Notas iniciais
Yo nekos da tia Anniki *-* Vim aqui trazer mais um cap. fresquinho! Dessa vez não demorei tanto e me esforçarei para continuar assim, yup! Ah! Tenho um apelo. Por Kami, comentem meus nekos. Eu preciso saber o que vocês acharam dos caps. mesmo que seja uma coisa negativa, certo? Certo. Além claro, que me ajuda a ter inspiração :). . . Boa leitura e me desculpem pelos erros gramaticais. P.s.: Leiam as notas finais!

Após mais algum tempo deitado na grama verde, próximo à beirada do penhasco, Jiraya retornou até a casa e chamou novamente os garotos para mais uma sessão de meditação, afinal, quanto mais praticassem mais rápido poderiam ir para a próxima etapa do treino.

A noite havia caído novamente. Os meninos, já alimentados, descansavam na varanda principal, enquanto o grisalho arrumava calmamente a cozinha. Não havia motivos para pressa no fim das contas. O céu exibia constelações infinitas recheadas por uma gama fabulosa de cores e todas aquelas luzes, em contraste com a escuridão da floresta ao redor, era o cenário perfeito.

– Naruto, você acha que ficaremos fortes o suficiente para cumprir nossos objetivos? – Questionou o moreno observando o vasto céu.

– Claro que sim, dattebayo! – Sorriu levando as mãos para o alto e as fechando, dando um soco no ar – O velhote é realmente bom no que faz e nós seremos tão bons quanto ele.

– De onde vem tanta confiança? – Falou rindo da atitude dele – Você somente o conhece há quase dois dias.

– Marion-chan confia nele certo? – Perguntou parecendo refletir seriamente sobre isso – E você confia nela! São dois bons motivos. – Riu parecendo animado com a situação.

– Você é realmente estranho. – Falou tranquilo olhando para trás e vendo Jiraya se aproximando.

– Cansados do dia de hoje? – Indagou sentando-se ao lado deles nos degraus da pequena escada.

– Não imagina como! – Confessou Naruto deitando-se no assoalho de madeira, já que estava no primeiro degrau.

– E você Sasuke?

– Não foi tão exaustivo assim. – Analisou a situação – Tentar conviver com Marion é muito mais desgastante. – Riu brevemente da piada.

– Não deixe que ela ouça isso, sua companhia poderia se tornar insuportável. – Advertiu rindo também.

– Ela é tão arisca comigo, é difícil manter qualquer diálogo!

– Por que não tenta conversar no ritmo dela? – Perguntou Jiraya olhando para Naruto que parecia cochilar.

– E qual seria? – Olhou curioso para o homem.

– Ela odeia que a apressem e se torna rabugenta quando o assunto a desagrada. – Contou enumerando nos dedos os fatos – Digamos que ela seja uma dominadora nata. Ela dita o ritmo da conversa, o tema e até onde se estenderá, não tente impor limites.

– Ela realmente é complicada. – Bufou entediado – Só consegui tirá-la desse casulo de frieza uma única vez. – Riu lembrando-se do acontecido.

– Conseguiu? Oh! Me conte como fez isso e ainda continuou vivo. – Disse curioso.

– Eu a desafiei para uma luta e no meio de tudo a chamei de “baixinha” como provocação. No fim ela me pareceu bem fofa, então lhe disse isso. Acredita que ela ficou corada depois?

– Baixinha? – Indagou surpreso.

– Exatamente! – Parou um pouco de rir para buscar ar – Embora eu tenha sofrido com as consequências. – Ficou sério por alguns instantes.

– O que ela fez a você?

– Por favor, não me faça lembrar. – Revelou já sentindo o corpo esquentar.

– Entendo... Vá até ela essa noite e tente conversar. – Falou animado.

– Pensei que estivesse treinando. – Disse alongando os braços.

– E está, aproveite e observe como ela treina, pode ser útil para alguma coisa. – Levantou-se para retornar a parte de dentro da casa.

– Onde fica a cachoeira? – Perguntou também se levantando.

– Vá em frente por ali... – Apontou para um conjunto de árvores velhas no lado esquerdo da clareira – Depois basta seguir o som das águas. A barreira lá não impede mais o barulho.

– Obrigado, Jiraya-sama. – E seguiu o caminho indicado pelo mais velho.

Quando terminou de passar pelas frondosas árvores, Sasuke parou por um instante para tentar ouvir o som das águas. Em seguida, retornou seu trajeto. A cada passo que dava, o barulho ficava mais intenso, mais imponente e fazia a determinação do garoto falhar. Talvez fosse pela presença que estava naquele lugar ou somente sua imaginação, porém Sasuke poderia jurar que a pressão nos arredores tinha ficado mais intensa. Era quase sufocante.

Parou novamente quando chegou à última fileira de árvores antes do campo onde a cachoeira ficava. Pensava em tudo que Jiraya havia dito e repetia mentalmente para manter a calma. Foi quando moveu os olhos na direção do centro do descampado que a viu. Marion estava de olhos fechados e sentada em posição de lótus exatamente embaixo da mediana queda d’água. Seu kimono provocante estava perfeitamente dobrado junto com as fitas dos pés, longe da margem onde não poderiam ser molhados, fato esse que fez o moreno olhar curioso para a garota.

Embora o local em si estivesse sendo apenas iluminado pela grande lua cheia, a aura avermelhada que saia do corpo da guerreira clareava não somente seu corpo, como também a água. Foi então que Sasuke percebeu o que ela vestia. Marion usava apenas o pequeno short negro que ficava escondido por baixo do kimono e faixas para cobrir os seios.

– Vai ficar a noite toda ai? – Perguntou a rosada ainda de olhos fechados.

– Não queria atrapalhar. – Respondeu saindo do escuro e parando próximo a margem.

– Não perderia a concentração por tão pouco. – Afirmou mostrando um meio sorriso.

Tudo bem Sasuke, mantenha a calma. – Pensava, respirando fundo – Jiraya me disse que seria bom observar como é seu treino, por isso vim.

– Jiraya fala muitas coisas. – Disse de forma azeda – Fique.

Enquanto sentava-se, não podia deixar de pensar que o grisalho poderia estar realmente certo. Talvez Marion fosse mais sociável se ele agisse com cautela.

– Pensei que seu treino fosse algo mais... Ativo. – Comentou observando ao redor.

– Não posso gastar energia assim enquanto ainda tiver essa “coisa”. – Confessou parecendo irritada, fazendo a aura avermelhada se intensificar.

– Que “coisa”? – Indagou interessado no assunto.

– O selo. – Respondeu seca – Há muito tempo “alguém” pôs um selo em mim, fazendo meus poderes serem lacrados. Por muito tempo fui impedida de usar ataques que envolvessem energia, entretanto, em um determinado dia eu encontrei uma forma de burlar as limitações desse maldito empecilho.

Era a primeira vez que Sasuke a via falar desse jeito, principalmente sobre si mesma. Não podia deixar a oportunidade escapar, então logo prosseguiu:

– E que forma foi essa?

– Quer realmente saber? – Perguntou de forma irônica.

– Algo diz para que eu não pergunte, mas... Sim. Quero saber!

– Bebendo o sangue dos humanos. – Respondeu sorrindo sarcástica – Claro que uni o útil ao agradável. Foi por causa de todos os tolos que matei que consegui materializar este corpo na Halled ou Terra... A sua escolha. – Disse parecendo animada com as lembranças.

– Isso é algo muito cruel! – Falou Sasuke de olhos arregalados – Você realmente não tem uma gota sequer de bondade?

– A bondade não serve para nada neste mundo. – Disse ácida.

– Óbvio que não! De onde tirou essa ideia absurda? – Perguntou afobado.

– Acredite em mim, Sasuke. Seja esperto e maldoso e sobreviverá. Seja amigável e caridoso e os lobos o devorarão. – Parou abrindo os olhos e olhando séria para ele – A bondade atira as pessoas ao inferno.

Sasuke iria rebater a teoria da garota, porém algo nos orbes verdes dela no momento em que terminou de falar o fez ficar quieto. Seus olhos estavam penetrantes, como se pudesse fazê-lo enxergar a verdade naquilo. O silêncio predominou no local e Marion voltou a fechar os olhos, sendo assim o garoto não viu alternativa a não ser mudar de assunto.

– Sobre o que Jiraya falou durante o almoço... – Começou receoso – Quais as vantagens que nosso pacto me trás?

– Aquele velho... – Rosnou expandindo a aura mais uma vez – Qualquer dia desses cortarei a língua dele fora!

– Ele não fez por mal, tente ser um pouco menos mal humorada. – Bufou deitando na grama.

– Existem algumas regras para ambos os lados quando um pacto é feito. – Começou depois de vários minutos em silêncio – O primeiro e mais importante é: Nunca abandonar seu parceiro. A segunda regra é exclusiva para o “contratado” e ela impõe muitas limitações.

– Por favor, gostaria que me explicasse tudo. – Pediu voltando a sentar-se.

– A partir do momento que aceitei ajudá-lo, não posso tomar o sangue de mais ninguém a não ser o seu. Entende agora? – Falou olhando brevemente para ele – Existe muitas outras regras que não vale a pena falar. Contudo, respeitando-as ganhasse regalias. Eu saberei quando estiver em perigo caso esteja fora do meu campo de visão e sentirei suas emoções que estiverem mais latentes.

– Eu também sentirei isso?

– Sim, porém somente quando estiver mais forte e souber como controlar. – Falou recolhendo a aura e levantando-se vagarosamente – Sua vida me pertence agora Sasuke, assim como a minha está em suas mãos. Entende o que isso significa? – Perguntou séria.

– Quer dizer que você será uma tirana que controlará todos os meus passos. – Brincou.

– Quer dizer que se você morrer, eu morro. – Observou a expressão espantada do jovem – E caso eu morra antes, sua alma será sentenciada ao inferno.

– Pensei que minha alma já estava sentenciada desde o momento que aceitei isso! – Disse confuso.

– Não, vocês humanos recebem muitas mordomias dos malditos cães alados. – Riu debochada enquanto voltava para a margem pulando algumas pedras – Se um dia eu o liberar do pacto, você ainda terá o direito de ser julgado no purgatório. Mas caso eu morra, sua alma sofrerá todas as dores possíveis no Sheol. – Disse parando a sua frente e se agachando – Sabe o que é engraçado? Seres como eu, ao menos possuem algo para ser julgado.

– Eu não sabia que essas coisas funcionavam assim. Então... O que exatamente Jiraya quis dizer mais cedo? – Falou vendo Marion bufar frustrada e começar a se vestir.

– Ele quis dizer que sou... Dependente de você.

– Dependente de que forma?

– Fora a questão do sangue, eu sou obrigada a obedecê-lo. Entretanto, isso só acontece quando a ordem for dada com muita determinação.

– Então você é submissa a mim? – Perguntou empolgado.

– De forma alguma pirralho. Você não tem nem de longe o poder necessário para ativar a magia que me obriga a isso.

– De toda forma, um dia quando eu for extremamente forte e tiver resgatado meu sensei a farei me obedecer. – Riu imaginando a cena.

– Pensei que quando salvasse seu sensei iria embora. Quer dizer que depois de tudo acabado quer seguir comigo Sasuke-kun? – Perguntou rindo de forma maliciosa.

– N-não foi isso que e-eu quis dizer! – Gaguejava extremamente corado.

– Baka. – Disse distraída, deixando escapar por breves segundos uma risada amigável.

– O que foi isso? – Perguntou Sasuke espantando – Você acabou de sorrir sinceramente agora?

– Nani? Enlouqueceu? – Disse terminando de amarrar as fitas negras nos pés.

– Não, não! Eu ouvi perfeitamente. – Falou segurando os ombros dela e a encarando – Você sorriu amigavelmente ainda há pouco.

– Me solte agora ou eu arrancarei cortarei cada centímetro da sua pele. – Disse ríspida.

– Pensei que tivesse dito que o que acontecer comigo recairá sobre você. – Sorriu vitorioso.

– Não posso matá-lo. – Respondeu vendo o sorrido do garoto alargar – Porém posso torturá-lo de todas as formas possíveis. Sou resistente à dor Sasuke, mas e você? – Disse vendo o sorriso dele sumir.

– Devo ter sonhado realmente. Você nunca seria capaz de sorrir dessa forma. – Resmungou a soltando.

– Vamos voltar, amanhã desceremos ao vilarejo para buscar alimentos.

No caminho de volta, o silêncio predominava. Cada um mantinha uma linha de pensamento distinta. Marion tentava pensar em alguma forma de burlar mais algumas limitações do selo e Sasuke anotava mentalmente um agradecimento a Jiraya.

Quando estavam próximos da casa, Sasuke olhou de relance para a garota. Por um momento o som do sorriso dela ficou grudado em sua mente, o fazendo corar e suspirar frustrado. Ao chegarem à pequena escada da varanda ouviram um ruído grave e pararam olhando para o chão. Naruto ainda dormia ali e roncava algumas vezes parecendo um animal selvagem.

– É barulhento até desacordado! – Resmungou Sasuke batendo com a mão na testa.

– Não bastasse ser um porco comendo, ainda o é quando dorme! – Olhou para Sasuke e continuou – O leve para dentro, ele é sua responsabilidade.

Na manhã seguinte, antes mesmo do sol voltar a nascer, Marion já estava acordada. Disposta a beira do penhasco, seu olhar era fixo no vilarejo. Aproveitando de breves momentos de solidão, abriu suas longas asas negras fazendo o perfume delas se espalhar. Deixando as penas afiadas, e agora alinhadas, serem acariciadas pela brisa.

– Fazia muito tempo desde que vi suas asas pela última vez. – Comentou o grisalho, parando ao seu lado – Na verdade, não as vejo desde... – Interrompeu sua fala propositalmente.

– Isso foi muito tempo atrás. – Disse sem encará-lo.

– “Ela” ainda existe. – Soltou, fechando os olhos e sentindo os primeiros raios de sol tocar sua face.

– Sim, está extremamente fraca, porém ainda está viva. – Concordou, movimentando levemente as asas.

– Se vai entrar numa peleja perigosa, sabe que precisará dela.

– Posso me virar muito bem sozinha, não duvide de mim. – Semicerrou os olhos.

– Não seja tola. Diante de uma possível guerra... Só ela seria capaz de acabar com o inimigo.

– Não veio aqui para me fazer essa revelação. – Falou arisca.

– Sempre perspicaz. – Sorriu, levando uma mão até a nuca. Um gesto típico de quem fora pego no flagra – Vim trazer a carroça para os mantimentos. – Apontou para trás.

– Carroça? – Olhou na direção do veículo – Posso trazer tudo sem o auxílio dessa coisa!

– Escute o que direi agora, Marion. – Falou ficando sério – Peço que, além de suas asas, não use seus poderes nessa área. Você sabe que a membrana que separa as dimensões nessa região é sensível a mudanças bruscas de energia. Você é um demônio poderoso, mesmo selado e isso me acarretaria inúmeros problemas.

– Hunf. Ainda esconde de seus superiores a suposta relação comigo? – Riu debochada.

– Alguém precisa ser o elo bondoso nessa relação. – Brincou – Acobertar um demônio e continuar abençoando a terra, sem deixar de ser puro, não é algo fácil para um velho.

– Sabe que não é assim. – Disse guardando as asas – Ainda tento compreender por que prefere essa aparência envelhecida.

– Vejo humanos nascerem e morrerem durante séculos, entretanto mesmo convivendo continuamente com eles dessa forma, ainda sim isso não me torna um deles.

– Deveria agradecer por isso. – Comentou alongando-se.

– Deixar que meu corpo envelheça, mesmo provisoriamente, faz com que eu me sinta mais próximo dessa bela criação.

– Isso tem a ver com seu passado. – Afirmou vendo o grisalho deixar os olhos vagarem perdidos no horizonte.

– Observe aqueles pássaros voando ao longe. – Apontou com o queixo o pequeno grupo de aves – São exatamente como os humanos que protejo. Podem ir aonde querem, quando querem, mesmo que façam isso somente por instinto. – Sorriu amigável – Porém, uma hora ou outra, eles irão machucar as asas e precisarão de alguém para socorrê-los.

– Esse alguém é você. – Compreendeu a metáfora.

– Sim... Contudo, chega um momento em que eu não mais posso curá-los. É nessa hora que eu preciso deixar que eles sigam seus caminhos, mesmo que seja em outro mundo.

– Foi por isso que a deixou ir? – Provocou.

– Claro que essa aparência alternativa é também uma forma de consumir o mínimo possível de chakra. – Riu da piada ignorando a pergunta feita.

– No fim não passam de formigas. – Falou séria – Numerosos, insistentes, mas ainda sim formigas.

– Formigas são capazes de derrubar um castelo, mesmo que só possam remover um grão de cada vez. – Repreendeu olhando firmemente para a guerreira – Os humanos são belas, livres e sonoras criaturas. – Fechou os olhos e abriu os braços – O som de suas preces é a mais bela melodia. – Falou sorrindo abertamente – Ainda tenho fé de que, um dia, você será capaz de compreender toda essa devoção.

– Prefiro me apegar a coisas reais. – Disse e saiu em direção a casa para chamar Sasuke.

– Também tenho fé de que esse pensamento será afastado de sua mente em breve. – Sussurrou olhando, pesaroso, os longos cabelos róseos esvoaçarem com o sutil vento matutino.

Notas finais
Outra coisa muito séria que queria falar. Vi hoje uma fanfic maravilhosa (e que eu amo demais) sendo excluída. A causa? Plágio. A verdadeira autora não aguentou mais as cópias abusivas e decidiu (com muito pesar) excluir a estória.Plágio é crime e eu peço que caso algum dos meus nekos veja um plágio sobre minha fic, DENUNCIEM. Tanto aqui quanto no AS eu só posto com o nick: Anniki. NÃO HÁ EXCEÇÃO. Obrigada nekos e comentem, por favor! :3