Notas iniciais
Olá nekos. Me desculpem pela demora a postar, sério mesmo. Não foi por falta de criatividade, isso não, já que eu já sei o que irá acontecer em quase toda fanfic. Eu demorei a postar por um simples motivo: DECEPÇÃO. Essa fanfic é a menina dos meus olhos, eu acordo pensando nela, passo o dia procurando áudios e afins para deixar ela a altura de algo digno para ler, passo horas editando imagens pra ilustrar as cenas, viro a madrugada digitando e betando pra chegar aqui e ninguém ler?! Isso é vergonhoso demais pra mim.Eu só posso pensar que: Ou eu escrevo mal pra caramba ou a fic é uma porcaria e ninguém tem coragem de me dizer... Mas enfim, parece que ninguém se importa com isso :'( p.s¹: Na imagem que mostra a aparência de Marion, IGNOREM a roupa. Ela ainda estará com o kimono vermelho, eu apenas não pude trocar. p.s²: Onde tiver "♫" é trilha sonora, ouçam.p.s³: Leiam as notas finais. Boa leitura.

– Onde conseguiu a carroça? – Indagou Sasuke, de pé, terminando de tomar seu leite quente em um copo branco de latão, já descascando.

– Com um velho amigo. Ele mora mais ao norte, próximo as montanhas. Fui durante a noite até lá e pedi emprestada. – Riu o grisalho, acariciando o focinho do único cavalo.

– Já podemos ir? – Perguntou Marion para Jiraya, assim que guardou a pequena lista dos mantimentos necessários para uma semana.

– Só mais uma coisa! – Falou posicionando as mãos de cada lado da cabeça da rosada, sem tocá-la, fazendo uma suave luz tomar o corpo dela – Pronto, agora podem ir.

– M-mas o q... – Deixou cair o copo na grama úmida do orvalho após ver como a garota estava – O que aconteceu?

– Não acredito que além de não poder usar meus poderes, ainda terei de andar assim. – Cuspiu Marion observando os fios de seu cabelo, antes rosados, agora negros.

– Desculpe, mas você precisa estar mais parecida o possível com uma humana. Seu cabelo rosa era chamativo demais.

– Hunf, assim que eu voltar desfaça essa porcaria. – Ordenou se posicionando no lugar de comando da carroça – Suba logo Sasuke, vamos sair daqui antes que ele resolva me privar de algo mais. – Falou enjoada.

– Até logo Jiraya-sama. – Despediu-se o moreno sentado ao lado da garota.

– Espero que você mantenha a calma, Marion. – Sussurrou o grisalho, apanhando o copo do chão, e os vendo se distanciar.

A manhã estava realmente agradável. O vento suave, o som dos pássaros e a temperatura ainda amena revelavam que ainda era muito cedo. Sasuke estava sentado desleixadamente quando uma das rodas da carroça passou por um buraco maior e o arremessou para cima de Marion.

– O que pensa que está fazendo ai? – Perguntou o olhando com uma das sobrancelhas arqueada.

Sasuke estava, inesperadamente, com o rosto entre os seios da garota. Não sabia como havia parado naquela posição, mas estava extremamente vermelho.

– Desculpe, não foi minha intenção. – Disse se afastando rapidamente e virando o rosto na direção oposta.

– Não me interessa suas intenções. – Respondeu irritada – Encoste em mim novamente e eu o farei conhecer a verdadeira dor.

– Já disse que foi sem querer. – Falou entediado – Seria bem mais rápido se você apenas usasse suas asas. – Cruzou os braços.

– Prometi a Jiraya que não usaria, além do mais qualquer mínima magia que eu use cancelaria a transformação.

– E ainda demorará até chegarmos? – Questionou observando alguns alces correndo entre as árvores.

Ali está. – Falou olhando para frente – O formigueiro.

Mais alguns minutos e finalmente a carroça parou. Embora fosse cedo, muitas pessoas já se encontravam nas ruas tornando assim o local consideravelmente barulhento. Marion prendeu o cavalo em uma pequena cerca apropriada, embora mantendo a máxima distância possível das outras carroças presentes no lugar e entregou a lista de mantimentos ao garoto.

– O cheiro desse lugar me enjoa. – Disse azeda.

Sasuke parecia extasiado, os olhos brilhavam enquanto fitava todas aquelas pessoas, afinal, fazia muito tempo desde que esteve em um lugar assim. Começaram comprando os grãos e especiarias.

A rosada, vez ou outra, soltava um murmúrio de reclamação quando o som do grito de algum comerciante ou choro de uma criança chegava a seus ouvidos sensíveis. Foi enquanto Sasuke conversava com um negociante que a situação fugiu de controle. Marion estava um pouco mais afastada olhando em todas as direções com sua típica face enojada, quando um rapaz ruivo, alto e jovem se aproximou.

– O que uma garota bonita como você está fazendo desacompanhada no meio de toda essa gente? – Indagou galante.

Não acreditou no que estava ouvindo. Olhou para o atrevido e franziu a testa em desaprovação ao constatar que estava recebendo elogios de um mortal.

– Dê o fora daqui. – Disse seca virando o rosto para onde Sasuke ainda estava.

– Ora essa, então além de linda é arisca? Gosto disso em mulheres. – Riu chegando mais perto. Aproveitando a aparente desatenção da rosada, segurou-lhe a mão e depositou um cortês beijo ali.

– Você tem exatos três segundos para me soltar. – Disse fechando os olhos, enquanto controlava a respiração.

– Não diria que sou capaz de me separar de mãos tão macias. – Continuou o cortejo sem parecer notar o perigo.

– Eu avisei. – E proferindo tais palavras, virou-se para ele e num rápido movimento socou a parte sensível de seu torso, bem abaixo do peitoral e acima da barriga.

Sasuke havia acabado a negociação quando se virou e viu a cena, arregalou os olhos e correu até lá. O ruivo estava desmaiado e as pessoas ao redor a olhavam completamente espantados.

– Não acredito nisso! – Encarou-lhe descrente – Mas o que foi isso agora?

– Agradeça por eu ter prometido a Jiraya que não usaria minha magia. – Falou simplesmente ignorando o moreno.

Continuaram o percurso como se nada houvesse acontecido, mesmo o garoto estando curioso sobre o que poderia ter ocorrido para que Marion reagisse daquela forma. Não demorou muito para que os cochichos das pessoas que presenciaram a cena se espalhassem pela feira e chegasse a seus ouvidos.

– Você o socou porque ele estava a elogiando? – Questionou ao saírem de mais uma tenda de especiarias.

– Não.

– Então...

– O soquei porque tocou em mim. – Disse em forma de aviso, fazendo o moreno abrir a boca incrédulo.

Assim o tempo decorreu, entre pechinchas e resmungos. Sempre que chegavam a alguma barraca mais movimentada, de alguma forma, eram atendidos logo. Sasuke só descobriu o motivo quando olhou furtivamente para trás e viu Marion com um olhar assassino direcionado ao vendedor. Balançou a cabeça negativamente e quando se afastaram a parou.

– Se pretende negociar é bom melhorar o seu humor.

– Não reclame, graças a minha presença você conseguiu bons descontos. – Respondeu impaciente.

– Isso é porque as pessoas estão com medo de você! – Falou gesticulando com a cabeça como se dissesse para olhar ao redor. As pessoas mal se aproximavam de onde ela estava parada.

– Hunf, eu não estou nem ai pra isso. Só quero acabar logo com essa porcaria toda.

Quando já se aproximava o meio da manhã, finalizaram as negociações. Sasuke estava sentado na mureta de proteção da pequena fonte ao lado das carroças e Marion permanecia de pé, com feições claramente incomodadas. Por um momento remexeu o nariz de forma engraçada e fez o moreno soltar uma pequena risada.

– Do que está rindo? – Questionou autoritária.

– Nada, nada. – Respondeu levantando e distanciando-se, a deixando parada sem entender. Pouco tempo depois voltou trazendo dois espetinhos de cogumelos assados, oferecendo um a ela.

– Não vou comer isso. – Resmungou com uma das sobrancelhas erguidas.

– Vamos lá, eu gastei minhas últimas moedas para comprar isso. – Insistiu já mordendo o seu.

A garota cheirou rapidamente a comida e, cautelosa, levou a boca. Mastigou por apenas alguns segundos e parou. A expressão vaga.

– Marion? Está tudo bem? – Perguntou preocupado, um rubor quase imperceptível se formava nas bochechas dela.

– Volte pra droga da carroça agora. – Ordenou arrancando a corda da cerca de forma bruta, já subindo no veículo e começando a guiá-lo. Sasuke precisou correr um pouco para conseguir subir.

– O que foi isso agora? Está tudo bem? – Continuava a perguntar, agora limpando a boca com a manga da camisa.

– Fique calado. – Mandou ríspida.

A carroça seguia em uma velocidade, relativamente, perigosa para aquela estrada sinuosa, mas Sasuke simplesmente parecia não conseguir se opor. O olhar compenetrado da rosada e sua expressão séria o faziam ficar concentrado em segurar-se para não ser projetado do veículo. Mesmo com o peso relativo dos sacos de mantimentos o cavalo cujo guiava o transporte parecia não se importar.

Chegaram à casa do velho Jiraya com apenas a metade do tempo que levaram para ir até o vilarejo. Marion, ainda descendo da carroça, liberou sua aura avermelhada de vez, fazendo a transformação ser cancelada e seguiu na direção da cachoeira. Jiraya que apareceu para ajudar a guardar os produtos olhou intrigado a cena.

– O que aconteceu? – Questionou começando a descarregar os sacos.

– Não faço a menor ideia. – Disse ainda olhando para onde a garota seguiu – Ela estava bem até momentos atrás, mas quando pedi para que comesse um espetinho de cogumelos ela mudou drasticamente de humor. – Revelou ajudando o grisalho a levar as coisas para dentro da casa – Acho que ela não gostou do sabor.

– Cogumelos? – Insistiu desconfiado.

– Sim. Cogumelos assados e temperados com pimenta. – Disse sem compreender.

– Pimenta? – Perguntou alarmado – Você deu algo temperado com pimenta para ela comer?

– É um tipo raro de pimenta, ela não deixa cheiro e é bastante saborosa. Qual o problema com isso? – Olhou para o homem com uma das sobrancelhas arqueadas.

– Marion tem os sentidos mais apurados do que os humanos. – Começou a falar levando a mão à testa – O que para você é como um leve ardor, para ela é como se ateassem fogo diretamente em sua boca.

– Eu não sabia disso! – Falou sentindo-se culpado – Então era por isso que ficava reclamando do cheiro das pessoas... – Sussurrou compreendendo – Eu só queria que ela melhorasse o humor.

– Entendo sua intenção, mas devia ter consciência de que o corpo dela é uma máquina de guerra, tudo é mais intenso.

– Acho que levarei um pouco de água pra ela... – Pareceu refletir um pouco.

– Não, a deixe só. – Sugeriu – O gosto não irá sair assim facilmente, ela precisa meditar para poder suportar a dor. – Completou terminando de guardar os mantimentos.

Sasuke ainda ficou um bom tempo parado, sentindo-se culpado. Não queria causar-lhe dor, por mais que às vezes ela merecesse. Apenas queria tentar ser amigo dela, compreender o que se passava em sua mente, mesmo que fosse apenas um pouco.

Foi somente quando Jiraya subiu para despertar Naruto, cujo os roncos podiam ser ouvidos do andar inferior, que o moreno tomou coragem de ir atrás de Marion, mesmo que Jiraya tivesse dito para que não o fizesse.

. . .

Uma sala de decoração luxuosa. A mesa de madeira nobre estava apenas com um cálice vazio em cima, a poltrona grandiosa encontrava-se de costas para a porta, posicionada de frente para a grande janela.

– Senhor, trago informações da Haled. – Falou após ajoelhar-se.

– Prossiga. – Ordenou de olhos fechados.

– O calabouço de Hizel... Está vazio. – Revelou hesitante.

– Interessante. – Riu olhando através da vidraça.

– Quais minhas ordens? – Questionou o subalterno ainda de cabeça baixa.

– Nenhuma. – Disse tranquilo.

– C-como assim? Quem estava lá era... – Foi interrompido.

– Apenas saia. – Disse sério.

– Sim, meu senhor. – Falou retirando-se, deixando a figura misteriosa novamente sozinha.

– Então a duquesa começou a se mover. – Disse pensativo, apoiando o queixo nos dedos entrelaçados – Até onde você será capaz de ir, Marion Blanchard?

Notas finais
Sinceramente, vocês querem realmente que eu continue a postar? Por que eu tenho muito mais coisas pra fazer e mesmo assim eu deixo tudo de lado pra escrever MB! Desculpem estar sendo rude dessa forma, mas foi necessário nekos.Eu preciso realmente saber o que vocês acham, pelo menos um "posta logo" ou "tá ruim" eu gostaria que comentassem. O próximo capítulo não tem previsão para sair, embora ela IRÁ sair. Cansei de me esforçar pra nada. Até mais nekos :3