garota era uma das boas alunas das turmas dele, embora ele sempre dissesse que ela era gentil demais e tinha que ficar mais cuidadosa. Ela voltou para a cidade natal para as festas de fim de ano e houve um problema com um assalto, então a garota tentou ajudar e até que conseguiu salvar muitas pessoas, mas no final ela foi gentil com os criminosos e eles a mataram. –A mutantes demônio apontou para o quadro. –A cidade decidiu enterrar as cinzas dela sob a árvore da praça central e colocar uma placa para lembrar do que ela tinha feito. James passou o fim de semana inteiro encarando a árvore e a chamando de idiota antes de pintar o quadro.
—Por que não estou surpresa com isso? –Jean resmungou.
—Por que é o James? –Hank brincou.
Todos acabaram rindo, como se aquilo explicasse muito sobre a questão e voltaram a andar.
—Sobre os exames para a sua gestação… –Hank começou, ficando ao lado de Brandi. –Os resultados das amostras que a Shield me mandou foram promissores e indicam que tudo está bem com o feto, também indicam que existem uma probabilidade de mais de oitenta por cento da criança vir ser mutante e de, pelo menos, vinte e cinco que desenvolva os poderes prematuramente ou logo ao nascer.
—Isso é um problema? –A jovem não sabia como lidar bem com as informações.
—Considerando as taxas do Clayton antes de ser medicado e desenvolver a mutação, isso significa que em algum momento sua criança vai despertar os poderes, sendo muito pequena a chance de isso não acontecer com base no exame que fizemos. –O mutante bestial notou o olhar da mulher. –Saber disso de antemão poupa a surpresa de quando acontecer, sem dizer que a maior parte dos filhos dos nossos professores tinham taxas similares e, em geral, a chance de um filho de mutantes não nascer mutante é de dez por cento.
—Isso significa que mesmo que ele não nasça ou apresente mutação no correr da vida, seus filhos podem nascer mutantes, é isso? –Brandi analisou a questão mais calmamente.
—Precisamente. –Hank sorriu. –A mutação não é muito diferente de uma loteria genética básica, se você entende o mínimo sobre genética das aulas de biologia, então dá para entender que algumas coisas ficam na parte pequena da aposta e outras na grande por pura sorte de combinação dos genes. –Ele ficou mais sério. –Embora alguns fatores possam influenciar o resultado final nessa rede de apostas.
—Como o fato de eu e ela termos o gene X, não é? –Clay comentou e o doutor concordou. –Isso significa que na possibilidade de termos mais filhos, eles seriam mais propensos a serem mutantes?
—Isso pode influenciar um pouco a eles nascerem com a mutação ativa, não muda, necessariamente, as percentagens que serão aplicadas. Eles oscilariam entre oitenta a noventa por cento de serem mutantes, com dez por cento de serem humanos normais. –McCoy não gostava de enrolar sobre aquele tipo de assunto. –Sendo sincero, foi o percentual que observei na minha filha quando a mãe dela estava grávida.
—O senhor tem uma filha? –Clayton ficou curioso.
—Hum. Cara está prestes a completar quinze anos e eu fico cada dia mais preocupado dos genes da mãe dela despertarem… –O homem gemeu agoniado. –Só Deus sabe que os genes das Frost são terríveis.
—Frost? Esse não é o sobrenome da vice-diretora? –Carl Booker lembrou vagamente da informação e McCoy assentiu.
—Como foi que isso aconteceu? –Clay, por outro lado, continuava curioso.
—Emma decidiu ter mais filhos biológicos depois da mais velha, então eu e Logan nos oferecemos, já que somos amigos dela. –O doutor riu. –Algumas pessoas não entendem, mas para nós, que vemos ela se esforçando tanto pelos outros, ajudar Emma a encontrar bons pais para as novas crianças é uma honra.
—Ah, então vocês foram os doadores. –O jovem Booker pareceu entender algo.
—Hum? Doadores? –Todos, menos Tália, estranharam a reação de Hank. –Não usamos o processo de inseminação artificial para engravidar, foi do jeito tradicional.
—Como é? –Jean parou por um momento, chamando a atenção de todos. –Tradicional?
O mutante bestial pareceu ficar sem jeito por um momento.
—Qual é? Esqueceram que tia Emma e Logan sempre dizem que sexo faz bem para saúde e é bom? Qual o problema de fazer as coisas do jeito antigo? Especialmente quando a tia e o Hank são dois viciados em trabalho que sempre esquecem de si mesmos. –Todos encaram Tália, que não estava com cara de quem fazia piada.
—Bom, isso é verdade. –Hank comentou. –E no nosso caso, as coisas nunca ficaram estranhas depois, então não é algo que nos incomoda de qualquer forma.
—E como é que pessoas como nós se relacionam com mulheres normais? –Clayton finalmente perguntou e Hank parou analisando a questão.
Todos entendiam o que o jovem e novo mutante queria dizer, afinal seu corpo era muito maior do que antes, além de ser mais pesado e ter partes que eram visivelmente perigosas para qualquer desavisado, incluindo ele mesmo.
—Pode parecer estranho ouvir isso de mim, que sempre fui grande, mas é tudo uma questão de aprender a lidar com seu corpo. –McCoy notou a cara de descrença do rapaz. –Olha, eu não era azul e nem tinha presas ou garras, muito menos pelos, aconteceu depois e, sendo sincero, nunca me impediu de ter uma boa vida sexual. –Tália gargalhou e Jean ria discretamente, enquanto os pais e a noiva de Clayton estavam constrangidos. –O que posso te dizer é que você precisa treinar, aprender sobre sua nova condição, como seus poderes funcionam e, principalmente, entender que essa não é uma situação reversível, pois só assim o controle vai vir mais fácil.
—Isso é difícil. –Clay confessou.
—Garoto, se fosse fácil, você acha que a gente precisaria ter escolas para ensinar as crianças sobre seus poderes?
Dessa vez todos encararam Hank ao mesmo tempo, embora por motivos diferentes.
Tália e Jean sabiam que ele tinha razão, além de saberem que o que ele havia falado a Clayton Booker era só a parte fácil, já os pais e a noiva do novo mutante paravam para pensar que aquele aspecto de sua nova realidade era algo que talvez tivessem que ter pensado desde o primeiro momento.
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Os alunos de James se sentiram enganados, traídos e humilhados.
Quando ouviram que seu professor regular estaria de folga e seria substituído por Laura e Claire, todos ficaram aliviados por terem uma folga e quando as duas garotas propuseram um exercício diferente do comum, todos se animaram. Pelo menos até que elas começassem a chutar suas bundas sem piedade ou esforço.
Claire havia decidido que eles executariam um treino de todos contra elas, então os alunos achavam que nada poderia ser pior do que o normal, claro que eles erraram e conforme a Rogers derrubava todos sem piscar, Laura fazia algo parecido se movendo um pouco mais. Não melhorou que no final da aula, quando todos estavam sendo massacrados, Rebecca tenha entrado e pedido desculpas pelo engano, antes de ser parada pela loira.
—Vem aqui Becky. –A mais nova não queria, mas obedeceu. –Como estão seus treinos de combate?
—James me proibiu de participar dos treinos até avaliar minha situação no começo da próxima semana e Alexis me mandou acrescentar meia hora de meditação para compensar.
—Excelente, eu sei que suas habilidades de luta são horríveis, então isso deve bastar. –A LeBeau não sabia se aquela afirmação era para insultá-la ou animar de uma forma estranha. –Quem acertar um golpe nela está liberado da punição por não cumprir o objetivo da aula.
Todos olharam para Claire indignados, afinal todos eram melhores do que a garota preguiçosa, o que ela queria com aquilo?
—Você lembra que eu não sei lutar, não é? –Becky suspirou deixando suas coisas no canto da sala, sabendo que não teria como ir contra a mais velha.
—Não quero que lute, quero que bata neles do jeito que der. –Rebecca se deu por vencida e parou no meio da sala esperando novas instruções. –O modelo é um contra um, então quem vai começar?
Um aluno avançou e parou na frente da garota, sorrindo de forma arrogante e maliciosa.
—Já que está andando com a Rasputin, deve ter aprendido alguns truques na cama dela, não é?
Becky fez uma careta e cerrou o punho.
O garoto avançou sobre ela, porém antes que ele pudesse tentar algo, Rebecca deu um impulso e o acertou no estômago com força, o fazendo acertar a parede com um estrondo.
—Não acredito que eu era esse tipo de idiota. –Ela parou. –Não, na verdade eu sei que era até pior. –Ela encarou os outros alunos da turma. –Próximo.
A sequência de espancamentos rápidos durou cerca de meia hora e apenas dois alunos tiveram sucesso em acertar um golpe na LeBeau, os dois que tinham tido o melhor desempenho durante a aula.
—Muito bom. –Claire aplaudiu depois que o último aluno caiu. –Todos muito confiantes e não conseguiram bater na garota que nem sabe lutar, que bela merda vocês são.
—Considerando que a Rebecca recomeçou seus estudos e suas práticas, isso significa que meu irmão está sendo muito bonzinho com vocês. Vou precisar dizer que ele tem que fazer algo mais intenso. –Já Laura entendia o porquê da dureza com que Claire agia.
Aquela era uma das turmas que os alunos eram os mais arrogantes e fracos, não apenas em termos de combate, mas de desempenho acadêmico e mutação.
Todos repararam que a LeBeau não parecia feliz com o resultado.
—O que foi? –Laura se adiantou.
—Não sei o que é pior, perder duas vezes ou só ter perdido duas vezes.
—Você assistiu aos vídeos sobre artes marciais durante o treino da manhã e ontem a noite? –A garota assentiu, o que fez Claire sorrir. –Então foi por isso que vi movimentos mais refinados do que o normal. –Todos encararam Rebecca. –Você estava tentando memorizá-los e isso deu certo, não de forma tão eficiente quanto um bom treinamento a longo prazo, mas o suficiente.
Becky ficou pálida e gemeu.
—James vai me matar. –Ela encarou a loira. –Posso ir para a minha próxima sessão de tortura com a Cara e a Sussan?
Claire assentiu e assim que a LeBeau saiu encarou os alunos reprovados na atividade.
—O que eu faço com vocês?
—Acho que podemos fazer eles correrem pelo terreno durante duas horas. –Laura encarou todos e suspirou. –Depois que Sussan concertar os que a Becky machucou demais.
—Ah, é mesmo. Ela ainda não controla a nova força corretamente, então eu esqueci que isso podia acontecer quando a chamei.
—Você também não ajuda.
—Não foi de propósito. –A Rogers se defendeu. –Vamos, Sussan vai me odiar por arrumar tanto trabalho assim na hora que ela tem um compromisso.
—Você acha? –E a ironia na voz de Laura fez Claire choramingar o resto do caminho até a enfermaria.
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Alexis acordou um pouco confusa.
Não era a primeira vez que ela acordava desde que tinha se entendido com Nathan na noite anterior, mas era a primeira vez que ele não estava lá para impedi-la de fazer qualquer coisa fora do quarto, algo em que o Summers se provará extremamente bom e empenhado em fazer.
A loira gemeu, se espreguiçando e procurou alguma roupa pelo quarto, achando uma das camisetas de Nate aos pés da cama. Ela vestiu a peça e foi para o banheiro se sentindo um pouco mais cansada do que normalmente acontecia quando passava as noites com o seu agora namorado.
Alexandra parou por um momento, decidindo se iria apenas fazer sua rotina matinal ou tomar um banho, ainda que em teoria já tivesse feito isso mais cedo, antes de Nathan invadir o box com outros planos. Aparentemente, a mestiça havia encontrado o par perfeito para seu lado demoníaco deixá-la em paz sobre a parte do sexo em sua vida.
Se decidiu pelo banho.
Quando abriu a torneira do chuveiro, notou um bilhete no canto do espelho.
Volto em alguns minutos com um pouco de comida.
Aquilo a fez sorrir.
Alexis deixou o bilhete sobre a pia e entrou debaixo da água supostamente quente do chuveiro tentando colocar seus pensamentos em ordem depois de tudo. Ela ainda não acreditava que havia mesmo tomado coragem para encarar seus medos e o que sentia a anos por Nathan, nem tinha certeza de como as coisas ficariam ou se sua coragem desapareceria. Se perguntassem, diria que ainda estava no meio de alguma tempestade tropical violenta e seus sentimentos (e talvez sua razão) tinham sido jogados no meio dos ventos violentos que arrastavam tudo em seu caminho sem qualquer discriminação.
A loira sentiu seu corpo relaxar.
Era estranho e irônico para a garota pensar que Nate era uma bomba relógio prestes a explodir por qualquer coisa que falassem a seu respeito, ainda assim, toda essa verdade estava na mente dele na noite anterior e mesmo que ela tenha evitado ver a maior parte das memórias referentes a esse assunto, algumas coisas eram fortes demais para serem evitadas. Além disso, a parte assustada da mente dela ainda dizia que era loucura que alguém pudesse amá-la de forma tão intensa e incondicional para que fizesse sentido.
—Eu achei que ia te encontrar na cama. –A voz brincalhona na porta do banheiro chamou a atenção da mestiça, que se assustou por um segundo. –Gosto de ver você tomando banho, é sexy.
E enquanto Alexandra corava, Nate começou a tirar a roupa.
—O que…?
—Não é óbvio? Vou te fazer companhia.
A garota suspirou.
—Da última vez que você falou isso, a mais ou menos três horas, eu acabei não tomando banho.
—Verdade, foi ótimo.
—Nathan! –A bronca se perdeu quando ele a beijou debaixo do chuveiro. –Isso não é justo.
—Eu nunca disse que seria. –Ele riu da cara dela. –Sem dizer que foi você que pediu que nossas aulas fossem canceladas para hoje, então não pode me culpar por tentar recuperar todo o tempo perdido dos últimos cinco anos.
Alexis o encarou um pouco surpresa.
—Cinco anos?
—Acredite, foi um tormento ficar perto de você por tanto tempo e não poder nem te tocar em determinados momentos.
—Você é maluco.
—Sou. –Nate fechou o registro do chuveiro e pegou a namorada nos braços. –E só para ser claro, eu te conheço, então minha raiva e ciúmes nunca são direcionadas a você e sim aos idiotas que querem te roubar de mim.
—Eu duvido que alguém queira o problema que eu sou, pelo menos não alguém além de você.
O Summers colocou a loira sentada em uma toalha sobre a cama e depois a encarou, suspirando em seguida.
—Às vezes a sua ingenuidade chega a ser irritante. –A expressão confusa de Alexis o fez se ajoelhar na frente dela. –Eu sei que você não acredita, mas a maior parte dos alunos homens desse lugar tem pensamentos nada puros ou dignos quando olham para você e alguns são até perigosos. –A expressão da mestiça foi de choque. –Tudo que te disse ontem é verdade, sou louco por você, mesmo assim nunca fiz nada que não tivesse a sua autorização e olha que eu tenho uns sonhos nada discretos em mente.
—Tipo?
—Transar com você no meio do jardim de flores do Instituto?
—Nathan!
—O meu ponto é, eles apenas querem… –O Summers hesitou. –O que interessa é que eu e James damos uma lição neles com frequência.
Alexis segurou o rosto do namorado e depositou um beijo sobre os lábios dele.
—Evite machucar os outros, eu sou forte o suficiente para me defender.
—Vou pensar sobre isso. –Nate ignorou a bronca no olhar da namorada e indicou comida sobre a mesa de estudos. –Acho que você está com fome, vamos?
—Espera, quero pegar aquela camiseta.
O rapaz a observou.
—Não precisa, você tá ótima assim.
—Nathan!
Ele gargalhou antes de beijá-la novamente.
—Acostume-se, eu sempre vou ser assim.
Alexis suspirou e depois riu, enquanto pegava uma camiseta na gaveta do guarda-roupas do namorado. Ela teria que se acostumar, mesmo assim ele também a conhecia o suficiente para não poder negar algumas coisas e isso era bom na opinião dela.
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Hill respirou fundo ao encarar a manchete sensacionalista estampada em alguns jornais que circulavam por Nova York.
Reed Richards havia conseguido colocar um novo alvo nas costas da Shield e da família Romanoff, o que deixou Natasha muito mais do que apenas irritada, então foi difícil para a Comandante Chefe impedir que sua colega e subordinada direta desistisse da ideia de invadir o Edifício Baxter e matar o Senhor Fantástico. Felizmente, ou não, a agência tinha a hierarquia por antiguidade para conseguir impedir eventos desastrosos como aquele de acontecerem, não que Maria Hill estivesse feliz em barrar tal ordem.
Ela olhou novamente uma manchete em um jornal de fofoca que reproduzia a mesma mentira e suspirou quando Sharon passou pela porta e sentou na poltrona à frente da mesa da morena observando a matéria:
Shield sequestra filha de Reed Richards para ocultar acusação de estupro.
O criminoso seria filho da Comandante Romanoff.
—Nem T’Challa foi tão baixo para separar Aisha e Ben. –A Carter resmungou fazendo uma careta. –A Shield vai soltar uma nota oficial no almoço dizendo que as questões pessoais da família Richards se tornaram parte dos assuntos internos por solicitação da Sue e que a vida pessoal da Valéria não é tópico de discussão do departamento de publicidade.
—Von Doom ligou. –Aquela simples frase fez a loira congelar. –Ele ficou sabendo das notícias e me ligou, foi o motivo do meu turno começar horas mais cedo.
—E o que exatamente ele queria?
—Me contar o que aconteceu com Valéria a quatorze anos e porque ela foi parar na Latvéria sob os cuidados dele.
—Eu quero ouvir essa história?
—Normalmente eu diria não, mas… –Um aviso pulou na tela de notificações de Hill, que suspirou. –A promotora Joanne, a psicóloga Emily, a assistente social Kayla, Natasha e você vão ouvir o relato diretamente do rei Victor, porque não sei se consigo repetir o que ele me contou sem mudar minhas ordens a respeito de Reed Richards.
—É tão ruim quanto a gente imaginava?
—A minha amiga, ele não ficou muito bem quisto na minha lista, não que um dia tenha sido alguém querido em qualquer sentido. –A mulher estalou o pescoço exausta com os problemas. –Sendo bem sincera, estou com ele em um ponto em que é difícil decidir quem é pior, Reed ou Kurt.
—Kurt tentou matar a Tália ao fazê-la engolir aquela pena, não dá para comparar.
A risada seca da morena fez Sharon hesitar em afirmar aquilo uma segunda vez.
—Acredite, eu sei o que digo.
A porta se abriu e as convidadas de Hill tomaram os lugares, com a adição inesperada de Alphonso Mackenzie e Liv Colton, que todos decidiram ignorar, já que a jovem repórter não publicaria nada sem avisar a Shield e a promotora, no mínimo.
—Quero ajudar com a garota, já disse. –As mulheres encararam o homem que deu de ombros. –Sei que Clint vai fazer o que Natasha disser, mas estou aqui porque quero e não vou sair.
—Foi a família dele que acolheu Valéria quando chegou? –Kayla encarou o homem um pouco mais quando Maria Hill confirmou. –Tudo bem, pode dizer onde está sua filha?
—Foi visitar um amigo, está de folga até a noite. –Mack comentou encarando a chamada que entrava na linha privada da Comandante Chefe.
Hill atendeu a ligação e logo todos olhavam a carranca metálica que recobria o rosto cheio de cicatrizes de Victor Von Doom, o Rei da Latvéria.
—Vejo mais rostos do que esperava Comandante.—O monarca observou cada um dos presentes. —Devo imaginar que Mack decidiu participar pelo bem da minha afilhada?
—Pode apostar que sim. –O homem negro afirmou e Victor riu.
—Fico feliz de ouvir isso, significa que não me enganei a seu respeito.
—Podemos começar Von Doom? –Hill pulou as formalidades.
—Sim, apenas lembrem: Valéria não pode ficar sabendo sobre isso a menos que não tenhamos qualquer outra saída.—Todos concordaram. —Antes de mais nada, vocês precisam entender que tem uma parte dessa história que eu vi e outra, anterior ao meu envolvimento, que apenas me contaram, infelizmente é por essa parte que eu tenho que começar.—Victor suspirou. —O que Sue me disse quando cheguei foi que…
E diante daquele pequeno grupo, o rei Von Doom contou a história mais triste e revoltante que já tinha ouvido sobre a família Richards. Revoltante o suficiente para que mesmo a promotora Joanne Anjos estivesse seriamente repensando sobre uma solicitação de assassinato para Reed Richards.
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Continua...
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No próximo capítulo: James.
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