Marcas do Passado

4 O encontro - Parte 1


Notas iniciais
O último de hoje gente, sei que os capítulos iniciais estão um pouco pequenos, mas pra frente eles vão aumentar, parando de postar agora pq já começou Malhação haha e tb pra deixar um suspense no ar haha. Espero que gostem e Boa Leitura!

Karina

Eu estava me arrumando já havia uma hora, eu estava vestida em uma calça preta, botas pretas, uma blusinha branca e um bolero preto de couro, meus cabelos estavam soltos em perfeitos cachos que pendiam até um pouco abaixo dos ombros. Eu estava com uma maquiagem leve que realçou bastante meus olhos, que segundo Pedro era á parte que ele mais gostava em mim. Mas por que eu estou lembrando disso mesmo? Eu passei perfume e dei uma ultima olhada no espelho. Desde cedo que eu estou pensando nesse reencontro, eu não sabia o que esperar, eu nem sabia o que conversar com Pedro caso ele fosse, eu estava muito ansiosa. André havia ido embora fazia algum tempo, ele não morava comigo mais era como se morasse já que ele dormia na minha casa quase todos os dias. Eu peguei á chave do meu carro e sai de casa entrando no mesmo. Eu ainda sabia o caminho daquele lugar com perfeição, era como se eu estivesse tido lá ontem. Em todo o caminho eu não parava de pensar no que aconteceria hoje naquele “encontro”, eu não conseguia parar de tremer. Como o lugar ficava longe da minha casa eu demorei um pouco para chegar. Quando eu cheguei eu parei o carro na estrada de terra que havia ali e eu percebi que o meu carro não era o único naquele lugar, instantaneamente meu coração começou á acelerar, algo que eu achava impossível. Então ele veio, ele já estava ali. Eu comecei á andar pelo campo e até eu chegar ao lugar exato demoraria mais ou menos cinco minutos, ou no meu caso dez, já que eu estava em uma lerdeza só. Quanto mais eu me aproximava mais eu tremia. A noite estava gélida, o vento bruto batia contra as folhas das árvores chacoalhando-as. O céu estava limpo e á lua estava esplendida. A noite estava muito parecida com aquela última noite que eu vi Pedro. Caminhei mais um pouco e ao longe eu vi aquela árvore solitária, á árvore que foi testemunha do meu primeiro amor.. Eu me aproximei mais um pouco e eu o vi, Pedro estava imóvel observando á lua. Minha respiração acelerou e minhas pernas vacilaram e diante desse turbilhão de sensações um sorriso escapou dentre meus lábios. Eu fechei os olhos e o passado começou á rebobinar em minha mente. Eu respirei profundamente e comecei á andar em direção á Pedro.

Pedro

Eu já estava ali fazia algum tempo. O céu estava limpo e estava em uma mistura de cores escuras, a lua irradiava seu poder, naquela árvore ainda estava marcado o meu nome e de Karina com um grande coração circulando os mesmos. Enquanto eu observava aquela brilhante lua, fleshs do passado começaram á rondar por minha mente. Eu estava aflito com essa demora de Karina, será que ela não vem?

– Promessa feita, promessa aceita – Eu ouvi uma voz feminina vindo de trás de mim. Era ela, ela apareceu. Um grande sorriso saiu dentre meus lábios.

– Promessa cumprida – Eu disse me virando para olha-la. O sorriso que antes enfeitava meu rosto desapareceu, não que eu não estivesse feliz por vê-la, mas quando eu á olhei eu não sei o que aconteceu, Karina estava… estava… linda. Pra falar á verdade eu fiquei em choque quando eu á vi, e não era pra menos, á ultima vez que eu á vi ela era apenas uma garotinha, agora ela está uma mulher… e que mulher. Eu á observei atentamente e ela fez á mesma coisa, então, de repente, nossos olhares se encontraram e algo estranho percorreu meu corpo, a sensação que eu tive foi á mesma de onze anos atrás quando eu á vi pela primeira vez. Seus olhos continuavam lindos, mas só que o brilho deles estavam mais intensos, era algo que ti hipnotizada, e é exatamente assim que eu estou… hipnotizado. Para com isso Pedro você vai casar.

– Oi – ela disse sorrindo. O vento bateu em seus cabelos e seu delicioso aroma invadiu minhas narinas. Aquele sorriso, ahh aquele sorriso, tão lindo, tão encantador, continuava o mesmo de sempre.

– Oi – Um sorriso resurgiu em meu rosto.

– Cumprimos nossa promessa.

– É, somos pessoas de palavras.

– Será que… eu posso ti dar um abraço? – ela perguntou tímida.

– Claro.

Eu abri os braços e Karina se encaixou perfeitamente em meu peitoral, como um quebra-cabeça. Eu á apertei fortemente pela cintura e ela suspirou em meu pescoço. Eu me sentia tão bem com ela ali em meus braços, mas isso é errado, eu iria casar, eu não poderia me sentir assim, não poderia, mas isso era inevitável, era como seu eu estivesse voltando para casa, era isso, como se eu estivesse voltando para casa.