Marion Blanchard.
21 Omake — Rasengan
Notas iniciais

Esse omake se passa durante o capítulo 16, intitulado de "Ela".
Um som pesado foi ouvido, algo como um urso tentando quebrar a porta. A repetição incomodou seus ouvidos, foi preciso muito esforço para fazer sua mente se desligar do som. Respirou aliviado quando o barulho cessou, somente para minutos depois levantar-se assustado quando sentiu algo gelado cair sobre si. Água.
– Jiji! – Reclamou com os olhos esbugalhados e o corpo tremendo.
– Ohayo, Naruto. – Cumprimentou animado – Troque-se, o dia está ótimo para um treino.
– Eu poderia ter acordado se apenas me chamasse... – Resmungou de forma contrariada.
– Sim, claro que teria. – Riu – Vamos, hoje seremos só você e eu.
– Sasuke não se sente bem? – Questionou olhando para a cama ao lado, enquanto terminava de se vestir – Onde está ele?
– Lá embaixo. – Falou começando a sair do quarto. Naruto ia em seu encalço, ainda sonolento.
– Marion e ele irão ao vilarejo. – Finalizou Jiraya terminando de descer a escada.
– Não acho justo que somente ele vá nos lugares legais. – Sussurrou enciumado – Talvez dessa vez Marion-chan deixe que eu vá e...
– Me chame disso mais uma vez e eu te mostro pra onde vou te mandar. – Respondeu a garota de onde estava, sentada na janela da cozinha.
– Ohayo, Marion-chan, teme! – Sorriu assim que os viu.
A garota ergueu uma das sobrancelhas de forma irritadiça e preparou-se para descer de onde estava, quando ouviu a voz de Jiraya de forma repreensora:
– Na minha cozinha não, Marion.
– Você tem sorte garoto. – Resmungou voltando a posição que estava.
– Ohayo, dobe. – Respondeu Sasuke após balançar a cabeça de forma negativa – Já terminei, podemos ir. – Finalizou levantando-se e seguindo para fora da casa.
– Não tenham pressa. – Sorriu o grisalho os olhando da soleira da porta dos fundos – Tomem cuidado. – Advertiu quando Sasuke olhou para trás demonstrando um olhar inseguro.
Quando viu a carroça desaparecer através da estreita trilha que seguia morro abaixo, Jiraya voltou para dentro de casa. Naruto parecia totalmente distraído com a comida.
– É bom que já tenha terminado, preparei algo especial pra você hoje.
– Dattebayo, já estava na hora. – Riu levantando-se e seguindo para o lado de fora.
– Bom, pelo que notei você já encontrou a forma do seu chakra, não é?
– Como... Quando descobriu? – Indagou impressionado.
– Naquele dia, quando os anjos quase nos descobriram. – Sorriu arregaçando as mangas da camisa que usava – Seu chakra se propagou daquela forma porque era tão leve quanto vento.
– Você é realmente bom, Jiji! – Exclamou empolgado.
– O que tenho aqui hoje será de muita ajuda para você. Apenas observe. – Ordenou respirando fundo e fechando os olhos.
Uma suave brisa passou pelo local. Naruto observava atentamente as feições sérias de Jiraya, porém não notou nada de diferente. De repente o ar próximo ao grisalho tornou-se mais revoltoso e em determinados pontos até mesmo visível. Velozmente vários filamentos seguiam de forma a formar uma pequena espiral na mão direta que estava erguida. O acumulado ali formou uma esfera azulada que girava tão rapidamente que era capaz de produzir um ruído incomodo.
– Este é o rasengan. – Revelou antes de fechar a mão e desfazer a esfera.
– É incrível! – Gritou empolgado – Ttebayo!
– Vamos, sinta o vento. A temperatura do ar... – Falou vendo o loiro respirar fundo e abaixar-se um pouco – Agora sinta o chakra fluindo dentro de você, o imagine tomando forma na palma de sua mão.
Naruto estava bastante concentrado, tanto que algumas gotas de suor escapavam por sua testa. Lentamente uma fina corrente começou a se formar nas mãos do garoto, entretanto, não possuía a forma de uma esfera como a de Jiraya. Era como um emaranhado – com várias pontas – de chakra rodando em diversas direções ao mesmo tempo. Até que usou força demais ao mesmo tempo e a energia se dissipou de sua mão com um leve estouro.
– Você precisa dosar a quantidade de chakra que é liberado, não adianta apenas concentrá-lo. – Riu sentando-se ao chão e observando o garoto tentar novamente.
– Yosh, acho que agora entendi e... – Decepcionou-se quando a energia sumiu novamente de suas mãos.
– Tenha paciência e tente começar a girar o chakra de forma suave. Aumente a velocidade de forma progressiva – Aconselhou.
– Droga! – Gritou enquanto era atirado para trás devido a força exagerada que usou para forçar o giro do chakra.
– É, teremos um longo dia. – Riu vendo o loiro levantar-se e tentar novamente controlar sua magia.
Fale com o autor