Marshall Cole E Os Olimpianos: O Filho Da Lua
3 Capítulo 3: Drake derruba nosso salvador
Notas iniciais
Seguimos explorando o bosque.
–Eu adoro esse lugar. É tudo sempre bonito, mesmo no inverno.-disse Sara.
–Mas agora é verão. Você não fica com medo de algum bicho te pegar Sara? Tipo um urso ou um alce muito bravo? -disse Drake rindo. Ele e Sara sempre implicam um com o outro mas é isso que bons amigos fazem.
–Cala a boca Drake. Você sabe que não tem esses animais grandes nessa parte do bosque.-Sara disse iritada. Mesmo que ela parecesse fraca em seus 13 anos, eu sabia que Sara podia se cuidar bem sozinha e eu tenho muito respeito por isso, mas isso também não me impede de rir deles dois.
–Para de rir Marshall. -eles dois disseram ao mesmo tempo, o que só me fez rir mais. Por fim eles também riram e nós continuamos o passeio.
Já estávamos andando havia uma hora e meia e decidimos parar para descansar um pouco.
–Está tudo tão calmo hoje. -Sara disse enquanto sentava em um velho tronco de árvore caído. Ela tem o costume de puxar uma mecha do cabelo para trás da orelha e eu sempre começo a sentir meu rosto ficando quente quando vejo ela fazendo isso, então tentei não olhar e me concentrei no ambiente em volta.
–Realmente. Está bem calmo mesmo. -eu disse -Na verdade... está calmo demais.
Nós três começamos à olhar em volta e percebemos que o bosque estava totalmente em silêncio. Eu senti meu coração batendo mais rápido quando percebi o que estava acontecendo.
–Fiquem calmos. -eu pedi.
Drake olhou para mim com o rosto cheio de preocupação.
–O que está acontecendo Marshall?
Eu não sabia como explicar bem a sensação que eu tive e, principalmente, não sabia como contar para eles sem deixa-los assustados.
–Conta logo Marshall. O que tá rolando aqui? -Sara disse. Pude ver que não ia adiantar esconder nada deles, já estavam bem assustados. Não que eles não fossem corajosos, mas o clima estava bem tenso.
–Eu acho... deve ser paranoia minha, mas acho que tem algo caçando a gente. -eu disse.
Bastou eu terminar de falar isso para nós ouvirmos uma série de enormes uivos. Nós três ficamos completamente pálidos com o susto.
–Vamos sair daqui. -Eu disse para eles. -AGORA.
Disparamos em direção à minha casa, meu infalível senso de direção me guiando por entre as árvores. Já tínhamos andado uns 300 metros quando ouvimos um barulho em um moita próxima. Ficamos paralisados olhando e esperando.
–Não movam um músculo. -Eu avisei.
A moita continuou se mexendo, até que de repente um garoto com cabelos castanhos encaracolados pula do meio das folhas e veio em nossa direção correndo e gritando. Drake, provavelmente após ter pensado profundamente sobre como agir, simplesmente acertou um soco na cara do garoto quando ele chegou perto, o fazendo cair de costas no chão feito um saco de batatas.
–Drake, você ficou doido? -Sara gritou.
–O que foi? Ele que veio para cima da gente feito maluco.
–Ok. -eu comecei a dizer. -Mas na próxima tenta não acertar o... -Eu quase desmaiei ao perceber que o "garoto" não tinha pernas normais e sim um par de pernas peludas de bode.
–Minha nossa, o que é isso? -disse Sara cutucando as pernas do "menino" com um graveto.
A coisa, menino ou seja lá o que for, começou a se mexer e sentou.
–Caramba, você quase quebrou o meu nariz. Por quê fez isso? -Perguntou ele.
Drake ficou piscando como se ainda não acreditasse em seus olhos.
–Você tem pernas de burro.
O garoto pareceu indignado com isso.
–São pernas de bode cara. Mas sem tempo para conversa fiada. Eu preciso salvar a pele de vocês. Tenho que tirar vocês daqui agora.
–Por quê? -Eu perguntei
O menino bode, por algum motivo, achou graça disso.
–Vai parecer doideira, mas tem um monte de meninas com lobos furiosos atrás de vocês.
Fale com o autor