Marvel Universe: All Different World
21 Capítulo XXI: Sharon. – Somos Família, Estamos Juntos.
Notas iniciais
Data Terrestre: 02 e 03 de Outubro
Infelizmente a confusão gerada no colégio da Claire não foi contida nem mesmo com a intervenção em conjunto do Fury, Stark e Parker.
Havia ao menos uma dúzia de grupos anti-mutantes tumultuando os noticiários e a frente da Shield. Também havia um grupo de pais do colégio que não parava de cobrar informações de “como algo tão irresponsável aconteceu?” e informações sobre “por que nada estava sendo feito?”.
A resposta para eles foi um “estamos conversando com os pais desses alunos e em breve marcaremos um encontro a fim de esclarecer a situação”, o que não surtiu nenhum efeito, muito menos o que esperavamos.
Já o Tony decidiu fazer um pronunciamento como Vingador e bilionário, o qual foi apoiado por Peter. Só que apesar das palavras “filhos de amigos de longa data que são nossos sobrinhos e a minha afilhada” a quantidade de repórteres e “especialistas em assuntos mutantes” falando do assunto, criticando o que aconteceu ou criticando a posição da Shield diante de tudo não diminuiu nada.
Não que Peter e Tony não tivessem se empenhado ou que Fury não tivesse tentado usar seu olhar de intimidação, porque ele tentou, mas todos parecem sempre mais dispostos a crucificar pessoas como a Claire do que conversar.
O meu problema foi que com tudo isso não consegui ser dispensada para ver Steve e as crianças, mesmo que Hill e Fury estivessem realmente querendo me mandar para a casa. Mas como Daisy nos lembrou "a confusão só está começando e é bom dar um tempo para Steve e as crianças", mesmo que eu não imagine o que eles foram fazer depois de tudo que aconteceu.
Especialmente depois que alguém na escola ajudou para uma foto da Claire aparecer no noticiário da noite e com isso até mesmo os nossos vizinhos já devem estar sabendo de tudo, se duvidar alguns podem estar parados na frente de casa reclamando.
E eu gosto dos nossos vizinhos.
Os vizinhos da nossa rua são incríveis.
São boas pessoas que sempre pareceram gostar da Claire e de como ela era, sem nunca implicar com a aparente hiperatividade dela ou com a sua sexualidade.
Na verdade eles sempre pareceram gostar de cada aspecto da personalidade da minha filha e entender que eu e Steve frequentemente tínhamos que nos ausentar pelo trabalho, o que levava Claire a ficar com o Tony e a Emma ou na Shield quando era mais nova. Isso até ele ficar mais velha e começar a ficar um pouco sozinha na nossa casa.
Além disso, a Claire adora eles e quando nossos vizinhos precisaram ela já foi até babá dos filhos de alguns. Não porque ela tenha vocação, mas até que quando quer a Claire consegue fazer isso por algumas horas ou uma noite, e as crianças parecem adorá-la.
Então quando eu fui tentar dormir por algumas horas durante a madrugada trocando de lugar com a Hill, depois de muitas horas cuidando dos assuntos da Shield e ficando de olho em como aquela confusão estava repercutindo, vi as mensagens de Steve, todas enviadas depois que deixei Natasha, Clint e Robert na enfermaria.
Não sei se Steve queria me acalmar, no geral ele apenas disse que foram ao zoológico, almoçaram e foram andar no Central Park até o fim da tarde. Haviam fotos de todos e eles pareciam estar se divertindo com James e Maria, embora talvez fosse só para não preocupar os pequenos.
Não que eles não fossem espertos o bastante para notar que algo está errado, porque os dois são mais inteligentes que muitos adultos que conheço.
Mesmo assim ver as fotos deles sorrindo me acalmou e consegui dormir bem por algumas horas.
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Data Terrestre: 03 de Outubro
Acordei assustada até ver que quem estava na minha frente era Natasha.
—Aconteceu algo? –E então eu fiquei preocupada.
—Não Sharon, até que está tudo bem. Só vim avisar que vou ficar no seu lugar e Clint no da Hill. Coulson vai render a Daisy e May vai acompanhar o Fury.
Precisei sentar, porque ainda estava dormindo um pouco.
—Você e o Clint não vão para casa?
Natasha pareceu desconfortável quando falou.
—Estou voltando de lá. –Devo ter parecido bem surpresa quando olhei para ela, porque Naty logo completou. –Hill e o Fury já tinham dispensado eu e o Clint ontem depois da reunião, por isso não mudaram de ideia depois de tudo. –Ela sentou ao meu lado e parecia cansada, como quando precisa desabafar. –Quase surtei com a ideia do Robert ter se machucado, mas agora acho que estou prestes a ter uma dor de cabeça cósmica com a Alexandra.
Eu não podia imaginar o motivo dela falar algo assim, só achei que seria uma boa ideia tentar aliviar o clima tenso com uma piada.
—E quem é o candidato a namorado? –Por isso a resposta dela me surpreendeu.
—Wolf Lokison.
—Uau! Isso é... Não sei o que dizer.
—Eu sei.
—Bom, boa sorte.
Natasha apenas suspirou e levantou parecendo conformada.
—Enfim, aproveita os dias de folga. O Fury me mandou te dizer para não aparecer por dois dias e quando voltar é pra trazer o Steve e a Claire junto. –Ela parou na porta e comentou meio conformada. –Já eu vou me preparar psicologicamente para conhecer meu genro em alguns dias.
Acabei rindo de como Natasha conhece bem a filha que tem, uma das muitas coisas que temos em comum.
Pensei em ir até a minha sala arrumar tudo, mas Natasha usaria, então nada demais aconteceria com os documentos.
Levantei, peguei minhas coisas e coloquei na bolsa, vesti a blusa e fui para a garagem. Acabei usando o carro civil da Shield ao invés do oficial de todo o dia.
A saída da garagem estava, milagrosamente, sem manifestantes na porta.
Fiquei preocupada que isso fosse sinal de que descobriram o endereço de casa.
Acelerei o máximo que pude até a nossa casa e tenho que admitir que nunca achei que a nossa casa no Brooklyn ficava longe, até hoje.
Foram os vinte minutos mais longos da minha vida em quatro anos e o dia de ontem não me ajudava em nada.
Fiquei surpresa que as ruas próximas de casa estivessem livres, muito mais com a rua de casa sem um único manifestante, repórteres ou curiosos. Apenas a nossa vizinha de mais de oitenta anos parada na porta de casa.
Parei o carro na frente de casa e andei até a senhora Brown esperando não ter uma briga com a mulher de cabelos brancos, olhos gentis e pele negra tão enrugada que parecia prestes a quebrar.
Respirei fundo e me mantive calma.
—Bom dia senhora Brown, alguma novidade?
Ela sorriu.
—Sharon, ontem os vizinhos se reuniram para discutir sobre vocês. Queremos ajudar.
Tentei não pensar nada de ruim sobre o assunto.
—Ajudar no quê?
A mulher sorriu novamente.
—Querida, sempre soubemos que a Claire é especial e isso nunca nos incomodou. E não falo da sexualidade dela, ou realmente acha que nunca reparamos que ela pode levantar um carro sem dificuldades?
—Esperava que não.
A senhora Brown segurou minha mão.
—Minha querida, uma criança educada e gentil, criada com tanto esmero e de coração tão grande quanto bom seria especial, principalmente com um pai como o Steve.
Senti um certo alívio ao ouvir aquelas palavras.
—Sabe, sempre esqueço que a senhora era amiga da tia Peggy e sabe quem o Steve realmente é.
Ela me deu outro sorriso carinhoso.
—Apenas se concentre no que precisa, nós já despistamos meia dúzia de repórteres para o outro lado da cidade junto com dois grupos anti-mutantes, não vai ser eterno, mas esperamos que dê algum tempo para vocês, pelo menos, conseguirem respirar. E não se esqueça, todos aqui na rua apoiam vocês e tenho certeza que outros moradores da região pensam igual.
Apertei delicadamente as mãos da mulher a minha frente.
—Não são os que pensam igual que me preocupam Helen. Até porque não faço ideia de quanto tempo pode levar para conseguir arrumar tudo, ainda assim, só de saber que temos esse apoio, confesso que já me sinto melhor.
—Então entre logo Sharon. Vá dar um abraço em todos e principalmente na Claire. Sei que ela deve estar precisando muito disso agora.
Concordei com Helen, então esperei ela entrar na casa vizinha para fazer o mesmo.
O térreo estava em silêncio tanto na academia como na garagem, assim como o porão, então subi as escadas.
Eu já sabia que o Steve estava lá e estava acordado, porque a casa estava impregnada pelo cheiro de comida, o que é bom. A sala estava vazia, mesmo parecendo uma pequena zona de guerra com almofadas, casacos e mochilas espalhados, bem diferente do excesso de organização normal da casa.
Como não vi o Steve na ilha do café ou as crianças comendo precisei realmente entrar na cozinha, o território sagrado dele e da Claire.
Não foi uma surpresa vê-lo no fogão concentrado no que fazia.
—Acho que isso vai ficar bom.
Ele pareceu se assustar, mas não virou para me olhar.
—Sharon! Desculpe, não te ouvi chegando, eu estou...
—Distraído, eu sei. –E mesmo de costas eu sabia que ele estava cansado. –Como estão as crianças?
—Maria e James já entenderam tudo, até que estão calmos. Já as garotas... Laura parecia em choque e a Claire, bom, ela está sendo a Claire.
Sentei na ilha central.
—Tradução, ela está irritada, com medo, ansiosa e querendo muito matar alguém.
Steve riu enquanto mexia em outra panela.
—Bem assim.
Continuei a ignorar que ele ainda não havia virado para me olhar, tanto Steve como Claire são difíceis de lidar quando não estão bem e ele consegue ser até pior que a nossa filha.
—E você?
Notei ele ficar tenso por um momento antes de voltar a relaxar o corpo.
—Quero muito ir até aquela escola e bater em todos, especialmente no idiota do Josh.
—Já dei um soco nele.
Steve riu.
—Eu sei, Hill me contou por mensagem.
Mesmo assim ele não se virou, continuava de costas para mim e achei que aquilo já havia ido longe demais.
—Steve, olha pra mim. –Ele hesitou e, por fim, virou para me encarar, seus olhos estavam inchados, por isso apontei a cadeira ao meu lado. –Você dormiu ou só chorou?
Ele desligou o fogo e sentou ao meu lado.
—Eu só... Isso tudo é... E eu só...
—Está triste, preocupado e irritado.
—E me sentindo impotente. –Sabia o que ele queria dizer, mesmo assim era melhor deixar Steve falar. –Fiz tanto. Nós fizemos tanto por todas essas pessoas, por esse país e não sei se isso vai ser suficiente para garantir que a Claire seja respeitada por todas essas pessoas que parecem odiar tudo. –Abracei-o com força, porque isso não preocupava apenas ele ou a mim, mas todos os nossos amigos e não era um medo apenas dos que odeiam mutantes. –Achei que depois de tudo que já aconteceu...
—Eu sei Steve. Eu sei. –Quando ele se afastou ainda parecia frustrado. –O que mais está te incomodando?
—A Claire acabou de se recuperar psicologicamente de toda aquela confusão a quatro anos e agora essa história que é basicamente o mesmo motivo.
Realmente ele tinha razão.
—Quer ouvir o lado positivo? –Ele fez que sim. –Pelo menos ainda não tivemos a Jocelyn para piorar tudo e começar um evento pré apocalíptico.
Steve bufou irritado.
—Nunca vou entender como duas pessoas maravilhosas como Bruce e Betty deram vida um ser tão detestável. Aquela garota consegue sem nenhum problema ser pior do que o Drake e ele é um pé... Ele é irritante.
Acabei rindo de como Steve ainda se sentia desconfortável em falar coisas como “pé no saco”, o que é fofo.
—Bom, em compensação a filha mais velha, o Conner é um anjo.
—Graças ao bom Deus.
Levantei e o abracei.
—Você dormiu? –Precisava dele um pouco descansado, disposto e concentrado.
—Um pouco no sofá da sala, e você?
—Algumas horas. –Me afastei o suficiente para beijá-lo.
De alguma forma isso me deixou mais calma do que conversar com Naty ou com Helen.
Assim que me afastei percebi que ele parecia mais calmo do que quando cheguei.
—Vou acordar as garotas.
—Tudo bem. Pedi para as duas não abusarem da sorte por causa dos pequenos, mas elas estão no quarto da Claire.
Fiquei um pouco surpresa que Steve tivesse simplesmente deixado as garotas dormirem no mesmo quarto, não que ele seja ingênuo ou coisa do tipo sobre a nossa filha, acho que ele realmente se culpa de alguma forma pelo que aconteceu.
Eu sabia que nada do que falasse teria algum efeito, por isso subi para os quartos.
A única porta aberta era a do meu quarto no fim do corredor.
Esperei dois minutos, tomando coragem, andei até a porta do quarto da minha filha e abri, mesmo correndo risco de ver algo que não queria.
Felizmente Claire e Laura dormiam profundamente.
Laura um pouco encolhida com a cabeça sobre o braço de Claire que estava largada ao seu lado com a cabeça inclinada na direção da namorada.
Era uma cena bonita de ver e até engraçada na minha opinião. Elas pareciam até crianças normais dormindo em paz em um dia normal.
Na verdade eu lembrava de ter encontrado Claire, Christine e Alexis dormindo amontoadas uma sobre a outra pelo menos duas vezes quando eram mais novas. Ou quando eu e Pepper tivemos que acordar os gêmeos Romanoff, May, Claire e Tristan que dormiram amontoados na cama de casal do Tony a não mais do que uns seis anos depois de uma longa noite de videogame.
Suspirei com pena de acordá-las, mas precisava fazer.
—Claire. Laura. Acordem. –Não foi preciso gritar ou sacudi-las, apenas chamei as duas de forma clara com o tom de voz um pouco mais alto que o normal para uma conversa.
Logo as duas sentaram na cama um pouco surpresas. Laura não demorou para levantar e me encarar parecendo sentir culpa, enquanto Claire continuou sentada na beira da cama com uma cara de “já?” como quase todos os dias.
—Oi mãe, tudo bem?
—Sharon, eu sinto...
—Menos Laura, não estou brava nem nada do tipo. –Falei o mais rápido possível para evitar que a garota se culpasse por qualquer coisa. –Ao invés disso quero um abraço das duas.
Laura pareceu confusa, enquanto Claire a incentivou e abracei as duas com força.
Quando se afastaram reparei que Laura estava vermelha de vergonha, dessa vez achei melhor deixar isso para outra hora e segurei as mãos das duas.
—Agora escutem bem. Nem eu ou o Steve ou qualquer outra pessoa do nosso grupo está bravo com vocês. Estamos preocupados com vocês, todos vocês.
O sorriso de Laura foi mínimo e seu rosto ficou mais vermelho que antes, já Claire além do sorriso irônico apenas rolou os olhos, parecendo irritada com o que estava por vir.
Só que antes que eu pudesse falar qualquer coisa duas vozes chamaram a minha atenção.
—Mamãe, vamos comer?
—Tia Shay, o papai e o tio Pete conseguiram resolver tudo?
E assim que me virei não tive como não sorrir ao ver o menino loiro de olhos azuis segurando o ursinho de pelúcia e a menina ruiva de olhos verdes que ainda segurava a ponta do cobertor enquanto coçava os olhinhos.
Me abaixei até ficar quase da altura dos dois que vieram me abraçar.
Um abraço bem apertado.
Os dois se afastaram assim que dei um beijo na testa de cada um.
—Nós já vamos comer meus amores, mas não. O Tony e o Peter não tiveram sucesso em resolver tudo. –Os dois pareceram desanimar e resolvi dar uma boa notícia para eles. –Felizmente temos waffles e panquecas para o café.
—Legal!
—Antes disso, banho. –Eles ainda estavam animados. –Peguem suas roupas e me esperem no meu quarto.
James parou.
—Por que vamos tomar banho no seu banheiro?
—Porque as garotas vão usar o outro. –Os pequenos concordaram e saíram correndo, então me virei para Claire e Laura. –Tomem um banho também, mas comportem-se, as crianças ouvem melhor do que gostaria.
Laura voltou a ficar vermelha e Claire riu, mesmo assim eu sabia que as duas iriam obedecer o meu pedido.
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Vinte minutos depois eu tinha duas adolescentes, duas crianças e uma adulta de banho tomado entrando na cozinha.
Steve havia enchido a ilha de comida, muita comida. Havia, pelo menos, quatro tipos de pães caseiros, ovos mexidos, bacon, aveia, leite, suco de laranja, presunto e queijo, cinco tipos diferentes de frutas, torradas, waffles, panquecas, dois tipos de bolo e nosso futuro almoço sendo marinado para ir ao fogo em breve.
—Acho que alguém esteve ocupado. –Acabei rindo do comentário da Laura.
—Ele realmente gosta de cozinhar quando está ansioso. Não que eu possa falar muito sobre isso, porque faço a mesa coisa. –Claire de algum modo parecia ainda mais calma que o normal.
Ou mais calma do que eu esperava. Provavelmente para não preocupar os mais novos e mesmo Laura, nesse caso preocupar antes da hora.
—Bem, vamos deixar o Steve cozinhando de avental e comer. –Comentei ciente de que ele reagiria.
E Steve cruzou os braços emburrado.
—Qual o problema do avental?
Fui até ele, o que o fez corar em um tom de vermelho parecido com o de quem comeu muita pimenta, e o beijei.
—Nenhum problema, é fofo. –E mesmo corando mais do que antes ele me beijou.
—Por deus, vão para um quarto. Tem crianças aqui. –E Claire aproveitou para implicar.
Todos riram.
—Vamos comer.
Steve puxou as cadeiras e colocou as crianças nos lugares delas enquanto eu e as meninas sentamos nos nossos, assim que Steve sentou ao meu lado começamos a conversar. Perguntei do passeio e os cinco se divertiram falando dos animais no zoológico, do parque, dos lanches, das brincadeiras que fizeram enquanto andavam ou apenas de quando deitavam na grama, dos videogames que jogaram quando voltaram para casa, do treino jogo antes do jantar.
Até eu me divertia ouvindo sobre aquilo e imaginando como seria bom se não tivéssemos pedido para Claire acompanhar os Lokison. Eu sabia que o que aconteceu não era algo distante, mas de certa forma não esperava que estivesse dando tanta sorte ao azar. E sei que Steve pensa o mesmo.
Podíamos ter evitado aquela situação de várias maneiras.
Mesmo assim esperei todos terminarem de comer para mandar James e Maria subirem para arrumar a cama, eles não precisariam ficar na cozinha nos próximos minutos.
—Certo, agora que fomos alimentado, quais as nossas reais condições? –E eu odeio o sarcasmo que a Claire aprendeu com o Tony e a Emma.
Mesmo assim Steve e Laura pareciam tensos.
—Nada muito diferente do que já tinha falado ou que já sabiam antes da nossa manhã, mas Fury quer eu, você e seu pai na Shield em dois dias.
—Meleca. –Claire não falava palavrões na frente de Steve, ainda que tivesse suas alternativas.
—Nem me fala. –Algo que Laura vinha aprendendo.
—Concordo. –Mas me surpreendi com Steve, embora não fosse tão estranho.
Resolvi terminar logo aquela parte.
—Lamento, acho que ele não estendeu o convite a você, Laura. Imagino que a Claire vai poder te contar depois o que ele quer.
—Tudo bem. –E ela parecia realmente bem com aquilo.
—E no mais Helen fez uma reunião com os outros vizinhos, uma vez que todos sabem sobre a Claire a mais tempo do que poderíamos imaginar e nenhum deles parece se importar. Aparentemente eles até mesmo despistaram alguns manifestantes e repórteres para o outro lado da cidade por algum tempo. –E tão rápido quanto ficaram tensos os três relaxaram. –Claro que ainda vou precisar falar com o Fury sobre isso e os outros pontos, no resto do dia acho que estamos bem.
—Então eu e a Laura podemos ir para o apartamento dela?
—Não. –Por um momento fiquei preocupada com a resposta de Steve. –Se quiserem privacidade vão para o seu quarto e tranquem a porta. Eu e sua mãe seguramos os pequenos na sala se necessário, mas vocês ficam aqui, no Instituto ou na Shield até segunda ordem.
As duas acabaram concordando e foram para a sala.
Encarei Steve.
—Vou querer saber o que houve para essa mudança sobre as duas em casa?
Ele pareceu um pouco desconfortável.
—Conversei com Logan ontem e ele disse que o pessoal do Instituto não quer que ela use o apartamento por hora, porque tá no nome da escola e é fácil de rastrear.
—Foi só isso?
—Não. –Ele olhou na direção da sala. –Podemos conversar mais tarde sobre a parte de como as duas começaram a namorar e que o Logan fez questão de me contar?
O beijei segurando sua mão, porque sei como é difícil para ele aceitar que Claire durma com qualquer namorado ou namorada, por mais que ele conheça a filha que tem como poucos pais podem afirmar.
Até porque, por mais que Steve não veja nada demais na nossa filha ser bissexual, ele ainda é um pai superprotetor e ciumento.
—Obrigada. –Sussurrei.
Ele sorriu e fez uma careta.
—Só me agradeça depois da visita da Emma e do Logan.
E enquanto eu desanimava com aquela visita Steve me beijou.
—
—
—
Continua...
—
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—
No próximo capítulo: Conner.
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