Marvel Universe: All Different World
62 Capítulo LXII: Party.
Notas iniciais
14 de Outubro
Ninguém comentou que Nikolai talvez não fosse aparecer, Nathan apenas disse que ele teve um problema com seu demônio e todos aceitaram, ainda que ele fosse um dos homenageados pela festa. Com isso, a comemoração começou a uma da tarde, conforme o planejado, embora a primeira meia hora tenha sido mais simples, uma vez que alguns jovens ainda estavam terminando de se arrumar e os mais velhos aproveitaram para contar piadas.
A maior parte ficou surpreso e ao mesmo tempo feliz de ver Tom Harry e Rose Brant ali com seus cameramen e Marshall Maines, que ganhou uma folga especial; todos da equipe de reportagem com câmeras de lapela devidamente aprovadas pela Shield. Uma certa preocupação veio da presença de Edith Vargas e Riley Kent, especialmente quando eles olharam para a cara de Steve e a latina resmungou “é claro que ela é filha do Capitão América”, enquanto o homem negro ficou com um “acabei de me ferrar”. Natasha assumiu o controle de danos sobre a questão e os jovens resolveram parar de enrolar quase na mesma hora.
A maior tenda no terreno tinha um ambiente mais escuro, com duas das laterais fechadas e as duas abertas dando para outras tendas, ali a música era mais alta e uma pista de dança foi instalada para os que queriam dançar. Uma das pessoas mais animadas quando a festa começou era James, que puxou Alison Mackenzie para a pista, sendo seguido por Christine e Laura. A cena do jovem Howlett dançando com a inumana chamou a atenção de Stephen quando ele chegou com a família, algo que Mack respondeu com um: eles amam dançar, então eles são melhores amigos nesses momentos, mas o garoto tá mais animado que o normal.
Aquela interação do jovem Howlett com Alison chamou a atenção de Helena, que, apesar de não dizer nada, estava realmente incomodada com a proximidade dos dois, o que não passou despercebido por alguns. James, no entanto, não parecia ligar para nada e continuava dançando, hora com Ally ou com as irmãs, convidando até mesmo Edith Vargas e Rose Brant para alguns passos.
Christine estava feliz pelo irmão ter um momento de paz, então aproveitou para puxar Andrew para a pista, enquanto Laura fazia o mesmo com uma Claire meio resistente e Cassie tentava distrair Tália das preocupações sobre seu demônio, ideia seguida por Nate com Alexis. Os irmãos Fittz-Simmons, Greg e Leonora, estavam em um canto afastado, cada um mexendo em algo no celular, enquanto Elizabeth estava tentando aprender passos simples de dança com Erik, ambos ensinados por Danielle Cage.
Valéria se mostrou uma boa dançarina, talvez não tanto quando Laura e Christine, mas boa o suficiente para chamar a atenção de algumas pessoas (segundo ela, saber dançar era uma regra que seu tio tinha), então Robert estava se esforçando para acompanhar o ritmo da namorada, já que apesar de saber dançar essa não era a maior habilidade dele, ou, pelo menos, não há mais trabalhada. Sarah Parker e May Parker estavam em seu território, o que significava que volta e meia, quando Alison fazia uma pausa, as duas viravam parceiras de dança de James.
Para alguns alunos, que se arriscaram a ir até a festa, a cena na tenda de dança era estranha.
Eles podiam ver que Alexis e Nathan dançavam de forma tranquila, claramente como um casal, e que raramente o Summers deixava outra pessoa tomar sua parceira, com as claras exceções de James, Christine e Laura para algumas músicas, ainda que ele sempre estivesse por perto. Claire olhava atentamente para a namorada e Chris, tentando acompanhar os passos delas, embora de forma claramente travada em vários momentos, enquanto Alexa ensinava passos de dança humanos para Wolf, que insistia que sabia dançar enquanto pulava em algum tipo de dança ritual.
Toda aquela animação reverberava pelo terreno do Instituto e alguns alunos começaram suas próprias festas particulares pelos jardins.
A primeira coisa que chamou a atenção de todos, mesmo que ninguém tenha parado o que fazia, foi a chegada de Rebecca na tenda da festa; ela parecia deslocada, perdida e completamente fora de lugar, se esgueirando pelos cantos, como se não quisesse ser notada, o que claramente não estava dando certo. E funcionou menos ainda quando Oliver apareceu atrás dela, puxando seu pulso.
—O que você veio fazer?
—Nada Ollie.
—Como assim nada? Me conta, eu te ajudo.
A garota sentiu o aperto no seu pulso aumentar, o que indicava um roxo por algumas horas mais tarde.
—Não tem nada, eu só vim ver a festa e comer.
Algo nos olhos do garoto assustou a gêmea pela primeira vez na vida.
—Comer? Comer?! Como assim? Você tá brincando com a minha cara? Eu pensei que você ia se vingar dela depois de tudo.
—Tá machucando Ollie. –E realmente estava, Rebecca poderia jurar que seu pulso já estava trincado e isso indicava que seu irmão tinha absorvido os poderes de alguém.
—Eu não ligo. O que você vai fazer?
E sem uma resposta o punho de alguém acertou a cara de Oliver com força.
Ninguém se moveu, principalmente porque todos tiveram tempo de ver Tristan se aproximar dos LeBeau, mas muitos acharam estranho, incluindo a própria Rebecca, que ficou dividida entre acudir o irmão ou ficar parada, olhando de Ollie para o Stark confusa.
O mais velho encarou o LeBeau caído e estreitou os olhos.
—Eu sugiro que você vá embora Oliver, especialmente se a sua intenção é arrumar problemas e estragar a festa.
Ollie olhou ao redor notando que todos observavam a cena sem interferir, então ele levantou irado.
—Vamos Rebecca. –A garota hesitou. –Vamos!
—Ela vai se ela quiser ir.
—Você disse que não era para estragar sua festinha de depravação, então ela vai.
Tristan inclinou a cabeça como se o outro garoto não estivesse na posição certa antes.
—É você que não entendeu. –Ele desviou o olhar para Rebecca. –Você vai estragar a festa ou provocar alguém? –A negativa assustada dela fez o Stark sorrir. –Nesse caso… –Ele ofereceu o braço para a garota. –Posso te levar até a mesa de salgados?
—Ah… Eu… –A LeBeau engoliu em seco, nervosa, e abaixou a cabeça. –Tudo bem.
—Ótimo. –Tristan voltou a encarar Ollie. –Espero não te ver perto de mim ou dela novamente. –Ele voltou sua atenção para a garota –Agora vamos?
Rebecca concordou e os dois seguiram para longe de Oliver, que saiu da tenda espumando de raiva.
Alguns metros dali, Claire havia parado de tentar dançar e tinha uma expressão preocupada no rosto enquanto observava Tristan ser atencioso e gentil com Rebecca, que parecia realmente tentar não ser desagradável.
—O que foi? –O toque da mão de Laura que a fez voltar daquela cena.
—Eu pensei que ele e o Conner estavam juntos.
—Até onde eu sei eles estão transando, não sei se isso significa relacionamento. –A morena arriscou
—Significa. Tristan pode ser um Stark, mas também é um Potts, por isso ele tem alguns códigos bem específicos sobre esse tipo de coisa. O que torna estranho que ele esteja flertando com ela enquanto o Conner observa tudo de longe.
—É que ele também está interessado nela. –As duas se assustaram quando Christine as puxou para fora da pista de dança e pegou algumas garrafas de bebida na mesa. –Tá na cara do Conner que ele tá se divertindo vendo o Tristan seduzir a Becky, então eu não duvido que o Cinzento já tenha feito alguma jogada antes.
—Você vai avisar sua mãe sobre isso? –Laura parecia preocupada.
—Te garanto que minha mãe não vai ficar preocupada caso isso aconteça pela livre e espontânea vontade da Rebecca. Sem falar que duvido muito que ela não saiba um pouco sobre isso, o que significa que eu não preciso fazer nada.
—Verdade. –A morena encarou Claire em dúvida sobre a afirmação. –Tia Emma sempre fica sabendo de tudo, ela vai sacar isso antes de um dos dois levar a Rebecca para cama, tenha certeza.
—Ela ainda não sabe sobre Vegas. –Laura pontuou.
—Casos diferentes. –As duas loiras disseram juntas.
—Se vocês tem tanta certeza…
A Howlett encarou a cena em que Tristan arrumava a mecha de cabelo solto do cabelo de Rebecca com um sorriso igual aos de Claire quando tentava seduzi-la (em geral com êxito). Não muito longe dali Conner tinha um sorriso de satisfação cheio de intenções nada puras, do tipo que Laura vinha aprendendo a ler por conta da quantidade de vezes que via na namorada, entre Christine e Andrew ou mesmo Nate lançando para Alexis, especialmente por nenhum deles ser discretos quanto a isso.
A morena pegou uma garrafa de vodka e virou.
—O que foi? –Claire ficou preocupada.
—Eles vão acabar os três em uma maldita cama, não é?
A Rogers trocou um olhar com a amiga, que deu de ombros.
—Provavelmente. –Respondeu para a namorada. –Isso te preocupa?
—Bom, eles me lembram você nesse momento e Rebecca é… –Laura suspirou. –Bom, a gente sabe que ela não tem uma rede de apoio.
—Ela vai ter. –Christine comentou casualmente. –Aqueles dois são desse tipo que pegam e não largam, por isso eu não me preocupo.
A Howlett encarou a namorada.
—Chris está certa. Mesmo que façam as coisas do jeito deles, eles vão fazer tudo certo.
—Espero que estejam certas. Sei que Emma não precisa de outro dos seus protegidos com problemas amorosos.
—Isso é verdade. –Claire e Christine concordaram.
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Logan fez uma careta diante da cena toda.
—Qual o motivo dessa cara? –Emma sentou ao lado dele. –A futura tempestade Banner-LeBeau-Stark ou a sua não nora cheia de ciúmes com o seu filho?
Ele grunhiu.
—As duas coisas. –Outro resmungo. –Se eu soubesse que as coisas ficariam assim, não sei se teria dado aquele conselho a ela.
—Não, você fez bem. Afastá-la de Oliver é algo que deveríamos ter feito há anos, por isso já providenciei uma troca de quartos.
—É seguro fazer isso agora? –Ele apontou para a garota e Tristan. –Isso pode adiantar essa confusão.
—Essa confusão vai acontecer com ela tendo um quarto só dela ou não. –Logan fez uma careta e Emma riu. –Não se preocupe, vou pedir para Hank fazer alguns exames nela ainda esse fim de semana.
—Vai falar para ele receitar anticoncepcional para ela?
—Vou. Não quero que a Vampira venha aqui apenas para gritar que não fiz nem isso pela filha dela.
—Ela viria para isso?
—Não sei.
O Carcaju encarou a Frost por algum tempo.
—Realmente tem contato com ela?
—Anna Marie me manda notícias de tempos em tempos e, não raramente, eu consigo mandar notícias para ela.
—Consegue fazer ela vir ver os filhos?
—Não.
—Tem certeza disso Emma?
A Rainha Branca suspirou cansada.
—Eu sei que você entende o que vou dizer, mas Anna teve um motivo para partir e você a procurou, então o que quer que eu diga?
—Quero que me explique porque quando a encontrei a tantos anos, ela me disse que não poderia voltar para os gêmeos. Por Deus, Emma! Ela partiu sem deixar nem mesmo uma carta e só você soube que a Vampira faria isso, mas não avisou ninguém, por quê?
A Frost respirou fundo e encarou a multidão de jovens dançando.
Ela pensou na noite que Anna Marie a procurou e tudo que conversaram, tudo que não contou para a mutante viúva e como as decisões da outra mulher acabaram, mesmo sem querer, se alinhando com o que ela acreditava ser o certo. Foi graças a isso que Emma ganhou um braço de ação livre para ajudá-la.
O problema é que ainda não podia explicar aquilo para Logan
—Lembra o que falei ontem? Quando me perguntaram sobre as minhas ações? –O Carcaju concordou. –Até certo ponto foi por isso e depois… Vampira estava bem perto de entrar em depressão profunda, o que com o histórico dela seria desastroso. Então eu a deixei partir, mas não a deixei desassistida e ela não ficou sozinha.
Logan encarou a Rainha Branca e, por fim, voltou sua atenção para os jovens.
—Ela pelo menos está bem agora?
—Muito.
—E por que não voltou depois de tudo?
—Aconteceram coisas que talvez ela tenha dificuldade em explicar ou, no mínimo, medo de que os outros não entendam. –Emma não estava mentindo e o Howlett sabia disso.
—É tão grave assim?
—Não.
—Então?
—De forma resumida e sem detalhes, Vampira superou o luto e a perda de Remy. –Ela encarou o amigo. –Ela seguiu em frente.
—Merda. –Logan deixou escapar. –Eu quero saber com quem?
—Não.
—Merda.
—Concordo. E olha que eu apoiei quando ela me contou que tinha seguido em frente.
—Mas não quando soube quem era.
—É que foi chocante e inesperado demais.
—Tenho a impressão de que não vou gostar quando descobrir.
—Provavelmente.
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Era difícil e doloroso para ela ver aquilo, a forma como ele parecia alegre e sem nenhuma amarra, completamente à vontade longe dela e perto de outras garotas.
—Você sabe que ele não gosta da Alison, não é? –Max comentou com Jason ao seu lado. –É bem óbvio que eles não tem essa química sexual que te incomoda.
—Verdade. Embora eles tenham uma química diferente. –O asgardiano deixou escapar.
—Não tá ajudando fofo. –O Strange avisou.
—O que eu quero dizer é que eles têm uma conexão sobre a música, o que os aproxima, mas, ao mesmo tempo, ela não parece ter encontrado alguém com quem queira ficar. Muito menos ele quer ter algo com ela. –O semideus explicou de forma mais precisa.
—E por que isso deveria me preocupar? –Helena tentou fugir dos dois.
—Por que você é fodidamente apaixonada por ele? Ou qualquer coisa do tipo para vocês foderem e ele ficar puto da vida como estava a alguns dias. –Jason usou seu melhor sorriso para mostrar que falou daquele jeito apenas para provocar a cunhada.
—Certo, vai dar uma voltinha. Eu já te alcanço. –Maximillian dispensou o namorado que deu de ombros e ficou com a irmã. –Sabe, ele tem razão.
—Como?
—Não se faça de idiota. –A resposta rabugenta do irmão chamou a atenção da feiticeira. –Sabe, eu nunca me meti na sua vida ou no meio do seu rolo com o James, mas cara… Sério, você tá ferrando com tudo esses dias e só pisou na bola com ele nos últimos meses, isso para não falar da sua tentativa inútil de escondê-lo por anos.
—É complicado.
—E daí?
—Não posso colocar James no meio da confusão da nossa família ou do que ainda vai acontecer, e eu nem sei o que é.
—É justamente por isso que eu comecei a namorar o Jason. –Helena olhou surpresa para Max. –A gente não sabe de nada, só vemos partes do todo e isso é assustador, só que bem menos do que encarar o que quer que seja sem uma perspectiva.
—Então o Jason…
—Eu espero que ele se torne a minha perspectiva.
—Pensei que ele já era.
—De certa forma é. –Max suspirou. –Gosto dele mais do que imaginei quando nos conhecemos e as coisas estão indo bem entre nós, por isso quero pensar que somos certo o suficiente para não fazer as babaquices que você e a Alexis fazem com James e Nate.
—Você diz como se relacionamentos fossem fáceis. –Uma nota de irritação marcou a voz da gêmea mais velha.
—Não são, mamãe e papai continuam juntos, mesmo distantes, porque querem fazer dar certo, porque se amam o suficiente para acreditar que no final tudo vai se resolver, sabe disso. –Maximillian suspirou. –Na verdade, estar com o Jason pode ser bem exaustivo em alguns momentos.
—Vigor divino? –O garoto riu da piada cínica da irmã.
—Não. É que para um cara com jeito tão relaxado, ele pode ser muito neurótico sobre muitas coisas a respeito da própria família.
—Nossa família não é muito diferente, sabe disso.
—É, talvez.
—Não contou para ele sobre a mamãe, contou? –Helena estava apavorada com aquela possibilidade.
—Não. Ainda não. Estava pensando em apresentá-lo na semana que vem. –Ele notou a expressão chocada da irmã. –Não vou ficar fingindo que não estou namorando ele ou escondendo esse tipo de coisa, porque se quero Jason por perto e sendo sincero comigo, então eu tenho que fazer a minha parte.
—Isso é perigoso. A mamãe não vem nos visitar há anos e mal falamos com ela por causa disso. –A expressão de terror da Strange era visível para muitas pessoas. –É melhor você perguntar a opinião dela primeiro.
—Já perguntei. –A surpresa de Helena foi grande. –Ela disse que não tem problema, mas que talvez só possa me atender depois do próximo final de semana.
—Vocês são loucos.
—Talvez, mas isso vai me dar tempo de ir na apresentação especial da Dazzler essa semana.
—Você conseguiu os ingressos? –Agora a morena estava surpresa.
Seu irmão era meio que obcecado por Alison Blaire e desde que soube que a mulher viria para a cidade estava maluco tentando arranjar as credenciais para ir na apresentação e na entrevista que a loira daria na sexta-feira seguinte. Helena não entendia essa paixão do gêmeo pela mutante popstar, mas também não podia julgar os gostos pessoais dele.
—Sim. James conhece um cara que consegue essas coisas, então eu pedi para ele. –Max estava animado.
—Ele já não te ajudou com os ingressos vips e o Meet da última turnê internacional dela, incluindo aquele show beneficente no Nepal depois do terremoto há alguns anos?
—Seu namorado deve ser fã dela. –Ele deu de ombros.
—Primeiro, ele não é meu namorado. Segundo, James pareceu não gostar da música dela nas vezes que já escutou.
—Sério? –Helena assentiu. –Que estranho, ele sempre consegue os melhores lugares quando eu peço a ajuda dele.
A feiticeira não falou nada, apenas lembrou da expressão séria e meio fechada do Howlett quando uma das músicas de Alison Blaire começou a tocar uma das vezes em que jantaram em Miami, como se aquilo fosse desagradável para ele.
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—Vamos, você deve gostar de alguma das músicas dela.
James encarou a inumana e suspirou.
Estavam fazendo uma pausa para beber e comer um pouco depois de dançarem por quase uma hora.
—Eu não sou fã do estilo musical dela, prefiro country ou algo mais interessante.
—Você ouve rock japonês e dança as músicas da Katy Perry, como pode não gostar da Dazzler? Você dança as músicas da Madonna e não as dela, isso é quase como um crime.
—Bom, eu nunca disse que odeio as músicas dela, só não sou fã, Esperanza.
—Sério, você algum dia vai me chamar de Alison ou de Ally?
—Por que? Esperanza é um nome muito bonito. –Ele notou o olhar da garota e suspirou. –“Lost Child” é a única música da Dazzler que eu realmente gosto.
—Sério?
—É. Por quê?
—Essa é a música mais triste que ela já lançou e a Alison só canta ela em determinadas épocas e em determinados lugares, não importa que a crítica ame a profundidade da letra ou que ela tenha ganho todos os malditos prêmios de música por isso.
—Ah, é mesmo. Eu ouvi falar que ela se recusou a cantar a música em todas as premiações alegando motivos pessoais.
—Ela só performa essa música ao vivo em raras ocasiões e você me diz que é a única, das mais de duzentas músicas dela, que te agrada? –O rapaz deu de ombros e Alison suspirou. –Embora eu concorde que a letra é linda. Você sabe o que os críticos disseram quando foi lançada? –Ele negou. –Que era a música mais bonita, triste e profunda da década, onde a dor do vício causado pela depressão do acidente e do estresse pós-traumático era tão clara e palpável que qualquer um que não chorasse ouvindo poderia começar a questionar a sua própria humanidade. Era um retrato de uma criança que havia perdido tudo de mais importante que tinha na vida e ficou sem rumo.
James suspirou e sorriu.
—Você realmente adora ela, não é?
—Bom, ela é a única mutante que tem status de celebridade e não esconde quem é, isso deveria ser uma boa dica para os inumanos.
O rapaz riu.
—Tudo bem, entendo isso, mas não vou entrar para o fã-clube dela. –A inumana ficou emburrada. –O que me lembra que eu tenho um contato que pode te arrumar uns ingressos para a apresentação dela essa semana.
—Como você tem um contato desses se não é fã dela?
—Ele já me ajudou com outros shows que eu fui e já arrumei uns desses para o Max, então se você quiser…
—Eu quero.
—Certo, relaxa. –James puxou o celular do bolso e digitou algo que a garota nem tentou ver, ela sabia respeitar os contatos particulares dos outros. –Feito. Depois te passo como retirar.
—E quanto eu pago para o seu contato?
O Howlett hesitou e, por fim, sorriu.
—Dessa vez fica por minha conta.
—Mas isso deve custar uma fortuna, especialmente que vai ser um show exclusivo e eu…
—Ah, não liga. Só me compra algo legal para comer uma hora dessas e… –Ele indicou outro garoto na tenda. –Max sabe como as coisas funcionam e pode te dar uma carona para o show e a entrevista.
—Entrevista?
—É.
—Seu contato vai me colocar na plateia para assistir a entrevista?
—Sim. Pode levar um acompanhante.
—Como assim?
—Não é grande coisa, essa pessoa sempre faz uns favores desses e eu tenho como pagar.
—O que você faz para essa pessoa te ajudar assim?
—Favores sexuais? –E pelo tom indeciso a inumana entendeu algo.
Alison encarou James por longos minutos e então suspirou.
—Certo, não precisa me contar. Tenho certeza que Emma sabe sobre isso e se não te mandou parar é porque não é um problema.
O Howlett gargalhou, chamando a atenção de algumas pessoas.
—Muito bem Esperanza.
—Vamos dançar.
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Depois da chegada de Rebecca, Conner e Tristan decidiram que não ficariam próximos durante a festa, o que chamou a atenção daqueles que sabiam sobre os dois, mas não faziam ideia do que eles pretendiam. Especialmente que cada um, à sua maneira, estava tentando chamar a atenção da LeBeau, o Stark sendo mais discreto e delicado enquanto o Banner era mais abusado e direto.
Isso fez Sharon procurar Emma para ter certeza que não estava ficando louca e que precisaria ficar de olho na situação para saber como aquela dinâmica ficaria e quanto tempo ainda tinha. Para alguns como Steve e Tony aquilo não levantava suspeitas, já que eles eram desatentos sobre os flertes dos dois garotos entre si e com Rebecca, já para Pepper era óbvio que seu filho estava preparando uma longa e dolorosa enxaqueca para ela.
Então, enquanto Tristan mantinha uma conversa agradável e era gentil com a LeBeau, sempre que ele se afastava com alguma desculpa Conner se aproximava de forma um pouco invasiva, ficando perto demais de Rebecca e fazendo insinuações sobre o incidente na biblioteca.
Para Becky, que ainda não fazia ideia de como agir, aquilo era estranho e, mesmo assim, bom. Talvez foi por isso que ela continuou se esforçando para conversar com ambos, evitando as perigosas aproximações exageradas do Banner (e outros beijos) enquanto tentava acompanhar as dicas do Stark para o curso de mecânica que estava para começar.
E a tarde do trio seria inteiramente focada nessa estranha dinâmica que os garotos começaram.
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Já era meio da tarde quando Claire olhou para a entrada do Instituto do jardim ao lado da festa e sorriu, voltando para a tenda e gritando.
—Pai! Tio Bucky e tio Sam chegaram!
Steve levantou animado e seguiu para fora junto com a filha, sendo seguido por Sharon, Jay e Laura. Um pouco atrás, Natasha e Tony eram acompanhados por Danielle Cage.
Saindo do carro, a alguns metros, os Rogers puderam identificar Bucky, junto com uma garotinha de cabelos e olhos negros, e Sam, com um garotinho negro de cabelos e olhos escuros e uma garotinha negra de cabelos mais claros.
—Vocês vieram. –Steve abraçou os dois amigos, sendo seguido pela filha.
—É tão bom ver vocês em casa. –A mutante estava emocionada e logo se ajoelhou para conversar com as crianças.
—E como está a família? –O Capitão encarou os dois amigos.
—Bem. A minha esposa está atolada em toneladas de burocracia no gabinete do senador, mas manda lembranças. –Sam comentou casualmente.
—Minha sogra parece satisfeita que eu esteja mais presente na vida da família nesses tempos. –Bucky hesitou. –Ela diz que a Ellie não ficaria feliz com o meu afastamento do serviço, mas menos ainda em deixar nossa filha sem ver o pai por tanto tempo.
—Sinto muito pela sua esposa, Bucky. –Claire encarou o tio.
—Tudo bem, não era algo que a gente pudesse controlar e… Acidentes de carro acontecem o tempo todo.
Sam segurou o ombro do amigo.
—Ei, sabe que pode me chamar se precisar de algo. A gente mora na mesma cidade. –O ex-Soldado Invernal assentiu e o homem negro sorriu para todos. –Então, vamos para a festa. –Gritou animado, fazendo todos rirem.
Assim que entraram nas tendas, Laura observou como Claire cuidava da filha de Bucky, que parecia um pouco assustada.
—Ela tem jeito com as crianças. –A Howlett se assustou quando Alexis parou ao lado dela. –Sempre teve.
—É. Acho que é isso que torna a situação dela mais triste no final.
—Não é triste. Ela tem você e, para pessoas na situação dela, sempre existe a adoção.
—Acha que isso é realmente uma opção para alguém que pode viver mais do que qualquer criança que seja adotada?
—Depende de como vocês resolverem encarar as coisas.
—Vocês?
—Esqueceu que ela nunca vai te impor algo assim?
—Eu nem sei como vai ser amanhã, imagina daqui a dez anos ou mais. Como pode ter tanta certeza que estaremos juntas?
—Você não quer isso?
—Não foi o que eu falei, é só que… –Laura encarou a namorada brincando com a filha de Bucky. –Dá um pouco de medo pensar nisso, sabe? E se no final nada sair como a gente quer?
—Entendi. –Ela encarou Alexis que deu de ombros. –Você tem medo de perdê-la, por qualquer que seja o motivo, o que é normal.
A Howlett estreitou o olhar para a Rasputin e depois voltou a encarar Claire.
—Eu espero, de verdade, que você esteja ciente que essa porra vale para a sua situação com o Nathan. –Alexandra olhou assustada para a morena que ignorou o olhar. –E já que estamos conversando sobre isso… –Ela olhou para a russa. –Vou devolver o seu conselho sobre eu dar uma chance para a Claire: dê uma chance a ele, você nunca vai saber se vai dar certo só negando tudo que pode ser.
—Eu…
—Eu só estou falando, o que você vai fazer é problema seu, não meu.
—Você está pegando os maus hábitos da Claire.
—Ela é minha namorada, a gente transa e passo metade do meu dia com ela, quando não mais. Esperava o quê depois de me dar aquele conselho?
Alexis deu de ombros.
—Com certeza não era isso.
—Você supera.
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Conforme a festa foi adentrando a noite, Andrew desistiu de apagar o fogo do seu cabelo e Christine mudou para sua forma de diamante vermelho, ambos dançando sem parar. James fazia o mesmo, embora alterasse as parceiras entre Alison Mackenzie, Sarah e May Parker, que gostavam do fato de poderem dançar com o garoto sem se preocupar com nada.
Claire e Laura iam e vinham da pista de dança, a morena às vezes em uma dança em grupo com o irmão e a Frost e a Rogers tentando acompanhar a namorada nas músicas mais “fáceis”. As duas também estavam tentando animar Emily, a filha de Bucky, que ainda parecia um pouco triste pela morte da mãe no último ano.
Alexis tinha decidido aceitar o pedido de Nathan de passar o fim de semana ao seu lado, aproveitando todo o tempo bom e alegre. Ela via aquilo como uma forma de agradecer a ele sem precisar ter medo do que viria depois, uma vez que a Rasputin sabia que precisava tomar uma decisão sobre a forma como ela e o Summers estavam. Não apenas pelo aviso de Emma ou o conselho enxerido de Laura, mas porque em algum momento aquilo tinha que acontecer, ainda que não fosse pensar sobre o assunto antes de segunda.
Jason e Max também curtiam a festa, por vezes provocando Helena sobre James ou apenas ignorando os problemas que passavam por eles. Ur tentava aprender a dançar com Danielle Cage, que dizia que a asgardiana tinha talento, só faltava prática e tempo. Daniel se divertia assistindo a filha de Loki e sorria todo bobo enquanto ela se esforçava para aprender algo novo, o que fazia Pepper e Tony ficarem de olho em ambos, para qualquer desenvolvimento novo. Wolf havia aprendido alguns passos de dança com Alexa, mas continuava a misturar os mesmos com sua forma estranha de se mover, o que fez a Romanoff desistir e simplesmente aceitar que seu namorado não faria aquilo de outra forma.
Mesmo alguns adultos se arriscavam na pista de dança quando as baladas tocavam.
Robert e Valéria alternavam entre dançar, comer e beber, ao ponto que não demorou para a Richards começar a mostrar sinais de embriaguez e o Barton ficar preocupado, mesmo que não fosse nada muito mais grave. Erik e Elizabeth estavam namorando em algum canto do jardim enquanto Leonora havia se escondido no escritório de Jean (oferecido pela mesma) e Gregory foi para uma das salas de informática.
Cara e Rose estavam com Charlie e Derek, sob a supervisão de Aisha, junto com Maria Stark e James Logan, todos em uma das salas de estudos da mansão brincando e quase dormindo depois da longa festa. De todos, Cara era a mais tranquila, talvez por ser a mais velha, o que ajudava que a Monroe não tivesse que pensar muito e mesmo assim ela gostava da jovem McCoy como algo familiar.
Ninguém esperava que James ignorasse Helena como estava fazendo, então não foi surpresa que a garota tivesse que tomar uma atitude. A Strange se aproximou do Howlett quando ele parou para beber um pouco de água e pegar alguns lanches quando uma música lenta começou.
—Você parece bem.
Ele ficou surpreso com a aproximação dela.
—Presente do meu pai, longa história. –Resumiu fugindo de qualquer pergunta sobre sua mutação.
—Podemos conversar?
—Eu não vou sair da festa agora.
—Eu posso passar o fim de semana com você?
—Eu não vou sair do Instituto.
—Podemos ficar no seu quarto, se você quiser.
James encarou Helena em dúvida sobre o que fazer.
Não queria ter que lidar com ela naquela semana, já tinha problemas o bastante, mas parecia que a garota não entendia isso, o que o deixava sem muitas boas opções.
—Se eu concordar, preciso que entenda que não vou poder te ver pelo resto da semana.
A feiticeira ficou confusa.
—Se é pelo que aconteceu essa semana eu…
—Para. –A voz dele era calma e clara. –Tenho problemas de família para lidar essa semana, não posso me distrair com mais nada
—É tão grave assim? –Ele assentiu. –Eu posso te ajudar, se você quiser.
—Não precisa, Emma já está responsável pelos detalhes.
James ignorou o olhar magoado de Helena, afinal não havia motivos para ela se envolver com sua família já que ele não devia se envolver com a família dela. Já que eles não eram nada um do outro ou tinham qualquer relacionamento além do sexo.
—Max me contou sobre os ingressos. –Ele a encarou assustado. –Pensei que não gostava da Alison como cantora.
—Não gosto.
—Mas consegue ingressos especiais para amigos que gostam dela?
—Seu irmão é legal, eu tenho um contato e não me custa nada.
—A garota Mackenzie parecia animada mais cedo quando conversou com Max sobre você arrumar ingresso para ela também.
—O nome dela é Alison Esperanza ou, se preferir, Atlante e ela é minha amiga de longa data, somos parceiros de dança. Além disso, ela é uma grande fã da Dazzler e, como eu disse antes, não me custa nada ajudar.
—Você vai na apresentação da Alison Blaire?
—Pra quê? Eu nem gosto da música dela. –James encarou Helena um pouco chateado. –É sério que vai ficar me questionando sobre isso? É essa a conversa que queria ter?
—Não, eu… –A Strange hesitou. –Quero ficar com você.
O Howlett suspirou.
—Olha, se quiser pode dançar comigo, é legal. –Ele viu a garota parecer ofendida. –Certo, sem demonstrações públicas de afeto ou proximidade. –Ele bufou irritado. –Eu vou dançar por mais algumas horas, se quiser a gente se vê depois das dez ou mais tarde, no meu quarto. –A expressão chocada dela não o abalou. –Até mais.
E sem esperar qualquer outro complemento de Helena, James se virou indo na direção de Sarah Parker, deixando a morena sozinha.
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Tom Harry, Rose Brant, Edith Vargas e Riley Kent estavam um pouco preocupados, algo não muito diferente de Nathalie Everhart e Liv Colton ou da dupla de cameramen. Eles passaram o dia ali, conversando com os adultos de forma descontraída e por vezes interagindo com os mais jovens, coletando informações bobas sobre aquelas pessoas e, por vezes, tropeçando em assuntos complicados.
Depois de conseguir algumas informações sobre o tema sobrenatural e mágico que a interessava, Edith descobriu, sem querer, que Valéria Richards tinha um pulmão parcialmente danificado ou, nas palavras da garota um pouco bêbada, com um enxerto tecnorgânico para reparar o dano do tiro. Também foi assim que ela descobriu sobre o metal fundido nas mão e braços da garota, algo que a deixou preocupada já que o Doutor McCoy não sabia de onde aquilo vinha. Agora a latina tinha o mistério do sumiço da herdeira Richards inteiro para desvendar junto com a sua pequena obsessão, afinal Valéria tinha poderes mágicos.
Rose por outro lado, acabou descobrindo sobre os filhos de Magneto e o fato deles estarem ali poderia virar um problema, já que o mutante não era muito bem-visto por parte das autoridades mesmo depois de anos longe de problemas com ataques terroristas. Não melhorou que ela tenha visto de perto as interações entre os mais novos em uma competição para “quem seria o primeiro a ficar tão forte quanto a Claire?”, o que poderia ser preocupante tanto quanto interessante ao se falar de uma possível nova geração dos Vingadores. Foi quando ela decidiu no que focar.
Liv Colton e Nathalie Everhart ficaram responsáveis por descobrir mais sobre os visitantes asgardianos, mas depois de Ur dispensar qualquer tipo de conversa, as duas se dividiram para cobrir Jason e Wolf. Olívia ficou com o garoto lobo e sua namorada, o que era desafiador em um nível diferente dos demais, só que ela adorava jogos difíceis, o que ganhou outro nível ao aprender que Alexa era filha da Viúva Negra.
Já Everhart além da história de Jason acabou no meio de toda a história de Helena e James, o que a levou diretamente a mais sobre a história de Laura, então ela passou a parte sobre Jason para Liv e ficou com as histórias da família Strange e Howlett. O que fez Olívia ficar com os Lokison e os Romanoff, além de indiretamente trabalhar com Edith sobre Valéria.
Enquanto os outros já estavam trabalhando em suas áreas, Riley tinha decidido investir na história da Latvéria com Tom, o que mudou completamente de foco quando ele descobriu que existiam problemas em Wakanda no que dizia respeito ao relacionamento de Aisha Monroe e Gabriel Parker. Ele não era do núcleo de fofoca, mas aquilo fez com que a lembrança de problemas no casamento do Rei e da Rainha anos antes brotasse em sua mente, o fazendo questionar o que exatamente acontecia em um dos países mais avançados do mundo para que a família real estivesse dividida daquele jeito.
E quanto a guerra da Latvéria, Tom ganhou o contato de Victor Von Doom e uma autorização para acessar os arquivos de vídeo da Shield sobre o incidente, já que aparentemente a agência tinha um relacionamento relativamente bom com o “Monarca Tirano” no que dizia respeito à segurança das crianças, nesse caso Damian e Valéria. Aquele fato gerou uma série de perguntas sobre a interferência da Shield na guerra, cuja a resposta foi “oficialmente ninguém foi enviado, mas não podemos impedir que ajuda chegue por meios individuais”, o que foi seguido por um olhar longo da Comandante Romanoff para Claire e Alexis com um “crianças podem ser impulsivas”. Algo dizia a Tom que o outro país envolvido na guerra havia pisado feio na bola e isso não era muito bom caso suas suspeitas se confirmassem.
Keith Jones e Zhou Fao-Kun ficaram encarregados de procurar mais informações, qualquer coisa que pudesse ser interessante ou trazer novas ideias, já que no começo da festa ninguém pensou que os assuntos jorrariam com tanta facilidade. Por isso eles se dividiram e andaram meio a esmo por entre as pessoas tentando coletar seus dados, o que não foi difícil, já que logo a informação de que as crianças demônios haviam dado trabalho para todos (adultos, outros jovens e a si mesmos) foi comentada. Logo em seguida, alguém comentou que Reed Richards estava tentando colocar sua filha em um avião de volta para a Latvéria, assim como a tentativa da mãe de Cassie de reaver a guarda da filha nos tribunais.
Ambos admitiam que eram informações interessantes, mas não o que buscavam.
Então Keith tropeçou na história de Leonora enquanto Alison Mackenzie conversava com James sobre o problema que todos vinham enfrentando e isso o parou, não porque era bom, mas porque era humano e relevante. Não havia nada ali que alguém, em algum lugar, não fosse se identificar, já que casos como o da garota existiam em todo o mundo e as vítimas diretas ou indiretas do evento sempre passavam por um trauma. Foi quando ele também soube que o pai de Alison, Mack, estava sendo cogitado para ser o mais novo Comandante da Shield. Keith sabia que teria que trabalhar dobrado, ele faria aquela matéria acontecer.
Zhou tinha desistido de procurar na festa por uma pista, já que uma rápida conversa com os colegas revelou que eles já tinham muitas das pautas em mãos e mais algumas, então ele aceitou o convite de Marshal Maines para conhecer o Instituto. E enquanto andava pelos corredores e via os jovens andando, correndo, estudando, brincando e apenas vivendo normalmente, ele pensou que nunca tinha visto nada sobre aquela escola e se não deveria mudar essa história. Na mente de Zhou, não fazia sentido não mostrar aquilo, afinal ali estavam todos os “perigosos mutantes”, dos quais Gareth Grimm sempre falara, vivendo normalmente, como ele mesmo em sua casa. Além disso, ele pensou que aquelas paredes provavelmente guardavam mais histórias do que ele sequer poderia sonhar em mostrar um dia e aquilo era bom, era a sua contribuição para o futuro.
Quando os seis jornalistas se reuniram com os dois cameramen nas bibliotecas do Instituto para discutir os tópicos que iriam ter prioridade eles desistiram de cara, já que não havia como realmente dar mais atenção a uma história no lugar da outra. Eles teriam que fazer aquilo funcionar de qualquer jeito, sem deixar nenhuma das matérias cair, nem que para isso precisassem chamar reforços e cobrar favores.
Tom, Edith e Riley ligaram para antigos colegas em quem confiavam; já Olívia, Rose e Nathalie ligaram para seus estagiários pessoais, que costumavam ajudar em seus projetos particulares; Keith e Zhou fizeram o mesmo com alguns amigos cameramen e que trabalham com edições. Todos eles ainda precisavam conversar pessoalmente com cada uma daquelas pessoas para ter certeza que todos estariam na mesma página, mas eles, com certeza, já tinham o começo de muitas matérias.
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Continua...
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No próximo capítulo: After Party.
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