Marvel Universe: All Different World
25 Capítulo XXV: Sonhe Acordada e Espere o Melhor.
Notas iniciais
Data Terrestre: 07 de Outubro
Ur abriu os olhos assustada.
Seu corpo inteiro tremia e ela não gostava do que aquilo significava.
Estava doente.
Uma doença mágica e logo os delírios tomariam forma, voz e presença no gelo que forrava seu quarto, o que não era nem de longe algo que ela gostava de pensar.
Mas quando se deu conta de que o acumulo mágico que feria seu corpo estava além da sua capacidade de controle já era tarde e não importava os truques que usasse, parecia haver algo em Midgard que tornava sua capacidade mágica além do que podia lidar. Algo que a tornava o que era: uma deusa capaz de congelar toda a Asgard com um movimento de dedo.
Levantou na esperança de conseguir sair da Torre antes das alucinações e ir a um lugar frio, só que já era tarde e a primeira coisa que viu foi as pequenas esculturas de gelo no chão se movendo, como vivas, e reconheceu a si mesma ao lado de Frigga com seis anos, ambas sentadas no campo trançando coroas de flores.
—Vovó, acha que o vovô ou o papai vão se importar se eu escolher meu futuro marido agora?
Os olhos de Ur se arregalaram diante da lembrança, tal qual os do boneco de gelo de Frigga.
—Você não é muito nova para pensar em casar criança?
—Mas eu sou uma princesa, devo casar cedo e com um pretendente tão justo e poderoso quando o vovô ou no mínimo justo e corajoso. Ele me deixará escolher meu futuro marido?
Ur lembrava-se daquela conversa como lembrava de respirar para manter o foco no treinamento todos os dias, fazia parte do seu ser e mesmo assim ela sempre tentava enterrar a lembrança.
—Não sei querida, acho que vai depender do pretendente que você tiver escolhido.
O boneco de gelo da menina sorria satisfeita enquanto a verdadeira Ur sentia lágrimas de gelo rolarem pelo seu rosto.
—Então ele aceitará o meu pretendente.
Frigga sorriu.
—E como é seu pretendente?
A menina se colocou de pé.
—Ele é gentil e carinhoso, mas é forte e corajoso, é amigo e companheiro, justo e confiável. Ele é um príncipe sem coroa, um deus sem domínio e seu coração é tão puro quanto integro.
Frigga sorria diante do entusiasmo da neta e as lágrimas de Ur assistindo a cena que seus poderes reproduziam apenas aumentavam.
—Me parece um ótimo pretendente Ur, quem é ele?
Ur se lembrava se ter sentido o rosto queimar de vergonha diante da pergunta, mesmo assim a resposta da miniatura de gelo foi clara.
—É o Daniel.
E o sorriso de Frigga se tornou mais radiante.
—Ele realmente é uma ótima escolha.
No momento seguinte Odin se aproximou da esposa e Ur apenas conseguia lembrar daquilo como se fosse hoje.
—Para que o jovem Daniel é uma ótima escolha Frigga?
A rainha não se intimidou diante do marido.
—Pretendente a futuro marido da Ur, ao menos é a escolha dela no momento.
Mas tudo que Odin fez foi olhar para Ur severo, como poucas vezes havia feito até então.
—Esqueça essa possibilidade, já escolhi seu futuro marido. Esse assunto está encerrado.
Ele se virou para sair do campo e a pequena Ur o seguiu.
—Vovô, por favor, me dê uma chance. Daniel pode ser a escolha perfeita, por favor, ele pode ser melhor do que qualquer asgardiano ou deus, pense sobre isso.
Porém tudo que Odin fez foi encarar a neta que recuou e se afastou dele antes de voltar a andar.
Frigga se aproximou da pequena Ur que agora chorava.
—Ele não disse se ia pensar... Vovó, ele não me respondeu.
E a rainha apenas pode abraçar a neta.
Então os bonecos mudaram e Ur recuou diante das novas formas: ela com dez anos depois de voltar de sua primeira batalha discutindo com Odin.
—Vovô, eu não quero medalha ou honras, isso é com o tio Thor ou o Drake quando ele tiver idade e treinamento. Tudo que quero é o direito de escolher meu companheiro, não essas bobeiras como se eu tivesse feito tudo sozinha e não junto de centenas de asgardianos.
A versão mais nova de Ur na forma de gelo era visivelmente impetuosa e determinada a desafiar o avô, enquanto a sua versão mais velha sabia que aquilo já não acontecia mais, ao menos não sobre aquilo.
—Para que escolher um mortal fraco e sem linhagem real que não tem poder nem ao menos para se defender como seu marido, não. Se pode escolher os mais poderosos guerreiros nobres de Asgard ou dos Nove Reinos, por que fazer diferente?
Mas a jovem versão em gelo de Ur se irritou.
—Daniel não é fraco e mesmo que por adoção ele é da família real dos Eternos de Titã. Além disso, ele tem as qualidades que um bom marido para uma princesa guerreira precisa ter.
Odin riu.
—Duvido.
—Ele é justo, corajoso, leal, gentil, companheiro, integro e humilde. Se essas qualidades não são suficientes para o senhor posso garantir que ele não é um mero mortal e que herdou as habilidades da mãe, além do poder de se sincronizar com os Klyntar mesmo sem um simbionte. Não existe um único asgardiano capaz de reunir todas essas capacidades nem mesmo na família real.
Odin olhou novamente para a neta de forma severa, dessa vez, tal qual sua versão mais velha se lembrava, a pequena devolveu o olhar e se manteve firme.
Por fim Odin bufou irritado e se virou andando em direção a saída, o que por um segundo causou alívio na pequena Paladina que tentava convencê-lo, o que não durou.
—Eu escolherei seu marido e ele não é elegível.
A imagem de gelo se dissolveu e a que se seguiu não melhorou: uma versão mais velha e visivelmente debilitada andava pelos corredores, estava com poucos dias que completará quatorze anos em uma cama de reabilitação e o único alivio que teve ao rever Daniel havia sumido ao descobrir que o mesmo quase morrerá ao perder um braço, uma perna e ficar cego de um olho, embora de alguma forma a visita dele havia feito um milagre na sua reabilitação restaurando a audição perdida do seu ouvido direito.
Ela ainda não sabia, mesmo depois de todos os anos, como algo que nem a medicina asgardiana parecia incapaz de arrumar, foi curado em poucas horas com a presença de Daniel, mas a lembrança a sua frente apenas irritava Ur.
Ela deveria ter dado meia volta e ficado na cama, ido atrás de Daniel e aceitado o pedido tolo e infantil dele, porém sincero e apaixonado, para que fugissem em uma das naves asgardianas para um planeta paradisíaco não muito longe do mundo Klyntar no setor perdido.
Ainda assim aquela jovem de muletas andava na direção da sala do trono e quando adentrou pela lateral pode ouvir a voz de Odin ecoar como um trovão a sua sentença de morte.
—Como ousou tentar matar a sua noiva Drake? Como pode tentar fugir dos meus planos de casá-lo com Ur ao atacá-la de modo tão covarde?
Ur não precisava olhar para o boneco de gelo para saber como ele reagia, nem o dela e nem o dos demais.
—Não me casarei com aquela aberração. Mato-a, mas não caso.
—Ora seu maldito. —Seu pai avançou na direção de Drake, só que Thor se interpôs.—Mate-me depois irmão, apenas quero garantir que seu filho morre antes de tocar minha filha. Seja como marido ou como o assassino que se mostra até aqui na presença de Odin.
Thor não estava disposto a ceder.
—Por cima de meu cadáver podre apenas Loki.
—Calados!
E foi o grito de Odin que fez a sala inteira recuar.
—Ur casar-se-á com Drake assim que completar vinte e um anos, os dois juntos unirão os maiores poderes de Asgard e dos Nove Reinos em uma única ramificação de herdeiros, o que garantirá ao nosso reino a paz necessária para o futuro.
—Pai, isso não é justo. Meus filhos já o servem, por que não pode deixá-los viver à vida com quem querem e amam?
E Odin encarou Loki com tanta intensidade que mesmo Ur, atrás da pilastra sentiu que o avô lhe encarava.
—Acha mesmo que é sensato deixar que tal poder como o que Ur carrega dentro de si solto pelo universo, se reproduzindo junto a um sujeito qualquer como Daniel Thompson? Jamais! Antes disso eu o aniquilarei e espalharei suas tripas pelas ruas de Asgard para ensinar a todos os tolos que não devem almejar Ur como sua pretendente.
Aquelas palavras ecoaram fundo na alma de Ur e ela precisou fugir da sala da mesma forma que entrou.
Não deixou ninguém saber o que havia ouvido e nem se despediu de Daniel daquela vez, nas visitas seguintes se manteve distante o suficiente, o que apenas causou a preocupação da família e de Daniel.
Os bonecos de gelo quebraram e Ur conseguiu sair correndo pela porta, buscando desesperada o caminho para o terraço e sendo parada pela presença de Pepper e Tony na sala junto de Daniel e Parker, ambos em uma divertida conversa.
Para desespero de Ur foi Daniel quem notou o que acontecia e alertou seus irmãos enquanto Tony parecia ligar para alguém.
Daniel segurou Ur que estava com medo de feri-lo, até lembrar que Garuda não apenas foi feito para ser imune a ela, como do feitiço que jogará sobre o garoto quando ainda eram crianças e reforçado duas vezes depois até a versão definitiva.
Porém, assim que Wolf chegou, Ur fez questão de se afastar de Daniel, não podia ficar tão próxima dele daquela forma, especialmente estando tão frágil.
Só quando a garota simplesmente surgiu na sua frente que Ur conseguiu sentir um pouco de esperança, podia sentir em seu íntimo que a garota morena a sua frente era tão parecida com ela na essência quanto diferente.
A magia era curiosa.
Logo afastaram Daniel e Ur pode distinguir alertas de “perigo” com “ela não quer que a veja pior do que agora” e outros de “mandamos notícia” com “venha, fique conosco por hora” que fizeram o garoto ficar na torre quando a magia a levou, junto dos irmãos e da garota, até um outro lugar.
Logo era Wolf que mandava Jason ficar do lado de fora da sala que entravam e então apenas ele, a garota e Ur estavam no ambiente.
Ur sentiu a mão da garota em sua testa e o impulso de liberar seu poder apenas se completar com tal força que pensou que destruiria o mundo.
Quando conseguiu abrir os olhos novamente Ur podia observar a garota de antes em uma forma bem menos humana e mais energética, enquanto Wolf havia mudado de forma para o feroz lobo gigante que sua divindade representava, ambos parecendo confortáveis no mundo branco e azul gelado criado no salão de pedra.
Agora Ur conseguia reconhecer o lugar: um espaço dimensional entre dimensões, além da dimensão espelhada e antes de outros mundos materiais.
—Onde eu estou? Isso fica em Midgard?
A garota a sua frente se sentou flutuando metros acima do chão.
—Esse espaço fica ligado ao Sanctum Sanctorum, minha casa. Para todos os efeitos fica na Terra.
Ur deixou o corpo cair no chão.
—Obrigada. E desculpe o transtorno, nem nos conhecemos ainda. –Ela encarou a garota a alguns metros. –Sou Ur, mas acho que já sabia disso.
Helena riu diante daquela afirmação.
—Verdade, já sabia. Foi difícil não ouvir falar de você nessas semanas, só que eu não saio muito e pelo que soube você menos ainda. Meu nome é Helena, pode chamar de Lena também. –Ela apontou para Wolf. –Já sei o nome dos seus irmãos também.
Helena ficou de pé e andou, ainda flutuando, até Ur analisando a forma da asgardiana: ela estava azul e parecia uns vinte e cinco centímetros mais alta que na forma humana, os olhos antes um azul e outro verde agora reluziam como dois rubis de tão vermelhos, enquanto o rosto estava marcado nas laterais e nos olhos com a sua ascendência Jotunh.
—Eu não tinha visto essa marca de nascença que corta seus olhos. Ela não aparece na sua forma humana?
Ur ergueu as costas sentando no chão e fazendo uma coluna de gelo erguê-la até a altura em que Helena estava.
—Não, só quando fico assim por muito tempo. –Ur encarou Helena em dúvida se devia ou não perguntar o que a incomodava, mas não era como se tivesse muitas outras opções. –Por que meus poderes não se adaptaram até agora?
Helena olhou Wolf que parecia dormir profundamente, mesmo que as orelhas estivessem em estado de alerta e sentou flutuando na frente de Ur.
—Bom, não é como se tivesse muito o que se fazer. Gente como eu e você ou a Alexandra Rasputin, que é um demônio poderoso por assim dizer, não conseguem dar vazão ou conter o excesso de energia mágica que o corpo produz. Felizmente essa sala existe para isso.
Ur encarou as paredes e as próprias mãos.
—É só isso mesmo? Parece que tem mais alguma coisa.
Helena deu de ombros.
—Deve ter mais alguma coisa, isso é o que sei. –Ela encarou Ur e suspirou. –As leis da magia ficaram um pouco diferentes depois do que seu pai fez, seja lá o que foi, para salvar o Universo. É como se nada estivesse no lugar certo completamente.
—Já senti isso. –Helena se surpreendeu ao ouvir aquilo, mas Ur continuou em seguida. –Em Asgard dizem que eu sou muito poderosa, o suficiente para suceder Odin, ainda que ninguém saiba explicar. Mesmo Wolf é poderoso o suficiente para ser o rei um dia, só que ele é um idiota.
Helena riu.
—Bom, espero que seu outro irmão seja mais inteligente ou vai brigar com o meu.
—Contanto que seu irmão não tenha nada contra ele, Jason só deve fazer algumas pegadinhas.
—Então deve ficar tudo bem. Quero dizer, estou tentando fazer Max arrumar um namorado e seria problemático se seu irmão fosse brigar com o meu as vésperas do encontro que quero levá-lo.
Assim que Helena terminou de falar reparou que até mesmo Wolf havia levantado a cabeça e a encarava, então ela viu Ur parecendo surpresa.
—Você disse namorado?
Helena piscou.
—Sim, por quê? –Então Wolf começou a uivar enquanto Ur massageava as têmporas parecendo ter uma dor de cabeça. –O que houve afinal?
Ur encarou Helena por um segundo antes de dizer o que acontecia.
—Jason também é gay.
Helena enterrou o rosto nas mãos e Wolf uivou mais alto parecendo rir das duas garotas. Era quase como se ele estivesse festejando que alguém naquele prédio iria oficialmente começar a namorar.
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Jason não se importou em pedir permissão sobre onde poderia ir ou não no Sanctum Sanctorum, a garota havia falado que ele podia ficar à vontade e na sua opinião isso era ao pé da letra.
Então ele apenas subiu as escadas e seguiu o cheiro de comida o que não foi um problema, mesmo com o homem que o encarava enquanto mexia na geladeira daquela casa. Ele não perguntou o nome do homem asiático e o homem não perguntou seu nome ou o por que estava ali.
Mesmo assim Jason estava inquieto.
Odiava quando seu lado humano o deixava afastado dos irmãos.
Era por isso que apreciava tanto sua ligação com Wolf ao se transformar em lobo e os conhecimentos em magia que compartilhava com Ur; porém quando se tratava de poder e o excesso ou até mesmo precisar se livrar do excesso, o semideus se sentia mais excluído e impotente em não poder acompanhar ou ajudar os irmãos.
Jason sabia que era humano demais para poder compartilhar esses momentos e se sentia triste por isso.
Ele continuou a andar pelo lugar sem se importar muito em para onde estava indo até chegar a uma biblioteca realmente interessante. Jason podia sentir o cheiro de magia emanando daqueles livros da mesma forma como uma pessoa normal sentiria o cheiro de comida sendo feita ao passar na porta de uma cozinha e aquilo atiçava sua curiosidade.
Assim que entrou no lugar pegou um livro na prateleira e leu o título da capa.
—“As Flutuações Energéticas em Mundos e Planos Diferentes”. –Ele encarou o livro seguinte na estante e leu o título na lombada. –“As Diferentes Manifestações de Poder em Híbridos”. –E a seguinte. –“Impacto de Influências Externas em Seres Dimensionais e Multiversais”. –Ele parou para analisar a estante do outro lado e pegou um livro. –“Magias Elementais e Seus Aprofundamentos em Sistemas Universais” –E o próximo. –“A Importância do Controle do Poder Elemental de Amplo Espectro”. –Jason foi para o outro lado da biblioteca e pegou um livro de capa escura. –“O Livro Proibido das Invocações”. –E outro ao lado daquele. –“O Livro de Vishant: Uma Introdução aos Fundamentos Básicos”. –Ele olhou ao redor curioso. –Como diabos alguém conseguiu todos esses livros?
—Se tornando o Mago Supremo da Terra.
Jason se assustou com a voz vinda do sofá e mais ainda quando o outro garoto levantou, como se estivesse dormindo ali, o que pareceu provável a ele. Além disso, o asgardiano ficou surpreso com o garoto humano, porque achava ele muito bonito.
Cabelos negros, olhos verdes e alto, algo que conseguia intimidar Jason que sentia o peito se agitar com as batidas aceleradas do próprio coração, mas se havia algo em que o asgardiano era bom isso era mentir e parecer estar mais calmo do que estaria.
Então ele respirou fundo e deu seu melhor sorriso irônico.
—Mago Supremo? Então você é filho dele, do Stephen Strange?
Maximillian sorriu.
Havia dormido na biblioteca depois de sentir a energia de Helena deixando a casa enquanto lia um exemplar de “Poder Elemental e Suas Aplicações na Manipulação do Tecido da Realidade”, e não sabia porque teve a ideia idiota de ler aquilo. Sempre dormia quando fazia isso.
Agora, vendo o rapaz parado na sala estava começando a lembrar das provocações que Helena frequentemente jogava sobre ele quanto a encontrar alguém.
Max não negaria se alguém perguntasse o que achava do outro garoto, porque o achava muito bonito, mas muito mais do que isso ele sabia que o que eles tinham de parecido também tinham de diferentes. Isso o deixava ansioso.
—Sim, eu e minha irmã gêmea, Helena, embora eu não seja nem de longe tão poderoso quanto ela. Por falar nisso, meu nome é Maximillian, pode me chamar de Max.
Jason estava se sentindo encurralado diante de Max.
—Eu sou Jason, filho do Loki.
—Ouvi falar de você e dos seus irmãos. Estava curioso pra conhecê-los, o problema é que eu e minha irmã somos um pouco mais reclusos que o normal. –Jason podia jurar que Max queria dizer algo mais com aquilo e não se enganou. –Deve ser por isso que minha irmã disse que vai me arrumar um namorado.
Jason riu daquilo, não pelo motivo que Max queria.
—Então ela acha que a sua reclusão chegou a um ponto que você precisa de um namorado e não namorada?
Max pensou em chamar Jason de imbecil, mas resolveu ser direto.
—Não, eu não namoraria uma garota. Não dá certo um cara gay tentar namorar uma garota mesmo que ela seja a melhor pessoa do mundo. –Max sorriu para Jason de uma forma um pouco mais irônica. –Tenho certeza que você entende perfeitamente o que quero dizer.
Jason sentiu seu peito se agitar e o nervoso se tornar ansiedade.
Não queria se iludir, só que havia duas coisas que conhecia bem: sentimentos e desejos.
Se ele e Max pudessem se conhecer um pouco e aquela estranha atração inicial mostra-se ser mais do que atração, talvez ele fosse o mais sortudo dos irmãos.
Jason sorriu de forma sincera ao contornar o sofá em que Max estava e se sentar no outro ao lado.
—Então, você percebeu que eu era gay como?
—Não percebi. Minha irmã escutou a fofoca da Rasputin e me contou ou, pelo menos, contou que Christine achava isso e que parece que a Claire havia confirmado.
Jason riu e encarou Max.
—Acho que não dá pra subestimar ou ignorar essas garotas.
Max também sorria.
—Não, não dá.
—Então, o livro é interessante?
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—
Continua...
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No próximo capítulo: Todos Precisam Conversar.
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