Marshall Cole E Os Olimpianos: O Filho Da Lua

8 Cap. 8: Visitamos o teatro das sombras


Notas iniciais
Olá galera. Novamente sofri com o problema da falta de acesso à internet, mas, para compensar, o próximo cap. já está pronto e vou postar amanhã. Valeu pela atenção.

–Marshall, acorda cara. Já tá na hora de ir.

Acordei com Drake me sacudindo. Ele sempre acorda junto com o Sol. Isso faz muito mais sentido agora.

–A Sara já acordou? –perguntei.

–Já. Ela foi trazer nosso café da manhã.

–Legal.

Eu não conseguia parar de pensar no sonho da noite anterior. Decidi esperar Sara chegar e contar tudo para os dois.

–Eu tive um sonho estranho ontem. –disse Drake.

Olhei para ele um tanto surpreso.

–Como foi esse sonho?

–Foi um pouco estranho e confuso, mas eu vi um escorpião gigante e depois eu vi um rosto de terra. Mas o mais incrível foi o final. Eu vi o Sol e eu tive uma sensação ótima.

–Que tipo de sensação?

Drake parecia tentar procurar as palavras certas.

–Era... era como se o Sol fosse a coisa mais poderosa do mundo e, por mais estranho que pareça, era como se ele pudesse curar qualquer coisa.

Nesse momento, eu senti um cheiro estranho no ar.

Não era ruim, na verdade era um cheiro muito bom, e me lembrava...

–Interessante –disse uma voz atrás de mim.

Sara estava parada perto da porta segurando uma sacola, provavelmente nosso café. Mas o que foi aquilo agora a pouco? Não é possível que eu tenha... “farejado” alguém, certo?

–Hmmm... Marshall, por quê você está me encarando assim? –disse Sara, com o rosto levemente vermelho.

Me dei conta de que estava olhando fixamente para ela enquanto pensava. Fiquei com o rosto ardendo em chamas.

–Bem... –tentei mudar de assunto –também tive um sonho estranho.

Contei para eles o que eu havia sonhado na noite anterior.

–Não gostei nada dessa história de vingança contra Apolo e seus filhos –comentou Drake.

–E quem ele está perseguindo? –perguntou Sara.

–O que mais me preocupa é aquele rosto de terra.

Como ficar ali não ajudaria em nada, nós prosseguimos viagem.

Um pouco depois da hora do almoço, alcançamos a cidade de Cleveland, Ohio.

Decidimos que era melhor parar para comer,então achamos um pequeno restaurante. Enquanto comíamos, Drake viu alguns panfletos na mesa. Com a dislexia foi um pouco demorado para ele terminar de ler. Mas quando acabou, pude ver seu rosto enchendo de alegria.

–Que cara é essa? –perguntei, Drake? –perguntei.

–A “Playhouse Square” tá aberta para visita só por hoje. A gente tem que ir lá.

Por mais estranho que pareça, esse garoto ruivo hiperativo simplesmente ama arte. Mas seria difícil não gostar, sendo filho de Apolo e sua mãe sendo professora de arte.

–Não sei, Drake. Nós temos que achar minha mãe logo.

–Eu também quero ir, Marshall. Por favor. –Sara me olhou com aqueles grandes olhos verdes cheios de expectativa.

Tão injusto. Com aquela expressão, ela poderia ter me pedido para roubar um banco e eu não teria pensado duas vezes.

–Se vocês insistem. Não é como se eu tivesse muita escolha.

Achar o lugar não foi difícil, pois, como eu já disse antes, eu nuca me perco.

A “Playhouse Square” é o segundo maior complexo de artes de performance, como teatro, ópera, essas coisas. Considerando que ele só estava aberto por hoje, o lugar parecia bem vazio. Havia apenas algumas pessoas andando em volta.

–Esse lugar é incrível, não é? –Drake parecia animado, bem como Sara.

–Eu realmente não vejo muita graça. –comentei.

–Não seja chato Marshall –disse Sara –Esse lugar é tão bonito. Pena que não tenha nenhuma peça hoje.

Nós continuamos andando, até que algo chamou a atenção do Drake.

–O que é aquilo? –disse Drake, apontando para algumas pessoas com fantasias entrando em um dos prédios.

–Talvez alguém esteja ensaiando uma peça. –disse Sara, já animada –vamos lá ver.

Ela e Drake saíram correndo em direção ao prédio.

Eu caminhei calmamente para onde eles foram até que eu notei algo estranho. Tudo estava em silêncio. Não havia mais ninguém em volta.

Nesse momento reparei outra coisa. Um cheiro. Não sei bem o que era, mas o quer que fosse, eu não gostava. Senti um arrepio na espinha quando me dei conta do que estava acontecendo.

Tínhamos caído em uma armadilha.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentário são sempre bem vindos :)