Marshall Cole E Os Olimpianos: O Filho Da Lua
4 Cap. 4:Somos sequestrados por um bando de garotas
Notas iniciais
Nós seguimos o menino bode pelo bosque.
–O que é você? -perguntei.
–Eu sou um sátiro. A propósito, meu nome é Jimmy.
–Um sátiro, tipo um meio bode da mitologia grega?
–Sim. Eu vim aqui procurar vocês mas parece que eu não sou o único.
É difícil engolir toda essa história mas eu tentei manter o foco.
–O que aquelas meninas e você querem com a gente? -perguntou Sara.
–Eu vim levar vocês para um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue. É onde semi-deuses como vocês são treinados. -Jimmy disse isso sorrindo como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Drake, Sara e eu ficamos de olhos arregalados olhando as costas do menino bode.
–Como assim semi-deuses? -perguntou Drake.
–Vocês provavelmente já ouviram falar dos deuses antigos. Então, eles existem. E eles ainda tem filhos com mortais. Mas muitos deles meio que "esquecem" dos seus filhos. Isso até 2 anos atrás, quando os deuses juraram que iam revelar seus filhos quando eles tivessem no máximo 13 anos.
Isso só podia ser piada. Quer dizer, deuses gregos?
–Isso significa que nossos pais... os que sumiram, são deuses? -perguntou Sara.
–Eu vim aqui procurar um filho de Apolo, uma filha de Afrodite e... bem, o nosso amigo Marshall aqui é um caso MUITO delicado.
–Como assim? -perguntei.
–Sua mãe, ela...
Antes que o Jimmy terminasse, uma menina de roupa prateada pulou de uma árvore e caiu em cima dele. O mesmo aconteceu com a gente e eu apaguei.
Quando acordei, eu estava amordaçado e amarrado à uma árvore. Olhei em volta e vi o Drake e o Jimmy na mesma situação que eu. Procurei pela Sara e vi ela também amarrada, mas sentada em uma almofada.
Nós estávamos em um tipo de acampamento improvisado. Barracas por todo lado e alguns lobos que andavam em volta como se estivessem de patrulha. Mas não foi isso que chamou a minha atenção.
A nossa volta estavam várias meninas com roupas camufladas branco e cinza apontando flechas de prata para nós.
Uma delas, uma garota que devia ter uns 15 anos com cabelos pretos e olhos azuis elétricos, se aproximou e ajoelhou na minha frente. Ela me olhou nos olhos e disse:
–Então você é o garoto que nós estávamos procurando. Achei que ia ser mais difícil pegar você, filho da caça.
Do que ela estava falando? Por quê ela me chamou de filho da caça? O nome da minha mãe era... to morto.
–Há uma semana, quando nós estávamos no Acampamento Meio-Sangue, recebemos uma notícia... incomum. Talvez você ainda não saiba mas, você, é fi... nossa, é difícil dizer isso. Você é filho de Ártemis.
Fiquei olhando para ela, não que eu pudesse fazer muito mais. Ela tirou a mordaça da minha boca.
–Como isso é possível? -perguntei -Ela não é uma daquelas deusas eternamente virgens?
–Nós ainda não sabemos como isso aconteceu. Mas a deusa não quebrou seus votos. Coisas terríveis teriam acontecido há alguns anos caso isso tivesse ocorrido.
Ela se levantou e voltou para entre as outras garotas.
–Solta a gente -gritei.
–Olha como fala, "garoto" -disse uma delas. Ela disse garoto como se fosse algo horrível para ser.
A menina de cabelo preto olhou novamente para mim.
–Deixa que eu cuido disso, Martha. Vocês vão ficar presos por enquanto. Vamos levar vocês para o Acampamento Meio-Sangue e lá nós vamos decidir o que fazer com você.
–E os meus amigos e o menino bode ali? -perguntei.
–Eles vão ser libertados quando chegarmos.
Só agora me dei conta de que ainda não sabia quem elas eram.
–Quem são vocês?
A menina, cheia de orgulho, respondeu:
–Nós somos as caçadoras de Átemis. Seguimos ela pela eternidade em suas caçadas. Eu sou Thalia Grace, filha de Zeus e comandante da caçada.
–Quer dizer que minha -ela me fuzilou com os olhos -que Ártemis está aqui?
A menina suspirou triste.
–Não. Ela saiu em uma missão particular. Não sabemos quando ela pode voltar, então estamos levando vocês. Martha...
A caçadora veio até mim, me acertou com o arco e eu apaguei de novo.
Me lembro de ter acordado algumas vezes, mas era tudo sempre um borrão. Me lembro de olhar o sol e saber que estávamos seguindo para o sul.
Vários dias depois.
Senti alguém jogando água fria no meu rosto.
Era aquela tal de Thalia. Ela olhou para mim e disse:
Sejam bem-vindos ao Acampamento Meio-Sangue.
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